“IA Agora Anahp” expõe estudos e casos práticos sobre o uso da tecnologia na gestão hospitalar e no cuidado clínico
Executivos, gestores hospitalares e profissionais interessados em compreender os impactos da inteligência artificial (IA) na saúde contam com um canal dedicado ao tema. Com um mês no ar, o videocast “IA Agora Anahp”, da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), já reúne 12 episódios, de 12 minutos cada, analisando como e porque as IAs estão reinventando a gestão hospitalar, remodelando a prática médica e empoderando a relação do médico com o paciente. O projeto, com duração de um ano, integra a celebração dos 25 anos da Associação.
Os episódios examinam estudos de caso internacionais de IAs médicas, investigando tendências e avaliando as oportunidades de seu uso no mercado nacional de Saúde. As análises e comentários são apresentados pelo pesquisador em saúde digital Guilherme S. Hummel, head-mentor do eHealth Mentor Institute (EMI). Um dos objetivos é traduzir os temas para uma linguagem de fácil acesso à comunidade médica, mostrando evidências e obstáculos da inteligência artificial para organizações de saúde.
Entre os temas abordados estão o uso de agentes de inteligência artificial na rotina hospitalar, a aplicação de modelos de linguagem (LLMs) em atividades administrativas, os impactos dos chamados AI scribes na documentação médica, o papel da tecnologia na medicina preventiva-preditiva e no diagnóstico assistido por ferramentas multimodais, além de uma explicação para a seguinte questão: “se as IAs são um continente de promessas, por que na saúde avançam tão devagar?”
“A inteligência artificial não representa apenas um avanço tecnológico incremental. Trata-se da maior transformação clinico-assistencial das cadeias de saúde neste século. As inteligências artificiais reconfiguram a forma como o conhecimento é produzido, processado e aplicado na pratica médica. Elas remodelam o setor e empoderam todos os elos da cadeia, incluindo o paciente. Mas não basta deslumbramento; é preciso crivo. Por isso, o IA Agora Anahp chegou”, afirma Guilherme S. Hummel.
Estudos internacionais indicam que a transformação tende a ganhar escala nos próximos anos. Relatórios de mercado apontam que o setor global de inteligência artificial aplicada à saúde pode crescer de cerca de US$ 26,6 bilhões em 2024 para aproximadamente US$ 187,7 bilhões em 2030, impulsionado pela adoção de soluções tanto na gestão quanto no suporte clínico.
Segundo Hummel, uma das tendências mais relevantes é o avanço dos agentes de IA, capazes de automatizar tarefas informacionais, apoiar decisões clínicas e reduzir atividades burocráticas que hoje consomem grande parte do tempo dos profissionais de saúde.
O Painel Longitudinal de Especialistas em IA (LEAP), que reúne 339 especialistas da indústria, academia e setor público, projeta que, até 2030, as inteligências artificiais farão parte do cotidiano de pelo menos 15% dos adultos, proporção que pode chegar a 30% em 2040.
“A IA não substitui o julgamento clínico nem a relação humana do cuidado médico. Mas pode reduzir significativamente o ruído operacional que hoje drena tempo e energia das cadeias de saúde”, afirma Hummel.
Assista aqui todos os episódios do IA Agora Anahp já veiculados.