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	<title>Anahp</title>
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	<title>Anahp</title>
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		<title>Atestado médico: o que acontece antes de o médico assinar?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/atestado-medico-o-que-acontece-antes-de-o-medico-assinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 15:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[saude da saude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como o profissional avalia a necessidade de emitir um atestado médico e por que essa decisão é fundamental para uma assistência ética e segura. Atestado médico é direito garantido [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda como o profissional avalia a necessidade de emitir um atestado médico e por que essa decisão é fundamental para uma assistência ética e segura.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27741" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDS-Capa-do-blog-Atestado-medico-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atestado médico é direito garantido em toda consulta? Precisa pedir ou o médico oferece? Quantos dias ele pode dar? Um único documento pode gerar muitas dúvidas e anseios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a emissão do atestado passa por uma avaliação clínica: o médico analisa o quadro de saúde do paciente, verifica se há necessidade de afastamento das atividades e define, quando indicado, o período necessário para a recuperação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esclarecer como funciona o processo, o <strong>médico clínico geral Gabriel Fumian Milward de Azevedo, do Hospital Daher Lago Sul (Brasília-DF),</strong> responde às perguntas mais frequentes sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O médico é obrigado a fornecer um atestado sempre que o paciente pede?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. O atestado não é um direito automático do paciente, mas, sim, um documento médico. Ele só deve ser emitido quando, após a consulta e o exame clínico, houver uma condição de saúde que realmente justifique o afastamento das atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que o médico avalia antes de decidir se o paciente precisa de um atestado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“É preciso considerar a história do paciente, o exame físico, exames complementares e, principalmente, se a condição apresentada compromete a capacidade de exercer suas atividades com segurança”,</em> explica Azevedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O tipo de atividade também é levado em consideração.</strong> Por exemplo, uma pessoa com entorse no tornozelo pode estar apta a trabalhar de casa, mas uma atividade que exige caminhar, ficar em pé ou se deslocar com frequência pode exigir um período de afastamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O médico pode emitir um atestado sem examinar o paciente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, pois isso pode ser considerado uma infração ética ou até um crime. O atestado é um documento regulamentado pela <strong>Resolução CFM n.º 2.381/2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e produz efeitos legais</strong> — ou seja, pode justificar faltas no trabalho, respaldar pedidos de licença e ser usado em processos administrativos ou judiciais. <strong>Por isso, deve ser emitido com base em uma avaliação médica efetivamente realizada.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A emissão de um atestado sem essa avaliação pode configurar infração profissional</strong> e, dependendo das circunstâncias, gerar responsabilização ética, civil e criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os tipos de atestado médico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Azevedo destaca os principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Atestado de afastamento por doença</strong> – quando a condição de saúde impede o paciente de exercer suas atividades com segurança;</li>



<li><strong>Atestado de saúde ocupacional (ASO)</strong> – avalia se o trabalhador está apto ou não para exercer determinada função, conforme as exigências da medicina do trabalho;</li>



<li><strong>Atestado para prática de atividade física ou esportiva</strong> – certifica que a pessoa reúne condições de saúde para praticar determinada atividade física ou modalidade esportiva;</li>



<li><strong>Atestado para acompanhamento de dependentes</strong> – emitido quando o responsável precisa acompanhar uma criança, um idoso ou outra pessoa sob seus cuidados em atendimento de saúde.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que um atestado médico precisa ter para ser válido?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento deve informar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>identificação do paciente;</li>



<li>data de emissão;</li>



<li>período de afastamento, quando indicado;</li>



<li>nome do médico;</li>



<li>número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM);</li>



<li>assinatura do profissional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E o Código Internacional de Doenças (CID), é obrigatório nos atestados médicos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“O CID faz parte das informações protegidas pelo sigilo médico e só deve ser incluído com autorização expressa do paciente ou quando a lei determinar”,</em> esclarece Azevedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O atestado digital tem a mesma validade do impresso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. <strong>Quando emitido conforme a legislação vigente e assinado com certificado digital, ele possui a mesma validade jurídica do documento impresso</strong>. Além disso, contribui para reduzir o risco de fraudes, pois permite verificar a autenticidade da assinatura digital e das informações do documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como o médico define o tempo de afastamento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não existe um prazo padrão para todos os pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O período de afastamento é definido de forma individualizada, considerando o diagnóstico, a gravidade do quadro, a evolução clínica esperada, o tratamento proposto e a natureza das atividades exercidas pelo paciente&#8221;,</em> diz o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O paciente pode solicitar um atestado retroativo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sim, mas o médico explica que isso só é possível quando há informações que comprovem que o paciente já precisava ser afastado de suas atividades no período informado</strong>, como registros médicos, exames ou acompanhamento clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Sem essas evidências, o atestado não deve ser emitido.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Declaração de comparecimento (ou de horas) é a mesma coisa que atestado médico?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é. Segundo Azevedo, o <strong>atestado médico confirma que, após uma avaliação clínica, o paciente precisou se afastar de suas atividades por um determinado período</strong>. Já a declaração de comparecimento, <strong>ou de horas, apenas comprova que ele esteve em uma consulta ou procedimento de saúde</strong>, sem atestar a incapacidade para o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os riscos de falsificar ou alterar um atestado médico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Falsificar ou alterar um atestado médico é crime e pode gerar consequências penais, civis, éticas e trabalhistas. Além disso, esse tipo de fraude compromete a relação de confiança entre médico, paciente e empregador.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como dormir melhor durante a internação: 4 atitudes ao alcance do paciente</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-dormir-melhor-durante-a-internacao-4-atitudes-ao-alcance-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 13:34:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Internação hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade do sono]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ruído, luz artificial, exames noturnos e ansiedade podem afetar o descanso de quem está internado. Conheça estratégias para reduzir essas interferências e dormir melhor durante o tratamento. Aferição de sinais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Ruído, luz artificial, exames noturnos e ansiedade podem afetar o descanso de quem está internado. Conheça estratégias para reduzir essas interferências e dormir melhor durante o tratamento.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27724" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Capa_bom-sono-durante-internacao-2.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Aferição de sinais vitais, coleta de exames, administração de medicamentos e a própria estrutura do quarto ou da enfermaria podem <strong>interferir na qualidade do sono — afinal, a internação reorganiza a rotina do corpo em torno de horários que nem sempre são os do paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o sono é pior durante a internação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão publicada na revista científica <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7509688/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clocks &amp; Sleep</a> reuniu evidências de que <strong>pacientes internados dormem significativamente menos do que em casa e têm o sono fragmentado por despertares frequentes ao longo da noite.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É essa mesma fragmentação que a médica intensivista Laura Drehmer Jesinski, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, observa na prática. “<em>Ela ocorre tanto pela própria doença — dor, falta de ar, febre, ansiedade — quanto pelo ambiente hospitalar, com alarmes, iluminação, conversas, coletas de sangue, administração de medicamentos e verificações frequentes</em>”, detalha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um efeito comum é a perda da própria referência entre dia e noite</strong>. O paciente cochila em pequenos períodos ao longo das 24 horas e, ainda assim, relata a sensação de ter passado a noite inteira acordado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>É frequente observarmos pacientes que passam duas ou três noites com muitas interrupções e, progressivamente, ficam mais ansiosos, irritados e desorientados. Em alguns casos, o paciente começa a confundir os horários, acredita que está em outro lugar ou tenta sair do leito durante a madrugada</em>”, continua.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O hospital pode fazer algo pelo sono do paciente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a equipe do hospital consegue reorganizar os cuidados noturnos e reduzir luz e ruído, muitas vezes é possível perceber melhora do comportamento e da orientação nos dias seguintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem sempre só isso resolve: &#8220;<em>Dor, infecção, medicamentos, alterações metabólicas e a própria doença também podem provocar manifestações semelhantes. Por isso, a equipe precisa avaliar o conjunto da situação</em>&#8220;, pondera.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas observações, Jesinski conduziu, com apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um<a href="https://www.anahp.com.br/noticias/estudo-do-hospital-moinhos-de-vento-propoe-protocolo-para-melhorar-a-qualidade-do-sono-em-pacientes-de-uti/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> estudo comparando pacientes de duas UTIs brasileiras</a> antes e depois da implantação de um protocolo multidisciplinar de sono, que contou com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ajustes nos horários de banho, alimentação, medicação e coleta de exames;</li>



<li>uso de máscaras de dormir e protetores auriculares; e</li>



<li>controle do volume dos alarmes dos leitos.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Na prática, a principal mudança percebida foi cultural: a equipe passou a considerar o sono como parte do tratamento. Houve maior atenção ao horário das intervenções, à necessidade real de determinadas interrupções e à redução de luzes, ruídos e circulação durante a noite”, </em>diz a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa mudança de cultura dentro da equipe abre espaço para uma participação mais ativa do paciente</strong>. O <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/estatuto-dos-direitos-do-paciente-o-que-muda-na-pratica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estatuto dos Direitos do Paciente</a> formaliza esse papel ao garantir, entre outros pontos, o <strong>direito à informação clara e à participação ativa nas decisões sobre o próprio tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, reunimos <strong>quatro atitudes que podem ajudar os pacientes internados</strong> <strong>a descansar mais e melhor.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Peça à equipe para ajustar horários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que nem toda interrupção noturna pode ser evitada. Medicações com horário rigoroso, antibióticos, avaliações neurológicas, controles de glicose, sinais vitais e exames necessários para decisões imediatas devem ser mantidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas Jesinski aponta uma margem real de ajuste no restante da rotina: &#8220;<strong>A pergunta mais adequada não é &#8216;vocês podem deixar de fazer?&#8217;, mas sim &#8216;isso precisa ser feito exatamente neste horário ou pode ser reorganizado com segurança?'&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, é possível <strong>perguntar à equipe:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cuidados não urgentes podem ser agrupados, evitando várias entradas separadas no quarto?</li>



<li>algum medicamento, banho, troca de roupa de cama ou coleta de rotina pode ser antecipado ou adiado em algumas horas?</li>



<li>é possível diminuir a iluminação, fechar a porta quando for seguro ou reduzir o volume de aparelhos que não estão em uso?</li>



<li>é possível controlar a dor antecipadamente, antes que o desconforto se intensifique e comprometa o sono?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa conversa pode acontecer ainda durante o dia, quando há mais tempo para alinhar os cuidados e planejar a rotina da noite</strong>. &#8220;<em>O paciente pode explicar quais fatores costumam atrapalhar seu sono, quais horários utiliza em casa, se faz uso habitual de algum medicamento e se sente dor, ansiedade, frio, calor ou dificuldade para encontrar uma posição confortável</em>&#8220;, orienta Jesinski.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Leve um “kit de sono” para a internação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Reunir um pequeno “kit de sono” antes da internação pode ajudar a reduzir a interferência de luz e ruído no quarto. <strong>São itens simples, mas que podem contribuir para um ambiente mais favorável ao descanso.</strong> <strong>Veja o que considerar:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>máscara de dormir: </strong>item de baixo custo e fácil acesso em farmácias que bloqueia a luz do ambiente. É especialmente <strong>útil em quartos compartilhados ou próximos a postos de enfermagem</strong>. Segundo o portal<a href="https://sleepeducation.org/sleep-hospital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Sleep Education, mantido pela American Academy of Sleep Medicine (AASM)</a>, é um dos recursos simples que podem ajudar a melhorar o sono no hospital.&nbsp;</li>



