Conahp 2026 e os 25 Anos da Anahp: Reflexão e Futuro

O Conahp 2026 acontece em um ano emblemático para a Anahp, que completa 25 anos de atuação. Mais do que uma celebração institucional, o momento convida o setor a refletir sobre legado e futuro, consolidação e transformação.

Para o Dr. Gabriel Dalla Costa, diretor-geral do Hospital Glória D’Or e presidente da Comissão Científica do Congresso, o marco simboliza o ciclo de uma geração. “Vinte e cinco anos não são apenas um marco institucional. São o tempo necessário para uma geração construir, amadurecer e decidir que futuro deseja desenhar.” Ele lembra que a Anahp nasceu da consciência de que o setor privado precisava se organizar e assumir protagonismo estruturante no país. “Toda geração recebe um sistema de saúde; poucas têm a chance de redesenhá-lo”, afirma. “O Conahp 2026 nasce dessa reflexão. Não apenas como celebração, mas como oportunidade histórica de projetar os próximos 25 anos da saúde brasileira.”

Em um contexto de transformações tecnológicas, demográficas, econômicas e culturais profundas, o Congresso se propõe a discutir inovação, financiamento, sustentabilidade e modelos assistenciais. Mas, como ressalta Gabriel, há uma dimensão ainda mais essencial: “O futuro da saúde não será definido apenas por tecnologia, mas pela qualidade das escolhas coletivas que tivermos coragem de fazer.” A expectativa é que o evento seja um espaço de convergência responsável, capaz de reunir lideranças hospitalares, operadoras, indústria, poder público e profissionais em torno de caminhos baseados em evidências, ética e compromisso coletivo.

Victor Piana de Andrade, CEO do A.C.Camargo Cancer Center e vice-presidente da Comissão Científica, reforça o papel singular do Congresso no ecossistema da saúde brasileira. “O Conahp está entre os maiores eventos da saúde brasileira e se diferencia justamente por abordar questões fundamentais do ecossistema, e não apenas de uma especialidade ou de um ator do sistema.” Segundo ele, o encontro congrega representantes do setor público e privado, da indústria de medicamentos e tecnologias, operadoras, hospitais e profissionais de saúde para debater a fronteira da gestão, os avanços tecnológicos e os desafios do financiamento.

Neste ano, em especial, o simbolismo se amplia. “Muitos desafios que justificaram a criação da Anahp ainda estão presentes, mas não há como negar que o nível de consciência, a disposição para mudanças e o diálogo evoluíram muito”, observa Victor. Para 2026, a ambição é clara: “Queremos um Conahp que consiga trazer acordos e proposições multilaterais para melhorar o setor, que seja um ano de transformações práticas e que nos ajude a desenhar os próximos 25 anos da saúde brasileira em um patamar diferente de geração de valor para a sociedade.”

Representando cerca de 10% do PIB nacional e milhões de empregos, o setor de saúde extrapola sua dimensão econômica. Ele impacta o bem-estar, a produtividade, a equidade, a confiança social, a governança e o desenvolvimento científico. “Saúde é, por natureza, um tema intersetorial, e uma solução equilibrada é urgente”, conclui Victor.

Se os primeiros 25 anos da Anahp foram de consolidação, o Conahp 2026 se apresenta como o ponto de partida para uma nova etapa — de transformação estruturada, diálogo ampliado e compromisso coletivo com o futuro da saúde brasileira.

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