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	<title>Anahp</title>
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	<title>Anahp</title>
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		<title>Enfermeiro, técnico e auxiliar: conheça as diferenças entre esses profissionais</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/enfermeiro-tecnico-e-auxiliar-conheca-as-diferencas-entre-esses-profissionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda as atribuições, a formação e a rotina da equipe de enfermagem e descubra como o trabalho conjunto desses profissionais contribui para a saúde dos pacientes Durante uma internação, profissionais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda as atribuições, a formação e a rotina da equipe de enfermagem e descubra como o trabalho conjunto desses profissionais contribui para a saúde dos pacientes</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27451" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma internação, profissionais de enfermagem entram e saem do quarto com frequência. Um administra medicação, outro ajuda no banho, e há ainda aquele que parece coordenar a equipe e acompanhar o tratamento de forma mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre é fácil entender quem é quem. Para explicar as diferenças, consultamos Sidiclei Machado Carvalho, gerente de enfermagem do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem faz o quê na equipe de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalho explica que a enfermagem é formada por diferentes categorias profissionais, e cada uma tem seu papel. &#8220;<em>O que muda entre elas é a formação e o nível de complexidade do cuidado, mas todas trabalham de forma integrada, com técnico e auxiliar atuando sob a supervisão do enfermeiro&#8221;</em>, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que todos eles precisam ter registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o enfermeiro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o profissional que tem o diploma de nível superior: são quatro anos de faculdade. É ele quem faz a avaliação inicial detalhada do paciente, monta o plano de cuidado e assume os procedimentos mais delicados, como passar sondas e tratar curativos cirúrgicos profundos. Também é a referência diante de pacientes graves e quem coordena a equipe de enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o técnico de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Possui curso técnico de nível médio, com cerca de dois anos de duração. É ele quem está na linha de frente do cuidado de média e alta complexidade: administra medicações (inclusive as endovenosas, aplicadas diretamente na veia), cuida dos acessos venosos, faz curativos mais simples e prepara o paciente para exames e cirurgias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">→ <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-que-faz-um-tecnico-de-enfermagem-em-um-hospital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saiba mais sobre a atuação do técnico de enfermagem</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o auxiliar de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse profissional tem a formação de nível médio, porém mais curta — em geral, com duração inferior a um ano. Atua em atividades de baixa complexidade e dá suporte ao bem-estar do paciente: faz a higiene e o banho de leito em pacientes não graves, acompanha os sinais vitais, ajuda na alimentação de quem tem pouca mobilidade e aplica as medicações de rotina liberadas pela instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que só o enfermeiro pode fazer?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O trabalho do enfermeiro</strong> <strong>vai além do acompanhamento diário dos pacientes.</strong> A Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (Lei nº 7.498/1986) atribui a esse profissional responsabilidades como o<strong> gerenciamento dos processos de cuidado e a supervisão dos serviços de enfermagem.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O enfermeiro também é responsável por decisões relacionadas à assistência, como definir quais cuidados o paciente precisa em cada momento, além da avaliação contínua das suas condições&#8221;,</em> explica Carvalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, seguindo as diretrizes de segurança do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o <strong>profissional é o único autorizado a realizar procedimentos especializados</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>inserção de dispositivos avançados</strong>, como o PICC (Cateter Central de Inserção Periférica), uma linha de acesso na veia muito utilizada para tratamentos longos;</li>



<li><strong>passagem de sondas</strong>, vesical (para eliminação de urina) ou nasoentérica (para alimentação);</li>



<li><strong>curativos complexos</strong>, tratamento de feridas profundas ou lesões pós-cirúrgicas graves.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa autonomia também se estende para fora dos hospitais. <em>&#8220;Na rede pública e nos programas do SUS, o enfermeiro está autorizado a solicitar exames e prescrever medicamentos específicos, desde que previstos nos protocolos institucionais e na legislação&#8221;</em>, destaca Carvalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como enfermeiro, técnico e auxiliar trabalham juntos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cuidado ao paciente depende da atuação coordenada de toda a equipe de enfermagem</strong>. Ao mesmo tempo em que cada profissional exerce funções específicas, <strong>a troca constante de informações permite acompanhar a evolução do paciente e tomar decisões com mais segurança ao longo do tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa comunicação acontece durante as passagens de plantão, discussões de casos e em diferentes momentos da assistência, garantindo que todos os envolvidos tenham uma visão atualizada do quadro clínico e dos cuidados em andamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;A integração entre enfermeiros, técnicos e auxiliares contribui para a identificação precoce de riscos, reduz falhas de comunicação e fortalece a continuidade do cuidado entre turnos e setores&#8221;</em>, afirma Carvalho. Dessa forma, o trabalho integrado da equipe favorece uma assistência mais segura, contínua e centrada no paciente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Acompanhante no hospital: o que muda com o novo Estatuto do Paciente</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/acompanhante-no-hospital-o-que-muda-com-o-novo-estatuto-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 17:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que permanecer ao lado do paciente, o acompanhante também participa do cuidado. Entenda como a legislação define essa atuação, quais são seus limites e quais responsabilidades ela envolve. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais do que permanecer ao lado do paciente, o acompanhante também participa do cuidado. Entenda como a legislação define essa atuação, quais são seus limites e quais responsabilidades ela envolve.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27412" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O recém-aprovado Estatuto do Paciente (Lei 15.378/2026) garante a qualquer pessoa internada o direito de contar com um acompanhante, com ressalvas pontuais. Além de assegurar sua presença, a lei também reconhece seu papel no cuidado, amplia sua atuação e estabelece direitos e responsabilidades claros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao mesmo tempo, essa nova configuração levanta dúvidas.</strong> Em que situações o acompanhante pode representar o paciente? É possível permanecer na UTI? Quando o hospital pode limitar essa presença? <strong>Confira as respostas a essas e outras perguntas a seguir.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acompanhante e visita são a mesma coisa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A confusão é comum, mas os papéis são bem distintos. <em>&#8220;O visitante entra, fica um tempo e vai embora. O acompanhante é parte ativa do cuidado, não um espectador&#8221;</em>, resume Priscila Rosseto, gerente executiva de Governança Clínica do Hcor e coordenadora do Grupo de Trabalho Melhores Práticas da Anahp. A especialista explica que essa participação pode incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>continuidade do cuidado</strong>: permanecer ao lado do paciente durante procedimentos, acompanhar sua evolução clínica e manter um vínculo contínuo com a equipe de saúde;</li>



<li><strong>vigilância ativa</strong>: verificar se os protocolos de segurança estão sendo seguidos, como higienização das mãos, identificação correta do profissional e conferência de medicamentos, com o direito a questionar a equipe;</li>



<li><strong>memória clínica</strong>: informar alergias, medicamentos em uso, histórico de internações e preferências do paciente quando ele não consegue se comunicar;</li>



<li><strong>representação do paciente</strong>: quando previamente designado para essa função e o paciente não puder expressar sua vontade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem pode ser acompanhante no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação não restringe essa função a um grau específico de parentesco. Na maioria das vezes, esse papel é exercido por familiares próximos, mas também pode ser desempenhado por um amigo ou um cuidador contratado que conheça a rotina do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais importante é que seja alguém capaz de compreender orientações, transmitir informações relevantes e oferecer apoio durante a internação, colaborando com a equipe assistencial sempre que necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que muda quando o paciente é idoso, criança ou tem necessidades especiais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) já garante acompanhante em todos os atendimentos de saúde, e o novo Estatuto do Paciente soma-se a essa proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que, para idosos, <strong>a possibilidade de limitar a presença do acompanhante só deve ocorrer diante de uma justificativa clínica</strong>, como uma situação em que sua permanência represente risco ao próprio paciente ou a terceiros. Por isso, trata-se de um direito amplamente assegurado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo vale para crianças e adolescentes, protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), e para pessoas com deficiência, que contam com proteção específica na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rosseto, esse conjunto de legislações faz com que eventuais restrições à permanência do acompanhante sejam situações excepcionais e dependam de justificativas clínicas consistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O direito é praticamente irrestrito para esses grupos, e a instituição deve providenciar condições para que o acompanhante permaneça ao lado do paciente, como poltrona ou outra acomodação compatível com sua estrutura&#8221;</em>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode permanecer na UTI e na enfermaria?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito existe em todos os ambientes, mas é preciso respeitar a realidade de cada local.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No quarto particular, a flexibilidade é máxima</strong>: o acompanhante pode ficar em período integral, e o hospital não pode negar a permanência sem justificativa clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na enfermaria, o ambiente é compartilhado. O direito de quem acompanha precisa ser equilibrado com o direito dos outros pacientes à privacidade</strong>. Por isso, o hospital pode estabelecer horários rotativos e limite de acompanhantes simultâneos por quarto. <em>&#8220;Isso faz parte da gestão adequada, não é uma negação de direito&#8221;, </em>explica Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é o ambiente mais complexo.</strong> Embora o direito ao acompanhante seja preservado, a rotina dos cuidados intensivos <strong>exige regras específicas</strong> sobre horários e tempo de permanência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre que houver alguma restrição, ela deve ser justificada, comunicada à família e reavaliada periodicamente. Nas UTIs pediátricas e neonatais, normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliam ainda mais esse acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em quais situações o hospital pode limitar ou impedir a presença do acompanhante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei define três hipóteses:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>por condição clínica</strong>: pacientes em isolamento por infecção de alta transmissibilidade (tuberculose aberta, meningite bacteriana), em procedimento cirúrgico, ou em quadro em que a presença do acompanhante gera agitação ou piora clínica comprovada;</li>



<li><strong>por privacidade</strong>: exames ginecológicos, urológicos, procedimentos íntimos — ou simplesmente quando o próprio paciente não quer a presença;</li>



<li><strong>por segurança de terceiros</strong>: comportamento do acompanhante que coloque em risco a equipe, outros pacientes ou o próprio ambiente hospitalar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Qualquer restrição precisa ser registrada em prontuário, comunicada formalmente à família e revisada periodicamente&#8221;,</em> ressalta Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação às visitas, o paciente pode recusar a presença de qualquer pessoa, inclusive parentes próximos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode administrar equipamentos como nebulizador e oxigênio no paciente enquanto eles estiverem no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. A coordenadora é enfática: &#8220;<em>Mesmo que o acompanhante use o nebulizador em casa há anos, mesmo que já tenha visto diversas vezes a técnica ser feita, mesmo que o paciente peça.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo é clínico. O paciente internado frequentemente está com parâmetros e concentrações de medicamentos diferentes dos usados em casa, e um erro de tempo, fluxo ou dose gera risco real, com responsabilidade civil e penal para o acompanhante e para o hospital, que responde solidariamente pelo que acontece em suas dependências. A regra cobre nebulizador, oxigênio, soro, bomba de infusão, monitor, aspirador e qualquer outro dispositivo clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode dar banho no paciente no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O banho e a higiene são responsabilidade da assistência de enfermagem e envolvem uma série de cuidados relacionados à prevenção de quedas, proteção de acessos venosos, drenos, curativos e infecções. Por isso, esses cuidados não devem ser realizados pelo acompanhante por iniciativa própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando houver orientação da equipe, o acompanhante pode colaborar com cuidados simples, como higienizar as mãos do paciente, limpar o rosto ou oferecer pequenos auxílios durante a rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Rosseto, vale uma regra simples: se a equipe não autorizou nem explicou como fazer, não faça. Quando houver indicação para ajudar, peça orientações antes de agir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeira vez acompanhando um paciente? Saiba o que fazer</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem nunca passou por uma internação como acompanhante costuma se sentir perdido. Algumas orientações simples ajudam nessa missão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar, apresente-se à equipe de enfermagem, pergunte sobre as regras e deixe seu contato atualizado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tenha em mãos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>lista de medicamentos que o paciente usa em casa;</li>



