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	<title>Anahp</title>
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	<title>Anahp</title>
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		<title>Ansiedade, depressão e crise de pânico: como funciona o atendimento no hospital?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2026 18:21:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Setembro Amarelo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Da chegada à emergência aos possíveis encaminhamentos, entenda como funciona o cuidado hospitalar diante de sintomas de saúde mental. Problemas de saúde mental também podem levar uma pessoa ao hospital. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Da chegada à emergência aos possíveis encaminhamentos, entenda como funciona o cuidado hospitalar diante de sintomas de saúde mental.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Capa_ansiedade-e-depressao-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27910" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Capa_ansiedade-e-depressao-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Capa_ansiedade-e-depressao-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Capa_ansiedade-e-depressao-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Capa_ansiedade-e-depressao-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Capa_ansiedade-e-depressao-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Problemas de saúde mental também podem levar uma pessoa ao hospital. E os números mostram que isso tem acontecido com mais frequência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre beneficiários de planos de saúde, as <strong>internações por transtornos de ansiedade passaram de 2.027, em 2015, para 6.084, em 2024</strong>, segundo estudo publicado em 2026 pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas quando é hora de ir a uma emergência e como funciona o atendimento nesses casos? Para responder a essas e outras dúvidas, o Saúde da Saúde conversou com <strong>Gisele Dala Lana, coordenadora do Serviço de Psicologia Clínica do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP),</strong> Unidade Uruguai, em Passo Fundo (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a seguir:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Posso procurar o hospital por ansiedade, depressão ou crise de pânico?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todo momento de ansiedade ou tristeza exige uma ida à emergência. Há situações, porém, em que o sofrimento emocional precisa de atenção imediata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde, <strong>situações em que há risco de suicídio ou de agressão a si ou a outras pessoas precisam de atendimento de emergência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O hospital também pode ser procurado quando surgem sintomas físicos e não é possível saber se eles estão relacionados ao estado emocional ou a outro problema de saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como o hospital diferencia sintomas físicos e emocionais?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns sintomas podem gerar dúvida sobre sua origem, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mal-estar;</li>



<li>palpitação;</li>



<li>sensação de sufocamento;</li>



<li>dor ou desconforto no peito;</li>



<li>falta de ar;</li>



<li>tontura;</li>



<li>tremores;</li>



<li>alterações nos batimentos cardíacos ou na pressão.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esses sinais podem estar relacionados tanto ao estado emocional quanto a algumas condições cardíacas, respiratórias ou metabólicas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fazer essa diferenciação, o médico pode solicitar, quando necessário, exames laboratoriais ou de imagem para investigar possíveis causas físicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>O paciente sempre será considerado como um todo, do ponto de vista somático e psíquico</em>”, afirma Dala Lana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, tanto a saúde física quanto a emocional são consideradas para tratar o paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os sinais de ansiedade, depressão e crise de pânico?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dala Lana aponta algumas características que podem aparecer em cada quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ansiedade</strong>: pode envolver uma tensão interna intensa, que deixa a pessoa inquieta e agitada, mesmo quando não consegue identificar exatamente o que está provocando aquela sensação. Em algumas situações, a ansiedade pode surgir diante de eventos como uma cirurgia ou outras situações que geram estresse emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depressão</strong>: tristeza profunda, desânimo, perda de interesse e falta de energia para atividades do dia a dia, como sair, trabalhar ou até cuidar de si. Ao contrário de uma tristeza passageira, essas manifestações costumam permanecer por mais tempo e não estão necessariamente relacionadas a um acontecimento imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crise de pânico</strong>: surge de forma súbita, independentemente do lugar ou da situação em que a pessoa se encontra. Além do mal-estar intenso, pode provocar sensação de perda de controle e medo de que algo muito grave aconteça, chegando a pensar que vai morrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Antes de classificarmos o que uma pessoa apresenta, é necessário reconhecer que ela manifesta seu sofrimento psíquico da maneira que consegue</em>”, diz a psicóloga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sinais ajudam a perceber que algo não vai bem, mas o <strong>diagnóstico depende da avaliação de um profissional, que também considera a história de vida e o contexto familiar e social.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que acontece quando chego à emergência com sintomas emocionais?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na chegada à emergência, a equipe observa o estado físico e emocional do paciente para entender o quadro e identificar se há alguma situação que exige atenção imediata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Dala Lana, essa avaliação reúne informações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>sinais vitais;</li>



<li>sintomas apresentados;</li>



<li>histórico de saúde;</li>



<li>medicamentos em uso;</li>



<li>uso de álcool ou outras drogas;</li>



<li>crises anteriores;</li>



<li>possíveis riscos de suicídio ou agressividade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essas informações, o médico pode verificar se são necessários exames ou a participação de outros profissionais no atendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem pode participar do atendimento?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na emergência, <strong>médico e equipe de enfermagem participam dos primeiros cuidados</strong>. Quando necessário, <strong>o médico pode solicitar uma avaliação psicológica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dela, o psicólogo pode discutir o caso com a equipe e contribuir para definir os cuidados e encaminhamentos necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do médico, psicólogo e equipe de enfermagem, Dala Lana cita a participação de fisioterapeuta e fonoaudiólogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>O atendimento pode envolver uma equipe multidisciplinar, de acordo com a necessidade do paciente</em>”, afirma Dala Lana.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O hospital trata ansiedade, depressão e crise de pânico ou só encaminha?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na emergência, a pessoa é avaliada e recebe os cuidados necessários para aquele momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>O hospital não é necessariamente o lugar destinado ao acompanhamento prolongado desses sofrimentos</em>”, ressalta a coordenadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando é necessário continuar o tratamento após a alta, <strong>o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento ou tratamento especializado em saúde mental.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando uma internação psiquiátrica pode ser necessária?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos mais graves, o caminho pode ser diferente. Segundo Dala Lana, <strong>a internação pode ser indicada quando a equipe que realizou o primeiro atendimento não consegue conduzir a crise com segurança.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Situações em que há risco à vida, como pensamentos de suicídio ou de agressão a si ou a outras pessoas, estão entre as que podem levar a essa recomendação. A existência de uma rede de apoio efetiva também é considerada na decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se o hospital não tiver estrutura para esse tipo de cuidado, o paciente pode ser encaminhado para uma instituição preparada para o atendimento em saúde mental.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é CAPS e quando o hospital pode encaminhar para lá?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CAPS é a sigla para Centro de Atenção Psicossocial</strong>. Esses centros fazem parte da <strong>Rede de Atenção Psicossocial do SUS</strong> e oferecem cuidado em saúde mental para pessoas em sofrimento psíquico intenso, inclusive quando há problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após passar pelo hospital, o paciente pode ser encaminhado para um CAPS quando precisa continuar o cuidado psicológico ou psiquiátrico. Dala Lana lembra que esse <strong>pode ser um caminho para quem não tem condições de fazer esse acompanhamento na rede particular.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar ao CAPS, a pessoa é acolhida pela equipe, que identifica suas necessidades e define com ela como será o acompanhamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hospital, porém, não é a única forma de chegar ao CAPS. Segundo o Ministério da Saúde, <strong>os CAPS funcionam em regime de porta aberta: a pessoa pode procurar diretamente a unidade de sua região para o primeiro acolhimento, sem precisar marcar consulta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitais, UBS, UPAs e SAMU também podem fazer encaminhamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Onde procurar ajuda em uma emergência de saúde mental?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos de risco à vida, inclusive em emergências psiquiátricas, <strong>o SAMU pode ser acionado pelo número 192</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">UPAs e prontos-socorros também fazem parte da rede de urgência e emergência e estão preparados para receber pessoas que precisam de atendimento imediato em saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, diante de uma situação que exige ajuda imediata, não é preciso procurar primeiro um serviço especializado em saúde mental para receber atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado com a saúde mental e a prevenção do suicídio não se limitam ao Setembro Amarelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reconhecer quando é preciso pedir ajuda e saber onde buscar apoio pode fazer diferença em qualquer época do ano.</strong> Para quem está passando por uma situação difícil e precisa conversar, o <strong><a href="https://cvv.org.br/setembro-amarelo-mes-de-prevencao-do-suicidio/">CVV</a> oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na rede pública, também é possível procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).&nbsp;</p>
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		<title>Práticas integrativas no hospital: para que servem e quando são indicadas?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/praticas-integrativas-no-hospital-para-que-servem-e-quando-sao-indicadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:41:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[saude da saude]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acupuntura, musicoterapia e meditação estão entre as práticas incorporadas em hospitais para complementar o tratamento convencional. Entenda os benefícios e o que a ciência diz.  Conhecimentos e técnicas com origens [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Acupuntura, musicoterapia e meditação estão entre as práticas incorporadas em hospitais para complementar o tratamento convencional. Entenda os benefícios e o que a ciência diz. </em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_praticas-integrativas-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27887" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_praticas-integrativas-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_praticas-integrativas-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_praticas-integrativas-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_praticas-integrativas-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_praticas-integrativas.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecimentos e técnicas com origens em diferentes épocas e culturas hoje também estão presentes nos cuidados oferecidos em hospitais. São as <strong>Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, as chamadas PICS.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender como as PICS podem contribuir para o alívio da dor, a redução da ansiedade e o bem-estar geral dos pacientes, conversamos com <strong>Alice Rosa Ramos</strong>, <strong>médica fisiatra e superintendente de Práticas Assistenciais da</strong> <strong>AACD.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que são as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS)?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Popularmente conhecidas como “terapias integrativas”, são <strong>recursos terapêuticos reconhecidos pelo Ministério da Saúde</strong> como <strong>complementos ao tratamento médico convencional — não substitutos.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Enquanto o tratamento convencional geralmente foca somente na recuperação da doença, as PICS partem de uma visão integral, considerando corpo, mente, qualidade de vida e autonomia</em>&#8220;, explica Ramos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, <strong>29 práticas fazem parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único de Saúde (SUS):</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>acupuntura e outras práticas da medicina tradicional chinesa</strong>, aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo, assim como auriculoterapia (estímulos em pontos da orelha), moxabustão (uso de calor) e ventosaterapia (aplicação de ventosas sobre a pele);</li>



<li><strong>apiterapia</strong>, uso de produtos das abelhas, como mel e própolis;</li>



<li><strong>aromaterapia</strong>, uso de óleos essenciais;</li>



<li><strong>arteterapia</strong>, expressão por meio de pintura, dança e outras formas de arte;</li>



<li><strong>ayurveda</strong>, sistema tradicional indiano que reúne diferentes cuidados com a saúde;</li>



<li><strong>biodança</strong>, movimentos corporais realizados com música;</li>



<li><strong>bioenergética</strong>, exercícios e movimentos corporais associados às emoções;</li>



<li><strong>constelação familiar</strong>, abordagem das relações e vínculos familiares;</li>



<li><strong>cromoterapia</strong>, uso de luzes de diferentes cores, que podem ser direcionadas ao corpo ou projetadas em paredes e outras superfícies do ambiente;</li>



