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EP01 | por dentro da saúde

Como a pandemia impactou e mudou a atuação da psicologia hospitalar

31/05/2021 | Duração: 31:22


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Neste primeiro episódio do Por Dentro da Saúde tratamos do universo da saúde mental e da psicologia hospitalar que, com a pandemia, precisou se adaptar e cuidar também dos profissionais de saúde.

Os convidados deste episódio são a psicóloga Silvia Cury, gerente de Saúde Mental do Hospital do Coração – HCor (SP) e coordenadora do Grupo de Trabalho de Psicologia Hospitalar da Anahp; e o médico Leonardo Piovesan, gerente de Saúde Integral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Sobre a saúde mental do brasileiro e do profissional de saúde durante a pandemia: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2017 o Brasil é o país com o maior índice de transtorno de ansiedade – são quase 19 milhões de pessoas com a qualidade de vida comprometida. E é o segundo das Américas em índice de depressão, atrás apenas dos Estados Unidos.

Em 2020, o Ministério da Saúde divulgou os primeiros resultados de uma pesquisa sobre a saúde mental dos brasileiros na pandemia e, entre as mais de 17 mil pessoas que responderam, 86,5% indicaram algum tipo de ansiedade patológica. Os profissionais de saúde já estão acostumados a lidar com pressão, estresse, horas sem dormir, faz parte da profissão os longos períodos de trabalho, a responsabilidade com a vida das pessoas, ter que lidar com a morte com frequência… Tudo isso já é o suficiente pra mexer com o emocional de qualquer pessoa.

E a pandemia só tem agravado esse cenário. Segundo o Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia no Brasil, assinado pela jornalista Natália Cuminale, cerca de 20% dos profissionais de saúde são acometidos por quadros de depressão, e até 25% sofrem de ansiedade. Além disso, quase 70% sofrem com a síndrome de burnout.

E uma pesquisa da Fiocruz indicou que, no contexto da pandemia, no Brasil, 50% dos profissionais de saúde admitem excesso de trabalho, sendo que 45% precisam de mais de um emprego para sobreviver. E mais de 43% não se sentem protegidos no trabalho.

Outro dado é que, além de tudo, os profissionais de saúde ainda são vítimas de discriminação da vizinhança e no trajeto casa-trabalho, pra quem precisa usar o transporte público.