<li>histórico de alergias;</li>



<li>nome do médico de referência e contatos familiares;</li>



<li>se houver diretivas antecipadas de vontade (documento em que a pessoa registra quais cuidados e tratamentos deseja ou não receber caso, no futuro, não consiga expressar sua vontade), leve uma cópia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entenda seu papel como acompanhante</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você é um aliado da equipe, não um substituto. Observe, anote dúvidas e comunique mudanças de comportamento, mas não tome decisões por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuide-se. Internações longas são extenuantes no corpo e na cabeça. Reveze com outros familiares sempre que possível. <em>&#8220;Acompanhante esgotado não cuida bem de ninguém&#8221;</em>, lembra Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vestimenta, comportamento e limites&nbsp;dos acompanhantes no ambiente hospitalar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora explica que passar muito tempo no hospital cria uma sensação de intimidade com o espaço, e é exatamente aí que mora o risco. <em>&#8220;Hospital não é extensão da casa, é ambiente de pessoas imunossuprimidas e vulneráveis.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na vestimenta, a recomendação é usar roupas adequadas ao ambiente hospitalar, como calças e blusas com mangas. Em áreas clínicas, chinelos e sandálias abertas costumam ser proibidos pelas normas de segurança adotadas pelos hospitais. Em UTIs e no bloco cirúrgico, o avental é obrigatório e fornecido pelo hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comportamento, também existem regras que ajudam a preservar a segurança, a privacidade e o bem-estar de todos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter a voz baixa e respeitar o horário de descanso dos demais pacientes; </li>



<li>não fotografar nem filmar o ambiente ou outras pessoas;</li>



<li>evitar divulgar informações sobre a saúde do paciente que está aos seus cuidados nas redes sociais, preservando sua confidencialidade. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o Estatuto do Paciente estabelece que o paciente e seu representante devem cumprir as normas da instituição de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Direitos e responsabilidades caminham juntos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o novo Estatuto reconhece o <strong>papel do acompanhante no cuidado ao assegurar sua presença, garantir o direito de fazer perguntas, acompanhar a evolução clínica</strong> e, quando previamente designado, representá-lo nas decisões sobre o tratamento caso ele não possa expressar sua vontade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao mesmo tempo, essa atuação também envolve responsabilidades</strong>. Ao compartilhar informações importantes sobre o paciente, respeitar as normas da instituição, preservar a confidencialidade das informações de saúde e colaborar com a equipe assistencial, o acompanhante ajuda a tornar o cuidado mais seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A internação é sempre um trabalho coletivo.</strong> Quando paciente, acompanhante e equipe caminham na mesma direção, a comunicação melhora, decisões são tomadas com mais segurança e o <strong>cuidado se torna mais organizado e seguro para quem está no centro de tudo: o paciente.</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que os hospitais são frios? Por que não pode levar comida de fora? Tire essas e outras dúvidas sobre o ambiente hospitalar</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/por-que-os-hospitais-sao-frios-por-que-nao-pode-levar-comida-de-fora-tire-essas-e-outras-duvidas-sobre-o-ambiente-hospitalar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Das paredes brancas à proibição de flores no quarto, muita coisa que parece frieza em um hospital é, na verdade, uma camada de proteção para o paciente. Entenda a lógica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Das paredes brancas à proibição de flores no quarto, muita coisa que parece frieza em um hospital é, na verdade, uma camada de proteção para o paciente. Entenda a lógica por trás das regras.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-1024x576.png" alt="Por que os hospitais são tão frios? " class="wp-image-27388" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quem passa por uma internação, seja como paciente ou acompanhante, costuma esbarrar em regras que parecem exageradas. Porém, cada uma dessas práticas nasce de uma razão clínica, de biossegurança ou de natureza ética, e sempre tem o mesmo objetivo: a segurança e a recuperação de quem está ali.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender a lógica por trás das normas, respondemos às <strong>dez perguntas mais comuns sobre o dia a dia hospitalar</strong> e explicamos por que essas <strong>regras são fundamentais para pacientes, acompanhantes e profissionais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Por que é tudo branco e minimalista?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O branco e o visual minimalista</strong> — com pouca decoração, em um ambiente quase neutro — nasceram de uma <strong>necessidade prática de higiene e segurança.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A cor branca transmite sensação de limpeza e assepsia, facilita a visualização de fluidos e manchas e possibilita a neutralidade do ambiente&#8221;, explica Monise Tedesco, gerente administrativa da Unidade Ipiranga da Rede São Camilo de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em uma superfície clara, qualquer sujeira aparece na hora</strong>, o que ajuda a equipe a <strong>manter o padrão rigoroso de higienização que a prevenção de infecções</strong> exige. O ambiente claro e com poucos móveis e objetos também ajuda na funcionalidade do tratamento: desde a luminosidade até a ergonomia, pensados para a circulação e o transporte do paciente, esses elementos <strong>diminuem os riscos de acidentes e quedas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, concepções de arquitetura mais recentes já trabalham para uma lógica mais próxima da hotelaria: novas cores, iluminação aconchegante (e natural sempre que possível), móveis e equipamentos com tecnologia que reduz ruído e aumenta o conforto, tanto do paciente quanto do acompanhante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa pioneira da década de 1980, citada no livro <em>The Science of Place and Well-Being</em>, de Esther M. Sternberg, mostrou que pacientes que mantinham contato com a natureza durante a internação se recuperavam mais rápido. Hoje, <strong>conforto deixou de ser luxo e virou parte da estratégia de cuidado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A arquitetura humanizada coroa o novo conceito dos serviços de saúde, deixando a visão de que o hospital transmite frieza para transmitir aconchego e segurança&#8221;, completa Tedesco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Por que hospitais são frios?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem nunca entrou em um hospital e comentou: &#8220;Nossa, aqui é muito frio!&#8221; A sensação é comum, mas a temperatura dos ambientes não pode ser definida apenas pelo conforto dos pacientes e acompanhantes. Embora, em muitos hospitais, quartos de internação permitam ajustes no ar-condicionado, o controle da temperatura segue critérios rigorosos. <strong>Umidade, circulação do ar e climatização fazem parte de um sistema planejado para garantir segurança, reduzir riscos de infecção</strong> e oferecer as melhores condições para a assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com recomendações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), quartos de pacientes costumam ser mantidos em torno de 24 °C, geralmente dentro de uma faixa entre 21 °C e 24 °C. No entanto, cada ambiente é planejado de acordo com sua função e com as necessidades de pacientes, profissionais e equipamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Centros cirúrgicos, por exemplo, costumam ter temperaturas mais baixas. Além de favorecer a segurança do procedimento, isso ajuda a equipe, que permanece por horas sob iluminação intensa e utiliza aventais, uniformes, toucas, máscaras, óculos de proteção, múltiplas luvas e, em alguns casos, aventais de chumbo ou outros equipamentos pesados de proteção. <strong>Um ambiente excessivamente quente pode aumentar o desconforto e a fadiga desses profissionais durante procedimentos longos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras áreas, como laboratórios e salas que abrigam equipamentos de alta tecnologia — entre elas as de ressonância magnética —, também precisam de <strong>temperaturas mais baixas para evitar o superaquecimento dos aparelhos</strong> e garantir seu funcionamento adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Por que não pode ter plantas e flores no quarto do hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem fortes razões para o buquê das visitas — que chega cheio de boas intenções — esbarrar na recepção. <strong>Plantas e flores podem carregar microrganismos capazes de causar doenças</strong>, um risco sério, especialmente para pacientes com a imunidade comprometida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Destaca-se o risco de infecções por fungos, que podem ser graves a depender do quadro clínico do paciente&#8221;, alerta Beatriz Quental, gerente do Serviço de Controle do Hospital São Camilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soma-se a isso o potencial de<strong> desencadear reações alérgicas e até de trazer insetos e outros vetores para dentro do hospital</strong>. Ou seja, a flor que simboliza carinho pode, sem querer, só trazer espinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Por que não pode levar comida de fora?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comida de casa traz conforto, mas o prato preferido pode entrar em conflito direto com o tratamento, afinal, pacientes internados frequentemente têm indicações específicas de dieta. Além disso, <strong>não há como garantir a procedência, a conservação e o manuseio adequado de um alimento preparado fora do hospital.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que a rigidez vem diminuindo. &#8220;Há alguns anos, as restrições são avaliadas de acordo com o momento do tratamento&#8221;, diz Tedesco. Muitos <strong>hospitais já investem em cardápios adaptados e refeições à escolha de quem está internado</strong>, justamente para devolver um pouco desse conforto sem abrir mão da segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Por que manter o acesso venoso mesmo tomando remédio por boca?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta está no imprevisto. <strong>Se o quadro piora de repente, surge uma reação ou aparece a necessidade de uma medicação endovenosa imediata, a equipe não pode perder minutos preciosos </strong>procurando uma veia, ainda mais em quem tem acesso difícil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para conservar o cateter sem precisar de soro correndo o tempo todo, a enfermagem faz a salinização, uma lavagem com soro fisiológico que mantém o acesso funcionando e ainda poupa o paciente de várias picadas. No fim, a decisão se refere menos ao agora e mais ao &#8220;e se&#8221; das próximas horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quanto tempo o paciente precisa ficar com o acesso? Não existe prazo padrão: a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é avaliar caso a caso todos os dias. Isso porque, quanto mais dias com o acesso, maior o risco de flebite (inflamação na parede de uma veia) e infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, enquanto há motivo clínico, vale manter; quando não há e o cateter traz mais riscos do que benefícios, ele costuma ser retirado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, se você notar que o acesso ou cateter não está sendo utilizado para medicações, soro, exames ou drenagem, pergunte à equipe de enfermagem ou ao médico assistente sobre a possibilidade de retirada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Por que o controle de visitas no hospital é tão rígido?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A regra do número limitado de visitantes e do crachá na recepção também faz parte dos protocolos para a segurança dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada pessoa a mais circulando no ambiente hospitalar representa uma possível via de entrada ou de disseminação de agentes infecciosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O controle de acesso funciona como uma barreira preventiva de proteção biológica aos pacientes, essencialmente aqueles que possuem menor capacidade de defesa contra infecções&#8221;, resume a gerente administrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, <strong>limitar o fluxo é uma forma de proteger quem está mais frágil.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. Quando os pets podem visitar o paciente no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada vez mais os hospitais vêm permitindo a visita de animais de estimação, desde que respeitando os protocolos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para liberar a entrada,</strong> <strong>é preciso garantir a saúde do animal</strong>, com declaração do veterinário, carteira de vacinação em dia e comprovação de banho recente. Há também <strong>critérios sobre a condição do próprio paciente, além de fluxos definidos</strong> de entrada e saída, higienização do ambiente e cuidados antes e depois da visita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Entendemos a importância dessas visitas e seu benefício ao paciente e, por essa razão, fazemos questão de garantir que sejam feitas com segurança&#8221;, afirma Quintal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8. Dá para flexibilizar horários de um paciente internado, como banho ou medicação de madrugada?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dá, sim, e cada vez mais, com o objetivo de proteger o sono do paciente. Essas <strong>adaptações incluem reduzir ruído e luz, agrupar procedimentos para não acordar a pessoa a toda hora e rever horários de medicação</strong> com a equipe médica quando os intervalos permitem. O banho também pode ser combinado conforme a preferência, dentro do que o quadro clínico autoriza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O limite aqui é técnico. Medicações de horário fixo, como antibióticos, ou cuidados que não podem esperar não entram na negociação. Mas boa parte da rotina tem, sim, espaço para ajuste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>9. Por que alguns setores do hospital parecem mais &#8220;rígidos&#8221; que outros?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado é definido pela gravidade e pela dependência de cada paciente, e isso explica por que a rigidez varia tanto de um setor para outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, no pronto-socorro — um ambiente imprevisível e de risco alto —, a prioridade é estabilizar pacientes, então a rotina é naturalmente mais rígida.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Na<strong> enfermaria</strong>, com pacientes mais estáveis, há espaço para flexibilizar banho, visita e refeições.</li>