<li><strong>protetor auricular:</strong> reduz a interferência do som ambiente, como alarmes, conversas e movimentação noturna, pela mesma lógica da máscara de dormir. É outro item de baixo custo recomendado pela AASM para pacientes internados.</li>



<li><strong>fones de ouvido: </strong>usados para assistir a streamings, atender ligações ou ouvir música, evitam que esse som atrapalhe o sono de quem divide o quarto, sem abrir mão de manter contato com notícias de casa ou conteúdos do seu interesse.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Preserve o ritmo do dia para ajudar no sono da noite</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.sleephealthfoundation.org.au/sleep-topics/towards-better-sleep-while-in-hospital" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sleep Health Foundation</a>, organização australiana de referência em saúde do sono, <strong>manter contato com a luz natural durante o dia, com cortinas e persianas abertas pela manhã, ajuda o corpo a preservar o relógio biológico mesmo em um ambiente hospitalar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantar-se e caminhar pelo corredor, quando a condição clínica permite, e evitar cochilos longos no fim da tarde também podem favorecer um sono mais consolidado à noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesinski ainda destaca a importância de estimular <strong>atividades compatíveis com a condição do paciente, como sentar fora do leito, fazer fisioterapia, conversar, ouvir música ou assistir a algo de seu interesse — melhor ainda se puder contar com a participação da família</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Os parentes e acompanhantes podem ajudar trazendo referências de tempo e rotina: dizer a data, o horário, o que está acontecendo fora do hospital e conversar sobre assuntos familiares</em>&#8220;, diz.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>À noite, vale reduzir os estímulos: manter a iluminação mais baixa, falar em tom mais baixo e evitar conversas longas ou que possam gerar ansiedade perto do horário de dormir.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Fique atento aos sinais de ansiedade ao dormir no hospital</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de todos os fatores do ambiente, a preocupação com o próprio quadro de saúde ou com quem ficou em casa, é outra razão importante para a dificuldade de dormir durante uma internação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O paciente está em um ambiente desconhecido, teme os resultados dos exames, pode sentir falta da família e não sabe exatamente o que acontecerá no dia seguinte. Mesmo quando o corpo está cansado, a mente permanece em estado de alerta</em>&#8220;, descreve Jesinski.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na experiência da médica, o que mais ajuda é <strong>receber informação clara e previsível</strong> por parte da equipe. <strong>Explicar o plano de tratamento, dizer quais intervenções são esperadas durante a noite e antecipar o que deve acontecer no dia seguinte reduz a sensação de perda de controle.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Manejo adequado da dor e de outros sintomas, acolhimento psicológico, presença familiar organizada, técnicas de respiração, música e um ambiente mais silencioso completam esse quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.sleephealthfoundation.org.au/sleep-topics/towards-better-sleep-while-in-hospital" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sleep Health Foundation</a> recomenda ainda um exercício complementar: <strong>reservar um momento do dia, fora do horário de dormir, para anotar as preocupações</strong> e definir o que pode ser conversado com a equipe no dia seguinte. A ideia é <strong>evitar que elas ocupem a mente justamente na hora de descansar.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E depois da alta, como retomar a rotina de sono?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após sair da internação, Jesinski orienta os pacientes a retomarem gradualmente uma rotina regular. “<em>Acordar e deitar em horários semelhantes, buscar luz natural pela manhã, realizar atividade física conforme liberação médica e evitar permanecer longos períodos na cama durante o dia</em>&#8220;, orienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela recomenda também reduzir a cafeína no fim da tarde e à noite, evitar telas perto do horário de dormir e manter um ambiente escuro, silencioso e confortável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mesmo assim, nem sempre o sono se normaliza de imediato. Segundo a médica, depois de uma internação grave pode haver ansiedade, pesadelos, lembranças fragmentadas ou medo de voltar a adoecer, e isso também faz parte do processo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Caso a insônia persista, cause sofrimento importante ou venha acompanhada de ansiedade intensa, tristeza, pesadelos recorrentes ou prejuízo nas atividades diárias, o paciente deve procurar avaliação médica</em>&#8220;, afirma, reforçando que não é aconselhável iniciar ou aumentar medicamentos para dormir por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para saber mais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira outros conteúdos relacionados publicados no blog Saúde da Saúde:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/estudo-do-hospital-moinhos-de-vento-propoe-protocolo-para-melhorar-a-qualidade-do-sono-em-pacientes-de-uti/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estudo do Hospital Moinhos de Vento propõe protocolo para melhorar a qualidade do sono em pacientes de UTI – Anahp</a></li>



<li><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/estatuto-dos-direitos-do-paciente-o-que-muda-na-pratica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estatuto dos Direitos do Paciente: o que muda na prática? – Anahp Saúde da Saúde</a></li>
</ul>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Super El Niño está chegando: qual é o impacto na sua saúde?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-super-el-nino-esta-chegando-qual-e-o-impacto-na-sua-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:19:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
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		<category><![CDATA[Super El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eventos causados pelo Super El Niño, como ondas de calor, queimadas, enchentes e períodos de seca, podem aumentar o risco de diferentes problemas de saúde. Entenda por que isso acontece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Eventos causados pelo Super El Niño, como ondas de calor, queimadas, enchentes e períodos de seca, podem aumentar o risco de diferentes problemas de saúde. Entenda por que isso acontece e como se proteger.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27665" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/El-Nino-capa-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma onda de calor se prolonga, uma enchente atinge uma cidade ou a seca se intensifica, os impactos vão além dos danos ambientais, materiais e sociais. <strong>Essas situações também podem comprometer a saúde.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos fenômenos climáticos responsáveis por essas alterações é o El Niño. Quando ocorre de forma mais intensa — o chamado Super El Niño —, seus efeitos costumam alcançar maiores proporções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender como essas mudanças podem afetar a saúde e por que também preocupam os hospitais, conversamos com <strong>William Cabral de Miranda</strong>, coordenador do Núcleo de Geoprocessamento e Ciências de Dados do Instituto de Pesquisa e Ensino (Pensi), da Fundação José Luiz Setúbal (FJLS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é o Super El Niño e por que ele preocupa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O El Niño é um fenômeno climático natural que acontece quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem de forma anormal</strong>. Esse aquecimento modifica a circulação da atmosfera e altera os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o <strong>Super El Niño é o termo utilizado para descrever episódios excepcionalmente intensos</strong> desse fenômeno, que costumam provocar impactos climáticos mais expressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses efeitos se manifestam de forma variada nas diversas regiões do Brasil. &#8220;<em>Seus impactos dependem da intensidade do fenômeno, da época do ano e das características regionais</em>&#8220;, diz Miranda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira geral, o fenômeno tende a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>reduzir as chuvas em parte da Amazônia e do Nordeste;</li>



<li>aumentar a probabilidade de precipitações (neve, granizo) acima da média na Região Sul;</li>



<li>favorecer temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor em diversas regiões brasileiras.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o calor extremo pode afetar a saúde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Miranda, as ondas de calor representam um importante problema de saúde pública. <strong>Quando as temperaturas permanecem muito elevadas durante vários dias seguidos, o organismo encontra mais dificuldade para regular a própria temperatura</strong>. Como consequência, aumenta o risco de problemas que podem variar de leves a graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais complicações incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias;</strong></li>



<li><strong>desidratação</strong>, causada pela perda excessiva de água e sais minerais;</li>



<li><strong>exaustão pelo calor</strong>, quando o organismo não consegue responder adequadamente à exposição prolongada ao calor intenso;</li>



<li><strong>insolação</strong>, a complicação mais grave, em que a temperatura corporal sobe rapidamente e pode ultrapassar 40 °C. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem corre mais risco durante as ondas de calor?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o calor intenso possa afetar qualquer pessoa, alguns grupos são mais vulneráveis:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>crianças pequenas;</li>



<li>idosos;</li>



<li>gestantes;</li>



<li>pessoas com doenças crônicas;</li>



<li>trabalhadores expostos ao sol;</li>



<li>pessoas que vivem em moradias com pouca ventilação ou sem acesso adequado à água potável.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>As crianças merecem atenção especial porque possuem mecanismos de regulação térmica ainda em desenvolvimento, desidratam com maior facilidade e dependem dos adultos para manter hidratação e proteção adequadas</em>&#8220;, alerta Miranda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados de pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino (Pensi), onde Miranda é coordenador, mostram como as <strong>condições ambientais podem influenciar a saúde respiratória das crianças.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo que analisou mais de 24 mil atendimentos pediátricos por doenças respiratórias e cerca de 3 mil internações em São Paulo, os pesquisadores observaram que <strong>fatores ambientais, como temperatura, umidade do ar e poluentes atmosféricos estão associados à variação no número de internações por doenças respiratórias na infância.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o pesquisador, esses resultados reforçam que eventos climáticos extremos como o Super El Niño podem representar um desafio adicional para a saúde infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A fumaça das queimadas faz mal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Altas temperaturas e baixa umidade do ar deixam a vegetação mais seca e favorecem a ocorrência e a propagação de queimadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fumaça liberada pelos incêndios contém partículas e gases tóxicos, como monóxido de carbono, que podem irritar os olhos e as vias respiratórias, provocar inflamação e agravar problemas em pessoas com asma, bronquite e outras <strong>doenças pulmonares</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde, os impactos das queimadas podem ir além dos problemas respiratórios. <strong>A exposição à fumaça e aos poluentes também está associada a riscos cardiovasculares, como</strong> <strong>aumento da probabilidade de infarto e acidente vascular cerebral</strong>, especialmente em pessoas com doenças preexistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos também podem envolver:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>saúde mental</strong> – pessoas que vivem em áreas afetadas por incêndios podem enfrentar situações de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão;</li>



<li><strong>impacto nos serviços de saúde</strong> – incêndios de grandes proporções podem obrigar comunidades inteiras a se deslocarem, aumentando a demanda por atendimento nos serviços de saúde das regiões que recebem essas populações.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E a bronquiolite, o que tem a ver com o Super El Niño?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Miranda esclarece que a <strong>bronquiolite é causada principalmente por vírus — em especial o vírus sincicial respiratório (VSR).</strong> Apesar de o calor e a poluição não provocarem diretamente a doença, esses fatores <strong>podem aumentar a irritação das vias aéreas, comprometer a qualidade do ar respirado e contribuir para quadros mais graves em crianças infectadas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra pesquisa realizada pelo Pensi identificou que determinados poluentes atmosféricos, como o ozônio, estiveram associados ao <strong>aumento das hospitalizações por bronquiolite</strong> em crianças em fase de amamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As enchentes são perigosas para a saúde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O El Niño pode provocar períodos de chuvas intensas e aumentar a ocorrência de enchentes — cenário que pode se agravar durante episódios mais intensos, como o Super El Niño.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;“<em>Os riscos à saúde estão presentes durante a inundação e também depois que a água começa a baixar</em>”, alerta o pesquisador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se, durante as enchentes, a grande preocupação está no <strong>aumento dos riscos de afogamentos,&nbsp;traumas e acidentes</strong> envolvendo energia elétrica e&nbsp;deslizamentos de terra, depois da enchente, <strong>a preocupação passa a ser principalmente com a contaminação da água, do solo e dos alimentos, que pode favorecer o surgimento de muitas doenças:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>leptospirose:</strong> transmitida pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de roedores;</li>



