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Hospital Sepaco realiza procedimento avançado para tratar artérias coronárias com calcificação complexa 

O Hospital e Maternidade Sepaco realizou, pela primeira vez na instituição, um procedimento de aterectomia orbital, técnica utilizada em casos selecionados de doença coronária com calcificação importante. O método auxilia no preparo de lesões coronárias complexas, facilitando a adequada implantação e expansão de stents em artérias de difícil abordagem.

O procedimento foi conduzido pelos médicos Décio Salvadori Jr., Fernando Matheus, Diego Carter, Santiago Castro e José João, em um paciente de 69 anos com doença coronária multivascular e calcificação significativa. Durante a intervenção, a equipe utilizou um dispositivo com coroa diamantada em movimento de alta velocidade, capaz de modificar a placa calcificada e tornar a artéria mais favorável ao implante do stent.

Este marco representa mais um passo na evolução do serviço de cardiologia intervencionista do Sepaco, consolidando nossa capacidade de tratar lesões cada vez mais desafiadoras com inovação, precisão e segurança. A tecnologia demonstrou aplicabilidade em doença coronária multivascular com calcificação significativa”, destacou o Dr. Diego Carter.

Entenda a aterectomia orbital

A doença coronária ocorre quando há acúmulo de placas nas artérias responsáveis pela irrigação do coração. Com a progressão da aterosclerose ao longo dos anos, essas placas podem incorporar depósitos de cálcio, tornando-se mais rígidas e reduzindo a elasticidade dos vasos. Esse processo é conhecido como calcificação coronária.

Segundo o Dr. Diego Carter, a calcificação coronária é mais frequente em pacientes com idade avançada, diabetes, doença renal crônica, especialmente em pacientes em diálise, hipertensão arterial e dislipidemia.

Nos casos em que a calcificação é importante, a parede arterial torna-se rígida e pouco complacente, o que pode dificultar a passagem dos materiais, a dilatação com balão e a expansão adequada do stent. Nesses cenários, a aterectomia orbital pode ser utilizada como etapa de preparo da lesão.

A técnica não é uma cirurgia convencional. Trata-se de um procedimento percutâneo, realizado por cateter, sem incisões cirúrgicas. Seu objetivo não é tratar a doença isoladamente, mas modificar a placa calcificada para permitir que o stent seja implantado e expandido de maneira mais completa e uniforme contra a parede do vaso.

Em lesões muito calcificadas, a implantação do stent sem preparo adequado pode resultar em subexpansão do dispositivo, condição associada a maior risco de reestenose, trombose do stent e necessidade de nova intervenção.

Em determinados casos, a rigidez da artéria é tão importante que o tratamento não seria factível sem técnicas específicas de preparo da lesão. Para pacientes sem boa alternativa cirúrgica, isso pode impactar diretamente o prognóstico. A aterectomia orbital amplia a possibilidade de tratamento em situações complexas e contribui para maior segurança do procedimento”, finalizou o médico.

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