Coleta de dados é desafio para transformação digital de UTIs

6 de abril, 2017

Café da Manhã da Anahp em parceria com a Everis demonstra que UTIs podem se beneficiar da captura e processamento de dados, mas há muitos desafios

“O esforço de transformar um hospital em digital não consiste apenas de acabar com o papel. A matéria prima da revolução tecnológica é a informação”, explica em poucas palavras Eduardo Vigil Martín, médico espanhol e Chief Medical Information Officer (CMIO) da consultoria Everis. “A primeira questão é: de que maneira podemos ser mais seguros, mais precisos?”

Martín participou, a convite da Everis, do Café da Manhã realizado na sede da Anahp na última terça-feira (4), na sede de Associação em São Paulo. Para ele, a transformação digital dos hospitais não é modismo ou tendência, é realidade, e depende de uma mudança de mentalidade dos gestores hospitalares no que diz respeito aos processos e a pensar em termos digitais.

E a melhor forma de começar, para o especialista, é colocando de novo o paciente no centro de tudo que um hospital faz. “Em algum momento o centro do hospital passou a ser os médicos, enfermeiros… Felizmente o paciente está perdendo a paciência e exigindo uma atenção cada vez maior e mais integrada.”

A UTI não foge desta lógica. Martín explica que, embora seja uma das áreas mais críticas das instituições hospitalares, as unidades de terapia intensiva têm um dos menores volumes de informações capturadas, apesar do alto volume de monitores e dispositivos utilizados na assistência. Estes dados podem fazer muita diferença no cuidado, pois podem ser usados pela equipe multiprofissional para obter informações úteis para tomada de decisão mais seguras e eficazes.

Isso acontece, segundo ele, porque a maioria dos fabricantes produz equipamentos que só conversam com os próprios sistemas, ou seja, falta interoperabilidade. “A falta de integração entre monitores impede a obtenção de dados confiáveis”, disse. “E os poucos capturados não são processados e analisados.”

Para Martín, os hospitais devem começar primeiro mudando a mentalidade e coletando dados, “para então introduzir inteligência nos tratamentos”, explicou. “No momento atual temos muitos dados, mas poucas aplicações para importar e exportá-los.”

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