<li><strong>hepatite A:</strong> infecção do fígado causada pelo vírus da hepatite A e transmitida por via fecal-oral, principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados;</li>



<li><strong>doenças diarreicas:</strong> quadros infecciosos causados por vírus ou bactérias, como os responsáveis pela cólera e pela rotavirose;</li>



<li><strong>infecções gastrointestinais:</strong> inflamações causadas por microrganismos, como vírus, parasitas e bactérias, incluindo salmonella e escherichia coli (<em>e. coli</em>).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a água acumulada em recipientes e áreas afetadas pode criar condições favoráveis para a <strong>proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika</strong>, caso a limpeza adequada e a eliminação dos criadouros não sejam realizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miranda orienta: “<em>É fundamental evitar contato com água contaminada e procurar atendimento médico caso apareçam febre, dor muscular intensa ou sintomas gastrointestinais</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os riscos associados à seca?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A estiagem, decorrente ou não de fenômenos como o El Niño, é caracterizada por longos períodos com pouca ou nenhuma chuva. Com a redução da disponibilidade de água, muitas pessoas passam a armazená-la em casa ou buscam fontes alternativas de abastecimento, como poços e cisternas. <strong>Sem os cuidados adequados, aumenta o risco de contaminação por bactérias, vírus e parasitas responsáveis por doenças gastrointestinais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como proteger a saúde dos impactos do Super El Niño?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, episódios do El Niño duram entre nove meses e um ano. Independentemente da duração do fenômeno, Miranda detalha algumas <strong>medidas que ajudam a reduzir os riscos à saúde:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manter uma boa hidratação;</li>



<li>Evitar a exposição ao sol entre aproximadamente 10h e 16h;</li>



<li>Dar atenção especial a crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas;</li>



<li>Reduzir atividades físicas intensas durante períodos de calor extremo ou exposição à fumaça de queimadas;</li>



<li>Utilizar água tratada para consumo;</li>



<li>Evitar contato com águas de enchentes;</li>



<li>Eliminar recipientes com água parada para prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti;</li>



<li>Procurar atendimento médico diante de sintomas importantes, como falta de ar, tosse intensa ou chiado no peito, febre persistente ou sinais de desidratação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Cada evento possui comportamento próprio. Por isso, é importante acompanhar os boletins e alertas emitidos por órgãos oficiais de meteorologia e monitoramento de desastres, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)</em>”, recomenda Miranda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As mudanças climáticas podem tornar o Super El Niño mais frequente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ainda existem incertezas sobre como as mudanças climáticas afetarão a ocorrência e a intensidade dos eventos de El Niño.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, Miranda explica que há um consenso científico de que o aquecimento global já está contribuindo para o aumento de ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Quando um El Niño forte acontece em um planeta mais aquecido, seus impactos sobre a sociedade podem ser potencializados</em>&#8220;, comenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para proteger a saúde da população, Miranda destaca a necessidade de fortalecer os sistemas de vigilância climática e epidemiológica, investir em planejamento urbano, ampliar áreas verdes nas cidades e desenvolver estratégias específicas para proteger os grupos mais vulneráveis — especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comida de hospital: por que ela não pode ser como você gostaria?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/comida-de-hospital-por-que-ela-nao-pode-ser-como-voce-gostaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 19:15:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[comida de hospital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabor importa. Mas, na nutrição hospitalar, ciência e segurança também precisam estar no prato. Entenda os motivos. Quando se ouve falar em comida de hospital, um conjunto de adjetivos vem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Sabor importa. Mas, na nutrição hospitalar, ciência e segurança também precisam estar no prato. Entenda os motivos.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27632" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_comida-de-hospital-1-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se ouve falar em comida de hospital, um conjunto de adjetivos vem junto — nem sempre favorável. Fala-se sobre o sal (ou a falta dele) e até se questiona se ela não poderia ser mais bem temperada. No entanto, essas características também fazem parte de um cuidado rigoroso, que envolve diferentes profissionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender os tipos de dietas e como elas atuam diretamente na recuperação dos pacientes, conversamos com a <strong>nutricionista Vanessa Maria Bertoni, doutora em Envelhecimento Humano e coordenadora de nutrição no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que a comida de hospital tem fama de ser ruim?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vanessa, é comum que a alimentação seja adaptada às necessidades clínicas de cada paciente. <strong>“<em>Muitas vezes é preciso reduzir sal, açúcar, gordura ou ainda modificar a consistência dos alimentos, o que pode alterar o sabor em comparação com a alimentação a que a pessoa está acostumada em casa</em></strong>”, explica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que as refeições sejam preparadas sem cuidado ou sem preocupação com o paladar dos pacientes. Os cardápios são variados e equilibrados, aliando qualidade nutricional, segurança dos alimentos e o melhor sabor dentro das restrições impostas pelo tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, a nutricionista destaca que o próprio estado de saúde do paciente influencia na forma como os alimentos são percebidos</strong>. “<em>Infecções, medicamentos, tratamentos como quimioterapia e até o estresse da hospitalização podem diminuir o apetite e modificar a sensibilidade aos sabores</em>”, complementa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem decide o que eu vou comer no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Definir a alimentação de um paciente internado é um trabalho em equipe</strong>. “<em>O médico prescreve o tipo de dieta de acordo com o quadro clínico — como no pós-operatório, em casos de doença renal, hepática, hipertensão ou diabetes</em>”, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A partir dessa indicação, o nutricionista avalia cada paciente de forma individual, levando em conta idade, doenças associadas, exames laboratoriais, alergias, preferências alimentares, capacidade de mastigar e engolir, além das necessidades de nutrientes para contribuir com a recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, <strong>a equipe da cozinha prepara cada refeição seguindo rigorosamente esse planejamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual é o papel do nutricionista hospitalar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bertoni esclarece que o<strong> trabalho do nutricionista hospitalar vai muito além da elaboração de cardápios</strong> e está presente em diferentes áreas do cuidado durante a internação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na assistência ao paciente, o nutricionista é responsável por:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Avaliar o estado nutricional desde a internação;</li>



<li>Identificar o risco de desnutrição;</li>



<li>Calcular as necessidades de calorias e proteínas;</li>



<li>Ajustar a dieta conforme o tratamento;</li>



<li>Acompanhar a aceitação dos pacientes;</li>



<li>Supervisionar a distribuição das refeições:</li>



<li>Orientar pacientes e familiares;</li>



<li>Participar das decisões da equipe multiprofissional:</li>



<li>Garantir que todo o cuidado nutricional seja realizado com segurança.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na produção das refeições, cabe ao nutricionista:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Planejar os cardápios;</li>



<li>Definir como cada refeição deve ser preparada;</li>



<li>Treinar os profissionais envolvidos no preparo e na distribuição das refeições; </li>



<li>Supervisionar a produção dos pratos;</li>



<li>Controlar a qualidade dos alimentos;</li>



<li>Implantar boas práticas de manipulação e segurança alimentar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“<em>O nutricionista acompanha todo o processo, desde o planejamento do cardápio até a refeição chegar ao paciente, garantindo que ela seja segura, adequada e compatível com a dieta prescrita</em>”, resume Bertoni.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são os tipos de dieta hospitalar e qual é a certa para o meu caso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bertoni, existem vários tipos de dietas que são prescritas conforme a condição clínica de cada paciente. São elas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Dieta livre:</strong> para pacientes sem restrições que podem se alimentar normalmente;</li>



<li><strong>Dieta branda:</strong> de fácil digestão, indicada no pós-operatório ou em doenças gastrointestinais;</li>



<li><strong>Dieta pastosa:</strong> indicada para pessoas com dificuldade de mastigar ou engolir;</li>



<li><strong>Dieta líquida:</strong> utilizada em situações específicas, como no preparo para exames ou no início da recuperação após algumas cirurgias, como as realizadas no estômago ou intestino;</li>



<li><strong>Dietas modificadas em nutrientes:</strong> cardápios com ajustes específicos para diabetes, hipertensão, doenças nos rins, no fígado, cardiovasculares ou outras condições;</li>



<li><strong>Nutrição enteral:</strong> quando a alimentação precisa ser administrada por uma sonda, que leva os nutrientes ao estômago ou ao intestino;</li>