<li><strong>dança circular</strong>, dança coletiva realizada em roda;</li>



<li><strong>geoterapia</strong>, aplicação de argilas e outros elementos minerais sobre a pele, em diferentes regiões do corpo;</li>



<li><strong>hipnoterapia</strong>, utilização de técnicas de hipnose;</li>



<li><strong>homeopatia</strong>, abordagem que utiliza medicamentos preparados por meio de diluições sucessivas e agitação específica;</li>



<li><strong>imposição de mãos</strong>, posicionamento das mãos sobre ou próximas ao corpo com o objetivo de promover equilíbrio por meio da transferência de energia vital;</li>



<li><strong>medicina antroposófica</strong>, abordagem que considera a história de vida e diferentes aspectos do paciente e pode utilizar medicamentos, massagens, banhos terapêuticos e atividades artísticas;</li>



<li><strong>meditação</strong>, prática que utiliza técnicas de atenção e concentração, como o mindfulness (atenção plena), voltado à observação de pensamentos, emoções e sensações;</li>



<li><strong>musicoterapia</strong>, uso da música para trabalhar aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais;</li>



<li><strong>naturopatia</strong>, baseada em ajudar o corpo a se regenerar com seus próprios mecanismos;</li>



<li><strong>osteopatia</strong>, técnicas manuais, como manipulações e alongamentos, aplicadas ao sistema musculoesquelético — músculos, ossos e articulações — para melhorar a mobilidade;</li>



<li><strong>ozonioterapia</strong>, aplicação de uma mistura de oxigênio e ozônio por diferentes vias, como diretamente na pele, na cavidade oral ou por meio de injeções, de acordo com a finalidade;</li>



<li><strong>plantas medicinais/fitoterapia</strong>, uso terapêutico de plantas, em preparações como chás ou na forma de fitoterápicos, como cápsulas, xaropes e produtos para aplicação na pele;</li>



<li><strong>quiropraxia</strong>, técnicas manuais aplicadas principalmente ao sistema musculoesquelético;</li>



<li><strong>reflexoterapia</strong>, estímulo de pontos dos pés, mãos ou orelhas;</li>



<li><strong>reiki</strong>, técnica japonesa de imposição de mãos baseada na canalização da energia vital;</li>



<li><strong>shantala</strong>, massagem para bebês e crianças realizada pelos pais;</li>



<li><strong>terapia comunitária integrativa</strong>, encontros em grupo para compartilhar experiências;</li>



<li><strong>terapia de florais</strong>, uso de essências preparadas a partir de flores, como os Florais de Bach e os Florais de Saint Germain;</li>



<li><strong>termalismo social/crenoterapia</strong>, uso terapêutico de águas minerais ou termais, que podem ser utilizadas em banhos, saunas ou, quando indicado, ingeridas;</li>



<li><strong>yoga</strong>, combinação de posturas corporais, respiração e meditação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que a ciência diz sobre os benefícios das práticas integrativas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As evidências científicas variam de acordo com a prática e com a finalidade para a qual ela é utilizada. Em alguns casos, pesquisas apontam benefícios. Em outros, os resultados ainda são preliminares. Há, ainda, as PICS com evidências tão robustas que passaram a ser mais amplamente recomendadas. Alguns exemplos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acupuntura no pós-operatório</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores analisaram 25 estudos sobre o uso da acupuntura para aliviar a dor após diferentes tipos de cirurgia. Os resultados, publicados em 2025 na revista científica <em>Pain Management Nursing</em>, mostraram <strong>redução significativa da intensidade da dor e do consumo de analgésicos após os procedimentos</strong>;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Musicoterapia em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um trabalho publicado na revista científica <em>Acta Paediatrica</em> avaliou pesquisas com bebês prematuros submetidos à musicoterapia. A análise encontrou benefícios como <strong>redução das frequências cardíaca e respiratória e aumento da quantidade de alimento ingerida pelos bebês</strong>. Entre as mães, foi observada <strong>redução da ansiedade</strong>;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mindfulness em oncologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base em pesquisas realizadas por diferentes instituições, a Sociedade de Oncologia Integrativa e a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) recomendam práticas de mindfulness, como meditação guiada e exercícios de respiração, para ajudar a <strong>reduzir sintomas de ansiedade e depressão durante o tratamento do câncer em adultos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As práticas integrativas podem substituir o meu tratamento convencional?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Como o nome indica, as <strong>PICS são complementares</strong>. Podem ser associadas aos cuidados prescritos pela equipe de saúde, mas <strong>não devem ocupar o lugar de medicamentos, cirurgias ou outros procedimentos</strong> necessários para tratar a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>O paciente pode e deve continuar seu tratamento convencional normalmente, enquanto usa uma prática integrativa como apoio para melhorar seu bem-estar geral</em>”, reforça a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As práticas também não devem ser utilizadas por conta própria, sem orientação profissional. <strong>Cada técnica pode ter indicações, contraindicações e exigir cuidados específicos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Posso pedir acupuntura e musicoterapia durante minha internação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O paciente pode conversar com a equipe sobre seus interesses, mas é preciso <strong>verificar se o hospital oferece o recurso e se existe indicação para o caso.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma técnica sugerida a um paciente pode não ser adequada a outro</strong>. O quadro clínico, a queixa, possíveis contraindicações e o objetivo pretendido precisam ser considerados. Entre as situações em que as práticas integrativas podem ser recomendadas, Ramos cita:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dor crônica; </li>



<li>ansiedade; </li>



<li>depressão; </li>



<li>insônia; e</li>



<li>estresse.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Muitas vezes, utilizamos escalas, como a de dor, para entender melhor a necessidade</em>&#8220;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a aplicação da técnica, a equipe responsável acompanha as reações do paciente e, ao final, faz uma reavaliação para definir os próximos passos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como as instituições de saúde garantem que as práticas integrativas sejam feitas com segurança?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de oferecer uma nova prática, os hospitais precisam se preparar. Isso inclui contar com <strong>profissionais capacitados, ter a estrutura necessária e estabelecer protocolos</strong> que definam em quais situações o recurso pode ser indicado, como o paciente será acompanhado e de que forma os resultados serão avaliados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esses critérios ajudam a integrar cada prática aos demais cuidados, com segurança e qualidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais práticas integrativas podem ser usadas durante a minha internação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As possibilidades variam de acordo com o hospital e com as necessidades do paciente. “<em>No Hospital Ortopédico da AACD, por exemplo, o paciente pode, antes da anestesia, escolher aromas – como chiclete ou chocolate –, para tornar esse momento mais agradável e ajudar a diminuir a ansiedade relacionada à cirurgia</em>”, conta Ramos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disponibilidade dessas práticas nas instituições de saúde é variada e pode incluir acupuntura, musicoterapia, reiki, yoga e reflexoterapia, entre outras.</p>
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		<title>Prontuário eletrônico: o que é, como funciona e como ajuda a tornar o atendimento mais seguro</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/prontuario-eletronico-o-que-e-como-funciona-e-como-ajuda-a-tornar-o-atendimento-mais-seguro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:44:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[saude da saude]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?p=27859</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda como o prontuário eletrônico reúne as informações do seu histórico de saúde, protege sua privacidade e traz mais agilidade e segurança aos profissionais na hora de tomar decisões. Imagine [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda como o prontuário eletrônico reúne as informações do seu histórico de saúde, protege sua privacidade e traz mais agilidade e segurança aos profissionais na hora de tomar decisões.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_prontuario-eletronico-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27861" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_prontuario-eletronico-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_prontuario-eletronico-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_prontuario-eletronico-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_prontuario-eletronico-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_prontuario-eletronico-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine ir ao pronto-socorro ou a outro serviço de saúde, e o profissional conseguir consultar rapidamente seu histórico clínico, os medicamentos que você utiliza, alergias, exames e internações anteriores. <strong>Essa é a proposta do prontuário eletrônico, um recurso cada vez mais presente nos hospitais brasileiros.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Junto a essa transformação digital, também surgem dúvidas. O prontuário eletrônico é melhor que o de papel? Minhas informações estão realmente protegidas? Quem pode acessar? É possível corrigir um dado registrado? E como funciona o compartilhamento desses dados entre diferentes instituições e profissionais de saúde?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a essas e outras perguntas, conversamos com <strong>Valéria Pinheiro, Chief Medical Information Officer (CMIO) e gerente de Relacionamento TI Médico do Einstein Hospital Israelita.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Boa leitura!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é o prontuário eletrônico?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O prontuário eletrônico é o registro digital das informações relacionadas à saúde de uma pessoa. <strong>Nele ficam reunidos dados como consultas, diagnósticos, exames, medicamentos prescritos, procedimentos, internações e a evolução registrada pelos profissionais que acompanham o paciente ao longo do atendimento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, ele pode substituir o prontuário em papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os benefícios do prontuário eletrônico para os pacientes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reunir o histórico do paciente em um sistema digital, o prontuário eletrônico <strong>ajuda os profissionais a compreenderem o quadro clínico e darem continuidade ao atendimento</strong>, mesmo quando diferentes integrantes da equipe participam da assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entre as principais vantagens estão:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>acesso rápido</strong> ao histórico de consultas, diagnósticos, exames e tratamentos, mesmo quando diferentes profissionais participam do atendimento;</li>



<li><strong>apoio às decisões clínicas</strong>, oferecendo informações importantes no momento do cuidado;</li>



<li><strong>melhor comunicação</strong> entre médicos, enfermeiros e outros profissionais da equipe;</li>



<li><strong>registros legíveis</strong>, que eliminam dificuldades causadas por anotações manuscritas;</li>



<li><strong>informações organizadas</strong>, reduzindo o risco de repetição desnecessária de exames e de falhas relacionadas ao histórico do paciente;</li>



<li><strong>acompanhamento mais completo</strong> da evolução clínica ao longo do tratamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para o paciente, o principal ganho é receber um cuidado mais seguro e coordenado, ou seja, uma assistência em que toda a equipe médica atua de forma conectada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Quando a informação correta está disponível para o profissional certo, no momento certo, reduz-se o risco de repetição desnecessária de exames, falhas de comunicação e decisões tomadas com histórico incompleto</em>”, completa Pinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais outros benefícios o prontuário eletrônico oferece?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Ele não é apenas uma ferramenta de documentação; ele é parte da infraestrutura de cuidado, gestão clínica e aprendizagem institucional</em>”, explica Pinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso significa que, além de apoiar o trabalho das equipes de saúde, os dados registrados ajudam os hospitais a avaliar a assistência prestada, reconhecer pontos que precisam ser aprimorados e adotar melhorias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para que esses benefícios sejam alcançados, o prontuário eletrônico precisa estar inserido em uma <strong>estrutura que combine tecnologia, processos bem definidos, políticas claras e profissionais capacitados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O prontuário eletrônico é seguro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentemente do prontuário em papel, o ambiente digital permite controlar quem acessa as informações e acompanhar como elas são utilizadas por meio de mecanismos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>definição de diferentes níveis de acesso para cada profissional;</li>