<li>O <strong>apartamento</strong> se parece com a enfermaria na parte clínica, com mais conforto e hotelaria, mas sob os mesmos protocolos de segurança.</li>



<li>Já a <strong>UTI</strong> concentra os casos graves, monitorados 24 horas. É onde o protocolo técnico é mais restrito.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Resumindo: quanto mais delicada a situação do paciente, mais rígido o protocolo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>10. Dá para manter o protocolo dos hospitais sem abandonar o calor humano?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Calor humano e protocolo não brigam entre si. O que muda é a forma de entregar o cuidado. Dá para explicar cada procedimento antes de fazer, chamar a pessoa pelo nome, respeitar o tempo dela e liberar o que não interfere na segurança do paciente, dos acompanhantes e da equipe, como objetos afetivos, roupa própria, a presença da família e o celular para manter o contato com quem se ama.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O protocolo marca os limites. Dentro deles, há espaço para acolher.</strong> Entender essa lógica talvez seja o primeiro passo para <strong>enxergar o hospital não como um lugar frio, mas como um ambiente inteiro organizado em torno de uma só prioridade: a saúde do paciente.</strong></p>
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		<title>Consulta online resolve? O que a telemedicina pode (e não pode) fazer por você</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/consulta-online-resolve-o-que-a-telemedicina-pode-e-nao-pode-fazer-por-voce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:40:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além da consulta online, a telemedicina também é usada em diversas situações. Entenda quando ela resolve, quando não substitui o cuidado presencial e como o futuro já está mudando o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Além da consulta online, a telemedicina também é usada em diversas situações. Entenda quando ela resolve, quando não substitui o cuidado presencial e como o futuro já está mudando o cuidado à distância</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-27251" style="width:709px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Consultas online, monitoramento e até tratamentos à distância são algumas das possibilidades da telemedicina. Elas ajudam desde pacientes com doenças crônicas e dificuldade de locomoção até pessoas que precisam de um retorno simples ou orientação sem sair de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo em que a modalidade aumentou seu leque, as dúvidas dos pacientes também cresceram. O que pode ser feito à distância? Em quais situações uma consulta por vídeo não substitui a ida ao médico? Quantos recursos existem além da teleconsulta?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tiramos essas e outras dúvidas com o médico de família e comunidade Thiago Cabral, doutor em Ciências e médico diarista do Hospital do Coração em Natal (RN).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que é telemedicina?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É o uso da tecnologia para que médicos e pacientes possam trocar informações, realizar atendimentos e acompanhar a saúde à distância, sem a necessidade de estarem no mesmo ambiente físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esse conceito já existisse há tempos, ele ganhou enorme destaque durante a pandemia. &#8220;Esse período pediu que pessoas no mundo todo continuassem sendo atendidas e tratadas com segurança, graças à tecnologia e à capacitação dos médicos para o uso das ferramentas digitais&#8221;, diz Cabral.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são as vantagens da telemedicina?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as consultas online, os benefícios têm respaldo científico. Um estudo publicado pelo Journal of Medical Internet Research, que avaliou mais de mil pacientes de diversas faixas etárias, confirmou o impacto positivo do atendimento remoto. As maiores vantagens observadas foram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>economia de tempo e dinheiro</strong>: eliminação de gastos e do estresse com grandes deslocamentos;</li>



<li><strong>acesso ampliado</strong>: oportunidade de consulta com especialistas localizados em outras cidades ou em grandes centros de referência;</li>



<li><strong>continuidade do cuidado</strong>: maior adesão ao acompanhamento médico devido à comodidade para o paciente e para a equipe de saúde.</li>
</ul>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são as possibilidades da telemedicina, além da consulta online?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a consulta online seja o formato mais conhecido, o cuidado à distância é muito mais amplo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>telemonitoramento</strong>: acompanhamento contínuo por meio de dispositivos como smartwatches e outros wearables — aparelhos eletrônicos feitos para serem integrados à roupa ou usados como acessórios, como smart rings —, sensores de glicose ou medidores de pressão digitais. Os dados são registrados pelo paciente ou integrados a plataformas médicas para avaliação;</li>



<li><strong>teletriagem</strong>: uma avaliação inicial remota para definir a gravidade, necessidade de atendimento presencial e encaminhamento adequado;</li>



<li><strong>telediagnóstico</strong>: usado para interpretação de exames e emissão de laudos à distância;</li>



<li><strong>teleinterconsulta</strong>: discussão de um caso clínico entre o médico assistente e outro especialista, via vídeo, com o objetivo de alinhar a conduta do tratamento;</li>



<li><strong>teleconsultoria</strong>: troca de informações entre profissionais da saúde para o esclarecimento de dúvidas técnicas, administrativas ou assistenciais relacionadas ao cuidado do paciente;</li>



<li><strong>telecirurgia</strong>: realização de procedimentos cirúrgicos por meio de robôs controlados à distância por cirurgiões especialistas.</li>
</ul>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quando a telemedicina é indicada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A telemedicina pode ser indicada nas seguintes situações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>retornos médicos</strong>: consultas de acompanhamento para avaliar a resposta a um tratamento iniciado;</li>



<li><strong>acompanhamento de doenças crônicas</strong>: monitoramento contínuo de condições como diabetes e hipertensão;</li>



<li><strong>avaliação inicial de sintomas leves</strong>: orientação rápida para quadros agudos de baixa gravidade, como resfriados ou mal-estar leve;</li>



<li><strong>revisão de exames</strong>: apresentação de resultados laboratoriais ou de imagem para a definição da conduta;</li>



<li><strong>orientações pós-cirúrgicas</strong>: verificação da evolução da cicatrização e esclarecimento de dúvidas sobre a recuperação;</li>



<li><strong>acompanhamento de idosos ou pacientes com restrição de mobilidade</strong>: acesso à saúde para quem tem dificuldade de deslocamento;</li>



<li><strong>cuidados em saúde mental</strong>: consultas com psiquiatras e psicólogos para suporte emocional e terapias regulares.</li>
</ul>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para o médico, na maioria dos casos, é perfeitamente possível identificar um diagnóstico sindrômico (um conjunto de sinais e sintomas compatíveis com determinado quadro clínico), definir o tratamento e monitorar a evolução do paciente, muitas vezes antes de exames complementares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a telemedicina permite que o médico de confiança (como o geriatra ou o médico de família) converse, sem limites de distância, com outros especialistas para alinhar o caso e alcançar melhores resultados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Então, nesses casos, ela “resolve”?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na saúde, Cabral explica que a palavra &#8220;resolver&#8221; pode dar a ideia de um ponto final, enquanto o cuidado com o corpo é um caminho contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O acompanhamento ao longo do tempo, que chamamos de longitudinalidade, é o fundamento de uma boa prática médica. E é sob essa perspectiva que a telemedicina se mostra altamente resolutiva&#8221;, pontua.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">E quando é melhor optar por uma consulta presencial?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Embora regulamentada pela Lei Federal n.º 14.510/2022 e pela Resolução CFM n.º 2.314/2022, a telemedicina possui limites claros. “Situações de instabilidade clínica ou a presença de sinais de alerta não devem ser conduzidas sem avaliação física adequada e, muitas vezes, sem exames complementares de urgência”, alerta Cabral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que o atendimento remoto não resolve casos que exigem palpação ou que apresentam variações súbitas de saúde que pedem monitoramento de urgência. O suporte presencial torna-se indispensável quando a segurança do paciente exige essa análise clínica imediata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para traçar uma linha mais tangível, diretrizes do Ministério da Saúde e protocolos nacionais de triagem determinam que o atendimento remoto deve ser totalmente descartado diante de ocorrências de alta gravidade, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dor no peito ou falta de ar</strong>: são considerados sinais de alerta vermelho para condições graves, como infarto agudo do miocárdio ou embolia pulmonar;</li>



<li><strong>dor abdominal intensa</strong>: exige palpação física e exames para descartar quadros cirúrgicos de urgência, como a apendicite, que pode evoluir para infecção generalizada;</li>



<li><strong>desmaios e alterações neurológicas súbitas</strong>: perda repentina da fala, boca torta, confusão mental ou perda de força de um lado do corpo podem indicar um início de Acidente Vascular Cerebral (AVC);</li>



<li><strong>traumas, acidentes ou fraturas</strong>: necessitam de exames de raio-X ou tomografia, além de imobilização física;</li>



<li><strong>suspeita de infecção grave</strong>: quadros com febre muito alta associada a confusão mental ou rigidez na nuca exigem exames laboratoriais de urgência.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de qualquer um desses sintomas, deve-se procurar o hospital mais próximo ou acionar imediatamente o SAMU pelo telefone 192.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Telemedicina e a democratização do cuidado</h3>



<p class="wp-block-paragraph">“A telemedicina veio para todos. Ela amplia o acesso à saúde e conecta pacientes a médicos generalistas e especialistas focais”, afirma o médico de família e comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o profissional, a descentralização beneficia especialmente moradores de áreas remotas ou de pequenas cidades, pacientes crônicos, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção ou sem suporte social adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de encurtar distâncias geográficas, a democratização se reflete na qualidade do ecossistema de saúde: a modalidade acelera a troca de informações entre profissionais de diferentes especialidades, gerando um acompanhamento muito mais contínuo, seguro e integrado para o paciente.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como se preparar para uma consulta online?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado no Journal of Medical Internet Research aponta que a velocidade da internet e a usabilidade dos sistemas são as maiores barreiras para a telemedicina. Para superar tanto os desafios técnicos quanto os logísticos, siga este passo a passo prático antes do horário agendado:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>teste tudo antes</strong>: verifique se o microfone e a câmera estão funcionando e se a conexão está estável;</li>



<li><strong>garanta privacidade e boa luz</strong>: escolha um ambiente bem iluminado e privativo para evitar interrupções e poder conversar abertamente com o médico;</li>



<li><strong>organize seu histórico clínico</strong>: deixe os exames recentes e receitas por perto e anote os sintomas e dúvidas;</li>



<li><strong>auxilie quem precisa</strong>: se a consulta for para uma criança, idoso ou para alguém com menos intimidade com a tecnologia, esteja presente para dar suporte do início ao fim.</li>
</ol>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Cabral ressalta que, apesar dos desafios de adaptação, a barreira cultural está diminuindo: &#8220;A familiaridade crescente com telefones celulares com vídeo tem permitido, a cada dia, maior acesso dos diferentes públicos à telemedicina.&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que esperar do futuro da telemedicina?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A telemedicina híbrida — que combina consultas presenciais com monitoramento digital — é a principal tendência. Uma das ferramentas para o novo formato é a integração total de relógios inteligentes e sensores de glicose para uma conexão direta com o prontuário eletrônico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre outros avanços, procedimentos minimamente invasivos feitos por robôs menores e mais especializados se tornarão mais comuns nos hospitais devido a custos mais reduzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da consultoria McKinsey mostra que 70% dos líderes globais de saúde já adotaram ou estão implantando novas tecnologias. No Brasil, a pesquisa TIC Saúde 2024, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (<a href="http://cetic.br/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Cetic.br</a>), aponta que a inovação já faz parte da rotina assistencial: 17% dos médicos e 16% dos enfermeiros utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em suas rotinas de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já uma reportagem da Forbes Tech aborda o uso da inteligência artificial além dos diagnósticos e tratamentos, pois otimiza a gestão dos hospitais e melhora a experiência do paciente por meio de três pilares:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>atendimento personalizado, </strong>desenhado sob medida para cada pessoa e suas respectivas condições de saúde;</li>