<li><strong>Nutrição parenteral:</strong> indicada quando o sistema digestivo não pode ser utilizado adequadamente. Nesse caso, os nutrientes são administrados diretamente na corrente sanguínea, por meio de uma veia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como o hospital evita erros na minha comida?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os hospitais adotam protocolos rigorosos para evitar erros.</strong> No Hospital São Vicente de Paulo, por exemplo, Bertoni explica que a identificação de cada pessoa é sempre cruzada com a prescrição médica. “<em>Esse tipo de cuidado garante que cada refeição seja destinada ao paciente certo e esteja em total sintonia com o tratamento indicado</em>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes da distribuição, as refeições são identificadas individualmente e conferidas, considerando dados como nome do paciente, leito, tipo de dieta e eventuais restrições alimentares.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>No momento da entrega, a equipe confere a identificação do paciente, reduzindo o risco de trocas e garantindo que a alimentação seja entregue de forma segura</em>”, destaca Bertoni.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A refeição servida no hospital ajuda na recuperação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. “<em>A alimentação hospitalar é uma parte fundamental do tratamento e exerce influência direta na recuperação do paciente</em>”, diz a nutricionista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como doenças, cirurgias e tratamentos costumam diminuir o apetite e exigir um aporte maior de nutrientes, os cuidados com o cardápio são essenciais para prevenir a desnutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Diversos estudos demonstram que uma terapia nutricional adequada está associada à redução de complicações, menor incidência de infecções, melhor cicatrização, preservação da força muscular e menor tempo de internação</em>&#8220;, continua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>pacientes bem nutridos tendem a responder melhor às terapias médicas e apresentam mais qualidade de vida durante e após a hospitalização.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A nutricionista compara: &#8220;<em>Assim como um medicamento precisa ser prescrito corretamente para produzir o efeito esperado, a alimentação também precisa ser planejada, preparada e acompanhada de forma individualizada para contribuir com os melhores desfechos clínicos</em>.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que preciso ficar em jejum no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A &#8220;dieta zero&#8221;, ou jejum, é uma medida terapêutica e de segurança prescrita apenas quando há uma necessidade clínica bem definida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bertoni, uma das situações mais comuns é antes de cirurgias e procedimentos que utilizam anestesia ou sedação, momento em que os reflexos de proteção das vias aéreas ficam reduzidos. &#8220;<em>Se houver alimentos ou líquidos no estômago, existe o risco de aspiração do conteúdo gástrico para os pulmões, o que pode causar complicações importantes</em>.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jejum também é necessário antes de certos exames — como ultrassom abdominal e endoscopia — ou quando o sistema digestivo precisa descansar, a exemplo de crises inflamatórias gastrointestinais (como pancreatite ou diverticulite).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bertoni lembra que atualmente os hospitais evitam jejuns prolongados e adotam protocolos para abreviar esse tempo sem comida sempre que possível, garantindo mais conforto e uma recuperação mais rápida.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Posso pedir para alguém trazer comida de casa quando eu estiver no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um prato caseiro costuma ser um gesto de carinho da família, mas <strong>exige autorização e avaliação prévia da equipe de saúde por envolver dois grandes riscos: o clínico e o sanitário.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista clínico, o paciente pode ter restrições graves de sódio, açúcar, proteínas ou consistência (risco de engasgo e broncoaspiração), e um <strong>alimento inadequado pode não apenas comprometer o tratamento, mas de fato prejudicar o paciente.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em termos de segurança alimentar, as <strong>refeições produzidas no hospital seguem protocolos rigorosos de seleção de matérias-primas, armazenamento, preparo, controle de temperatura, transporte e distribuição, além das boas práticas de manipulação de alimentos</strong>, que incluem cuidados como higienização adequada dos alimentos e das mãos dos profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&#8220;<em>Alimentos de fora do hospital não têm garantia de origem ou conservação segura. Isso aumenta o risco de contaminação e infecções alimentares, principalmente em pacientes com a imunidade baixa</em>&#8220;, alerta Bertoni.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, alimentos consumidos sem o conhecimento da equipe dificultam o acompanhamento que o nutricionista faz da alimentação do paciente e a avaliação sobre o atendimento de suas necessidades nutricionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação é sempre conversar com a equipe antes de levar qualquer item.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se eu for para a UTI, a minha dieta muda?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. &#8220;<em>O paciente na UTI apresenta características metabólicas muito diferentes das de um leito comum. Em situações graves, o organismo entra em estresse metabólico, com aumento do gasto energético e perda acelerada de massa muscular</em>&#8220;, explica a nutricionista. Por isso, a <strong>alimentação no tratamento intensivo é essencial para preservar a massa magra, fortalecer a imunidade e ajudar na recuperação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha da estratégia depende das condições de cada paciente. <strong>Sempre que viável, a alimentação pela boca é estimulada.</strong> Quando isso não é possível ou não é suficiente, a primeira opção costuma ser a nutrição enteral (por sonda), que ajuda a preservar o funcionamento do sistema digestivo. Se o intestino não puder ser utilizado ou a nutrição enteral não atender às necessidades do paciente, pode ser indicada a nutrição parenteral (pela veia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é oferecer a quantidade adequada de energia e proteínas no momento certo, evitando tanto a falta quanto o excesso de nutrientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Durante toda a internação na UTI, o nutricionista realiza avaliação nutricional contínua, estima as necessidades, monitora a evolução clínica e ajusta a conduta conforme as mudanças no estado do paciente</em>&#8220;. Todo esse processo é feito em parceria com médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos e farmacêuticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na minha internação no hospital, posso fazer um pedido especial, como pizza?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade de atender a pedidos especiais depende da condição clínica do paciente, da dieta prescrita e da avaliação da equipe assistencial. Como a alimentação faz parte do tratamento, <strong>qualquer flexibilização deve ser analisada sob o ponto de vista da segurança, das necessidades nutricionais e dos objetivos terapêuticos.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Sempre que não houver contraindicação clínica, buscamos respeitar as preferências alimentares do paciente, pois sabemos que o prazer em comer também contribui para uma melhor aceitação da dieta e para a experiência durante a internação</em>”, afirma a coordenadora de nutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em muitos casos, é possível fazer adaptações na alimentação sem comprometer o tratamento, desde que essa decisão seja avaliada pela equipe assistencial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como funciona a gastronomia hospitalar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Incorporar a alta gastronomia à hotelaria hospitalar é uma estratégia adotada por alguns hospitais para tornar a experiência alimentar mais agradável durante a internação, associando técnicas gastronômicas aos princípios da nutrição clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção é melhorar a apresentação, o aroma e a aceitação das refeições, sem abrir mão da segurança e dos cuidados necessários para cada tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a presença de chefs de cozinha ainda não seja a realidade da maioria dos hospitais no Brasil, a busca por refeições nutritivas, seguras e mais agradáveis faz parte da rotina das equipes de nutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Quando conseguimos unir segurança, valor nutricional e sabor, oferecemos não apenas uma refeição, mas um cuidado completo&#8221;, </em>finaliza Bertoni.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Preciso fazer uma cirurgia, e agora? Conheça os protocolos de segurança e enfrente esse momento com menos medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:26:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia segura]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados antes da cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[preparo para cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação pós-operatória]]></category>
		<category><![CDATA[segurança do paciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A segurança cirúrgica vai muito além da sala de cirurgia. Antes, durante e após o procedimento, protocolos rigorosos reduzem riscos e ajudam a proteger o paciente. O hospital é bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A segurança cirúrgica vai muito além da sala de cirurgia. Antes, durante e após o procedimento, protocolos rigorosos reduzem riscos e ajudam a proteger o paciente.</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27537" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Capa_medo-de-cirurgia-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O hospital é bem preparado? Estarei em boas mãos? E a anestesia? Essas são só algumas das preocupações de quem vai passar por uma cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acalmar o coração, saiba que, nos bastidores, existe um trabalho coordenado para evitar falhas. Com a contribuição de Helidéa Lima, diretora de Qualidade Assistencial da Rede D&#8217;Or, explicamos como funcionam esses protocolos de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como saber se o hospital onde vou operar é bom?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Hospital seguro é aquele que evita erros, aprende com incidentes e evolui de forma contínua</em>”, explica Lima. Embora esse trabalho pareça invisível para quem está de fora, existem sinais práticos que ajudam a notar o compromisso com a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deles são as certificações de qualidade, como a da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que avalia a segurança das instituições no país, e a da Joint Commission International (JCI), acreditação internacional que atesta elevados padrões de qualidade e segurança assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora esclarece que esses reconhecimentos não eliminam totalmente os riscos, mas demonstram que o hospital possui uma estrutura segura. “<em>Para além das certificações, qualidade e segurança são práticas diárias que protegem vidas</em>”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as boas práticas, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>identificação constante</strong>: a conferência da pulseira e confirmação do nome completo antes de procedimentos e administração de medicamentos;</li>



<li><strong>higienização das mãos</strong>: realizada pelos profissionais antes e após o contato com o paciente;</li>



<li><strong>comunicação clara</strong>: informações ao paciente sobre tratamento, riscos e orientações de alta;</li>



<li><strong>comunicação multiprofissional</strong>: integração entre profissionais de diferentes especialidades que conversam entre si para coordenar o plano de tratamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais são as etapas de segurança de uma cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece um checklist dividido em três momentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entrada (Sign In)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da anestesia, a equipe verifica a identidade do paciente, o procedimento, o local a ser operado e o termo de consentimento. Quando indicado, o cirurgião faz a marcação da área que será operada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa etapa, também são avaliados alergias, tempo de jejum, medicamentos em uso e possíveis riscos, como dificuldades respiratórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pausa cirúrgica (Time Out)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da primeira incisão, toda a equipe faz uma pausa para <strong>validar, em voz alta</strong>, as informações do paciente e da cirurgia. Os profissionais também apresentam suas funções, conferem o funcionamento dos equipamentos e a disponibilidade dos exames para consulta e discutem os possíveis momentos críticos do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saída (Sign Out)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A equipe registra o procedimento realizado, faz a contagem de instrumentos, compressas e agulhas, rotula os materiais enviados para análise, quando houver, e define os principais cuidados do pós-operatório.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que acontece depois da cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A assistência ao paciente inclui a fase pós-operatória imediata. “<em>Na sala de recuperação pós-anestésica, a equipe monitora os sinais vitais, controla a dor e atua na prevenção de infecções e outras complicações</em>”, detalha Lima.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, já no quarto, a equipe acompanha a evolução clínica, revisa os resultados do procedimento e orienta o paciente e a família sobre os cuidados necessários em casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem faz parte da equipe cirúrgica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia envolve uma equipe multiprofissional que atua em conjunto pela segurança do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dentro da sala:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cirurgião;</li>



<li>anestesista;</li>



<li>enfermeiros;</li>



<li>técnicos de enfermagem;</li>



<li>instrumentadores cirúrgicos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fora da sala:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>profissionais do Centro de Material e Esterilização;</li>



<li>farmacêuticos, que apoiam a segurança do uso de medicamentos;</li>



<li>fisioterapeutas, envolvidos no preparo e na recuperação do paciente.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O anestesista fica o tempo todo comigo durante a cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Segundo a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), além de administrar a anestesia, ele monitora funções como pressão arterial, batimentos cardíacos, respiração e temperatura, garantindo segurança e controle da dor ao longo do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final da cirurgia, o anestesista permanece ao lado do paciente até que ele esteja desperto, seguro e estável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Preciso seguir todas as orientações da equipe cirúrgica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Manual de Orientações ao Paciente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), as recomendações da equipe são essenciais para reduzir riscos. E elas costumam gerar dúvidas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso beber água e comer?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, é preciso fazer jejum absoluto no tempo solicitado pelos profissionais de saúde. Durante a anestesia, os reflexos naturais que impedem a entrada de alimentos e líquidos nas vias respiratórias ficam temporariamente reduzidos. Seguir rigorosamente o tempo de jejum orientado diminui o risco de aspiração pulmonar — uma complicação grave que ocorre quando o conteúdo do estômago vai para os pulmões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, preciso tomar banho?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, o banho antes da cirurgia ou a aplicação de lenços antissépticos no hospital ajudam a reduzir a quantidade de microrganismos na pele, diminuindo o risco de infecção no local da cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso pintar a unha?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Esmalte e unhas postiças podem dificultar a monitorização da oxigenação durante o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso usar acessórios?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Joias e relógios podem interferir na avaliação da circulação e causar lesões em caso de inchaço durante ou após a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer uma cirurgia, posso tomar mounjaro e outros remédios?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns medicamentos precisam ser suspensos ou ajustados antes da cirurgia. É o caso de alguns anticoagulantes, medicamentos para diabetes e para emagrecimento à base de agonistas do receptor GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa indicação acontece para reduzir o risco de sangramento, evitar alterações na glicemia ou diminuir o risco de aspiração durante a anestesia, dependendo do medicamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, informe à equipe todos os medicamentos, vitaminas, suplementos e fitoterápicos (como chás naturais) que você utiliza e nunca interrompa um tratamento por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vou fazer cirurgia, posso tomar cerveja e outras bebidas alcoólicas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, pois o uso de álcool antes de cirurgias está relacionado a uma série de complicações durante e depois do procedimento. O tempo exato de pausa deve ser definido com os profissionais de saúde que estão cuidando do seu caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dá para controlar a ansiedade antes da cirurgia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem estratégias que podem ajudar pacientes a passarem por esse momento com mais tranquilidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>conte com alguém de confiança:</strong> peça que um familiar ou amigo acompanhe sua internação e ofereça apoio durante esse momento;</li>



<li><strong>pense no benefício da cirurgia:</strong> em vez de focar apenas no procedimento, lembre-se do objetivo do tratamento, como aliviar um sintoma, recuperar movimentos ou retomar atividades do dia a dia;</li>



