Gastrite: Mal que atinge 2 milhões de brasileiros

16 de dezembro, 2019

Diagnóstico precoce da doença é fundamental.

Alimentação gordurosa aliada ao consumo constante de bebida alcoólica são dois fatores que podem desencadear uma crise de gastrite.

Estima-se que, no Brasil, mais de 2 milhões de pessoas sejam obrigadas a conviver com a gastrite e seus incômodos. A inflamação nas paredes do intestino traz consigo dores abdominais, sensação de estar empanturrado após as refeições e alterações de apetite e de peso.

Para tentar trazer precisão aos dados de quem sofre da doença e, assim, ajudar a tratá-la de forma mais eficiente, o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (Gediib) lançou um cadastro nacional de pacientes de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).

“Hoje, todos os dados que temos estão atrelados à Classificação Internacional de Doenças [CID], aos convênios e ao Sistema Único de Saúde [SUS], porém precisamos de dados mais assertivos por parte dos médicos especializados em DII, para que esses números sejam cada vez mais reais e fidedignos”, defende a coordenadora do cadastro nacional do Gediib, Renata de Sá Brito Froes.

Pouco conhecimento

De acordo com ela, as DIIs ainda são pouco conhecidas pela maioria da população. Contudo, a incidência e a prevalência vêm aumentando no país.

“Como não sabemos ao certo esses números, o cadastro vem para entender melhor o perfil dos pacientes, para cobrar melhorias de acesso à saúde pública”, diz Renata, mencionando que os afastamentos do trabalho no INSS por DIIs representam 1% dos gastos com auxílio-doença no Brasil.

Banco de dados

O cadastro funcionará a partir das informações fornecidas pelos próprios médicos, que preencherão um formulário com os dados de seus pacientes – este detalhamento será validado por um comitê do grupo de pesquisa. As informações serão sigilosas e ficarão disponíveis somente para os profissionais.

“Mais de 20 centros já solicitaram participação. Os dados devem ser publicados em um ano ou quando tivermos pelo menos mil pacientes cadastrados”, explica a coordenadora.

Cuidados

As dores abdominais mandam um sinal de alerta ao corpo. E é preciso tomar cuidado para que a doença não se aprofunde e se torne uma úlcera, que é uma ferida na mucosa do esôfago, estômago ou intestino delgado.

“Em relação a uma suspeita de gastrite, alterações no organismo e apetite são sinais para o paciente buscar o médico. Se há sinais de alerta associados, como dor abdominal ou queimação que acorda o paciente à noite, por exemplo, essa consulta deve ser marcada com urgência”, reforça Renata.

Ela destaca que a identificação precoce da gastrite é a melhor forma de cuidar da doença e tecnologias ajudam nisto. “Com o advento da endoscopia digestiva alta com leve sedação, o acesso ao diagnóstico ficou mais acessível e assertivo. Alguns quadros podem estar associados à bactéria H. Pylori e hoje existem tratamentos com kits auto-explicativos, facilitando o tratamento”.

Alexandre precisou mudar hábitos

O jornalista Alexandre Martins Arcari, de 28 anos, sabe bem o que significa a gastrite e seus terríveis males. Ele descobriu a doença após um happy hour de aniversário e precisou mudar hábitos para se recuperar.
“Primeiramente, cheguei a vomitar sangue durante o expediente. Quando me consultei com o gastroenterologista, fiz um exame de endoscopia e aí foi descoberta a gastrite. A médica explicou que, além da alimentação e da bebida, a liberação de cortisol (hormônio do estresse) faz com que o corpo fique mais suscetível a problemas de saúde como a gastrite”, resumiu.

A partir de então, ele começou a reparar que algumas situações do dia a dia deixavam o estômago sensível, muito por conta do “contexto profissional que estava vivendo”, como ele conta.

Mudança de atitude

Por conta do problema, Arcari toma mais cuidado, também, com sua saúde emocional, além da alimentação. Apesar de não ter incluído muitas coisas no dia a dia, Arcari riscou do cardápio certos alimentos.

“Cortei fritura e refrigerante, principalmente. Evito pizza e hambúrguer. Se possível, tomo chá no lugar do café. Eu vejo o que me prejudica menos”.

 

Fonte: A tribuna
Data: 16/12/2019

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