Com usina solar própria e capacidade prevista de geração de 7,4 milhões de quilowatts-hora por ano, iniciativa alia eficiência energética, redução de impactos ambientais e manutenção de serviços de alta complexidade.
Hospitais funcionam de maneira ininterrupta e dependem de energia para manter iluminação, climatização, conservação de medicamentos, equipamentos médicos, processamento de exames e sistemas de informação. Diante de uma operação que não pode ser interrompida, eficiência energética e sustentabilidade tornam-se partes da própria estrutura necessária para a continuidade da assistência.
Desde 2022, o Grupo Santa adota energia solar em parte das unidades do Distrito Federal – Hospital Santa Lúcia Norte e Taguatinga, além do Centro Radiológico de Brasília (CRB) e do Centro Radiológico do Gama (CRG) – por meio de uma iniciativa própria. A Usina Solar Fotovoltaica Jerivá, localizada em Brazlândia, tem capacidade prevista de geração de aproximadamente 7.445.000 quilowatts-hora por ano. O projeto foi estruturado para que as unidades utilizassem uma fonte renovável sem a necessidade de instalar painéis ou realizar grandes adaptações físicas em cada endereço.
O funcionamento de uma unidade hospitalar envolve uma cadeia de serviços que demanda fornecimento contínuo de eletricidade. Além dos equipamentos empregados diretamente na assistência, a energia mantém sistemas de climatização e ventilação, elevadores, laboratórios, equipamentos de diagnóstico por imagem, unidades de terapia intensiva, centros cirúrgicos, redes de tecnologia da informação e áreas de apoio.
Como funciona a geração de energia
Toda a eletricidade produzida pela Usina Solar Fotovoltaica Jerivá é injetada na rede da concessionária local. A quantidade gerada é convertida em créditos de energia, posteriormente destinados às unidades do Grupo Santa previamente cadastradas. Esses créditos são utilizados para compensar parte do consumo registrado nas contas de energia dos hospitais.
O modelo dispensa a instalação de placas fotovoltaicas nos prédios hospitalares e evita intervenções nas estruturas físicas destinadas à assistência. A operação, a manutenção da usina e a gestão mensal dos créditos ficam sob responsabilidade da Soliker Energia, empresa especializada em energia solar fotovoltaica.
Para o Dr. Eduardo Franklin, diretor-executivo do Hospital Santa Lúcia Norte, os resultados da transição ultrapassam a redução do consumo convencional. “Os impactos incluem economia de energia, benefícios ambientais e maior reserva de produção energética. O hospital também mantém campanhas internas para evitar desperdícios, mesmo com a produção própria de energia”, afirma. O acompanhamento dos sistemas, a manutenção preventiva e a conscientização das equipes ajudam a preservar os ganhos ambientais e econômicos do projeto.
A economia proporcionada pelo modelo contribui para a sustentabilidade financeira da operação hospitalar. A redução de desperdícios e a compensação de parte dos gastos com eletricidade favorecem a destinação de recursos para manutenção, modernização da estrutura, incorporação tecnológica e melhorias voltadas ao conforto e à segurança dos pacientes.
Sustentabilidade além da geração solar
As práticas ambientais, sociais e de governança do Hospital Santa Lúcia Norte incluem outras medidas ligadas à redução de resíduos, à mobilidade sustentável e ao relacionamento com a comunidade. Uma delas é a separação do papelão utilizado na unidade, posteriormente encaminhado para reciclagem em vez de ser descartado junto aos resíduos comuns.
A unidade também instalou pontos de carregamento para veículos elétricos nas garagens. A medida acompanha a expansão dessa modalidade de transporte e procura incentivar alternativas aos automóveis movidos exclusivamente a combustíveis fósseis. “A instalação também busca reduzir a circulação de carros a combustão e, consequentemente, as emissões de dióxido de carbono nas garagens”, explica o Dr. Eduardo.