<li><strong>mantenha a mente ocupada:</strong> nos dias que antecedem a cirurgia, leia um livro, ouça mais música, assista a comédias ou pratique atividades que ajudem a desviar a atenção de pensamentos negativos;</li>



<li><strong>experimente técnicas de relaxamento:</strong> faça respirações lentas e profundas ou pratique o relaxamento muscular progressivo. A técnica consiste em contrair um grupo muscular por cerca de cinco segundos e, em seguida, relaxá-lo por cerca de dez segundos, repetindo o processo em diferentes partes do corpo. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que não fazer antes de uma cirurgia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudos do Centro Nacional de Informação Biotecnológica dos Estados Unidos (NCBI) alertam sobre duas práticas comuns que parecem ajudar a relaxar, mas trazem riscos à segurança.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira é o uso de sedativos para conseguir dormir na véspera da cirurgia. É fundamental avisar a equipe médica caso você tenha tomado algo por conta própria antes de chegar ao hospital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo alerta vai para o cigarro. A tendência de fumar mais para controlar a ansiedade é perigosa, pois o tabagismo aumenta os riscos de complicações e prejudica a cicatrização. A recomendação é interromper o hábito ou iniciar tratamentos de substituição de nicotina um a dois meses antes do procedimento.</p>
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		<title>Enfermeiro, técnico e auxiliar: conheça as diferenças entre esses profissionais</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/enfermeiro-tecnico-e-auxiliar-conheca-as-diferencas-entre-esses-profissionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[Assistência ao paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Auxiliar de enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[enfermeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Equipe de enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Internação hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[Profissionais da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[segurança do paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Técnico de enfermagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda as atribuições, a formação e a rotina da equipe de enfermagem e descubra como o trabalho conjunto desses profissionais contribui para a saúde dos pacientes Durante uma internação, profissionais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda as atribuições, a formação e a rotina da equipe de enfermagem e descubra como o trabalho conjunto desses profissionais contribui para a saúde dos pacientes</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27451" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_enfermeiro_tecnico_auxiliar.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma internação, profissionais de enfermagem entram e saem do quarto com frequência. Um administra medicação, outro ajuda no banho, e há ainda aquele que parece coordenar a equipe e acompanhar o tratamento de forma mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre é fácil entender quem é quem. Para explicar as diferenças, consultamos Sidiclei Machado Carvalho, gerente de enfermagem do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem faz o quê na equipe de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalho explica que a enfermagem é formada por diferentes categorias profissionais, e cada uma tem seu papel. &#8220;<em>O que muda entre elas é a formação e o nível de complexidade do cuidado, mas todas trabalham de forma integrada, com técnico e auxiliar atuando sob a supervisão do enfermeiro&#8221;</em>, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que todos eles precisam ter registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o enfermeiro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o profissional que tem o diploma de nível superior: são quatro anos de faculdade. É ele quem faz a avaliação inicial detalhada do paciente, monta o plano de cuidado e assume os procedimentos mais delicados, como passar sondas e tratar curativos cirúrgicos profundos. Também é a referência diante de pacientes graves e quem coordena a equipe de enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o técnico de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Possui curso técnico de nível médio, com cerca de dois anos de duração. É ele quem está na linha de frente do cuidado de média e alta complexidade: administra medicações (inclusive as endovenosas, aplicadas diretamente na veia), cuida dos acessos venosos, faz curativos mais simples e prepara o paciente para exames e cirurgias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">→ <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-que-faz-um-tecnico-de-enfermagem-em-um-hospital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saiba mais sobre a atuação do técnico de enfermagem</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que faz o auxiliar de enfermagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse profissional tem a formação de nível médio, porém mais curta — em geral, com duração inferior a um ano. Atua em atividades de baixa complexidade e dá suporte ao bem-estar do paciente: faz a higiene e o banho de leito em pacientes não graves, acompanha os sinais vitais, ajuda na alimentação de quem tem pouca mobilidade e aplica as medicações de rotina liberadas pela instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que só o enfermeiro pode fazer?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O trabalho do enfermeiro</strong> <strong>vai além do acompanhamento diário dos pacientes.</strong> A Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (Lei nº 7.498/1986) atribui a esse profissional responsabilidades como o<strong> gerenciamento dos processos de cuidado e a supervisão dos serviços de enfermagem.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O enfermeiro também é responsável por decisões relacionadas à assistência, como definir quais cuidados o paciente precisa em cada momento, além da avaliação contínua das suas condições&#8221;,</em> explica Carvalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, seguindo as diretrizes de segurança do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o <strong>profissional é o único autorizado a realizar procedimentos especializados</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>inserção de dispositivos avançados</strong>, como o PICC (Cateter Central de Inserção Periférica), uma linha de acesso na veia muito utilizada para tratamentos longos;</li>



<li><strong>passagem de sondas</strong>, vesical (para eliminação de urina) ou nasoentérica (para alimentação);</li>



<li><strong>curativos complexos</strong>, tratamento de feridas profundas ou lesões pós-cirúrgicas graves.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa autonomia também se estende para fora dos hospitais. <em>&#8220;Na rede pública e nos programas do SUS, o enfermeiro está autorizado a solicitar exames e prescrever medicamentos específicos, desde que previstos nos protocolos institucionais e na legislação&#8221;</em>, destaca Carvalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como enfermeiro, técnico e auxiliar trabalham juntos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cuidado ao paciente depende da atuação coordenada de toda a equipe de enfermagem</strong>. Ao mesmo tempo em que cada profissional exerce funções específicas, <strong>a troca constante de informações permite acompanhar a evolução do paciente e tomar decisões com mais segurança ao longo do tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa comunicação acontece durante as passagens de plantão, discussões de casos e em diferentes momentos da assistência, garantindo que todos os envolvidos tenham uma visão atualizada do quadro clínico e dos cuidados em andamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;A integração entre enfermeiros, técnicos e auxiliares contribui para a identificação precoce de riscos, reduz falhas de comunicação e fortalece a continuidade do cuidado entre turnos e setores&#8221;</em>, afirma Carvalho. Dessa forma, o trabalho integrado da equipe favorece uma assistência mais segura, contínua e centrada no paciente.</p>
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		<title>Acompanhante no hospital: o que muda com o novo Estatuto do Paciente</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/acompanhante-no-hospital-o-que-muda-com-o-novo-estatuto-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 17:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que permanecer ao lado do paciente, o acompanhante também participa do cuidado. Entenda como a legislação define essa atuação, quais são seus limites e quais responsabilidades ela envolve. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais do que permanecer ao lado do paciente, o acompanhante também participa do cuidado. Entenda como a legislação define essa atuação, quais são seus limites e quais responsabilidades ela envolve.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27412" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Acompanhante-no-hospital.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O recém-aprovado Estatuto do Paciente (Lei 15.378/2026) garante a qualquer pessoa internada o direito de contar com um acompanhante, com ressalvas pontuais. Além de assegurar sua presença, a lei também reconhece seu papel no cuidado, amplia sua atuação e estabelece direitos e responsabilidades claros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao mesmo tempo, essa nova configuração levanta dúvidas.</strong> Em que situações o acompanhante pode representar o paciente? É possível permanecer na UTI? Quando o hospital pode limitar essa presença? <strong>Confira as respostas a essas e outras perguntas a seguir.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acompanhante e visita são a mesma coisa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A confusão é comum, mas os papéis são bem distintos. <em>&#8220;O visitante entra, fica um tempo e vai embora. O acompanhante é parte ativa do cuidado, não um espectador&#8221;</em>, resume Priscila Rosseto, gerente executiva de Governança Clínica do Hcor e coordenadora do Grupo de Trabalho Melhores Práticas da Anahp. A especialista explica que essa participação pode incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>continuidade do cuidado</strong>: permanecer ao lado do paciente durante procedimentos, acompanhar sua evolução clínica e manter um vínculo contínuo com a equipe de saúde;</li>



<li><strong>vigilância ativa</strong>: verificar se os protocolos de segurança estão sendo seguidos, como higienização das mãos, identificação correta do profissional e conferência de medicamentos, com o direito a questionar a equipe;</li>



<li><strong>memória clínica</strong>: informar alergias, medicamentos em uso, histórico de internações e preferências do paciente quando ele não consegue se comunicar;</li>



<li><strong>representação do paciente</strong>: quando previamente designado para essa função e o paciente não puder expressar sua vontade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem pode ser acompanhante no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação não restringe essa função a um grau específico de parentesco. Na maioria das vezes, esse papel é exercido por familiares próximos, mas também pode ser desempenhado por um amigo ou um cuidador contratado que conheça a rotina do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais importante é que seja alguém capaz de compreender orientações, transmitir informações relevantes e oferecer apoio durante a internação, colaborando com a equipe assistencial sempre que necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que muda quando o paciente é idoso, criança ou tem necessidades especiais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) já garante acompanhante em todos os atendimentos de saúde, e o novo Estatuto do Paciente soma-se a essa proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que, para idosos, <strong>a possibilidade de limitar a presença do acompanhante só deve ocorrer diante de uma justificativa clínica</strong>, como uma situação em que sua permanência represente risco ao próprio paciente ou a terceiros. Por isso, trata-se de um direito amplamente assegurado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo vale para crianças e adolescentes, protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), e para pessoas com deficiência, que contam com proteção específica na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rosseto, esse conjunto de legislações faz com que eventuais restrições à permanência do acompanhante sejam situações excepcionais e dependam de justificativas clínicas consistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O direito é praticamente irrestrito para esses grupos, e a instituição deve providenciar condições para que o acompanhante permaneça ao lado do paciente, como poltrona ou outra acomodação compatível com sua estrutura&#8221;</em>, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode permanecer na UTI e na enfermaria?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito existe em todos os ambientes, mas é preciso respeitar a realidade de cada local.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No quarto particular, a flexibilidade é máxima</strong>: o acompanhante pode ficar em período integral, e o hospital não pode negar a permanência sem justificativa clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na enfermaria, o ambiente é compartilhado. O direito de quem acompanha precisa ser equilibrado com o direito dos outros pacientes à privacidade</strong>. Por isso, o hospital pode estabelecer horários rotativos e limite de acompanhantes simultâneos por quarto. <em>&#8220;Isso faz parte da gestão adequada, não é uma negação de direito&#8221;, </em>explica Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é o ambiente mais complexo.</strong> Embora o direito ao acompanhante seja preservado, a rotina dos cuidados intensivos <strong>exige regras específicas</strong> sobre horários e tempo de permanência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre que houver alguma restrição, ela deve ser justificada, comunicada à família e reavaliada periodicamente. Nas UTIs pediátricas e neonatais, normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliam ainda mais esse acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em quais situações o hospital pode limitar ou impedir a presença do acompanhante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei define três hipóteses:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>por condição clínica</strong>: pacientes em isolamento por infecção de alta transmissibilidade (tuberculose aberta, meningite bacteriana), em procedimento cirúrgico, ou em quadro em que a presença do acompanhante gera agitação ou piora clínica comprovada;</li>



<li><strong>por privacidade</strong>: exames ginecológicos, urológicos, procedimentos íntimos — ou simplesmente quando o próprio paciente não quer a presença;</li>