<li><strong>redução da burocracia</strong>: automação de registros médicos para que as equipes passem menos tempo digitando e mais tempo com os pacientes;</li>



<li><strong>comunicação acessível</strong>: uso de assistentes virtuais para facilitar o contato entre médicos, pacientes e familiares.</li>
</ul>
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		<title>Testosterona: reposição, ação e tudo mais que você precisa saber</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/testosterona-reposicao-acao-e-tudo-mais-que-voce-precisa-saber/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 15:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Testosterona baixa é assunto em alta nas redes sociais. Mas a reposição exige critérios e acompanhamento profissional para garantir que benefícios não se tornem riscos Mais disposição, melhora no desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><em>Testosterona baixa é assunto em alta nas redes sociais. Mas a reposição exige critérios e acompanhamento profissional para garantir que benefícios não se tornem riscos</em></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-27202" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-1024x576.jpeg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-300x169.jpeg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-768x432.jpeg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-1536x864.jpeg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mais disposição, melhora no desempenho sexual, ganho rápido de massa muscular: especulações sobre a testosterona são frequentes nas conversas de academia, nas redes sociais e nos sites de buscas. Porém, o que se fala nem sempre bate com a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse hormônio é essencial para o corpo, mas o uso por conta própria ignora riscos que podem ser irreversíveis. Para entender o que é fato e o que é fake, conversamos com Eduardo Carvalhal, urologista e chefe do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é a testosterona e como ela muda com a idade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A testosterona é o principal hormônio sexual masculino. Produzida principalmente nos testículos — e em pequena quantidade nas glândulas suprarrenais —, ela está relacionada à libido, à atividade sexual, à massa muscular, à saúde óssea e ao desenvolvimento de características masculinas ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a testosterona começa a cair?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No envelhecimento, especialmente a partir dos 40 anos, Carvalhal explica que ocorre uma redução gradual da produção de testosterona. Esse processo é conhecido como Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) e acontece de forma progressiva e individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Alguns homens apresentam uma queda mais precoce e intensa, enquanto outros mantêm níveis adequados ao longo da vida”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os homens de hoje têm menos testosterona que os do passado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que sim. Além do envelhecimento individual, observa-se um declínio geracional. Uma ampla revisão científica publicada em 2022 no periódico Human Reproduction Update confirmou que os níveis hormonais e a saúde reprodutiva masculina vêm caindo de forma acelerada em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas associam esse fenômeno não apenas ao estilo de vida, mas à exposição a disruptores endócrinos — substâncias químicas presentes em plásticos e na poluição que interferem no equilíbrio hormonal das novas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses dados, a redução da testosterona deve ser confirmada individualmente por exames e avaliação médica, já que variações não significam, por si só, deficiência hormonal. O uso de testosterona sem indicação pode levar à infertilidade, trombose, maior risco cardiovascular, além de acelerar o crescimento de tumores de próstata já existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que pode causar testosterona baixa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Carvalhal, a principal causa da diminuição dos níveis de testosterona é o envelhecimento natural. “Alguns medicamentos, como os opioides, doenças testiculares e a retirada de um ou ambos os testículos podem levar à deficiência hormonal”, exemplifica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros fatores, como o diabetes tipo 2 e a obesidade, também podem influenciar. Um estudo publicado na revista científica Cureus em 2024 mostrou que homens com obesidade apresentavam níveis mais baixos de testosterona e maiores índices de inflamação crônica, sugerindo uma relação direta entre excesso de gordura corporal e redução hormonal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais de testosterona baixa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sinais mais comuns de testosterona baixa são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fraqueza muscular;</li>



<li>cansaço;</li>



<li>falta de disposição;</li>



<li>queda da libido;</li>



<li>alterações de humor.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, esses sintomas são pouco específicos e também podem estar associados a outras condições, como ansiedade e estresse. Isso reforça a importância de uma avaliação médica adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a reposição de testosterona é indicada?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reposição de testosterona pode ser indicada em casos de hipogonadismo, condição em que o organismo não produz testosterona em quantidade suficiente. O diagnóstico é feito com base na associação entre sintomas e exames laboratoriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando corretamente indicada, a reposição hormonal pode melhorar sintomas como perda de libido, fadiga e redução da massa muscular&#8221;, lista Carvalhal. No entanto, o tratamento deve ser individualizado e ter acompanhamento médico constante para garantir segurança e monitorar possíveis riscos e efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A reposição de testosterona é para sempre?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o corpo deixa de produzir testosterona em níveis adequados, a reposição geralmente é para a vida toda e exige acompanhamento médico rigoroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Riscos da reposição de testosterona</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais riscos está o aumento dos glóbulos vermelhos, que pode deixar o sangue mais grosso (a chamada hiperviscosidade sanguínea) e elevar o risco de trombose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em homens mais jovens, o uso excessivo ou prolongado de testosterona também pode levar à diminuição dos testículos e até comprometer a fertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, apesar de a testosterona não causar câncer de próstata, ela pode acelerar o crescimento de tumores que já existiam sem diagnóstico. “Antes de iniciar a reposição hormonal, é indispensável fazer uma avaliação completa, incluindo exames da próstata”, orienta o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que acontece quando se toma testosterona sem indicação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalhal alerta para a banalização do uso da testosterona, principalmente para fins estéticos, ganho rápido de massa muscular ou melhora da performance sexual em pessoas com níveis hormonais normais. “Nesses casos, os benefícios costumam ser limitados e os riscos podem superar as vantagens.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o médico, o uso sem indicação adequada pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares e trombose, além de provocar infertilidade, alterações hormonais e outros efeitos adversos ao organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Testosterona &#8220;feminina&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres também produzem testosterona?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja mais associada ao organismo masculino, a testosterona também está presente nas mulheres, em níveis cerca de 15 vezes menores. Nelas, o hormônio é produzido pelos ovários, pelas glândulas suprarrenais e também em pequenas quantidades em outros tecidos do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres podem usar testosterona?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A única indicação médica aprovada do hormônio é para o tratamento da falta de desejo sexual na pós-menopausa. Apesar disso, o uso para ganhar músculos ou definir o corpo tem crescido entre mulheres jovens, aumentando o risco de efeitos relacionados ao excesso de hormônio masculino, como acne, alterações na voz e irregularidade menstrual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A reposição de testosterona ajuda no foco de pessoas autistas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, não existe recomendação médica ou científica para esse tipo de indicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual o risco de usar testosterona apenas para ganhar massa muscular?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso sem indicação médica pode causar desde acne e queda de cabelo até complicações cardíacas graves, como o aumento do risco de infarto e trombose, além de afetar a fertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como aumentar a testosterona?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Maus hábitos como sedentarismo, tabagismo, alimentação desequilibrada e sono de má qualidade podem antecipar e agravar a queda natural dos níveis hormonais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, mudanças de hábitos são a forma mais consistente de subir os níveis do hormônio para além das terapias médicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma meta-análise (método que analisa os resultados de diversos estudos independentes) publicada no Journal of Endocrinological Investigation apontou que exercício moderado e intenso aumenta a testosterona total e livre logo após o treino — apesar de o efeito passar depois de aproximadamente 30 minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, exercícios aeróbicos aumentaram significativamente a testosterona em homens com sobrepeso, mostrou uma pesquisa publicada na revista Journal of Clinical Biochemistry and Nutrition. Dormir bem e fazer bom manejo de estresse também são formas conhecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Suplementos para aumentar testosterona funcionam?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos sobre o assunto são limitados e com evidências fracas: enquanto alguns tiveram efeitos geralmente pequenos, os que tiveram algum resultado foram feitos com poucas pessoas. Por isso, não se pode afirmar que eles funcionam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de dúvidas, consulte seu médico de confiança para fazer as dosagens e saber qual é o tratamento mais adequado para o seu caso.mo forma de compensação.</p>
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		<title>Canetas emagrecedoras: o que são, como funcionam e quando são indicadas</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/canetas-emagrecedoras-o-que-sao-como-funcionam-e-quando-sao-indicadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda as diferenças entre Ozempic, Saxenda, Mounjaro e Wegovy, seus benefícios, riscos e por que o tratamento exige acompanhamento contínuo Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras” deixaram de ser [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda as diferenças entre Ozempic, Saxenda, Mounjaro e Wegovy, seus benefícios, riscos e por que o tratamento exige acompanhamento contínuo</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27113" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-2-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-2-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-2-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-2-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-2.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras” deixaram de ser um assunto restrito aos consultórios. Hoje, aparecem nas redes sociais, nas conversas entre amigos e até como promessa de solução rápida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da popularização, porém, pouco é citado o fato de que esses remédios foram criados para tratar doenças crônicas: primeiramente, diabetes e, mais tarde, também descobriu-se o efeito emagrecedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descoberta veio em meio a um cenário de alerta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo. No Brasil, um levantamento do Ministério da Saúde mostra que quase 60% dos adultos estão acima do peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender o que está por trás dessas medicações — e, principalmente, quais são os limites de uso —, ouvimos Amanda Valadares, endocrinologista do Hospital Brasília, da Rede Américas.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Afinal, o que são as “canetas emagrecedoras”?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O apelido vem do formato do dispositivo usado na aplicação: uma espécie de caneta que injeta as medicações sob a pele. Elas imitam a ação do GLP-1, um hormônio produzido pelo intestino que controla o apetite, aumenta a sensação de saciedade, desacelera o esvaziamento do estômago e ajuda a controlar a glicose no sangue.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Ozempic? Monjauro? Entenda os tipos e diferenças entre as canetas emagrecedoras</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de serem colocadas no mesmo grupo, existem diferenças importantes. &#8220;Cada medicamento possui indicações específicas e esquemas de uso diferentes, conforme cada necessidade&#8221;, explica a endocrinologista. Veja:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Saxenda ou Olire (liraglutida)</strong>: foi um dos primeiros aprovados especificamente para o tratamento da obesidade. </li>



<li><strong>Ozempic (semaglutida)</strong>: tem indicação para o tratamento do diabetes tipo 2, mas vem sendo utilizado para auxiliar na perda de peso.</li>



<li><strong>Wegovy (semaglutida)</strong>: tem o mesmo princípio ativo do Ozempic, porém em concentrações mais altas e com aprovação específica para o tratamento da obesidade e sobrepeso.</li>



<li><strong>Mounjaro (tirzepatida)</strong>: possui dupla ação, pois simula dois hormônios simultaneamente (GLP-1 e GIP, com funções semelhantes, mas com ação complementar na resposta à insulina), apresentando resultados ainda mais expressivos na perda de peso e no controle metabólico.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>O que muda no corpo ao usar a caneta?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os medicamentos agem em diferentes partes do organismo, em três frentes principais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Centro de saciedade:</strong> atuam diretamente no hipotálamo, a região do cérebro que regula o apetite. O resultado é uma sensação de saciedade mais forte e precoce após as refeições.</li>



<li><strong>Sistema de recompensa e prazer:</strong> influenciam as áreas cerebrais ligadas à satisfação. &#8220;As medicações atuam nas vias de recompensa do cérebro, responsáveis pelo ‘comer hedônico’ — aquele ato de comer motivado por prazer, estresse, tédio ou busca por conforto emocional”, diz. Na prática, isso reduz o que a médica chama de “ruído alimentar” (pensamentos frequentes sobre comida) e diminui a fissura por alimentos ricos em açúcar e gordura.</li>



<li><strong>Sistema digestivo: </strong>retardam o esvaziamento gástrico. Com isso, o alimento permanece mais tempo ali, prolongando a sensação de saciedade e mantendo a fome sob controle por muito mais tempo após as refeições.</li>
</ol>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Quem pode usar caneta emagrecedora?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação é precisa e focada na saúde do paciente, não apenas na balança. De acordo com a endocrinologista, o protocolo é indicado para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 kg/m² (obesidade).</li>