<li>autenticação dos usuários antes da consulta ao sistema;</li>



<li>registro de quem acessou o prontuário, quando isso aconteceu e quais dados foram consultados;</li>



<li>monitoramento para identificar acessos inadequados;</li>



<li>auditorias para verificar o uso das informações.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Esses recursos só produzem resultados quando fazem parte de uma estrutura permanente de proteção de dados, que reúne políticas claras, capacitação das equipes e revisão contínua dos riscos</em>”, reitera Pinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem também está alinhada à <strong>Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (a LGPD)</strong>, que estabelece regras para o tratamento de dados pessoais no Brasil e classifica as informações de saúde como dados pessoais sensíveis, que exigem maior proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a adequação à lei não deve ser encarada como uma iniciativa com começo, meio e fim, mas como um compromisso permanente das instituições de saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O objetivo é garantir que a informação esteja disponível para quem precisa cuidar do paciente, no momento adequado, sem renunciar ao sigilo e à segurança</em>&#8220;, completa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem pode acessar meu prontuário eletrônico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O paciente tem o direito de solicitar acesso às informações registradas em seu prontuário pelos canais definidos pelo hospital, clínica ou outra instituição de saúde que tenha lhe atendido.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de liberar o acesso, a instituição confirma a identidade de quem fez o pedido para proteger a privacidade e o sigilo dessas informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O acesso do paciente aos seus dados fortalece a autonomia, a confiança e a participação no próprio cuidado</em>&#8220;, afirma Pinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A instituição de saúde ou o profissional responsável pelo atendimento é responsável pela guarda do prontuário</strong>. O acesso é restrito ao paciente, ao seu representante legal e aos profissionais que precisam consultar essas informações para prestar o cuidado e garantir a continuidade e a segurança da assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há, porém, ressalvas: cada profissional pode consultar apenas as informações necessárias para exercer sua função, conforme seu perfil de acesso, e toda consulta ao prontuário é controlada, monitorada e pode ser auditada pela instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Posso corrigir informações do meu prontuário eletrônico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, mas isso depende do tipo de informação que precisa ser corrigida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o erro estiver em dados cadastrais, como nome, endereço ou telefone, a atualização pode ser solicitada à instituição de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os registros clínicos seguem regras diferentes. “<em>Eles são documentos assistenciais e legais. Por isso, quando um registro precisa ser corrigido ou complementado, a alteração é feita no próprio prontuário, preservando o histórico</em>”, explica Pinheiro. Isso permite identificar quem realizou a alteração, quando ela foi feita e qual dado foi corrigido ou complementado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse procedimento ajuda a preservar a confiabilidade do prontuário e a rastreabilidade das informações registradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona o compartilhamento do meu prontuário entre hospitais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O fato de os serviços de saúde poderem compartilhar informações não significa que um hospital tenha acesso a todo o prontuário de um paciente em outra instituição.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, os dados são compartilhados quando isso é necessário para dar continuidade ao cuidado, como em transferências, encaminhamentos ou quando o próprio paciente solicita o envio das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas situações, apenas os dados necessários para aquela finalidade devem ser disponibilizados, sempre com respeito à privacidade do paciente e ao sigilo das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Compartilhar dados em saúde não significa abrir informações sem critério, mas permitir que a informação necessária acompanhe o paciente de forma segura, ética e proporcional</em>&#8220;, reforça Pinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde, é a plataforma criada para permitir uma integração padronizada e segura entre serviços públicos e privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sistema, determinados registros de saúde disponíveis na rede são compartilhados de acordo com as regras de acesso e segurança, de forma que essas informações não fiquem totalmente expostas para todos os hospitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perguntas frequentes sobre prontuário eletrônico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1- Os dados de saúde do meu prontuário estão protegidos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, desde que a instituição adote medidas de segurança, como controle de acesso, autenticação dos usuários, monitoramento, auditorias e uma política permanente de proteção de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2- Quem pode consultar o meu prontuário eletrônico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio paciente, seu representante legal e os profissionais ou áreas da instituição que tenham necessidade legítima relacionada ao cuidado, à continuidade da assistência e à segurança do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada profissional acessa apenas as informações necessárias para exercer sua função.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 &#8211; Como faço para acessar meu prontuário?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O paciente pode solicitar acesso às informações registradas em seu prontuário pelos canais definidos pela instituição de saúde. Antes de liberar a consulta, a instituição confirma a identidade de quem fez o pedido para proteger a privacidade e o sigilo dessas informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4- Posso corrigir informações do meu prontuário?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depende do tipo de dado. Dados cadastrais podem ser atualizados pela instituição de saúde. Já os registros clínicos não são apagados: quando uma informação precisa ser corrigida ou complementada, a alteração é registrada de forma a preservar o histórico e a rastreabilidade do prontuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5- Outro hospital pode acessar meu prontuário?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não livremente. O compartilhamento acontece apenas quando há uma finalidade relacionada ao cuidado, como transferências entre serviços, encaminhamentos ou quando o próprio paciente solicita o envio dessas informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, somente as informações necessárias são compartilhadas, com respeito à privacidade e ao sigilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6- Quais são as vantagens do prontuário eletrônico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O prontuário eletrônico contribui para um atendimento mais seguro e coordenado. Quando os profissionais têm acesso às informações necessárias no momento do atendimento, reduz-se o risco de repetição desnecessária de exames, falhas de comunicação e decisões tomadas com histórico incompleto.&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Atestado médico: o que acontece antes de o médico assinar?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/atestado-medico-o-que-acontece-antes-de-o-medico-assinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 15:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[saude da saude]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?p=27739</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda como o profissional avalia a necessidade de emitir um atestado médico e por que essa decisão é fundamental para uma assistência ética e segura. Atestado médico é direito garantido [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda como o profissional avalia a necessidade de emitir um atestado médico e por que essa decisão é fundamental para uma assistência ética e segura.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27741" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atestado médico é direito garantido em toda consulta? Precisa pedir ou o médico oferece? Quantos dias ele pode dar? Um único documento pode gerar muitas dúvidas e anseios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a emissão do atestado passa por uma avaliação clínica: o médico analisa o quadro de saúde do paciente, verifica se há necessidade de afastamento das atividades e define, quando indicado, o período necessário para a recuperação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esclarecer como funciona o processo, o <strong>médico clínico geral Gabriel Fumian Milward de Azevedo, do Hospital Daher Lago Sul (Brasília-DF),</strong> responde às perguntas mais frequentes sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O médico é obrigado a fornecer um atestado sempre que o paciente pede?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. O atestado não é um direito automático do paciente, mas, sim, um documento médico. Ele só deve ser emitido quando, após a consulta e o exame clínico, houver uma condição de saúde que realmente justifique o afastamento das atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que o médico avalia antes de decidir se o paciente precisa de um atestado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“É preciso considerar a história do paciente, o exame físico, exames complementares e, principalmente, se a condição apresentada compromete a capacidade de exercer suas atividades com segurança”,</em> explica Azevedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O tipo de atividade também é levado em consideração.</strong> Por exemplo, uma pessoa com entorse no tornozelo pode estar apta a trabalhar de casa, mas uma atividade que exige caminhar, ficar em pé ou se deslocar com frequência pode exigir um período de afastamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O médico pode emitir um atestado sem examinar o paciente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, pois isso pode ser considerado uma infração ética ou até um crime. O atestado é um documento regulamentado pela <strong>Resolução CFM n.º 2.381/2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e produz efeitos legais</strong> — ou seja, pode justificar faltas no trabalho, respaldar pedidos de licença e ser usado em processos administrativos ou judiciais. <strong>Por isso, deve ser emitido com base em uma avaliação médica efetivamente realizada.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A emissão de um atestado sem essa avaliação pode configurar infração profissional</strong> e, dependendo das circunstâncias, gerar responsabilização ética, civil e criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os tipos de atestado médico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Azevedo destaca os principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Atestado de afastamento por doença</strong> – quando a condição de saúde impede o paciente de exercer suas atividades com segurança;</li>



<li><strong>Atestado de saúde ocupacional (ASO)</strong> – avalia se o trabalhador está apto ou não para exercer determinada função, conforme as exigências da medicina do trabalho;</li>



<li><strong>Atestado para prática de atividade física ou esportiva</strong> – certifica que a pessoa reúne condições de saúde para praticar determinada atividade física ou modalidade esportiva;</li>



<li><strong>Atestado para acompanhamento de dependentes</strong> – emitido quando o responsável precisa acompanhar uma criança, um idoso ou outra pessoa sob seus cuidados em atendimento de saúde.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que um atestado médico precisa ter para ser válido?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento deve informar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>identificação do paciente;</li>