<li><strong>por segurança de terceiros</strong>: comportamento do acompanhante que coloque em risco a equipe, outros pacientes ou o próprio ambiente hospitalar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Qualquer restrição precisa ser registrada em prontuário, comunicada formalmente à família e revisada periodicamente&#8221;,</em> ressalta Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação às visitas, o paciente pode recusar a presença de qualquer pessoa, inclusive parentes próximos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode administrar equipamentos como nebulizador e oxigênio no paciente enquanto eles estiverem no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. A coordenadora é enfática: &#8220;<em>Mesmo que o acompanhante use o nebulizador em casa há anos, mesmo que já tenha visto diversas vezes a técnica ser feita, mesmo que o paciente peça.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo é clínico. O paciente internado frequentemente está com parâmetros e concentrações de medicamentos diferentes dos usados em casa, e um erro de tempo, fluxo ou dose gera risco real, com responsabilidade civil e penal para o acompanhante e para o hospital, que responde solidariamente pelo que acontece em suas dependências. A regra cobre nebulizador, oxigênio, soro, bomba de infusão, monitor, aspirador e qualquer outro dispositivo clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhante pode dar banho no paciente no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O banho e a higiene são responsabilidade da assistência de enfermagem e envolvem uma série de cuidados relacionados à prevenção de quedas, proteção de acessos venosos, drenos, curativos e infecções. Por isso, esses cuidados não devem ser realizados pelo acompanhante por iniciativa própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando houver orientação da equipe, o acompanhante pode colaborar com cuidados simples, como higienizar as mãos do paciente, limpar o rosto ou oferecer pequenos auxílios durante a rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Rosseto, vale uma regra simples: se a equipe não autorizou nem explicou como fazer, não faça. Quando houver indicação para ajudar, peça orientações antes de agir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeira vez acompanhando um paciente? Saiba o que fazer</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem nunca passou por uma internação como acompanhante costuma se sentir perdido. Algumas orientações simples ajudam nessa missão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar, apresente-se à equipe de enfermagem, pergunte sobre as regras e deixe seu contato atualizado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tenha em mãos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>lista de medicamentos que o paciente usa em casa;</li>



<li>histórico de alergias;</li>



<li>nome do médico de referência e contatos familiares;</li>



<li>se houver diretivas antecipadas de vontade (documento em que a pessoa registra quais cuidados e tratamentos deseja ou não receber caso, no futuro, não consiga expressar sua vontade), leve uma cópia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entenda seu papel como acompanhante</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você é um aliado da equipe, não um substituto. Observe, anote dúvidas e comunique mudanças de comportamento, mas não tome decisões por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuide-se. Internações longas são extenuantes no corpo e na cabeça. Reveze com outros familiares sempre que possível. <em>&#8220;Acompanhante esgotado não cuida bem de ninguém&#8221;</em>, lembra Rosseto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vestimenta, comportamento e limites&nbsp;dos acompanhantes no ambiente hospitalar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora explica que passar muito tempo no hospital cria uma sensação de intimidade com o espaço, e é exatamente aí que mora o risco. <em>&#8220;Hospital não é extensão da casa, é ambiente de pessoas imunossuprimidas e vulneráveis.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na vestimenta, a recomendação é usar roupas adequadas ao ambiente hospitalar, como calças e blusas com mangas. Em áreas clínicas, chinelos e sandálias abertas costumam ser proibidos pelas normas de segurança adotadas pelos hospitais. Em UTIs e no bloco cirúrgico, o avental é obrigatório e fornecido pelo hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comportamento, também existem regras que ajudam a preservar a segurança, a privacidade e o bem-estar de todos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter a voz baixa e respeitar o horário de descanso dos demais pacientes; </li>



<li>não fotografar nem filmar o ambiente ou outras pessoas;</li>



<li>evitar divulgar informações sobre a saúde do paciente que está aos seus cuidados nas redes sociais, preservando sua confidencialidade. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o Estatuto do Paciente estabelece que o paciente e seu representante devem cumprir as normas da instituição de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Direitos e responsabilidades caminham juntos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o novo Estatuto reconhece o <strong>papel do acompanhante no cuidado ao assegurar sua presença, garantir o direito de fazer perguntas, acompanhar a evolução clínica</strong> e, quando previamente designado, representá-lo nas decisões sobre o tratamento caso ele não possa expressar sua vontade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao mesmo tempo, essa atuação também envolve responsabilidades</strong>. Ao compartilhar informações importantes sobre o paciente, respeitar as normas da instituição, preservar a confidencialidade das informações de saúde e colaborar com a equipe assistencial, o acompanhante ajuda a tornar o cuidado mais seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A internação é sempre um trabalho coletivo.</strong> Quando paciente, acompanhante e equipe caminham na mesma direção, a comunicação melhora, decisões são tomadas com mais segurança e o <strong>cuidado se torna mais organizado e seguro para quem está no centro de tudo: o paciente.</strong></p>
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		<item>
		<title>Por que os hospitais são frios? Por que não pode levar comida de fora? Tire essas e outras dúvidas sobre o ambiente hospitalar</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/por-que-os-hospitais-sao-frios-por-que-nao-pode-levar-comida-de-fora-tire-essas-e-outras-duvidas-sobre-o-ambiente-hospitalar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[anahp]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades sobre hospitais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Das paredes brancas à proibição de flores no quarto, muita coisa que parece frieza em um hospital é, na verdade, uma camada de proteção para o paciente. Entenda a lógica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Das paredes brancas à proibição de flores no quarto, muita coisa que parece frieza em um hospital é, na verdade, uma camada de proteção para o paciente. Entenda a lógica por trás das regras.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-1024x576.png" alt="Por que os hospitais são tão frios? " class="wp-image-27388" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Capa_hospitais-frios-1-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quem passa por uma internação, seja como paciente ou acompanhante, costuma esbarrar em regras que parecem exageradas. Porém, cada uma dessas práticas nasce de uma razão clínica, de biossegurança ou de natureza ética, e sempre tem o mesmo objetivo: a segurança e a recuperação de quem está ali.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender a lógica por trás das normas, respondemos às <strong>dez perguntas mais comuns sobre o dia a dia hospitalar</strong> e explicamos por que essas <strong>regras são fundamentais para pacientes, acompanhantes e profissionais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Por que é tudo branco e minimalista?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O branco e o visual minimalista</strong> — com pouca decoração, em um ambiente quase neutro — nasceram de uma <strong>necessidade prática de higiene e segurança.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A cor branca transmite sensação de limpeza e assepsia, facilita a visualização de fluidos e manchas e possibilita a neutralidade do ambiente&#8221;, explica Monise Tedesco, gerente administrativa da Unidade Ipiranga da Rede São Camilo de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em uma superfície clara, qualquer sujeira aparece na hora</strong>, o que ajuda a equipe a <strong>manter o padrão rigoroso de higienização que a prevenção de infecções</strong> exige. O ambiente claro e com poucos móveis e objetos também ajuda na funcionalidade do tratamento: desde a luminosidade até a ergonomia, pensados para a circulação e o transporte do paciente, esses elementos <strong>diminuem os riscos de acidentes e quedas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, concepções de arquitetura mais recentes já trabalham para uma lógica mais próxima da hotelaria: novas cores, iluminação aconchegante (e natural sempre que possível), móveis e equipamentos com tecnologia que reduz ruído e aumenta o conforto, tanto do paciente quanto do acompanhante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa pioneira da década de 1980, citada no livro <em>The Science of Place and Well-Being</em>, de Esther M. Sternberg, mostrou que pacientes que mantinham contato com a natureza durante a internação se recuperavam mais rápido. Hoje, <strong>conforto deixou de ser luxo e virou parte da estratégia de cuidado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A arquitetura humanizada coroa o novo conceito dos serviços de saúde, deixando a visão de que o hospital transmite frieza para transmitir aconchego e segurança&#8221;, completa Tedesco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Por que hospitais são frios?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem nunca entrou em um hospital e comentou: &#8220;Nossa, aqui é muito frio!&#8221; A sensação é comum, mas a temperatura dos ambientes não pode ser definida apenas pelo conforto dos pacientes e acompanhantes. Embora, em muitos hospitais, quartos de internação permitam ajustes no ar-condicionado, o controle da temperatura segue critérios rigorosos. <strong>Umidade, circulação do ar e climatização fazem parte de um sistema planejado para garantir segurança, reduzir riscos de infecção</strong> e oferecer as melhores condições para a assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com recomendações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), quartos de pacientes costumam ser mantidos em torno de 24 °C, geralmente dentro de uma faixa entre 21 °C e 24 °C. No entanto, cada ambiente é planejado de acordo com sua função e com as necessidades de pacientes, profissionais e equipamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Centros cirúrgicos, por exemplo, costumam ter temperaturas mais baixas. Além de favorecer a segurança do procedimento, isso ajuda a equipe, que permanece por horas sob iluminação intensa e utiliza aventais, uniformes, toucas, máscaras, óculos de proteção, múltiplas luvas e, em alguns casos, aventais de chumbo ou outros equipamentos pesados de proteção. <strong>Um ambiente excessivamente quente pode aumentar o desconforto e a fadiga desses profissionais durante procedimentos longos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras áreas, como laboratórios e salas que abrigam equipamentos de alta tecnologia — entre elas as de ressonância magnética —, também precisam de <strong>temperaturas mais baixas para evitar o superaquecimento dos aparelhos</strong> e garantir seu funcionamento adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Por que não pode ter plantas e flores no quarto do hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem fortes razões para o buquê das visitas — que chega cheio de boas intenções — esbarrar na recepção. <strong>Plantas e flores podem carregar microrganismos capazes de causar doenças</strong>, um risco sério, especialmente para pacientes com a imunidade comprometida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Destaca-se o risco de infecções por fungos, que podem ser graves a depender do quadro clínico do paciente&#8221;, alerta Beatriz Quental, gerente do Serviço de Controle do Hospital São Camilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soma-se a isso o potencial de<strong> desencadear reações alérgicas e até de trazer insetos e outros vetores para dentro do hospital</strong>. Ou seja, a flor que simboliza carinho pode, sem querer, só trazer espinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Por que não pode levar comida de fora?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comida de casa traz conforto, mas o prato preferido pode entrar em conflito direto com o tratamento, afinal, pacientes internados frequentemente têm indicações específicas de dieta. Além disso, <strong>não há como garantir a procedência, a conservação e o manuseio adequado de um alimento preparado fora do hospital.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que a rigidez vem diminuindo. &#8220;Há alguns anos, as restrições são avaliadas de acordo com o momento do tratamento&#8221;, diz Tedesco. Muitos <strong>hospitais já investem em cardápios adaptados e refeições à escolha de quem está internado</strong>, justamente para devolver um pouco desse conforto sem abrir mão da segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Por que manter o acesso venoso mesmo tomando remédio por boca?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta está no imprevisto. <strong>Se o quadro piora de repente, surge uma reação ou aparece a necessidade de uma medicação endovenosa imediata, a equipe não pode perder minutos preciosos </strong>procurando uma veia, ainda mais em quem tem acesso difícil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para conservar o cateter sem precisar de soro correndo o tempo todo, a enfermagem faz a salinização, uma lavagem com soro fisiológico que mantém o acesso funcionando e ainda poupa o paciente de várias picadas. No fim, a decisão se refere menos ao agora e mais ao &#8220;e se&#8221; das próximas horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quanto tempo o paciente precisa ficar com o acesso? Não existe prazo padrão: a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é avaliar caso a caso todos os dias. Isso porque, quanto mais dias com o acesso, maior o risco de flebite (inflamação na parede de uma veia) e infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, enquanto há motivo clínico, vale manter; quando não há e o cateter traz mais riscos do que benefícios, ele costuma ser retirado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, se você notar que o acesso ou cateter não está sendo utilizado para medicações, soro, exames ou drenagem, pergunte à equipe de enfermagem ou ao médico assistente sobre a possibilidade de retirada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Por que o controle de visitas no hospital é tão rígido?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A regra do número limitado de visitantes e do crachá na recepção também faz parte dos protocolos para a segurança dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada pessoa a mais circulando no ambiente hospitalar representa uma possível via de entrada ou de disseminação de agentes infecciosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O controle de acesso funciona como uma barreira preventiva de proteção biológica aos pacientes, essencialmente aqueles que possuem menor capacidade de defesa contra infecções&#8221;, resume a gerente administrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, <strong>limitar o fluxo é uma forma de proteger quem está mais frágil.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. Quando os pets podem visitar o paciente no hospital?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada vez mais os hospitais vêm permitindo a visita de animais de estimação, desde que respeitando os protocolos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para liberar a entrada,</strong> <strong>é preciso garantir a saúde do animal</strong>, com declaração do veterinário, carteira de vacinação em dia e comprovação de banho recente. Há também <strong>critérios sobre a condição do próprio paciente, além de fluxos definidos</strong> de entrada e saída, higienização do ambiente e cuidados antes e depois da visita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Entendemos a importância dessas visitas e seu benefício ao paciente e, por essa razão, fazemos questão de garantir que sejam feitas com segurança&#8221;, afirma Quintal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8. Dá para flexibilizar horários de um paciente internado, como banho ou medicação de madrugada?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dá, sim, e cada vez mais, com o objetivo de proteger o sono do paciente. Essas <strong>adaptações incluem reduzir ruído e luz, agrupar procedimentos para não acordar a pessoa a toda hora e rever horários de medicação</strong> com a equipe médica quando os intervalos permitem. O banho também pode ser combinado conforme a preferência, dentro do que o quadro clínico autoriza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O limite aqui é técnico. Medicações de horário fixo, como antibióticos, ou cuidados que não podem esperar não entram na negociação. Mas boa parte da rotina tem, sim, espaço para ajuste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>9. Por que alguns setores do hospital parecem mais &#8220;rígidos&#8221; que outros?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado é definido pela gravidade e pela dependência de cada paciente, e isso explica por que a rigidez varia tanto de um setor para outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, no pronto-socorro — um ambiente imprevisível e de risco alto —, a prioridade é estabilizar pacientes, então a rotina é naturalmente mais rígida.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Na<strong> enfermaria</strong>, com pacientes mais estáveis, há espaço para flexibilizar banho, visita e refeições.</li>