<li>Pessoas com IMC acima de 27 kg/m² (sobrepeso), desde que associado a pelo menos uma condição relacionada ao excesso de peso, como hipertensão, pré-diabetes, diabetes tipo 2, colesterol ou triglicerídeos elevados, gordura no fígado ou apneia do sono.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Quem não pode usar caneta emagrecedora?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esses remédios são estritamente contraindicados para gestantes, pessoas que estão amamentando e pacientes com histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide ou da Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Além disso, a prescrição exige cautela extrema e avaliação individualizada em pacientes com histórico de distúrbios alimentares graves ou depressão severa não tratada”, alerta Valadares.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Além da perda de peso, quais são os benefícios das canetas emagrecedoras?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A grande revolução dessas medicações é que elas não são apenas &#8216;emagrecedoras&#8217;, mas também protetoras metabólicas e cardiovasculares&#8221;, conta a endocrinologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2307563" rel="noreferrer noopener" target="_blank">SELECT, conduzido com mais de 17 mil pacientes e publicado na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM)</a>, apontou que a terapia reduz em cerca de 20% o risco de eventos graves, como infarto e AVC, em pessoas não diabéticas com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular prévia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento ainda ajuda na redução da gordura no fígado, auxilia no controle da pressão arterial e melhora quadros de apneia do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para os pacientes com diabetes tipo 2, o <a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2403347" rel="noreferrer noopener" target="_blank">estudo FLOW</a> (também publicado no NEJM e conduzido com mais de três mil pacientes) pontuou que a medicação diminui a perda de proteínas pela urina — um importante sinal de alerta para danos nos rins — e reduz a progressão da doença renal crônica, prevenindo mortes por essa condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Quais são os efeitos colaterais das canetas emagrecedoras?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os mais comuns são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>náuseas;</li>



<li>vômitos;</li>



<li>diarreia;</li>



<li>constipação;</li>



<li>azia;</li>



<li>eructações (arrotos); e</li>



<li>dor abdominal.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, eles são transitórios e ocorrem durante a fase de adaptação ou aumento da dose.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Outros eventos adversos possíveis</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentemente dos efeitos colaterais, que têm relação direta ao uso de um medicamento, os eventos adversos podem acontecer durante o tratamento, mas sem relação causal comprovada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso das canetas emagrecedoras, eles podem acontecer como resposta do corpo à perda de peso rápida ou a outras condições associadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Pedras na vesícula e queda de cabelo</strong>: não são causadas pela medicação em si, mas podem ocorrer em casos de emagrecimento intenso.</li>



<li><strong>Insuficiência renal: </strong>a medicação não “ataca” os rins. O risco de insuficiência renal aguda está associado à desidratação severa, geralmente causada por vômitos ou diarreia intensos, persistentes e não tratados.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Posso usar uma caneta emagrecedora sem receita?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não — inclusive porque a falta de acompanhamento pode comprometer o efeito desejado. &#8220;O sucesso do tratamento não está apenas na molécula em si, mas na inteligência clínica por trás de sua aplicação&#8221;, afirma Valadares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acompanhamento especializado segue um plano organizado: entender como o metabolismo da pessoa funciona, definir a dose ideal e o ritmo seguro de perda de peso, gerenciar a composição corporal, monitorar a perda de gordura (preservando os músculos) e saber como agir na fase de manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem isso, a pessoa corre o risco de desenvolver pancreatite aguda, obesidade sarcopênica (excesso de gordura corporal combinado à perda de massa muscular), fraqueza intensa, perda excessiva de massa muscular, desidratação grave e desnutrição, entre outras sérias complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Sinais de alerta: quando procurar ajuda imediata</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Dor abdominal intensa e persistente:</strong> pode irradiar para as costas, podendo indicar quadros como a pancreatite;</li>



<li><strong>vômitos constantes e desidratação severa</strong>: incapacidade de manter líquidos no estômago, provocando sinais de alerta, como redução no volume de urina, tontura ou visão escurecida ao levantar, confusão mental, além de letargia (estado de lentidão extrema);</li>



<li><strong>inchaço abdominal severo</strong>: barriga inchada, rígida e dolorosa, acompanhada pela interrupção total da eliminação de gases e de fezes.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Posso usar monjauro manipulado ou &#8220;do Paraguai&#8221;?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Medicamentos falsificados ou contrabandeados não possuem garantia de origem ou de armazenamento. Muitos perdem completamente o efeito, enquanto outros contêm substâncias tóxicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esses produtos podem esconder desde farinha até compostos perigosos, como a insulina — que, sem o devido acompanhamento médico, pode provocar hipoglicemia fatal — ou hormônios da tireoide, capazes de gerar danos em todo o organismo&#8221;, alerta a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o portal Agência Brasil, em razão dos riscos à saúde da população, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem tomado uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Farmácias de manipulação não têm acesso à molécula original e, muitas vezes, utilizam compostos que não foram testados em humanos. Não são aprovados pelas agências reguladoras e não têm sua segurança ou eficácia comprovadas. O risco de reações graves e contaminação é muito alto.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Se parar o tratamento com a caneta emagrecedora, o peso volta?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade é uma doença crônica e recidivante — ou seja, tende a voltar ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ano após a suspensão da semaglutida, pacientes recuperam, em média, dois terços do peso perdido, mostraram dados da extensão do <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2032183" rel="noreferrer noopener" target="_blank">estudo STEP 1, que analisou 1950 pacientes e foi publicado na revista científica NEJM</a>. Além disso, os marcadores de risco cardiometabólico voltaram a piorar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reganho de peso não acontece simplesmente pela suspensão da medicação, mas por respostas naturais do organismo ao emagrecimento. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para manter os resultados ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>As canetas emagrecedoras funcionam sozinhas?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sem mudar o estilo de vida, o emagrecimento a longo prazo acaba não perdurando, podendo trazer prejuízos estéticos e funcionais. Por isso, Valadares reforça três pontos de cuidados, com ou sem canetinha:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Alimentação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A medicação tira a fome, mas não escolhe o que o paciente come. Sem adequação de proteínas e nutrientes, há desnutrição e perda severa de massa magra.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>​Atividade física</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento de força (musculação) é crucial. O músculo é o nosso principal &#8220;motor&#8221; metabólico — por isso, perder músculo significa deixar o metabolismo mais lento, facilitando o reganho de peso (efeito sanfona).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Saúde mental</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade tem profundas raízes comportamentais e emocionais. Quando a relação com a comida e os gatilhos emocionais não são trabalhados, a interrupção da medicação — ou mesmo sua adaptação ao longo do tempo — leva o paciente a comer mais como forma de compensação.</p>
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		<item>
		<title>O que é autismo? Sinais e diagnóstico em todas as idades</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-que-e-autismo-sinais-e-diagnostico-em-todas-as-idades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 12:21:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[direito do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[estatuto]]></category>
		<category><![CDATA[paciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do primeiro sinal à vida adulta: o que as famílias e a sociedade precisam saber sobre o Transtorno do Espectro Autista Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Do primeiro sinal à vida adulta: o que as famílias e a sociedade precisam saber sobre o Transtorno do Espectro Autista</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/autismo-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27001" style="width:718px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/autismo-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/autismo-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/autismo-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/autismo-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/autismo.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2022, 2,4 milhões de pessoas foram diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil — 1,2% da população, com maior prevalência entre homens (1,4 milhão, contra 1 milhão da população feminina) e na faixa etária de 5 a 9 anos (2,6%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre autismo envolve desafios que vão do diagnóstico aos cuidados, mas também passa pela forma como a sociedade acolhe e inclui essas pessoas. Para aprofundar essa discussão, conversamos com Alexandre Bossoni, neurologista do Hospital Santa Paula, e Sócrates Salvador, neuropediatra do Hospital Moinhos de Vento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é autismo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades persistentes na comunicação social e interação, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A partir de qual idade o autismo pode ser diagnosticado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Salvador, os sinais podem aparecer já nos primeiros meses de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico costuma ser possível entre os 18 e os 24 meses. Em alguns casos, profissionais experientes conseguem perceber sinais ainda antes, por volta dos 12 meses, mas nem sempre é possível confirmar tão cedo, sendo necessário acompanhar o desenvolvimento da criança ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da idade, o médico alerta: “não é preciso esperar o diagnóstico para começar a cuidar dos atrasos no desenvolvimento.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os principais sinais de autismo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bossoni destaca alguns pontos de atenção, especialmente em crianças pequenas, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>comportamentos repetitivos — por exemplo, enfileirar objetos;</li>



<li>dificuldade de contato visual;</li>



<li>atraso ou alterações na fala;</li>



<li>agitação;</li>



<li>irritabilidade;</li>



<li>e menor tolerância a mudanças.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o portal do Instituto NeuroSaber os sinais podem aparecer de forma diferente ao longo do desenvolvimento, em diferentes idades:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aos 12 meses:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não responde ao ser chamado pelo nome.</li>



<li>Não aponta ou gesticula para se comunicar.</li>



<li>Falta de contato visual constante.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aos 18 meses:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dificuldade em imitar expressões faciais ou sons.</li>



<li>Ausência de tentativas de compensar o atraso na fala com gestos ou expressões.</li>



<li>Presença de ecolalia (repetição de palavras ou frases).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aos 24 meses:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Falta de interesse em compartilhar objetos ou experiências.</li>



<li>Dificuldade em manter contato visual durante interações.</li>



<li>Pouca ou nenhuma tentativa de iniciar brincadeiras imaginativas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Identificar os sinais é fundamental para oferecer à criança o suporte necessário em seu desenvolvimento. A atenção a comportamentos como falta de interação social, atraso na fala e movimentos repetitivos pode fazer toda a diferença no diagnóstico e nas intervenções.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Existe exame para detectar autismo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do transtorno do espectro autista é essencialmente clínico, ou seja, ele se baseia principalmente na observação do comportamento e no histórico da criança, a partir de conversas com os cuidadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, esse processo segue critérios estabelecidos por manuais internacionais, como o DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças), utilizados mundialmente como referência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, exames não são usados para confirmar o diagnóstico, mas podem ter um papel complementar. Salvador explica que testes genéticos, como microarray ou exoma, podem ser indicados em alguns casos para investigar possíveis causas e orientar o acompanhamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já exames como ressonância magnética ou eletroencefalograma não diagnosticam o autismo, mas podem ser úteis para descartar outras condições neurológicas ou alterações estruturais no cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o autismo pode ser mais complexo de identificar em meninas e mulheres?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos fatores que pode dificultar o diagnóstico, especialmente no público feminino, é a chamada camuflagem social — o masking.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo se refere a estratégias que a própria pessoa desenvolve, muitas vezes de forma inconsciente, para disfarçar características do espectro e se adaptar melhor às situações sociais. Isso pode incluir imitar expressões faciais, forçar contato visual ou evitar falar sobre interesses específicos para não se destacar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Salvador, mulheres também tendem a ter mais interesses em literatura ou temas culturais, o que pode implicar em menor suspeita clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As demandas sociais e o esforço para se encaixar também podem fazer com que algumas dificuldades passem despercebidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico tardio de autismo: como isso afeta a vida da pessoa autista?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de autismo na vida adulta tem se tornado mais frequente, acompanhado por uma maior conscientização sobre o transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bossoni, esse é um processo mais complexo e que exige cuidado. Isso porque, ao longo da vida, outros fatores passam a fazer parte da avaliação do transtorno do espectro autista, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>experiências pessoais;</li>