<li>data de emissão;</li>



<li>período de afastamento, quando indicado;</li>



<li>nome do médico;</li>



<li>número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM);</li>



<li>assinatura do profissional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E o Código Internacional de Doenças (CID), é obrigatório nos atestados médicos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“O CID faz parte das informações protegidas pelo sigilo médico e só deve ser incluído com autorização expressa do paciente ou quando a lei determinar”,</em> esclarece Azevedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O atestado digital tem a mesma validade do impresso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. <strong>Quando emitido conforme a legislação vigente e assinado com certificado digital, ele possui a mesma validade jurídica do documento impresso</strong>. Além disso, contribui para reduzir o risco de fraudes, pois permite verificar a autenticidade da assinatura digital e das informações do documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como o médico define o tempo de afastamento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não existe um prazo padrão para todos os pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O período de afastamento é definido de forma individualizada, considerando o diagnóstico, a gravidade do quadro, a evolução clínica esperada, o tratamento proposto e a natureza das atividades exercidas pelo paciente&#8221;,</em> diz o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O paciente pode solicitar um atestado retroativo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sim, mas o médico explica que isso só é possível quando há informações que comprovem que o paciente já precisava ser afastado de suas atividades no período informado</strong>, como registros médicos, exames ou acompanhamento clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Sem essas evidências, o atestado não deve ser emitido.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Declaração de comparecimento (ou de horas) é a mesma coisa que atestado médico?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é. Segundo Azevedo, o <strong>atestado médico confirma que, após uma avaliação clínica, o paciente precisou se afastar de suas atividades por um determinado período</strong>. Já a declaração de comparecimento, <strong>ou de horas, apenas comprova que ele esteve em uma consulta ou procedimento de saúde</strong>, sem atestar a incapacidade para o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os riscos de falsificar ou alterar um atestado médico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Falsificar ou alterar um atestado médico é crime e pode gerar consequências penais, civis, éticas e trabalhistas. Além disso, esse tipo de fraude compromete a relação de confiança entre médico, paciente e empregador.</p>
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		<item>
		<title>Como dormir melhor durante a internação: 4 atitudes ao alcance do paciente</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-dormir-melhor-durante-a-internacao-4-atitudes-ao-alcance-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 13:34:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Internação hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade do sono]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ruído, luz artificial, exames noturnos e ansiedade podem afetar o descanso de quem está internado. Conheça estratégias para reduzir essas interferências e dormir melhor durante o tratamento. Aferição de sinais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Ruído, luz artificial, exames noturnos e ansiedade podem afetar o descanso de quem está internado. Conheça estratégias para reduzir essas interferências e dormir melhor durante o tratamento.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27724" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Aferição de sinais vitais, coleta de exames, administração de medicamentos e a própria estrutura do quarto ou da enfermaria podem <strong>interferir na qualidade do sono — afinal, a internação reorganiza a rotina do corpo em torno de horários que nem sempre são os do paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o sono é pior durante a internação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão publicada na revista científica <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7509688/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clocks &amp; Sleep</a> reuniu evidências de que <strong>pacientes internados dormem significativamente menos do que em casa e têm o sono fragmentado por despertares frequentes ao longo da noite.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É essa mesma fragmentação que a médica intensivista Laura Drehmer Jesinski, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, observa na prática. “<em>Ela ocorre tanto pela própria doença — dor, falta de ar, febre, ansiedade — quanto pelo ambiente hospitalar, com alarmes, iluminação, conversas, coletas de sangue, administração de medicamentos e verificações frequentes</em>”, detalha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um efeito comum é a perda da própria referência entre dia e noite</strong>. O paciente cochila em pequenos períodos ao longo das 24 horas e, ainda assim, relata a sensação de ter passado a noite inteira acordado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>É frequente observarmos pacientes que passam duas ou três noites com muitas interrupções e, progressivamente, ficam mais ansiosos, irritados e desorientados. Em alguns casos, o paciente começa a confundir os horários, acredita que está em outro lugar ou tenta sair do leito durante a madrugada</em>”, continua.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O hospital pode fazer algo pelo sono do paciente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a equipe do hospital consegue reorganizar os cuidados noturnos e reduzir luz e ruído, muitas vezes é possível perceber melhora do comportamento e da orientação nos dias seguintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem sempre só isso resolve: &#8220;<em>Dor, infecção, medicamentos, alterações metabólicas e a própria doença também podem provocar manifestações semelhantes. Por isso, a equipe precisa avaliar o conjunto da situação</em>&#8220;, pondera.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas observações, Jesinski conduziu, com apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um<a href="https://www.anahp.com.br/noticias/estudo-do-hospital-moinhos-de-vento-propoe-protocolo-para-melhorar-a-qualidade-do-sono-em-pacientes-de-uti/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> estudo comparando pacientes de duas UTIs brasileiras</a> antes e depois da implantação de um protocolo multidisciplinar de sono, que contou com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ajustes nos horários de banho, alimentação, medicação e coleta de exames;</li>



<li>uso de máscaras de dormir e protetores auriculares; e</li>



<li>controle do volume dos alarmes dos leitos.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Na prática, a principal mudança percebida foi cultural: a equipe passou a considerar o sono como parte do tratamento. Houve maior atenção ao horário das intervenções, à necessidade real de determinadas interrupções e à redução de luzes, ruídos e circulação durante a noite”, </em>diz a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa mudança de cultura dentro da equipe abre espaço para uma participação mais ativa do paciente</strong>. O <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/estatuto-dos-direitos-do-paciente-o-que-muda-na-pratica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estatuto dos Direitos do Paciente</a> formaliza esse papel ao garantir, entre outros pontos, o <strong>direito à informação clara e à participação ativa nas decisões sobre o próprio tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, reunimos <strong>quatro atitudes que podem ajudar os pacientes internados</strong> <strong>a descansar mais e melhor.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Peça à equipe para ajustar horários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que nem toda interrupção noturna pode ser evitada. Medicações com horário rigoroso, antibióticos, avaliações neurológicas, controles de glicose, sinais vitais e exames necessários para decisões imediatas devem ser mantidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas Jesinski aponta uma margem real de ajuste no restante da rotina: &#8220;<strong>A pergunta mais adequada não é &#8216;vocês podem deixar de fazer?&#8217;, mas sim &#8216;isso precisa ser feito exatamente neste horário ou pode ser reorganizado com segurança?'&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, é possível <strong>perguntar à equipe:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cuidados não urgentes podem ser agrupados, evitando várias entradas separadas no quarto?</li>



<li>algum medicamento, banho, troca de roupa de cama ou coleta de rotina pode ser antecipado ou adiado em algumas horas?</li>



<li>é possível diminuir a iluminação, fechar a porta quando for seguro ou reduzir o volume de aparelhos que não estão em uso?</li>



<li>é possível controlar a dor antecipadamente, antes que o desconforto se intensifique e comprometa o sono?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa conversa pode acontecer ainda durante o dia, quando há mais tempo para alinhar os cuidados e planejar a rotina da noite</strong>. &#8220;<em>O paciente pode explicar quais fatores costumam atrapalhar seu sono, quais horários utiliza em casa, se faz uso habitual de algum medicamento e se sente dor, ansiedade, frio, calor ou dificuldade para encontrar uma posição confortável</em>&#8220;, orienta Jesinski.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Leve um “kit de sono” para a internação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Reunir um pequeno “kit de sono” antes da internação pode ajudar a reduzir a interferência de luz e ruído no quarto. <strong>São itens simples, mas que podem contribuir para um ambiente mais favorável ao descanso.</strong> <strong>Veja o que considerar:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>máscara de dormir: </strong>item de baixo custo e fácil acesso em farmácias que bloqueia a luz do ambiente. É especialmente <strong>útil em quartos compartilhados ou próximos a postos de enfermagem</strong>. Segundo o portal<a href="https://sleepeducation.org/sleep-hospital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Sleep Education, mantido pela American Academy of Sleep Medicine (AASM)</a>, é um dos recursos simples que podem ajudar a melhorar o sono no hospital.&nbsp;</li>



<li><strong>protetor auricular:</strong> reduz a interferência do som ambiente, como alarmes, conversas e movimentação noturna, pela mesma lógica da máscara de dormir. É outro item de baixo custo recomendado pela AASM para pacientes internados.</li>



<li><strong>fones de ouvido: </strong>usados para assistir a streamings, atender ligações ou ouvir música, evitam que esse som atrapalhe o sono de quem divide o quarto, sem abrir mão de manter contato com notícias de casa ou conteúdos do seu interesse.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Preserve o ritmo do dia para ajudar no sono da noite</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.sleephealthfoundation.org.au/sleep-topics/towards-better-sleep-while-in-hospital" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sleep Health Foundation</a>, organização australiana de referência em saúde do sono, <strong>manter contato com a luz natural durante o dia, com cortinas e persianas abertas pela manhã, ajuda o corpo a preservar o relógio biológico mesmo em um ambiente hospitalar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantar-se e caminhar pelo corredor, quando a condição clínica permite, e evitar cochilos longos no fim da tarde também podem favorecer um sono mais consolidado à noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesinski ainda destaca a importância de estimular <strong>atividades compatíveis com a condição do paciente, como sentar fora do leito, fazer fisioterapia, conversar, ouvir música ou assistir a algo de seu interesse — melhor ainda se puder contar com a participação da família</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Os parentes e acompanhantes podem ajudar trazendo referências de tempo e rotina: dizer a data, o horário, o que está acontecendo fora do hospital e conversar sobre assuntos familiares</em>&#8220;, diz.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>À noite, vale reduzir os estímulos: manter a iluminação mais baixa, falar em tom mais baixo e evitar conversas longas ou que possam gerar ansiedade perto do horário de dormir.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Fique atento aos sinais de ansiedade ao dormir no hospital</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de todos os fatores do ambiente, a preocupação com o próprio quadro de saúde ou com quem ficou em casa, é outra razão importante para a dificuldade de dormir durante uma internação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O paciente está em um ambiente desconhecido, teme os resultados dos exames, pode sentir falta da família e não sabe exatamente o que acontecerá no dia seguinte. Mesmo quando o corpo está cansado, a mente permanece em estado de alerta</em>&#8220;, descreve Jesinski.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na experiência da médica, o que mais ajuda é <strong>receber informação clara e previsível</strong> por parte da equipe. <strong>Explicar o plano de tratamento, dizer quais intervenções são esperadas durante a noite e antecipar o que deve acontecer no dia seguinte reduz a sensação de perda de controle.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Manejo adequado da dor e de outros sintomas, acolhimento psicológico, presença familiar organizada, técnicas de respiração, música e um ambiente mais silencioso completam esse quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.sleephealthfoundation.org.au/sleep-topics/towards-better-sleep-while-in-hospital" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sleep Health Foundation</a> recomenda ainda um exercício complementar: <strong>reservar um momento do dia, fora do horário de dormir, para anotar as preocupações</strong> e definir o que pode ser conversado com a equipe no dia seguinte. A ideia é <strong>evitar que elas ocupem a mente justamente na hora de descansar.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E depois da alta, como retomar a rotina de sono?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após sair da internação, Jesinski orienta os pacientes a retomarem gradualmente uma rotina regular. “<em>Acordar e deitar em horários semelhantes, buscar luz natural pela manhã, realizar atividade física conforme liberação médica e evitar permanecer longos períodos na cama durante o dia</em>&#8220;, orienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela recomenda também reduzir a cafeína no fim da tarde e à noite, evitar telas perto do horário de dormir e manter um ambiente escuro, silencioso e confortável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mesmo assim, nem sempre o sono se normaliza de imediato. Segundo a médica, depois de uma internação grave pode haver ansiedade, pesadelos, lembranças fragmentadas ou medo de voltar a adoecer, e isso também faz parte do processo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Caso a insônia persista, cause sofrimento importante ou venha acompanhada de ansiedade intensa, tristeza, pesadelos recorrentes ou prejuízo nas atividades diárias, o paciente deve procurar avaliação médica</em>&#8220;, afirma, reforçando que não é aconselhável iniciar ou aumentar medicamentos para dormir por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para saber mais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira outros conteúdos relacionados publicados no blog Saúde da Saúde:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/estudo-do-hospital-moinhos-de-vento-propoe-protocolo-para-melhorar-a-qualidade-do-sono-em-pacientes-de-uti/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estudo do Hospital Moinhos de Vento propõe protocolo para melhorar a qualidade do sono em pacientes de UTI – Anahp</a></li>