<li>O <strong>apartamento</strong> se parece com a enfermaria na parte clínica, com mais conforto e hotelaria, mas sob os mesmos protocolos de segurança.</li>



<li>Já a <strong>UTI</strong> concentra os casos graves, monitorados 24 horas. É onde o protocolo técnico é mais restrito.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Resumindo: quanto mais delicada a situação do paciente, mais rígido o protocolo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>10. Dá para manter o protocolo dos hospitais sem abandonar o calor humano?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Calor humano e protocolo não brigam entre si. O que muda é a forma de entregar o cuidado. Dá para explicar cada procedimento antes de fazer, chamar a pessoa pelo nome, respeitar o tempo dela e liberar o que não interfere na segurança do paciente, dos acompanhantes e da equipe, como objetos afetivos, roupa própria, a presença da família e o celular para manter o contato com quem se ama.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O protocolo marca os limites. Dentro deles, há espaço para acolher.</strong> Entender essa lógica talvez seja o primeiro passo para <strong>enxergar o hospital não como um lugar frio, mas como um ambiente inteiro organizado em torno de uma só prioridade: a saúde do paciente.</strong></p>
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		<title>Consulta online resolve? O que a telemedicina pode (e não pode) fazer por você</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/consulta-online-resolve-o-que-a-telemedicina-pode-e-nao-pode-fazer-por-voce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:40:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além da consulta online, a telemedicina também é usada em diversas situações. Entenda quando ela resolve, quando não substitui o cuidado presencial e como o futuro já está mudando o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Além da consulta online, a telemedicina também é usada em diversas situações. Entenda quando ela resolve, quando não substitui o cuidado presencial e como o futuro já está mudando o cuidado à distância</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-27251" style="width:709px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260504-AHP-Layout-Post-Canetas-Emagrecedoras-16x9-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Consultas online, monitoramento e até tratamentos à distância são algumas das possibilidades da telemedicina. Elas ajudam desde pacientes com doenças crônicas e dificuldade de locomoção até pessoas que precisam de um retorno simples ou orientação sem sair de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo em que a modalidade aumentou seu leque, as dúvidas dos pacientes também cresceram. O que pode ser feito à distância? Em quais situações uma consulta por vídeo não substitui a ida ao médico? Quantos recursos existem além da teleconsulta?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tiramos essas e outras dúvidas com o médico de família e comunidade Thiago Cabral, doutor em Ciências e médico diarista do Hospital do Coração em Natal (RN).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que é telemedicina?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É o uso da tecnologia para que médicos e pacientes possam trocar informações, realizar atendimentos e acompanhar a saúde à distância, sem a necessidade de estarem no mesmo ambiente físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esse conceito já existisse há tempos, ele ganhou enorme destaque durante a pandemia. &#8220;Esse período pediu que pessoas no mundo todo continuassem sendo atendidas e tratadas com segurança, graças à tecnologia e à capacitação dos médicos para o uso das ferramentas digitais&#8221;, diz Cabral.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são as vantagens da telemedicina?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as consultas online, os benefícios têm respaldo científico. Um estudo publicado pelo Journal of Medical Internet Research, que avaliou mais de mil pacientes de diversas faixas etárias, confirmou o impacto positivo do atendimento remoto. As maiores vantagens observadas foram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>economia de tempo e dinheiro</strong>: eliminação de gastos e do estresse com grandes deslocamentos;</li>



<li><strong>acesso ampliado</strong>: oportunidade de consulta com especialistas localizados em outras cidades ou em grandes centros de referência;</li>



<li><strong>continuidade do cuidado</strong>: maior adesão ao acompanhamento médico devido à comodidade para o paciente e para a equipe de saúde.</li>
</ul>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são as possibilidades da telemedicina, além da consulta online?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a consulta online seja o formato mais conhecido, o cuidado à distância é muito mais amplo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>telemonitoramento</strong>: acompanhamento contínuo por meio de dispositivos como smartwatches e outros wearables — aparelhos eletrônicos feitos para serem integrados à roupa ou usados como acessórios, como smart rings —, sensores de glicose ou medidores de pressão digitais. Os dados são registrados pelo paciente ou integrados a plataformas médicas para avaliação;</li>



<li><strong>teletriagem</strong>: uma avaliação inicial remota para definir a gravidade, necessidade de atendimento presencial e encaminhamento adequado;</li>



<li><strong>telediagnóstico</strong>: usado para interpretação de exames e emissão de laudos à distância;</li>



<li><strong>teleinterconsulta</strong>: discussão de um caso clínico entre o médico assistente e outro especialista, via vídeo, com o objetivo de alinhar a conduta do tratamento;</li>



<li><strong>teleconsultoria</strong>: troca de informações entre profissionais da saúde para o esclarecimento de dúvidas técnicas, administrativas ou assistenciais relacionadas ao cuidado do paciente;</li>



<li><strong>telecirurgia</strong>: realização de procedimentos cirúrgicos por meio de robôs controlados à distância por cirurgiões especialistas.</li>
</ul>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quando a telemedicina é indicada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A telemedicina pode ser indicada nas seguintes situações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>retornos médicos</strong>: consultas de acompanhamento para avaliar a resposta a um tratamento iniciado;</li>



<li><strong>acompanhamento de doenças crônicas</strong>: monitoramento contínuo de condições como diabetes e hipertensão;</li>



<li><strong>avaliação inicial de sintomas leves</strong>: orientação rápida para quadros agudos de baixa gravidade, como resfriados ou mal-estar leve;</li>



<li><strong>revisão de exames</strong>: apresentação de resultados laboratoriais ou de imagem para a definição da conduta;</li>



<li><strong>orientações pós-cirúrgicas</strong>: verificação da evolução da cicatrização e esclarecimento de dúvidas sobre a recuperação;</li>



<li><strong>acompanhamento de idosos ou pacientes com restrição de mobilidade</strong>: acesso à saúde para quem tem dificuldade de deslocamento;</li>



<li><strong>cuidados em saúde mental</strong>: consultas com psiquiatras e psicólogos para suporte emocional e terapias regulares.</li>
</ul>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para o médico, na maioria dos casos, é perfeitamente possível identificar um diagnóstico sindrômico (um conjunto de sinais e sintomas compatíveis com determinado quadro clínico), definir o tratamento e monitorar a evolução do paciente, muitas vezes antes de exames complementares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a telemedicina permite que o médico de confiança (como o geriatra ou o médico de família) converse, sem limites de distância, com outros especialistas para alinhar o caso e alcançar melhores resultados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Então, nesses casos, ela “resolve”?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na saúde, Cabral explica que a palavra &#8220;resolver&#8221; pode dar a ideia de um ponto final, enquanto o cuidado com o corpo é um caminho contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O acompanhamento ao longo do tempo, que chamamos de longitudinalidade, é o fundamento de uma boa prática médica. E é sob essa perspectiva que a telemedicina se mostra altamente resolutiva&#8221;, pontua.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">E quando é melhor optar por uma consulta presencial?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Embora regulamentada pela Lei Federal n.º 14.510/2022 e pela Resolução CFM n.º 2.314/2022, a telemedicina possui limites claros. “Situações de instabilidade clínica ou a presença de sinais de alerta não devem ser conduzidas sem avaliação física adequada e, muitas vezes, sem exames complementares de urgência”, alerta Cabral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que o atendimento remoto não resolve casos que exigem palpação ou que apresentam variações súbitas de saúde que pedem monitoramento de urgência. O suporte presencial torna-se indispensável quando a segurança do paciente exige essa análise clínica imediata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para traçar uma linha mais tangível, diretrizes do Ministério da Saúde e protocolos nacionais de triagem determinam que o atendimento remoto deve ser totalmente descartado diante de ocorrências de alta gravidade, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dor no peito ou falta de ar</strong>: são considerados sinais de alerta vermelho para condições graves, como infarto agudo do miocárdio ou embolia pulmonar;</li>



<li><strong>dor abdominal intensa</strong>: exige palpação física e exames para descartar quadros cirúrgicos de urgência, como a apendicite, que pode evoluir para infecção generalizada;</li>



<li><strong>desmaios e alterações neurológicas súbitas</strong>: perda repentina da fala, boca torta, confusão mental ou perda de força de um lado do corpo podem indicar um início de Acidente Vascular Cerebral (AVC);</li>