<li>relações familiares;</li>



<li>trabalho; e</li>



<li>possíveis diagnósticos associados, como ansiedade, depressão e outros transtornos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o diagnóstico tardio costuma depender de uma análise mais ampla e contínua, que leve em conta a história do indivíduo desde a infância.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O impacto do diagnóstico de autismo na vida adulta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para algumas pessoas, receber o diagnóstico representa um alívio e uma forma de compreender melhor suas próprias experiências. Para outras, pode trazer frustrações por uma trajetória marcada por dificuldades sem o suporte adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, o diagnóstico é um passo importante para o autoconhecimento e para a busca por acompanhamento e estratégias que melhorem a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além do lado pessoal, existe também o impacto no cotidiano. O foco das terapias, tratamentos e políticas públicas ainda está nas crianças — o autismo em adultos segue, de certa forma, invisibilizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, de acordo com dados da pesquisa <a href="https://www.mapaautismobrasil.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mapa Autismo Brasil</a>, 30% dos respondentes adultos declararam estarem desempregados. Entre os empregados, uma parcela relevante atua como autônoma ou com vínculos informais, sugerindo rigidez dos ambientes corporativos em se adaptar às necessidades dessa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais profissionais podem ajudar no desenvolvimento de pessoas com autismo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado é construído de forma individualizada, com a participação de diferentes profissionais para apoiar o desenvolvimento, a comunicação, as relações sociais e a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse acompanhamento pode incluir áreas como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, neuropsicologia, psicopedagogia, nutrição, fisioterapia, musicoterapia, psicomotricidade, serviço social e enfermagem, de acordo com as necessidades de cada pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são as linhas de cuidado recomendadas para cada nível de suporte do autismo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O olhar sobre o tratamento deve ser dinâmico e personalizado. Salvador explica: &#8220;O planejamento do cuidado leva em conta os sintomas que mais impactam na vida do autista e são mais modificáveis pelo tratamento.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo o médico, o planejamento deve ser continuamente revisto, porque, conforme as transições de vida (para adolescência e para a vida adulta), é possível que os sintomas mais característicos do TEA tenham menor impacto para o paciente e as comorbidades, como depressão e ansiedade, se destaquem como causas de mais sofrimento e disfuncionalidade.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Nível de suporte 1</strong>: foco na autonomia, na adaptação social e na funcionalidade</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O suporte é direcionado ao desenvolvimento de habilidades sociais, como iniciar uma conversa e manter trocas com outras pessoas. O objetivo é promover mais independência e ajudar a lidar com condições que podem gerar sofrimento, como ansiedade ou TDAH. Para os pais e cuidadores, o treinamento parental oferece orientação prática para lidar com o comportamento e apoiar o desenvolvimento da criança no dia a dia.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Nível de suporte 2</strong>: foco na comunicação e independência</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhamento mais estruturado para auxiliar na comunicação e na redução de comportamentos-problema, como agressões, crises de raiva e automutilação. O suporte envolve a ajuda de profissionais para melhorar a autonomia em atividades cotidianas, como higiene e autocuidado, permitindo maior segurança e independência. Inclui também o treinamento parental como parte do cuidado.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Nível de suporte 3</strong>: foco na segurança e no cuidado contínuo, com intervenções comportamentais intensivas e uso de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) — um conjunto de recursos que ajuda a pessoa a se comunicar quando a fala é limitada. O cuidado inclui, ainda, apoio nas atividades de vida diária, como alimentação, higiene e locomoção.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E a Análise do Comportamento Aplicada (ABA)?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das abordagens terapêuticas mais usadas no Brasil e no mundo é a Análise do Comportamento Aplicada (ABA). No entanto, a falta de regulamentação levou ao surgimento de cursos e formações sem base científica, o que compromete a qualidade do atendimento e pode até prejudicar os pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o <a href="https://site.cfp.org.br/em-audiencia-na-camara-dos-deputados-cfp-marca-posicionamento-contrario-a-regulamentacao-da-aba-como-profissao-autonoma/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Federal de Psicologia</a> alerta para a importância de profissionais qualificados e formação baseada em evidências científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como familiares podem apoiar pessoas no espectro autista?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bossoni, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia, como manter uma rotina previsível, avisar com antecedência sobre mudanças e observar sinais de desconforto, como ansiedade ou irritação, que costumam anteceder crises.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns momentos, podem ocorrer episódios mais intensos, como o meltdown (episódio de agitação intensa por sobrecarga sensorial) ou o shutdown (quando a pessoa se fecha e reduz ou interrompe a comunicação)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que fazer durante um meltdown?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o meltdown, Salvador explica: &#8220;O foco deve garantir a segurança e promover a regulação da pessoa.&#8221; Nesse momento, é importante reduzir luz, ruídos e outros estímulos, diminuir cobranças e exigências, garantir a segurança física, evitando contenção, e manter uma comunicação mínima e neutra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E o que fazer durante um shutdown?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No shutdown, o indicado é respeitar o isolamento temporário, monitorar necessidades básicas de forma discreta, não intrusiva e reduzir as cobranças e exigências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Suporte gratuito para pessoas com autismo e seus familiares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O atendimento é oferecido na rede pública de saúde, a partir de iniciativas do Ministério da Saúde, como a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Locais onde buscar atendimento no SUS:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Unidades Básicas de Saúde (UBS)</li>



<li>Centros de Atenção Psicossocial (CAPS/CAPSi)</li>



<li>Centros de Especialidades/Policlínicas locais</li>



<li>Centros Especializados em Reabilitação (CER)</li>



<li>Hospitais de referência</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A disponibilidade dos serviços pode variar conforme o município. Procure os serviços de saúde do SUS na sua cidade ou região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pessoas autistas são consideradas PCD?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, conforme a legislação brasileira, pessoas com Transtorno do Espectro Autista são consideradas Pessoas com Deficiência (PCD).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa definição foi estabelecida pela Lei n.º 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação reconhece as pessoas autistas como pessoas com deficiência para fins legais, assegurando o acesso a direitos como saúde, educação e assistência social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os direitos da pessoa com transtorno do espectro autista?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais pontos previstos pela lei, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>direito ao diagnóstico precoce, realizado por profissionais capacitados.</li>



<li>atendimento multiprofissional no Sistema Único de Saúde (SUS).</li>



<li>direito à inclusão escolar, com adaptações e apoio necessário.</li>



<li>Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias que atendam aos critérios socioeconômicos;</li>



