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Início > Saúde da Saúde > Tecnologia > Reconhecimento facial: tecnologia em favor da segurança da informação e do paciente

Reconhecimento facial: tecnologia em favor da segurança da informação e do paciente

  • 13 de janeiro de 2020

O mecanismo de reconhecimento facial, que há pouco parecia algo de ficção científica, já faz parte da rotina de alguns hospitais, usada no controle de acessos e na segurança de dados. Em constante evolução, essa ferramenta agora caminha para, no futuro, poder ajudar a salvar vidas.

Em entrevista à Panorama, revista da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), o diretor de inovação e tecnologia da Gocil Segurança e Serviços, Luis Fernando de Campos, explicou que o reconhecimento facial é um meio eficaz para validação de acessos nos hospitais, substituindo sistemas de autenticação com usuário e senha.

Ele pode ser usado em acesso ao celular, aplicativos, computadores pessoais e até na abertura de portas. “Na área da saúde, o reconhecimento facial tem apoiado no controle de acesso a áreas restritas sem a utilização das mãos, evitando possíveis contaminações através do toque”, explica Campos.

Evolução

“O futuro desta tecnologia em hospitais poderá salvar muitas vidas quando pulverizada em diversas outras áreas”, diz Campos. Segundo ele, em conjunto com a inteligência artificial, o reconhecimento facial pode ler expressões e ajudar na interpretação de sentimentos e reações – como a dor de um paciente que esteja com dificuldades de acionar o chamado de emergência no leito de internação.

Campos explica que o reconhecimento facial consiste em algoritmos matemáticos. A imagem capturada é tratada como uma matriz de pixels. Os softwares, por meio destes algoritmos, criam cálculos matemáticos com base nos pixels interpretados como dados e pontos capturados na imagem. 

“A partir destes cálculos é possível fazer uma comparação com alguma base de imagens previamente criada para determinar a semelhança e confirmar a identidade da face capturada”, diz.

Para ter esse sistema, é necessário uma rede de computadores e câmeras com capacidade de capturar as imagens de boa definição e processá-las em um tempo aceitável. “Não é possível que um médico, por exemplo, leve quase um minuto para ser identificado ao tentar acessar uma UTI”, afirma Campos. Outra questão relevante e que ainda está sendo discutida é uma regulamentação específica sobre esta tecnologia no que diz respeito à privacidade de dados.

Veja os detalhes na entrevista completa na revista Panorama (edição nº 72), que pode ser baixada gratuitamente aqui.

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