<li><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/estatuto-dos-direitos-do-paciente-o-que-muda-na-pratica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estatuto dos Direitos do Paciente: o que muda na prática? – Anahp Saúde da Saúde</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-dormir-melhor-durante-a-internacao-4-atitudes-ao-alcance-do-paciente/">Como dormir melhor durante a internação: 4 atitudes ao alcance do paciente</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Super El Niño está chegando: qual é o impacto na sua saúde?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-super-el-nino-esta-chegando-qual-e-o-impacto-na-sua-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:19:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde e clima]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Super El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eventos causados pelo Super El Niño, como ondas de calor, queimadas, enchentes e períodos de seca, podem aumentar o risco de diferentes problemas de saúde. Entenda por que isso acontece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Eventos causados pelo Super El Niño, como ondas de calor, queimadas, enchentes e períodos de seca, podem aumentar o risco de diferentes problemas de saúde. Entenda por que isso acontece e como se proteger.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27665" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma onda de calor se prolonga, uma enchente atinge uma cidade ou a seca se intensifica, os impactos vão além dos danos ambientais, materiais e sociais. <strong>Essas situações também podem comprometer a saúde.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos fenômenos climáticos responsáveis por essas alterações é o El Niño. Quando ocorre de forma mais intensa — o chamado Super El Niño —, seus efeitos costumam alcançar maiores proporções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender como essas mudanças podem afetar a saúde e por que também preocupam os hospitais, conversamos com <strong>William Cabral de Miranda</strong>, coordenador do Núcleo de Geoprocessamento e Ciências de Dados do Instituto de Pesquisa e Ensino (Pensi), da Fundação José Luiz Setúbal (FJLS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é o Super El Niño e por que ele preocupa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O El Niño é um fenômeno climático natural que acontece quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem de forma anormal</strong>. Esse aquecimento modifica a circulação da atmosfera e altera os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o <strong>Super El Niño é o termo utilizado para descrever episódios excepcionalmente intensos</strong> desse fenômeno, que costumam provocar impactos climáticos mais expressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses efeitos se manifestam de forma variada nas diversas regiões do Brasil. &#8220;<em>Seus impactos dependem da intensidade do fenômeno, da época do ano e das características regionais</em>&#8220;, diz Miranda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira geral, o fenômeno tende a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>reduzir as chuvas em parte da Amazônia e do Nordeste;</li>



<li>aumentar a probabilidade de precipitações (neve, granizo) acima da média na Região Sul;</li>



<li>favorecer temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor em diversas regiões brasileiras.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o calor extremo pode afetar a saúde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Miranda, as ondas de calor representam um importante problema de saúde pública. <strong>Quando as temperaturas permanecem muito elevadas durante vários dias seguidos, o organismo encontra mais dificuldade para regular a própria temperatura</strong>. Como consequência, aumenta o risco de problemas que podem variar de leves a graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais complicações incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias;</strong></li>



<li><strong>desidratação</strong>, causada pela perda excessiva de água e sais minerais;</li>



<li><strong>exaustão pelo calor</strong>, quando o organismo não consegue responder adequadamente à exposição prolongada ao calor intenso;</li>



<li><strong>insolação</strong>, a complicação mais grave, em que a temperatura corporal sobe rapidamente e pode ultrapassar 40 °C. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem corre mais risco durante as ondas de calor?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o calor intenso possa afetar qualquer pessoa, alguns grupos são mais vulneráveis:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>crianças pequenas;</li>



<li>idosos;</li>



<li>gestantes;</li>



<li>pessoas com doenças crônicas;</li>



<li>trabalhadores expostos ao sol;</li>



<li>pessoas que vivem em moradias com pouca ventilação ou sem acesso adequado à água potável.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>As crianças merecem atenção especial porque possuem mecanismos de regulação térmica ainda em desenvolvimento, desidratam com maior facilidade e dependem dos adultos para manter hidratação e proteção adequadas</em>&#8220;, alerta Miranda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados de pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino (Pensi), onde Miranda é coordenador, mostram como as <strong>condições ambientais podem influenciar a saúde respiratória das crianças.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo que analisou mais de 24 mil atendimentos pediátricos por doenças respiratórias e cerca de 3 mil internações em São Paulo, os pesquisadores observaram que <strong>fatores ambientais, como temperatura, umidade do ar e poluentes atmosféricos estão associados à variação no número de internações por doenças respiratórias na infância.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o pesquisador, esses resultados reforçam que eventos climáticos extremos como o Super El Niño podem representar um desafio adicional para a saúde infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A fumaça das queimadas faz mal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Altas temperaturas e baixa umidade do ar deixam a vegetação mais seca e favorecem a ocorrência e a propagação de queimadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fumaça liberada pelos incêndios contém partículas e gases tóxicos, como monóxido de carbono, que podem irritar os olhos e as vias respiratórias, provocar inflamação e agravar problemas em pessoas com asma, bronquite e outras <strong>doenças pulmonares</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde, os impactos das queimadas podem ir além dos problemas respiratórios. <strong>A exposição à fumaça e aos poluentes também está associada a riscos cardiovasculares, como</strong> <strong>aumento da probabilidade de infarto e acidente vascular cerebral</strong>, especialmente em pessoas com doenças preexistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos também podem envolver:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>saúde mental</strong> – pessoas que vivem em áreas afetadas por incêndios podem enfrentar situações de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão;</li>



<li><strong>impacto nos serviços de saúde</strong> – incêndios de grandes proporções podem obrigar comunidades inteiras a se deslocarem, aumentando a demanda por atendimento nos serviços de saúde das regiões que recebem essas populações.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E a bronquiolite, o que tem a ver com o Super El Niño?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Miranda esclarece que a <strong>bronquiolite é causada principalmente por vírus — em especial o vírus sincicial respiratório (VSR).</strong> Apesar de o calor e a poluição não provocarem diretamente a doença, esses fatores <strong>podem aumentar a irritação das vias aéreas, comprometer a qualidade do ar respirado e contribuir para quadros mais graves em crianças infectadas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra pesquisa realizada pelo Pensi identificou que determinados poluentes atmosféricos, como o ozônio, estiveram associados ao <strong>aumento das hospitalizações por bronquiolite</strong> em crianças em fase de amamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As enchentes são perigosas para a saúde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O El Niño pode provocar períodos de chuvas intensas e aumentar a ocorrência de enchentes — cenário que pode se agravar durante episódios mais intensos, como o Super El Niño.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;“<em>Os riscos à saúde estão presentes durante a inundação e também depois que a água começa a baixar</em>”, alerta o pesquisador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se, durante as enchentes, a grande preocupação está no <strong>aumento dos riscos de afogamentos,&nbsp;traumas e acidentes</strong> envolvendo energia elétrica e&nbsp;deslizamentos de terra, depois da enchente, <strong>a preocupação passa a ser principalmente com a contaminação da água, do solo e dos alimentos, que pode favorecer o surgimento de muitas doenças:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>leptospirose:</strong> transmitida pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de roedores;</li>



<li><strong>hepatite A:</strong> infecção do fígado causada pelo vírus da hepatite A e transmitida por via fecal-oral, principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados;</li>



<li><strong>doenças diarreicas:</strong> quadros infecciosos causados por vírus ou bactérias, como os responsáveis pela cólera e pela rotavirose;</li>



<li><strong>infecções gastrointestinais:</strong> inflamações causadas por microrganismos, como vírus, parasitas e bactérias, incluindo salmonella e escherichia coli (<em>e. coli</em>).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a água acumulada em recipientes e áreas afetadas pode criar condições favoráveis para a <strong>proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika</strong>, caso a limpeza adequada e a eliminação dos criadouros não sejam realizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miranda orienta: “<em>É fundamental evitar contato com água contaminada e procurar atendimento médico caso apareçam febre, dor muscular intensa ou sintomas gastrointestinais</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os riscos associados à seca?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A estiagem, decorrente ou não de fenômenos como o El Niño, é caracterizada por longos períodos com pouca ou nenhuma chuva. Com a redução da disponibilidade de água, muitas pessoas passam a armazená-la em casa ou buscam fontes alternativas de abastecimento, como poços e cisternas. <strong>Sem os cuidados adequados, aumenta o risco de contaminação por bactérias, vírus e parasitas responsáveis por doenças gastrointestinais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como proteger a saúde dos impactos do Super El Niño?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, episódios do El Niño duram entre nove meses e um ano. Independentemente da duração do fenômeno, Miranda detalha algumas <strong>medidas que ajudam a reduzir os riscos à saúde:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manter uma boa hidratação;</li>



<li>Evitar a exposição ao sol entre aproximadamente 10h e 16h;</li>



<li>Dar atenção especial a crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas;</li>



<li>Reduzir atividades físicas intensas durante períodos de calor extremo ou exposição à fumaça de queimadas;</li>



<li>Utilizar água tratada para consumo;</li>



<li>Evitar contato com águas de enchentes;</li>



<li>Eliminar recipientes com água parada para prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti;</li>



<li>Procurar atendimento médico diante de sintomas importantes, como falta de ar, tosse intensa ou chiado no peito, febre persistente ou sinais de desidratação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Cada evento possui comportamento próprio. Por isso, é importante acompanhar os boletins e alertas emitidos por órgãos oficiais de meteorologia e monitoramento de desastres, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)</em>”, recomenda Miranda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As mudanças climáticas podem tornar o Super El Niño mais frequente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ainda existem incertezas sobre como as mudanças climáticas afetarão a ocorrência e a intensidade dos eventos de El Niño.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, Miranda explica que há um consenso científico de que o aquecimento global já está contribuindo para o aumento de ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Quando um El Niño forte acontece em um planeta mais aquecido, seus impactos sobre a sociedade podem ser potencializados</em>&#8220;, comenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para proteger a saúde da população, Miranda destaca a necessidade de fortalecer os sistemas de vigilância climática e epidemiológica, investir em planejamento urbano, ampliar áreas verdes nas cidades e desenvolver estratégias específicas para proteger os grupos mais vulneráveis — especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.</p>
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		<title>Comida de hospital: por que ela não pode ser como você gostaria?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/comida-de-hospital-por-que-ela-nao-pode-ser-como-voce-gostaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 19:15:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[comida de hospital]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?p=27630</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sabor importa. Mas, na nutrição hospitalar, ciência e segurança também precisam estar no prato. Entenda os motivos. Quando se ouve falar em comida de hospital, um conjunto de adjetivos vem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Sabor importa. Mas, na nutrição hospitalar, ciência e segurança também precisam estar no prato. Entenda os motivos.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27632" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se ouve falar em comida de hospital, um conjunto de adjetivos vem junto — nem sempre favorável. Fala-se sobre o sal (ou a falta dele) e até se questiona se ela não poderia ser mais bem temperada. No entanto, essas características também fazem parte de um cuidado rigoroso, que envolve diferentes profissionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender os tipos de dietas e como elas atuam diretamente na recuperação dos pacientes, conversamos com a <strong>nutricionista Vanessa Maria Bertoni, doutora em Envelhecimento Humano e coordenadora de nutrição no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que a comida de hospital tem fama de ser ruim?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vanessa, é comum que a alimentação seja adaptada às necessidades clínicas de cada paciente. <strong>“<em>Muitas vezes é preciso reduzir sal, açúcar, gordura ou ainda modificar a consistência dos alimentos, o que pode alterar o sabor em comparação com a alimentação a que a pessoa está acostumada em casa</em></strong>”, explica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que as refeições sejam preparadas sem cuidado ou sem preocupação com o paladar dos pacientes. Os cardápios são variados e equilibrados, aliando qualidade nutricional, segurança dos alimentos e o melhor sabor dentro das restrições impostas pelo tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, a nutricionista destaca que o próprio estado de saúde do paciente influencia na forma como os alimentos são percebidos</strong>. “<em>Infecções, medicamentos, tratamentos como quimioterapia e até o estresse da hospitalização podem diminuir o apetite e modificar a sensibilidade aos sabores</em>”, complementa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem decide o que eu vou comer no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Definir a alimentação de um paciente internado é um trabalho em equipe</strong>. “<em>O médico prescreve o tipo de dieta de acordo com o quadro clínico — como no pós-operatório, em casos de doença renal, hepática, hipertensão ou diabetes</em>”, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A partir dessa indicação, o nutricionista avalia cada paciente de forma individual, levando em conta idade, doenças associadas, exames laboratoriais, alergias, preferências alimentares, capacidade de mastigar e engolir, além das necessidades de nutrientes para contribuir com a recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, <strong>a equipe da cozinha prepara cada refeição seguindo rigorosamente esse planejamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual é o papel do nutricionista hospitalar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bertoni esclarece que o<strong> trabalho do nutricionista hospitalar vai muito além da elaboração de cardápios</strong> e está presente em diferentes áreas do cuidado durante a internação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na assistência ao paciente, o nutricionista é responsável por:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Avaliar o estado nutricional desde a internação;</li>