<li><strong>traumas, acidentes ou fraturas</strong>: necessitam de exames de raio-X ou tomografia, além de imobilização física;</li>



<li><strong>suspeita de infecção grave</strong>: quadros com febre muito alta associada a confusão mental ou rigidez na nuca exigem exames laboratoriais de urgência.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de qualquer um desses sintomas, deve-se procurar o hospital mais próximo ou acionar imediatamente o SAMU pelo telefone 192.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Telemedicina e a democratização do cuidado</h3>



<p class="wp-block-paragraph">“A telemedicina veio para todos. Ela amplia o acesso à saúde e conecta pacientes a médicos generalistas e especialistas focais”, afirma o médico de família e comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o profissional, a descentralização beneficia especialmente moradores de áreas remotas ou de pequenas cidades, pacientes crônicos, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção ou sem suporte social adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de encurtar distâncias geográficas, a democratização se reflete na qualidade do ecossistema de saúde: a modalidade acelera a troca de informações entre profissionais de diferentes especialidades, gerando um acompanhamento muito mais contínuo, seguro e integrado para o paciente.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como se preparar para uma consulta online?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado no Journal of Medical Internet Research aponta que a velocidade da internet e a usabilidade dos sistemas são as maiores barreiras para a telemedicina. Para superar tanto os desafios técnicos quanto os logísticos, siga este passo a passo prático antes do horário agendado:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>teste tudo antes</strong>: verifique se o microfone e a câmera estão funcionando e se a conexão está estável;</li>



<li><strong>garanta privacidade e boa luz</strong>: escolha um ambiente bem iluminado e privativo para evitar interrupções e poder conversar abertamente com o médico;</li>



<li><strong>organize seu histórico clínico</strong>: deixe os exames recentes e receitas por perto e anote os sintomas e dúvidas;</li>



<li><strong>auxilie quem precisa</strong>: se a consulta for para uma criança, idoso ou para alguém com menos intimidade com a tecnologia, esteja presente para dar suporte do início ao fim.</li>
</ol>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Cabral ressalta que, apesar dos desafios de adaptação, a barreira cultural está diminuindo: &#8220;A familiaridade crescente com telefones celulares com vídeo tem permitido, a cada dia, maior acesso dos diferentes públicos à telemedicina.&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que esperar do futuro da telemedicina?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A telemedicina híbrida — que combina consultas presenciais com monitoramento digital — é a principal tendência. Uma das ferramentas para o novo formato é a integração total de relógios inteligentes e sensores de glicose para uma conexão direta com o prontuário eletrônico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre outros avanços, procedimentos minimamente invasivos feitos por robôs menores e mais especializados se tornarão mais comuns nos hospitais devido a custos mais reduzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da consultoria McKinsey mostra que 70% dos líderes globais de saúde já adotaram ou estão implantando novas tecnologias. No Brasil, a pesquisa TIC Saúde 2024, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (<a href="http://cetic.br/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Cetic.br</a>), aponta que a inovação já faz parte da rotina assistencial: 17% dos médicos e 16% dos enfermeiros utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em suas rotinas de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já uma reportagem da Forbes Tech aborda o uso da inteligência artificial além dos diagnósticos e tratamentos, pois otimiza a gestão dos hospitais e melhora a experiência do paciente por meio de três pilares:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>atendimento personalizado, </strong>desenhado sob medida para cada pessoa e suas respectivas condições de saúde;</li>



<li><strong>redução da burocracia</strong>: automação de registros médicos para que as equipes passem menos tempo digitando e mais tempo com os pacientes;</li>



<li><strong>comunicação acessível</strong>: uso de assistentes virtuais para facilitar o contato entre médicos, pacientes e familiares.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Testosterona: reposição, ação e tudo mais que você precisa saber</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/testosterona-reposicao-acao-e-tudo-mais-que-voce-precisa-saber/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 15:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Testosterona baixa é assunto em alta nas redes sociais. Mas a reposição exige critérios e acompanhamento profissional para garantir que benefícios não se tornem riscos Mais disposição, melhora no desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><em>Testosterona baixa é assunto em alta nas redes sociais. Mas a reposição exige critérios e acompanhamento profissional para garantir que benefícios não se tornem riscos</em></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-27202" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-1024x576.jpeg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-300x169.jpeg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-768x432.jpeg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00-1536x864.jpeg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-21-at-12.03.00.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mais disposição, melhora no desempenho sexual, ganho rápido de massa muscular: especulações sobre a testosterona são frequentes nas conversas de academia, nas redes sociais e nos sites de buscas. Porém, o que se fala nem sempre bate com a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse hormônio é essencial para o corpo, mas o uso por conta própria ignora riscos que podem ser irreversíveis. Para entender o que é fato e o que é fake, conversamos com Eduardo Carvalhal, urologista e chefe do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é a testosterona e como ela muda com a idade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A testosterona é o principal hormônio sexual masculino. Produzida principalmente nos testículos — e em pequena quantidade nas glândulas suprarrenais —, ela está relacionada à libido, à atividade sexual, à massa muscular, à saúde óssea e ao desenvolvimento de características masculinas ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a testosterona começa a cair?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No envelhecimento, especialmente a partir dos 40 anos, Carvalhal explica que ocorre uma redução gradual da produção de testosterona. Esse processo é conhecido como Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) e acontece de forma progressiva e individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Alguns homens apresentam uma queda mais precoce e intensa, enquanto outros mantêm níveis adequados ao longo da vida”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os homens de hoje têm menos testosterona que os do passado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que sim. Além do envelhecimento individual, observa-se um declínio geracional. Uma ampla revisão científica publicada em 2022 no periódico Human Reproduction Update confirmou que os níveis hormonais e a saúde reprodutiva masculina vêm caindo de forma acelerada em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas associam esse fenômeno não apenas ao estilo de vida, mas à exposição a disruptores endócrinos — substâncias químicas presentes em plásticos e na poluição que interferem no equilíbrio hormonal das novas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses dados, a redução da testosterona deve ser confirmada individualmente por exames e avaliação médica, já que variações não significam, por si só, deficiência hormonal. O uso de testosterona sem indicação pode levar à infertilidade, trombose, maior risco cardiovascular, além de acelerar o crescimento de tumores de próstata já existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que pode causar testosterona baixa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Carvalhal, a principal causa da diminuição dos níveis de testosterona é o envelhecimento natural. “Alguns medicamentos, como os opioides, doenças testiculares e a retirada de um ou ambos os testículos podem levar à deficiência hormonal”, exemplifica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros fatores, como o diabetes tipo 2 e a obesidade, também podem influenciar. Um estudo publicado na revista científica Cureus em 2024 mostrou que homens com obesidade apresentavam níveis mais baixos de testosterona e maiores índices de inflamação crônica, sugerindo uma relação direta entre excesso de gordura corporal e redução hormonal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais de testosterona baixa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sinais mais comuns de testosterona baixa são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fraqueza muscular;</li>



<li>cansaço;</li>



<li>falta de disposição;</li>



<li>queda da libido;</li>



<li>alterações de humor.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, esses sintomas são pouco específicos e também podem estar associados a outras condições, como ansiedade e estresse. Isso reforça a importância de uma avaliação médica adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a reposição de testosterona é indicada?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reposição de testosterona pode ser indicada em casos de hipogonadismo, condição em que o organismo não produz testosterona em quantidade suficiente. O diagnóstico é feito com base na associação entre sintomas e exames laboratoriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando corretamente indicada, a reposição hormonal pode melhorar sintomas como perda de libido, fadiga e redução da massa muscular&#8221;, lista Carvalhal. No entanto, o tratamento deve ser individualizado e ter acompanhamento médico constante para garantir segurança e monitorar possíveis riscos e efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A reposição de testosterona é para sempre?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o corpo deixa de produzir testosterona em níveis adequados, a reposição geralmente é para a vida toda e exige acompanhamento médico rigoroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Riscos da reposição de testosterona</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais riscos está o aumento dos glóbulos vermelhos, que pode deixar o sangue mais grosso (a chamada hiperviscosidade sanguínea) e elevar o risco de trombose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em homens mais jovens, o uso excessivo ou prolongado de testosterona também pode levar à diminuição dos testículos e até comprometer a fertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, apesar de a testosterona não causar câncer de próstata, ela pode acelerar o crescimento de tumores que já existiam sem diagnóstico. “Antes de iniciar a reposição hormonal, é indispensável fazer uma avaliação completa, incluindo exames da próstata”, orienta o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que acontece quando se toma testosterona sem indicação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalhal alerta para a banalização do uso da testosterona, principalmente para fins estéticos, ganho rápido de massa muscular ou melhora da performance sexual em pessoas com níveis hormonais normais. “Nesses casos, os benefícios costumam ser limitados e os riscos podem superar as vantagens.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o médico, o uso sem indicação adequada pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares e trombose, além de provocar infertilidade, alterações hormonais e outros efeitos adversos ao organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Testosterona &#8220;feminina&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres também produzem testosterona?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja mais associada ao organismo masculino, a testosterona também está presente nas mulheres, em níveis cerca de 15 vezes menores. Nelas, o hormônio é produzido pelos ovários, pelas glândulas suprarrenais e também em pequenas quantidades em outros tecidos do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres podem usar testosterona?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A única indicação médica aprovada do hormônio é para o tratamento da falta de desejo sexual na pós-menopausa. Apesar disso, o uso para ganhar músculos ou definir o corpo tem crescido entre mulheres jovens, aumentando o risco de efeitos relacionados ao excesso de hormônio masculino, como acne, alterações na voz e irregularidade menstrual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A reposição de testosterona ajuda no foco de pessoas autistas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, não existe recomendação médica ou científica para esse tipo de indicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual o risco de usar testosterona apenas para ganhar massa muscular?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso sem indicação médica pode causar desde acne e queda de cabelo até complicações cardíacas graves, como o aumento do risco de infarto e trombose, além de afetar a fertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como aumentar a testosterona?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Maus hábitos como sedentarismo, tabagismo, alimentação desequilibrada e sono de má qualidade podem antecipar e agravar a queda natural dos níveis hormonais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, mudanças de hábitos são a forma mais consistente de subir os níveis do hormônio para além das terapias médicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma meta-análise (método que analisa os resultados de diversos estudos independentes) publicada no Journal of Endocrinological Investigation apontou que exercício moderado e intenso aumenta a testosterona total e livre logo após o treino — apesar de o efeito passar depois de aproximadamente 30 minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, exercícios aeróbicos aumentaram significativamente a testosterona em homens com sobrepeso, mostrou uma pesquisa publicada na revista Journal of Clinical Biochemistry and Nutrition. Dormir bem e fazer bom manejo de estresse também são formas conhecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Suplementos para aumentar testosterona funcionam?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos sobre o assunto são limitados e com evidências fracas: enquanto alguns tiveram efeitos geralmente pequenos, os que tiveram algum resultado foram feitos com poucas pessoas. Por isso, não se pode afirmar que eles funcionam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de dúvidas, consulte seu médico de confiança para fazer as dosagens e saber qual é o tratamento mais adequado para o seu caso.mo forma de compensação.</p>
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