<li>prioridade em filas;</li>



<li>isenção de impostos na aquisição de veículos adaptados; e</li>



<li>vagas reservadas em concursos públicos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autismo tem cura?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, visto que o autismo não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento. O que existem são terapias e intervenções que ajudam no desenvolvimento, na autonomia e na qualidade de vida da pessoa autista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Todas as pessoas autistas têm deficiência intelectual?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. O perfil cognitivo no Transtorno do Espectro Autista (TEA) varia: algumas pessoas podem apresentar deficiência intelectual, enquanto outras têm inteligência média ou acima da média, inclusive com habilidades específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autistas têm emoções?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Pessoas autistas sentem emoções como qualquer outra pessoa. A diferença pode estar na forma de expressar ou comunicar esses sentimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinas causam autismo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Essa informação é um mito já amplamente desmentido por estudos científicos. Não existem evidências que comprove qualquer relação entre vacinas e o desenvolvimento do autismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autismo é causado por falta de afeto dos pais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. O autismo tem origem genética e neurológica e não há qualquer relação com a forma como a criança é criada ou com o vínculo familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Vacinas: o que você precisa saber para se proteger com segurança</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/vacinas-o-que-voce-precisa-saber-para-se-proteger-com-seguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:52:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[direito do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[estatuto]]></category>
		<category><![CDATA[paciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a doença parece ter desaparecido, por que continuar se vacinando? Muitas vacinas podem sobrecarregar o organismo? Entenda as principais dúvidas sobre imunização. Mais do que um ato individual, vacinar-se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Se a doença parece ter desaparecido, por que continuar se vacinando? Muitas vacinas podem sobrecarregar o organismo? Entenda as principais dúvidas sobre imunização.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/vacina-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27010" style="width:718px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/vacina-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/vacina-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/vacina-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/vacina-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/vacina.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um ato individual, vacinar-se é uma estratégia coletiva capaz de reduzir complicações e salvar vidas em todas as idades. Para tanto, é preciso manter a carteirinha atualizada — o que pode ser desafiador diante da quantidade de dúvidas e desinformações rodando nas redes sociais e fora delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tirar as principais dúvidas sobre vacinação, conversamos com a pediatra e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloísa Giamberardino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinas realmente funcionam? De que forma?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vacinação atua de forma preventiva: apresenta ao corpo uma quantidade pequena e controlada de antígenos, suficiente para treinar o organismo sem causar a doença. Esse processo ativa respostas imunológicas de forma segura e organizada, sem o desgaste provocado por uma infecção ativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um processo diferente daquele que ocorre quando o organismo enfrenta uma infecção. Aqui, há replicação do vírus ou da bactéria no corpo, o que exige uma resposta mais intensa do sistema imunológico e pode levar a uma redução de anticorpos enquanto o organismo combate aquele agente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já quando o assunto é saúde pública, as vacinas funcionam como escudos coletivos que evitam casos graves e previnem óbitos, aliviando o impacto das doenças sobre cada indivíduo e sobre o sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não à toa, as campanhas de imunização, iniciadas no século 20, representam um dos maiores avanços da história, sendo fundamentais para a erradicação da varíola e o controle eficaz de doenças como a poliomielite, o sarampo, a rubéola e a hepatite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinas são seguras?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de chegarem à população, as vacinas passam por testes rigorosos e, mesmo após a aprovação, continuam sendo acompanhados de perto para detectar qualquer reação rara, conforme as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses estudos têm mesmo rigor científico aplicado ao desenvolvimento de tratamentos para doenças graves, como o câncer. Ao longo das últimas décadas, esses avanços permitiram terapias mais eficazes e seguras — resultado direto da evolução da ciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, para a pediatra Heloísa Giamberardino, a mesma lógica deve ser aplicada aos imunizantes. Se há confiança em tratamentos inovadores quando a saúde está em risco, por que não nas vacinas, que também são fruto de pesquisas sólidas e têm papel fundamental na prevenção de formas graves de doenças?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para que servem as vacinas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As vacinas são principalmente destinadas à prevenção das formas graves das doenças, ou seja, hospitalização, internações em UTIs e até óbito. Existe uma confusão entre prevenção da infecção e prevenção das formas graves da doença&#8221;, explica a pediatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que a vacinação voltou a ser tema de debate e desconfiança?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, nos últimos anos, a disseminação de informações falsas tem atrapalhado a adesão às campanhas de imunização. Após a pandemia do coronavírus, a confiança na vacinação tornou-se um debate complexo e, muitas vezes, permeado por hesitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A vacinação deixou de ser um comportamento de saúde para se tornar um marcador de identidade social e de política social. Informações baseadas em fatos pseudocientíficos fazem com que as pessoas aceitem algumas vacinas, mas questionem outras&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Onde entra a Semana de Vacinação nas Américas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste cenário que a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) promove a 24ª Semana de Vacinação nas Américas. A meta da iniciativa é acelerar o controle de 30 enfermidades transmissíveis, focando especialmente na erradicação de 11 doenças que poderiam ser evitadas com o uso de vacinas. O movimento reforça a urgência de retomar índices seguros de proteção para impedir que problemas já controlados voltem a circular na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se a vacinação fez as doenças sumirem, por que ainda preciso me vacinar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Justamente porque as vacinas funcionam tão bem, as pessoas deixam de ver essas doenças no dia a dia — e, com isso, o risco percebido diminui. É o paradoxo do sucesso das vacinas: quanto maior o controle, menor a sensação de ameaça, o que pode levar à queda na vacinação e ao retorno dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, existe uma diferença entre uma doença erradicada (que não existe mais no mundo) e uma doença eliminada (que não circula mais em uma região específica).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo, a médica cita o sarampo, uma doença altamente transmissível: um único caso pode infectar de 18 a 20 pessoas, o que facilita sua disseminação. Além disso, há os chamados casos importados — quando a doença vem de outros países e chega a locais com baixa cobertura vacinal, encontrando pessoas suscetíveis e dando início a novos surtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, enquanto a maioria das doenças infectocontagiosas não atingir coberturas vacinais entre 90% e 95%, novos casos continuarão surgindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As vacinas de mRNA podem alterar o DNA?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Uma vacina de RNA mensageiro (mRNA) é um tratamento preventivo que ajuda o corpo a aprender a combater doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O RNA mensageiro nunca vai entrar no núcleo da célula, onde o DNA humano é armazenado. Ele permanece apenas no citoplasma (fora do núcleo), transmite as instruções para a produção de anticorpos e, em horas ou dias, é degradado. Portanto, não interage com o DNA e não pode alterar os genes humanos&#8221;, reforça Giamberardino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinas contêm microchips ou grafeno?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não existem evidências científicas que sustentem essa ideia. &#8220;Essas narrativas não têm base na ciência e chegam a criar pânico ao explorar medos intuitivos. Elas usam termos pouco conhecidos, como nanotecnologia e magnetismo, totalmente fora de contexto e sem plausibilidade biológica&#8221;, defende a pediatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica alerta que esse tipo de conteúdo simplifica explicações complexas e pode gerar pânico, ao se apoiar em medos intuitivos, especialmente por usar linguagem mais fácil de assimilar do que explicações científicas mais densas — o que contribui para sua rápida disseminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tomar muitas vacinas pode sobrecarregar o sistema imunológico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário. &#8220;Receber vacinas ao longo da vida fortalece a defesa. O sistema imunológico humano possui milhões de linfócitos capazes de reconhecer diferentes antígenos e responder a muitos desafios simultaneamente. Não há nenhum risco de sobrecarga&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Já tomei uma vacina respiratória, preciso tomar outra?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o portal G1, em matéria de 20/04/2026, gripe, Covid-19, pneumococo e vírus sincicial respiratório (VSR) são vacinas que não se substituem — atuam de forma complementar na proteção contra diferentes agentes respiratórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação não segue uma regra única. Idade, presença de doenças crônicas — como asma, diabetes ou cardiopatias — e o histórico vacinal influenciam quais imunizantes são indicados, quais podem ser combinados, e em que momento devem ser aplicados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o calendário vacinal deve ser organizado com orientação de um profissional de saúde, considerando o risco e as necessidades de cada pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mpox: todo mundo precisa vacinar contra a varíola do macaco?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A mpox é uma doença viral zoonótica, semelhante à varíola humana, mas geralmente menos grave. É transmitida pelo contato físico próximo e prolongado com uma pessoa infectada, incluindo relações sexuais. Também ocorre via objetos contaminados — como roupas e lençóis — e por gotículas respiratórias em interações íntimas e prolongadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vacinação contra a mpox não é indicada para toda a população. &#8220;É uma vacina com produção limitada e, neste momento, a doença não apresenta transmissão intensa. Por isso, a recomendação é direcionada a profissionais de saúde e pessoas que tiveram contato direto com casos de mpox&#8221;, explica a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, a vacinação deve ser feita o mais rápido possível, preferencialmente em até 96 horas após o contato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como diferenciar efeitos adversos das vacinas dos sinais de alerta?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que o corpo apresente algumas respostas leves após a aplicação, como febre baixa, dor, vermelhidão ou um leve inchaço no local da aplicação. Esses sintomas costumam ser passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças, no entanto, é preciso observar sinais como febre que vai e volta persistentemente, sonolência excessiva, choro contínuo ou irritabilidade incomum. &#8220;Se algo começa a aparecer de forma persistente, é preciso conversar com o médico de confiança e com a pessoa responsável técnica do local de imunização&#8221;, orienta a pediatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é melhor, tomar vacina ou esperar contrair a doença?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Devemos ter muito mais medo do vírus natural, porque, se hoje temos menos sequelas e menos óbitos por várias doenças, isso é resultado do uso das vacinas. Depois da água tratada, as vacinas foram a medida que mais reduziu mortes no mundo&#8221;, destaca Giamberardino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista reforça que a vacinologia é uma área sólida, construída com o mesmo rigor científico aplicado a outras frentes da medicina. &#8220;Vacinar é confiar na ciência e saber que estamos fazendo a melhor escolha para a nossa saúde&#8221;, finaliza.</p>
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		<title>Estatuto dos Direitos do Paciente: o que muda na prática?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/estatuto-dos-direitos-do-paciente-o-que-muda-na-pratica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 21:05:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[direito do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[estatuto]]></category>
		<category><![CDATA[paciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda seus direitos e como a legislação fortalece o seu papel nas decisões sobre o seu tratamento e bem-estar Mais do que consolidar direitos já previstos, a lei amplia a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda seus direitos e como a legislação fortalece o seu papel nas decisões sobre o seu tratamento e bem-estar</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/20260414-v1-AHP-ARTE-Layout-Post-Direitos-do-Paciente-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26989" style="width:718px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/20260414-v1-AHP-ARTE-Layout-Post-Direitos-do-Paciente-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/20260414-v1-AHP-ARTE-Layout-Post-Direitos-do-Paciente-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/20260414-v1-AHP-ARTE-Layout-Post-Direitos-do-Paciente-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/20260414-v1-AHP-ARTE-Layout-Post-Direitos-do-Paciente-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/20260414-v1-AHP-ARTE-Layout-Post-Direitos-do-Paciente-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que consolidar direitos já previstos, a lei amplia a clareza, traz mais segurança sobre o que pode e deve ser feito e facilita a aplicação dessas diretrizes na relação entre pacientes, profissionais e instituições. E é justamente nesse ponto que surgem as principais perguntas: o que, de fato, muda? E como isso impacta a vida de pacientes, familiares e cuidadores?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais são os direitos do paciente segundo o novo estatuto?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Agência Senado e a publicação oficial do Governo Federal, o estatuto assegura o direito:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>à informação clara e acessível;</li>



<li>à participação ativa nas decisões sobre o tratamento;</li>



<li>à recusa de procedimentos;</li>



<li>ao consentimento informado (direito de decidir com base em explicações sobre benefícios, riscos e alternativas terapêuticas);</li>



<li>ao atendimento sem discriminação — vedando distinções por raça, cor, religião, condição de saúde, deficiência, origem ou condição socioeconômica;</li>



<li>à presença de acompanhante durante consultas e internações, salvo em situações com justificativa clínica,</li>



<li>à oferta de recursos de acessibilidade, como tradutor ou intérprete para pessoas com deficiência, quando necessário;</li>



<li>à privacidade;</li>



<li>à confidencialidade;</li>



<li>ao acesso a uma segunda opinião médica;</li>



<li>aos cuidados paliativos;</li>



<li>ao respeito às diretivas antecipadas de vontade, um documento em que a pessoa registra quais cuidados e tratamentos deseja ou não receber caso, no futuro, não esteja em condições de expressar suas escolhas.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar de uma norma que se aplica a serviços públicos e privados e a todos os pacientes, o conjunto de regras amplia o acesso a padrões mínimos de qualidade no cuidado em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O estatuto é uma ferramenta de democratização da qualidade do cuidado”, disse Aline Albuquerque, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Paciente (IBDPAC), durante o Anahp Ao Vivo — um encontro online que reúne especialistas para discutir temas importantes da saúde —, realizado em parceria com o IBDPAC e com moderação de Priscila Rosseto, gerente executiva de Governança Clínica do Hcor e coordenadora do Grupo de Trabalho Melhores Práticas da Anahp &#8211; Associação Nacional de Hospitais Privados.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são as responsabilidades do paciente?&nbsp;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O estatuto explicita um ponto essencial para o adequado funcionamento da assistência: o papel ativo do próprio paciente no cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso começa pelo fornecimento de informações corretas e completas sobre o próprio estado de saúde — como histórico de doenças, uso de medicamentos e internações anteriores —, fundamentais para decisões clínicas mais seguras. Ou seja, é dever do paciente ser transparente sobre sua saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o texto estabelece que o paciente é responsável por:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>seguir as orientações dos profissionais de saúde;</li>



<li>respeitar as normas da instituição;</li>



<li>comunicar eventuais desistências ou interrupções do tratamento;</li>



<li>manter registradas suas diretivas antecipadas de vontade;</li>



<li>respeitar os direitos de outros pacientes e das equipes assistenciais;</li>



<li>fornecer informações corretas sobre seu estado clínico;</li>



<li>zelar pelo uso adequado dos serviços de saúde.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Ao trazer essa dimensão de corresponsabilidade, o cuidado deixa de ser unilateral e passa a ser construído de forma compartilhada, com impactos diretos na segurança, na adesão ao tratamento e nos resultados clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa lógica também envolve o respeito às equipes de saúde. No debate, Vania Rohsig, superintendente assistencial e de educação do Hospital Moinhos de Vento e coordenadora do Grupo de Trabalho de Organização Assistencial da Anahp destacou que esse equilíbrio faz parte da forma como o hospital trabalha no dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apoiamos o colaborador nesse sentido, de o paciente entender que ele tem direitos, mas também precisa respeitar toda a equipe.”</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como o Estatuto do Paciente garante que os direitos sejam cumpridos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir a aplicação das diretrizes, ele estabelece mecanismos de fiscalização e acompanhamento por parte do poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as medidas estão a divulgação periódica dos direitos e deveres dos pacientes, a realização de pesquisas para avaliar a qualidade do atendimento, a elaboração de relatórios anuais sobre a implementação das normas e a criação de canais formais para registro e tratamento de reclamações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, esses instrumentos ampliam a transparência e criam condições para um monitoramento mais sistemático da experiência do paciente, além de permitir a identificação de falhas e oportunidades de melhoria nas instituições de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto esclarece que qualquer violação aos direitos previstos será considerada ofensa aos direitos humanos, nos termos da Lei n.º 12.986/2014, voltada à proteção desses direitos no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um instrumento de controle, o estatuto pode ser utilizado como ferramenta de qualificação dos serviços. “Antes de pensar na fiscalização, é preciso pensar em preparo. Entender o estatuto ajuda a enxergar o que a instituição já faz e o que precisa incluir ou aprimorar”, afirmou Kelly Cristina Rodrigues, CEO e fundadora da Patient Centricity Consulting, lembrando que o foco deve estar na preparação das instituições de saúde.</p>
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		<title>Como cuidar de pais idosos? Dicas de segurança e bem-estar</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-cuidar-de-pais-idosos-dicas-de-seguranca-e-bem-estar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 17:47:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome de Down]]></category>
		<category><![CDATA[Trissomia do 21]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Expectativa de vida aumentou e o envelhecimento dos familiares pode trazer novas responsabilidades; veja como cuidar e garantir a segurança da pessoa idosa em casa Ao nascer, os bebês precisam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Expectativa de vida aumentou e o envelhecimento dos familiares pode trazer novas responsabilidades; veja como cuidar e garantir a segurança da pessoa idosa em casa</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" data-id="26802" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/SDS-Social-Media-MAR26-Envelhecimento-dos-pais-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26802" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/SDS-Social-Media-MAR26-Envelhecimento-dos-pais-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/SDS-Social-Media-MAR26-Envelhecimento-dos-pais-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/SDS-Social-Media-MAR26-Envelhecimento-dos-pais-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/SDS-Social-Media-MAR26-Envelhecimento-dos-pais-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/04/SDS-Social-Media-MAR26-Envelhecimento-dos-pais-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ao nascer, os bebês precisam de cuidados. Vêm ao mundo sem as habilidades necessárias para sobreviver sozinhos, e é por meio de seus cuidadores que conseguem navegar pela infância e seguir à vida adulta. Mais adiante nessa jornada, esses papéis podem se inverter — principalmente depois que a expectativa de vida do brasileiro ultrapassou os <a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2025/11/expectativa-de-vida-da-populacao-brasileira-chega-aos-76-6-anos-em-2024">76 anos</a>, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, pais, avós e demais parentes idosos podem precisar de assistência nas atividades do dia a dia, sejam elas físicas e/ou cognitivas, e começam a depender de quem um dia dependia deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, não há roteiro, como explica Luiz Antônio Gil Júnior, médico geriatra do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “O envelhecimento é muito heterogêneo. A gente conhece pessoas idosas de 80 anos vivendo muito bem e outras de 70 com grandes limitações, o que torna importante a observação individual”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, como lidar com um parente que envelhece?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais são os primeiros sinais de alerta no envelhecimento de familiares?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Envelhecer não é sinônimo de adoecer. As <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/longevidade-o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-envelhecer/">descobertas recentes da ciência</a> redefiniram o envelhecimento saudável como um processo dinâmico e modificável, contradizendo a ideia de que o declínio físico e cognitivo é inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, algumas mudanças são esperadas com o envelhecimento natural. “A gente pode perder um pouco da visão, perder massa muscular, a nossa capacidade de levantar a perna para andar é pior — principalmente para aqueles indivíduos que não fazem atividade física”, lista o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer o que faz parte do processo, como listou o médico, ajuda a distinguir o que é fisiológico do que merece avaliação médica. Mas perceber quando alguém próximo começa a precisar de mais atenção na terceira idade continua difícil, especialmente para quem não mora junto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ponto de atenção é quando começam os problemas nas atividades do dia a dia, que Gil&nbsp; divide em dois grupos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atividades básicas de vida diária, ligadas ao <strong>autocuidado</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>higiene pessoal;</li>