<li>Identificar o risco de desnutrição;</li>



<li>Calcular as necessidades de calorias e proteínas;</li>



<li>Ajustar a dieta conforme o tratamento;</li>



<li>Acompanhar a aceitação dos pacientes;</li>



<li>Supervisionar a distribuição das refeições:</li>



<li>Orientar pacientes e familiares;</li>



<li>Participar das decisões da equipe multiprofissional:</li>



<li>Garantir que todo o cuidado nutricional seja realizado com segurança.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na produção das refeições, cabe ao nutricionista:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Planejar os cardápios;</li>



<li>Definir como cada refeição deve ser preparada;</li>



<li>Treinar os profissionais envolvidos no preparo e na distribuição das refeições; </li>



<li>Supervisionar a produção dos pratos;</li>



<li>Controlar a qualidade dos alimentos;</li>



<li>Implantar boas práticas de manipulação e segurança alimentar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“<em>O nutricionista acompanha todo o processo, desde o planejamento do cardápio até a refeição chegar ao paciente, garantindo que ela seja segura, adequada e compatível com a dieta prescrita</em>”, resume Bertoni.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os tipos de dieta hospitalar e qual é a certa para o meu caso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bertoni, existem vários tipos de dietas que são prescritas conforme a condição clínica de cada paciente. São elas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Dieta livre:</strong> para pacientes sem restrições que podem se alimentar normalmente;</li>



<li><strong>Dieta branda:</strong> de fácil digestão, indicada no pós-operatório ou em doenças gastrointestinais;</li>



<li><strong>Dieta pastosa:</strong> indicada para pessoas com dificuldade de mastigar ou engolir;</li>



<li><strong>Dieta líquida:</strong> utilizada em situações específicas, como no preparo para exames ou no início da recuperação após algumas cirurgias, como as realizadas no estômago ou intestino;</li>



<li><strong>Dietas modificadas em nutrientes:</strong> cardápios com ajustes específicos para diabetes, hipertensão, doenças nos rins, no fígado, cardiovasculares ou outras condições;</li>



<li><strong>Nutrição enteral:</strong> quando a alimentação precisa ser administrada por uma sonda, que leva os nutrientes ao estômago ou ao intestino;</li>



<li><strong>Nutrição parenteral:</strong> indicada quando o sistema digestivo não pode ser utilizado adequadamente. Nesse caso, os nutrientes são administrados diretamente na corrente sanguínea, por meio de uma veia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como o hospital evita erros na minha comida?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os hospitais adotam protocolos rigorosos para evitar erros.</strong> No Hospital São Vicente de Paulo, por exemplo, Bertoni explica que a identificação de cada pessoa é sempre cruzada com a prescrição médica. “<em>Esse tipo de cuidado garante que cada refeição seja destinada ao paciente certo e esteja em total sintonia com o tratamento indicado</em>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes da distribuição, as refeições são identificadas individualmente e conferidas, considerando dados como nome do paciente, leito, tipo de dieta e eventuais restrições alimentares.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>No momento da entrega, a equipe confere a identificação do paciente, reduzindo o risco de trocas e garantindo que a alimentação seja entregue de forma segura</em>”, destaca Bertoni.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A refeição servida no hospital ajuda na recuperação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. “<em>A alimentação hospitalar é uma parte fundamental do tratamento e exerce influência direta na recuperação do paciente</em>”, diz a nutricionista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como doenças, cirurgias e tratamentos costumam diminuir o apetite e exigir um aporte maior de nutrientes, os cuidados com o cardápio são essenciais para prevenir a desnutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Diversos estudos demonstram que uma terapia nutricional adequada está associada à redução de complicações, menor incidência de infecções, melhor cicatrização, preservação da força muscular e menor tempo de internação</em>&#8220;, continua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>pacientes bem nutridos tendem a responder melhor às terapias médicas e apresentam mais qualidade de vida durante e após a hospitalização.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A nutricionista compara: &#8220;<em>Assim como um medicamento precisa ser prescrito corretamente para produzir o efeito esperado, a alimentação também precisa ser planejada, preparada e acompanhada de forma individualizada para contribuir com os melhores desfechos clínicos</em>.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que preciso ficar em jejum no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A &#8220;dieta zero&#8221;, ou jejum, é uma medida terapêutica e de segurança prescrita apenas quando há uma necessidade clínica bem definida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bertoni, uma das situações mais comuns é antes de cirurgias e procedimentos que utilizam anestesia ou sedação, momento em que os reflexos de proteção das vias aéreas ficam reduzidos. &#8220;<em>Se houver alimentos ou líquidos no estômago, existe o risco de aspiração do conteúdo gástrico para os pulmões, o que pode causar complicações importantes</em>.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jejum também é necessário antes de certos exames — como ultrassom abdominal e endoscopia — ou quando o sistema digestivo precisa descansar, a exemplo de crises inflamatórias gastrointestinais (como pancreatite ou diverticulite).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bertoni lembra que atualmente os hospitais evitam jejuns prolongados e adotam protocolos para abreviar esse tempo sem comida sempre que possível, garantindo mais conforto e uma recuperação mais rápida.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Posso pedir para alguém trazer comida de casa quando eu estiver no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um prato caseiro costuma ser um gesto de carinho da família, mas <strong>exige autorização e avaliação prévia da equipe de saúde por envolver dois grandes riscos: o clínico e o sanitário.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista clínico, o paciente pode ter restrições graves de sódio, açúcar, proteínas ou consistência (risco de engasgo e broncoaspiração), e um <strong>alimento inadequado pode não apenas comprometer o tratamento, mas de fato prejudicar o paciente.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em termos de segurança alimentar, as <strong>refeições produzidas no hospital seguem protocolos rigorosos de seleção de matérias-primas, armazenamento, preparo, controle de temperatura, transporte e distribuição, além das boas práticas de manipulação de alimentos</strong>, que incluem cuidados como higienização adequada dos alimentos e das mãos dos profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&#8220;<em>Alimentos de fora do hospital não têm garantia de origem ou conservação segura. Isso aumenta o risco de contaminação e infecções alimentares, principalmente em pacientes com a imunidade baixa</em>&#8220;, alerta Bertoni.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, alimentos consumidos sem o conhecimento da equipe dificultam o acompanhamento que o nutricionista faz da alimentação do paciente e a avaliação sobre o atendimento de suas necessidades nutricionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação é sempre conversar com a equipe antes de levar qualquer item.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se eu for para a UTI, a minha dieta muda?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. &#8220;<em>O paciente na UTI apresenta características metabólicas muito diferentes das de um leito comum. Em situações graves, o organismo entra em estresse metabólico, com aumento do gasto energético e perda acelerada de massa muscular</em>&#8220;, explica a nutricionista. Por isso, a <strong>alimentação no tratamento intensivo é essencial para preservar a massa magra, fortalecer a imunidade e ajudar na recuperação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha da estratégia depende das condições de cada paciente. <strong>Sempre que viável, a alimentação pela boca é estimulada.</strong> Quando isso não é possível ou não é suficiente, a primeira opção costuma ser a nutrição enteral (por sonda), que ajuda a preservar o funcionamento do sistema digestivo. Se o intestino não puder ser utilizado ou a nutrição enteral não atender às necessidades do paciente, pode ser indicada a nutrição parenteral (pela veia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é oferecer a quantidade adequada de energia e proteínas no momento certo, evitando tanto a falta quanto o excesso de nutrientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Durante toda a internação na UTI, o nutricionista realiza avaliação nutricional contínua, estima as necessidades, monitora a evolução clínica e ajusta a conduta conforme as mudanças no estado do paciente</em>&#8220;. Todo esse processo é feito em parceria com médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e farmacêuticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na minha internação no hospital, posso fazer um pedido especial, como pizza?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade de atender a pedidos especiais depende da condição clínica do paciente, da dieta prescrita e da avaliação da equipe assistencial. Como a alimentação faz parte do tratamento, <strong>qualquer flexibilização deve ser analisada sob o ponto de vista da segurança, das necessidades nutricionais e dos objetivos terapêuticos.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Sempre que não houver contraindicação clínica, buscamos respeitar as preferências alimentares do paciente, pois sabemos que o prazer em comer também contribui para uma melhor aceitação da dieta e para a experiência durante a internação</em>”, afirma a coordenadora de nutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em muitos casos, é possível fazer adaptações na alimentação sem comprometer o tratamento, desde que essa decisão seja avaliada pela equipe assistencial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona a gastronomia hospitalar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Incorporar a alta gastronomia à hotelaria hospitalar é uma estratégia adotada por alguns hospitais para tornar a experiência alimentar mais agradável durante a internação, associando técnicas gastronômicas aos princípios da nutrição clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção é melhorar a apresentação, o aroma e a aceitação das refeições, sem abrir mão da segurança e dos cuidados necessários para cada tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a presença de chefs de cozinha ainda não seja a realidade da maioria dos hospitais no Brasil, a busca por refeições nutritivas, seguras e mais agradáveis faz parte da rotina das equipes de nutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Quando conseguimos unir segurança, valor nutricional e sabor, oferecemos não apenas uma refeição, mas um cuidado completo&#8221;, </em>finaliza Bertoni.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Preciso fazer uma cirurgia, e agora? Conheça os protocolos de segurança e enfrente esse momento com menos medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:26:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia segura]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados antes da cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[preparo para cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação pós-operatória]]></category>
		<category><![CDATA[segurança do paciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A segurança cirúrgica vai muito além da sala de cirurgia. Antes, durante e após o procedimento, protocolos rigorosos reduzem riscos e ajudam a proteger o paciente. O hospital é bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A segurança cirúrgica vai muito além da sala de cirurgia. Antes, durante e após o procedimento, protocolos rigorosos reduzem riscos e ajudam a proteger o paciente.</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27537" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O hospital é bem preparado? Estarei em boas mãos? E a anestesia? Essas são só algumas das preocupações de quem vai passar por uma cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acalmar o coração, saiba que, nos bastidores, existe um trabalho coordenado para evitar falhas. Com a contribuição de Helidéa Lima, diretora de Qualidade Assistencial da Rede D&#8217;Or, explicamos como funcionam esses protocolos de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como saber se o hospital onde vou operar é bom?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Hospital seguro é aquele que evita erros, aprende com incidentes e evolui de forma contínua</em>”, explica Lima. Embora esse trabalho pareça invisível para quem está de fora, existem sinais práticos que ajudam a notar o compromisso com a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deles são as certificações de qualidade, como a da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que avalia a segurança das instituições no país, e a da Joint Commission International (JCI), acreditação internacional que atesta elevados padrões de qualidade e segurança assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora esclarece que esses reconhecimentos não eliminam totalmente os riscos, mas demonstram que o hospital possui uma estrutura segura. “<em>Para além das certificações, qualidade e segurança são práticas diárias que protegem vidas</em>”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as boas práticas, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>identificação constante</strong>: a conferência da pulseira e confirmação do nome completo antes de procedimentos e administração de medicamentos;</li>