<li>alimentação;</li>



<li>mobilidade dentro de casa;</li>



<li>controle de medicamentos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">E atividades <strong>instrumentais</strong>, que exigem mais organização e independência:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ir ao supermercado;</li>



<li>administrar dinheiro e contas;</li>



<li>usar transporte público;</li>



<li>resolver pendências fora de casa.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando começa a acontecer uma dificuldade para fazer essas atividades, é um sinal de que a independência começou a falhar&#8221;, explica o médico. “Nesse momento, é de extrema importância que a gente se aproxime.”</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que fazer diante de dificuldades de saúde de familiares idosos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aproximar-se de um parente que precisa de cuidados não exige, necessariamente, uma mudança radical de rotina. Na prática, pode significar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>telefonar com mais frequência</strong> para manter contato direto e perceber mudanças no humor ou na disposição;</li>



<li><strong>conversar com quem está por perto</strong>, como um vizinho de confiança, o zelador do prédio, um funcionário da casa ou um parente que mora na mesma cidade;</li>



<li><strong>visitar mais vezes </strong>para observar o ambiente de perto. Uma casa mais desarrumada do que o habitual, roupas acumuladas ou geladeira vazia podem indicar que algo mudou;</li>



<li><strong>acompanhar os gastos</strong>, conforme for viável, para identificar padrões fora do comum, seja gastando muito mais ou muito menos do que o esperado;</li>



<li><strong>utilizar “pill boxes”</strong>, ou caixas de comprimidos, que separam as cápsulas por dia e turno;</li>



<li><strong>verificar datas de compra de remédios </strong>e acompanhar as renovações de receitas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também pode ser necessário agir no próprio ambiente em que o parente idoso vive. Pequenas adaptações na casa podem reduzir riscos e prolongar a independência de quem envelhece.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como garantir a segurança para pessoas idosas em casa?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) fala sobre <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/Brasil_Amigo_Pessoa_Idosa/publicacao/guia-global-oms.pdf">cidades amigas da pessoa idosa</a>, espaços urbanos pensados para facilitar a circulação e a vida de quem envelhece. Eles incluem, por exemplo, rampas, calçadas acessíveis e transporte adaptado, ideais para quem tem limitação de mobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo princípio pode e deve ser aplicado em casa. Uma queda, que para uma pessoa jovem pode ser só um susto, pode ter consequências duradouras para alguém com idade mais avançada. Adaptar o ambiente doméstico é uma das formas mais concretas de garantir a segurança dos idosos em casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas mudanças não exigem reformas complexas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>barras de apoio no banheiro</strong>, próximas ao vaso sanitário e no box do chuveiro;</li>



<li><strong>tapetes antiderrapantes</strong> em banheiros, cozinha e áreas úmidas;</li>



<li><strong>iluminação noturna automática</strong> no caminho entre o quarto e o banheiro;</li>



<li><strong>fita antiderrapante</strong> em escadas e áreas externas que possam ficar úmidas;</li>



<li><strong>remoção de tapetes</strong> soltos e passadeiras em corredores;</li>



<li>organizar itens de uso frequente em <strong>altura acessível</strong>, evitando o uso de escadas ou banquinhos;</li>



<li>ter cuidado redobrado com <strong>fios espalhados</strong> pelo chão.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Saúde mental e social da pessoa idosa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se pensa em cuidar de um parente de idade avançada, a atenção costuma se voltar apenas para a mobilidade, os medicamentos e a autonomia. Mas o <strong>isolamento social </strong>e a <strong>solidão </strong>são alguns dos fatores de risco mais subestimados no envelhecimento. <a href="https://www.nature.com/articles/s41562-023-01617-6">Estudos</a> mostram que esses fatores estão associados a maior risco de doenças cardiovasculares e a aumento da mortalidade por todas as causas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, quando a pessoa passa a recusar programas de que antes gostava, evitar sair ou reduzir o contato com amigos e familiares, pode ser indicativo de que algo mudou na sua capacidade de circular com autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter o parente idoso ativo, conectado e com senso de propósito faz parte do cuidado. Algumas formas de apoiar isso no dia a dia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>incentivar atividades sociais </strong>que já faziam parte da rotina, como grupos de convivência, atividades religiosas ou encontros com amigos;</li>



<li><strong>incluir o parente idoso em momentos familiares</strong>, evitando que ele ocupe um papel passivo ou periférico;</li>



<li><strong>estimular atividades físicas </strong>leves em conjunto, como caminhadas, que combinam movimento e companhia;</li>



<li><strong>estar atento a sinais de depressão e ansiedade</strong>, como apatia, choro frequente, alterações no sono ou perda de interesse em atividades antes prazerosas.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quando contratar cuidadores de idosos ou outros profissionais de cuidados assistidos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhar de longe, ligar mais vezes e adaptar a casa são medidas importantes, mas há um momento em que o cuidado à distância já não é suficiente. Sendo a segurança o critério central das decisões, pode ser necessário recorrer a um cuidador de idosos ou a outras formas de suporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem envelhece com limitações funcionais, as possibilidades são diversas, ajustadas conforme a necessidade de cada pessoa. Por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>manter um familiar presente</strong>: um filho, neto ou outro parente que passa a morar com a pessoa idosa;</li>



<li><strong>contratar um cuidador parcial</strong>: profissional que acompanha o idoso por algumas horas do dia, ajudando com medicamentos, alimentação e atividades básicas;</li>



<li><strong>considerar um cuidador integral</strong>: profissional que permanece 24 horas com o idoso, indicado quando a necessidade de suporte é contínua.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como conversar com o idoso resistente ao cuidado?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Perceber que um parente precisa de ajuda é uma coisa, convencê-lo a aceitar essa ajuda é outra. Ninguém gosta de sentir que está perdendo independência, e a chegada de um cuidador ou a ideia de deixar a própria casa pode soar como uma ameaça à autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O geriatra&nbsp; recomenda começar pela conversa direta, explicando as necessidades e, principalmente, centrando o argumento na segurança. Uma abordagem que costuma funcionar é inverter a lógica da dependência: em vez de apresentar o cuidado como uma limitação, apresentá-lo como uma garantia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu oriento que a família foque em argumentar pela manutenção da autonomia da pessoa idosa. Devem explicar que o <strong>cuidador </strong>estará lá justamente para <strong>garantir a independência</strong>, porque se algo acontecer e o idoso não tiver ajuda, isso sim vai comprometer a sua capacidade&#8221;, sugere.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras estratégias que podem ajudar nessa conversa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>usar a inversão de papéis</strong>: apresentar a situação como um favor que o parente idoso está fazendo ao familiar (dizer que &#8220;o neto vai morar com você porque precisa da sua ajuda&#8221; pode ativar o instinto de cuidar e reduzir a resistência);</li>



<li><strong>escolher o momento certo</strong>: conversas sobre cuidado costumam ser mais produtivas quando não estão associadas a uma crise recente;</li>



<li><strong>incluir outras vozes de confiança</strong>, como um médico de referência, um amigo próximo ou outro familiar que possa ter mais facilidade para abordar o assunto.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando já houve episódios concretos de risco, como quedas, uso incorreto de medicamentos ou situações em que a pessoa se perdeu fora de casa, o tom da conversa deve ser mais firme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Casa de repouso: quando considerar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A casa de repouso, ou instituição de longa permanência para idosos (ILPI), é uma opção que muitas famílias resistem em considerar, mas que pode oferecer qualidade de vida, segurança e convívio social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A decisão de levar um parente para uma casa de repouso é sempre complexa”, diz Gil. “Ela é indicada quando o acompanhamento domiciliar se torna insuficiente, quando há dificuldades recorrentes com cuidadores em casa, quando a segurança do idoso não pode ser garantida no ambiente doméstico ou quando há sobrecarga do cuidador familiar”, detalha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, a decisão também parte da preferência da família e, sempre que possível, deve envolver a própria pessoa idosa. Muitas instituições têm o papel de socialização, o que pode ser relevante para aqueles com pouca rede de convívio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O peso de quem cuida — sobrecarga e autocuidado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assumir o cuidado de um parente que envelhece é uma responsabilidade que chega, na maioria das vezes, sem aviso e sem preparação. Quem cuida precisa lidar com a própria dor de ver um parente envelhecer e com as exigências práticas da função. Tudo isso enquanto tenta manter sua própria rotina, trabalho e vida pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns caminhos ajudam a tornar esse processo mais sustentável:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>buscar apoio psicológico</strong>: psicoterapia pode ajudar a organizar as próprias emoções;</li>



<li><strong>dividir responsabilidades</strong>: distribuir as tarefas com outros familiares evita que o peso recaia sobre uma única pessoa;</li>



<li><strong>se informar</strong>: entender a condição do parente, seus tratamentos e suas necessidades reduz a ansiedade e melhora a qualidade do cuidado;</li>



<li><strong>manter o próprio autocuidado</strong>: dormir bem, praticar atividade física e preservar momentos de descanso são condições para conseguir cuidar do outro.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quem cuida também tem que se cuidar&#8221;, resume o médico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Leia mais sobre o tema:</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra/seguranca-e-conforto-como-adaptar-a-casa-para-o-idoso/">Segurança e conforto: como adaptar a casa para o idoso</a><br><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/longevidade-o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-envelhecer/">Longevidade: o que a ciência já sabe sobre envelhecer</a><br><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/5-dicas-para-envelhecer-com-saude/">5 dicas para envelhecer com saúde</a><br><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dicas-para-envelhecimento-saudavel/">Dicas para envelhecimento saudável</a><br><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/saude-do-idoso-saiba-a-importancia-dos-cuidados-e-desafios-com-esse-paciente/">Saúde do idoso: saiba a importância dos cuidados e desafios com esse paciente</a><br><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c842z9en455o">Envelhecimento: o desafio de lidar com pais idosos</a><br><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/como-se-preparar-para-cuidar-de-familiares-mais-velhos/">Como se preparar para cuidar de familiares mais velhos</a></p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-cuidar-de-pais-idosos-dicas-de-seguranca-e-bem-estar/">Como cuidar de pais idosos? Dicas de segurança e bem-estar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
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