<li><strong>higienização das mãos</strong>: realizada pelos profissionais antes e após o contato com o paciente;</li>



<li><strong>comunicação clara</strong>: informações ao paciente sobre tratamento, riscos e orientações de alta;</li>



<li><strong>comunicação multiprofissional</strong>: integração entre profissionais de diferentes especialidades que conversam entre si para coordenar o plano de tratamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são as etapas de segurança de uma cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece um checklist dividido em três momentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entrada (Sign In)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da anestesia, a equipe verifica a identidade do paciente, o procedimento, o local a ser operado e o termo de consentimento. Quando indicado, o cirurgião faz a marcação da área que será operada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa etapa, também são avaliados alergias, tempo de jejum, medicamentos em uso e possíveis riscos, como dificuldades respiratórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pausa cirúrgica (Time Out)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da primeira incisão, toda a equipe faz uma pausa para <strong>validar, em voz alta</strong>, as informações do paciente e da cirurgia. Os profissionais também apresentam suas funções, conferem o funcionamento dos equipamentos e a disponibilidade dos exames para consulta e discutem os possíveis momentos críticos do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saída (Sign Out)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A equipe registra o procedimento realizado, faz a contagem de instrumentos, compressas e agulhas, rotula os materiais enviados para análise, quando houver, e define os principais cuidados do pós-operatório.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que acontece depois da cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A assistência ao paciente inclui a fase pós-operatória imediata. “<em>Na sala de recuperação pós-anestésica, a equipe monitora os sinais vitais, controla a dor e atua na prevenção de infecções e outras complicações</em>”, detalha Lima.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, já no quarto, a equipe acompanha a evolução clínica, revisa os resultados do procedimento e orienta o paciente e a família sobre os cuidados necessários em casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem faz parte da equipe cirúrgica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia envolve uma equipe multiprofissional que atua em conjunto pela segurança do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dentro da sala:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cirurgião;</li>



<li>anestesista;</li>



<li>enfermeiros;</li>



<li>técnicos de enfermagem;</li>



<li>instrumentadores cirúrgicos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fora da sala:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>profissionais do Centro de Material e Esterilização;</li>



<li>farmacêuticos, que apoiam a segurança do uso de medicamentos;</li>



<li>fisioterapeutas, envolvidos no preparo e na recuperação do paciente.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O anestesista fica o tempo todo comigo durante a cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Segundo a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), além de administrar a anestesia, ele monitora funções como pressão arterial, batimentos cardíacos, respiração e temperatura, garantindo segurança e controle da dor ao longo do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final da cirurgia, o anestesista permanece ao lado do paciente até que ele esteja desperto, seguro e estável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Preciso seguir todas as orientações da equipe cirúrgica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Manual de Orientações ao Paciente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), as recomendações da equipe são essenciais para reduzir riscos. E elas costumam gerar dúvidas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso beber água e comer?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, é preciso fazer jejum absoluto no tempo solicitado pelos profissionais de saúde. Durante a anestesia, os reflexos naturais que impedem a entrada de alimentos e líquidos nas vias respiratórias ficam temporariamente reduzidos. Seguir rigorosamente o tempo de jejum orientado diminui o risco de aspiração pulmonar — uma complicação grave que ocorre quando o conteúdo do estômago vai para os pulmões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, preciso tomar banho?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, o banho antes da cirurgia ou a aplicação de lenços antissépticos no hospital ajudam a reduzir a quantidade de microrganismos na pele, diminuindo o risco de infecção no local da cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso pintar a unha?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Esmalte e unhas postiças podem dificultar a monitorização da oxigenação durante o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso usar acessórios?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Joias e relógios podem interferir na avaliação da circulação e causar lesões em caso de inchaço durante ou após a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso tomar mounjaro e outros remédios?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns medicamentos precisam ser suspensos ou ajustados antes da cirurgia. É o caso de alguns anticoagulantes, medicamentos para diabetes e para emagrecimento à base de agonistas do receptor GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa indicação acontece para reduzir o risco de sangramento, evitar alterações na glicemia ou diminuir o risco de aspiração durante a anestesia, dependendo do medicamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, informe à equipe todos os medicamentos, vitaminas, suplementos e fitoterápicos (como chás naturais) que você utiliza e nunca interrompa um tratamento por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer cirurgia, posso tomar cerveja e outras bebidas alcoólicas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, pois o uso de álcool antes de cirurgias está relacionado a uma série de complicações durante e depois do procedimento. O tempo exato de pausa deve ser definido com os profissionais de saúde que estão cuidando do seu caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dá para controlar a ansiedade antes da cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem estratégias que podem ajudar pacientes a passarem por esse momento com mais tranquilidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>conte com alguém de confiança:</strong> peça que um familiar ou amigo acompanhe sua internação e ofereça apoio durante esse momento;</li>



<li><strong>pense no benefício da cirurgia:</strong> em vez de focar apenas no procedimento, lembre-se do objetivo do tratamento, como aliviar um sintoma, recuperar movimentos ou retomar atividades do dia a dia;</li>



<li><strong>mantenha a mente ocupada:</strong> nos dias que antecedem a cirurgia, leia um livro, ouça mais música, assista a comédias ou pratique atividades que ajudem a desviar a atenção de pensamentos negativos;</li>



<li><strong>experimente técnicas de relaxamento:</strong> faça respirações lentas e profundas ou pratique o relaxamento muscular progressivo. A técnica consiste em contrair um grupo muscular por cerca de cinco segundos e, em seguida, relaxá-lo por cerca de dez segundos, repetindo o processo em diferentes partes do corpo. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que não fazer antes de uma cirurgia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudos do Centro Nacional de Informação Biotecnológica dos Estados Unidos (NCBI) alertam sobre duas práticas comuns que parecem ajudar a relaxar, mas trazem riscos à segurança.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira é o uso de sedativos para conseguir dormir na véspera da cirurgia. É fundamental avisar a equipe médica caso você tenha tomado algo por conta própria antes de chegar ao hospital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo alerta vai para o cigarro. A tendência de fumar mais para controlar a ansiedade é perigosa, pois o tabagismo aumenta os riscos de complicações e prejudica a cicatrização. A recomendação é interromper o hábito ou iniciar tratamentos de substituição de nicotina um a dois meses antes do procedimento.</p>
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		<item>
		<title>Enfermeiro, técnico e auxiliar: conheça as diferenças entre esses profissionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Técnico de enfermagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda as atribuições, a formação e a rotina da equipe de enfermagem e descubra como o trabalho conjunto desses profissionais contribui para a saúde dos pacientes Durante uma internação, profissionais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda as atribuições, a formação e a rotina da equipe de enfermagem e descubra como o trabalho conjunto desses profissionais contribui para a saúde dos pacientes</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27451" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma internação, profissionais de enfermagem entram e saem do quarto com frequência. Um administra medicação, outro ajuda no banho, e há ainda aquele que parece coordenar a equipe e acompanhar o tratamento de forma mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre é fácil entender quem é quem. Para explicar as diferenças, consultamos Sidiclei Machado Carvalho, gerente de enfermagem do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem faz o quê na equipe de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalho explica que a enfermagem é formada por diferentes categorias profissionais, e cada uma tem seu papel. &#8220;<em>O que muda entre elas é a formação e o nível de complexidade do cuidado, mas todas trabalham de forma integrada, com técnico e auxiliar atuando sob a supervisão do enfermeiro&#8221;</em>, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que todos eles precisam ter registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o enfermeiro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o profissional que tem o diploma de nível superior: são quatro anos de faculdade. É ele quem faz a avaliação inicial detalhada do paciente, monta o plano de cuidado e assume os procedimentos mais delicados, como passar sondas e tratar curativos cirúrgicos profundos. Também é a referência diante de pacientes graves e quem coordena a equipe de enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o técnico de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Possui curso técnico de nível médio, com cerca de dois anos de duração. É ele quem está na linha de frente do cuidado de média e alta complexidade: administra medicações (inclusive as endovenosas, aplicadas diretamente na veia), cuida dos acessos venosos, faz curativos mais simples e prepara o paciente para exames e cirurgias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">→ <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-que-faz-um-tecnico-de-enfermagem-em-um-hospital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saiba mais sobre a atuação do técnico de enfermagem</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o auxiliar de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse profissional tem a formação de nível médio, porém mais curta — em geral, com duração inferior a um ano. Atua em atividades de baixa complexidade e dá suporte ao bem-estar do paciente: faz a higiene e o banho de leito em pacientes não graves, acompanha os sinais vitais, ajuda na alimentação de quem tem pouca mobilidade e aplica as medicações de rotina liberadas pela instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que só o enfermeiro pode fazer?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O trabalho do enfermeiro</strong> <strong>vai além do acompanhamento diário dos pacientes.</strong> A Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (Lei nº 7.498/1986) atribui a esse profissional responsabilidades como o<strong> gerenciamento dos processos de cuidado e a supervisão dos serviços de enfermagem.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O enfermeiro também é responsável por decisões relacionadas à assistência, como definir quais cuidados o paciente precisa em cada momento, além da avaliação contínua das suas condições&#8221;,</em> explica Carvalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, seguindo as diretrizes de segurança do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o <strong>profissional é o único autorizado a realizar procedimentos especializados</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>inserção de dispositivos avançados</strong>, como o PICC (Cateter Central de Inserção Periférica), uma linha de acesso na veia muito utilizada para tratamentos longos;</li>



<li><strong>passagem de sondas</strong>, vesical (para eliminação de urina) ou nasoentérica (para alimentação);</li>



<li><strong>curativos complexos</strong>, tratamento de feridas profundas ou lesões pós-cirúrgicas graves.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa autonomia também se estende para fora dos hospitais. <em>&#8220;Na rede pública e nos programas do SUS, o enfermeiro está autorizado a solicitar exames e prescrever medicamentos específicos, desde que previstos nos protocolos institucionais e na legislação&#8221;</em>, destaca Carvalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como enfermeiro, técnico e auxiliar trabalham juntos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cuidado ao paciente depende da atuação coordenada de toda a equipe de enfermagem</strong>. Ao mesmo tempo em que cada profissional exerce funções específicas, <strong>a troca constante de informações permite acompanhar a evolução do paciente e tomar decisões com mais segurança ao longo do tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa comunicação acontece durante as passagens de plantão, discussões de casos e em diferentes momentos da assistência, garantindo que todos os envolvidos tenham uma visão atualizada do quadro clínico e dos cuidados em andamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;A integração entre enfermeiros, técnicos e auxiliares contribui para a identificação precoce de riscos, reduz falhas de comunicação e fortalece a continuidade do cuidado entre turnos e setores&#8221;</em>, afirma Carvalho. Dessa forma, o trabalho integrado da equipe favorece uma assistência mais segura, contínua e centrada no paciente.</p>
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		<title>Acompanhante no hospital: o que muda com o novo Estatuto do Paciente</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/acompanhante-no-hospital-o-que-muda-com-o-novo-estatuto-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 17:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que permanecer ao lado do paciente, o acompanhante também participa do cuidado. Entenda como a legislação define essa atuação, quais são seus limites e quais responsabilidades ela envolve. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais do que permanecer ao lado do paciente, o acompanhante também participa do cuidado. Entenda como a legislação define essa atuação, quais são seus limites e quais responsabilidades ela envolve.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27412" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O recém-aprovado Estatuto do Paciente (Lei 15.378/2026) garante a qualquer pessoa internada o direito de contar com um acompanhante, com ressalvas pontuais. Além de assegurar sua presença, a lei também reconhece seu papel no cuidado, amplia sua atuação e estabelece direitos e responsabilidades claros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao mesmo tempo, essa nova configuração levanta dúvidas.</strong> Em que situações o acompanhante pode representar o paciente? É possível permanecer na UTI? Quando o hospital pode limitar essa presença? <strong>Confira as respostas a essas e outras perguntas a seguir.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acompanhante e visita são a mesma coisa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A confusão é comum, mas os papéis são bem distintos. <em>&#8220;O visitante entra, fica um tempo e vai embora. O acompanhante é parte ativa do cuidado, não um espectador&#8221;</em>, resume Priscila Rosseto, gerente executiva de Governança Clínica do Hcor e coordenadora do Grupo de Trabalho Melhores Práticas da Anahp. A especialista explica que essa participação pode incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>continuidade do cuidado</strong>: permanecer ao lado do paciente durante procedimentos, acompanhar sua evolução clínica e manter um vínculo contínuo com a equipe de saúde;</li>



<li><strong>vigilância ativa</strong>: verificar se os protocolos de segurança estão sendo seguidos, como higienização das mãos, identificação correta do profissional e conferência de medicamentos, com o direito a questionar a equipe;</li>



<li><strong>memória clínica</strong>: informar alergias, medicamentos em uso, histórico de internações e preferências do paciente quando ele não consegue se comunicar;</li>



<li><strong>representação do paciente</strong>: quando previamente designado para essa função e o paciente não puder expressar sua vontade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem pode ser acompanhante no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação não restringe essa função a um grau específico de parentesco. Na maioria das vezes, esse papel é exercido por familiares próximos, mas também pode ser desempenhado por um amigo ou um cuidador contratado que conheça a rotina do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais importante é que seja alguém capaz de compreender orientações, transmitir informações relevantes e oferecer apoio durante a internação, colaborando com a equipe assistencial sempre que necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que muda quando o paciente é idoso, criança ou tem necessidades especiais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) já garante acompanhante em todos os atendimentos de saúde, e o novo Estatuto do Paciente soma-se a essa proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que, para idosos, <strong>a possibilidade de limitar a presença do acompanhante só deve ocorrer diante de uma justificativa clínica</strong>, como uma situação em que sua permanência represente risco ao próprio paciente ou a terceiros. Por isso, trata-se de um direito amplamente assegurado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo vale para crianças e adolescentes, protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), e para pessoas com deficiência, que contam com proteção específica na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rosseto, esse conjunto de legislações faz com que eventuais restrições à permanência do acompanhante sejam situações excepcionais e dependam de justificativas clínicas consistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O direito é praticamente irrestrito para esses grupos, e a instituição deve providenciar condições para que o acompanhante permaneça ao lado do paciente, como poltrona ou outra acomodação compatível com sua estrutura&#8221;</em>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode permanecer na UTI e na enfermaria?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito existe em todos os ambientes, mas é preciso respeitar a realidade de cada local.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No quarto particular, a flexibilidade é máxima</strong>: o acompanhante pode ficar em período integral, e o hospital não pode negar a permanência sem justificativa clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na enfermaria, o ambiente é compartilhado. O direito de quem acompanha precisa ser equilibrado com o direito dos outros pacientes à privacidade</strong>. Por isso, o hospital pode estabelecer horários rotativos e limite de acompanhantes simultâneos por quarto. <em>&#8220;Isso faz parte da gestão adequada, não é uma negação de direito&#8221;, </em>explica Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é o ambiente mais complexo.</strong> Embora o direito ao acompanhante seja preservado, a rotina dos cuidados intensivos <strong>exige regras específicas</strong> sobre horários e tempo de permanência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre que houver alguma restrição, ela deve ser justificada, comunicada à família e reavaliada periodicamente. Nas UTIs pediátricas e neonatais, normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliam ainda mais esse acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em quais situações o hospital pode limitar ou impedir a presença do acompanhante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei define três hipóteses:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>por condição clínica</strong>: pacientes em isolamento por infecção de alta transmissibilidade (tuberculose aberta, meningite bacteriana), em procedimento cirúrgico, ou em quadro em que a presença do acompanhante gera agitação ou piora clínica comprovada;</li>



<li><strong>por privacidade</strong>: exames ginecológicos, urológicos, procedimentos íntimos — ou simplesmente quando o próprio paciente não quer a presença;</li>



<li><strong>por segurança de terceiros</strong>: comportamento do acompanhante que coloque em risco a equipe, outros pacientes ou o próprio ambiente hospitalar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Qualquer restrição precisa ser registrada em prontuário, comunicada formalmente à família e revisada periodicamente&#8221;,</em> ressalta Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação às visitas, o paciente pode recusar a presença de qualquer pessoa, inclusive parentes próximos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode administrar equipamentos como nebulizador e oxigênio no paciente enquanto eles estiverem no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. A coordenadora é enfática: &#8220;<em>Mesmo que o acompanhante use o nebulizador em casa há anos, mesmo que já tenha visto diversas vezes a técnica ser feita, mesmo que o paciente peça.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo é clínico. O paciente internado frequentemente está com parâmetros e concentrações de medicamentos diferentes dos usados em casa, e um erro de tempo, fluxo ou dose gera risco real, com responsabilidade civil e penal para o acompanhante e para o hospital, que responde solidariamente pelo que acontece em suas dependências. A regra cobre nebulizador, oxigênio, soro, bomba de infusão, monitor, aspirador e qualquer outro dispositivo clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode dar banho no paciente no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O banho e a higiene são responsabilidade da assistência de enfermagem e envolvem uma série de cuidados relacionados à prevenção de quedas, proteção de acessos venosos, drenos, curativos e infecções. Por isso, esses cuidados não devem ser realizados pelo acompanhante por iniciativa própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando houver orientação da equipe, o acompanhante pode colaborar com cuidados simples, como higienizar as mãos do paciente, limpar o rosto ou oferecer pequenos auxílios durante a rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Rosseto, vale uma regra simples: se a equipe não autorizou nem explicou como fazer, não faça. Quando houver indicação para ajudar, peça orientações antes de agir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeira vez acompanhando um paciente? Saiba o que fazer</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem nunca passou por uma internação como acompanhante costuma se sentir perdido. Algumas orientações simples ajudam nessa missão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar, apresente-se à equipe de enfermagem, pergunte sobre as regras e deixe seu contato atualizado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tenha em mãos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>lista de medicamentos que o paciente usa em casa;</li>



<li>histórico de alergias;</li>



<li>nome do médico de referência e contatos familiares;</li>



<li>se houver diretivas antecipadas de vontade (documento em que a pessoa registra quais cuidados e tratamentos deseja ou não receber caso, no futuro, não consiga expressar sua vontade), leve uma cópia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entenda seu papel como acompanhante</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você é um aliado da equipe, não um substituto. Observe, anote dúvidas e comunique mudanças de comportamento, mas não tome decisões por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuide-se. Internações longas são extenuantes no corpo e na cabeça. Reveze com outros familiares sempre que possível. <em>&#8220;Acompanhante esgotado não cuida bem de ninguém&#8221;</em>, lembra Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vestimenta, comportamento e limites&nbsp;dos acompanhantes no ambiente hospitalar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora explica que passar muito tempo no hospital cria uma sensação de intimidade com o espaço, e é exatamente aí que mora o risco. <em>&#8220;Hospital não é extensão da casa, é ambiente de pessoas imunossuprimidas e vulneráveis.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na vestimenta, a recomendação é usar roupas adequadas ao ambiente hospitalar, como calças e blusas com mangas. Em áreas clínicas, chinelos e sandálias abertas costumam ser proibidos pelas normas de segurança adotadas pelos hospitais. Em UTIs e no bloco cirúrgico, o avental é obrigatório e fornecido pelo hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comportamento, também existem regras que ajudam a preservar a segurança, a privacidade e o bem-estar de todos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter a voz baixa e respeitar o horário de descanso dos demais pacientes; </li>



<li>não fotografar nem filmar o ambiente ou outras pessoas;</li>



<li>evitar divulgar informações sobre a saúde do paciente que está aos seus cuidados nas redes sociais, preservando sua confidencialidade. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o Estatuto do Paciente estabelece que o paciente e seu representante devem cumprir as normas da instituição de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Direitos e responsabilidades caminham juntos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o novo Estatuto reconhece o <strong>papel do acompanhante no cuidado ao assegurar sua presença, garantir o direito de fazer perguntas, acompanhar a evolução clínica</strong> e, quando previamente designado, representá-lo nas decisões sobre o tratamento caso ele não possa expressar sua vontade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao mesmo tempo, essa atuação também envolve responsabilidades</strong>. Ao compartilhar informações importantes sobre o paciente, respeitar as normas da instituição, preservar a confidencialidade das informações de saúde e colaborar com a equipe assistencial, o acompanhante ajuda a tornar o cuidado mais seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A internação é sempre um trabalho coletivo.</strong> Quando paciente, acompanhante e equipe caminham na mesma direção, a comunicação melhora, decisões são tomadas com mais segurança e o <strong>cuidado se torna mais organizado e seguro para quem está no centro de tudo: o paciente.</strong></p>
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