Nova linha de cuidado integra pronto-socorro, internação, ambulatório e equipe multidisciplinar para oferecer acompanhamento completo aos pacientes
O Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), lançou o Programa de Epilepsia, uma linha de cuidado estruturada para oferecer diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado a pessoas com epilepsia. A iniciativa organiza toda a jornada assistencial do paciente, desde a investigação dos primeiros sintomas até o tratamento contínuo, com foco no controle das crises, na prevenção de complicações e na melhora da qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com epilepsia no mundo, tornando-a uma das doenças neurológicas crônicas mais frequentes. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, estima-se que até 70% dos pacientes consigam controlar as crises.
O programa reúne atendimento neurológico especializado, protocolos assistenciais e uma equipe multiprofissional para garantir uma abordagem individualizada, permitindo decisões terapêuticas mais rápidas e alinhadas às necessidades de cada paciente. “O objetivo é reduzir o tempo entre a suspeita e o diagnóstico, ampliar a segurança do tratamento e oferecer suporte também aos familiares, que têm papel fundamental no acompanhamento da doença”, afirma o neurologista do Vera Cruz Hospital, William Souza Martins Ferreira.
Apesar de ser frequentemente associada às convulsões, a epilepsia pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da região do cérebro afetada. Além das crises convulsivas, os sintomas incluem episódios de ausência com olhar fixo, perda de consciência, movimentos involuntários, alterações de comportamento, sensações incomuns, como cheiros ou sabores inexistentes, e mudanças momentâneas na percepção.
William destaca que nem toda convulsão significa epilepsia. “Uma crise pode ocorrer por diferentes motivos, como febre alta, alterações metabólicas, intoxicações, traumatismos ou infecções. Consideramos epilepsia quando o paciente apresenta crises não provocadas recorrentes ou quando existe um risco elevado de novas crises. Por isso, a avaliação neurológica é essencial para definir o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.”
A doença pode estar relacionada a predisposição genética, traumatismos cranianos, acidente vascular cerebral (AVC), tumores cerebrais, infecções do sistema nervoso central, alterações do desenvolvimento cerebral ou lesões ocorridas durante a gestação e o parto. Em parte dos casos, porém, a causa permanece desconhecida.
Entre os fatores que favorecem o surgimento ou a recorrência das crises estão lesões cerebrais, doenças neurológicas e histórico familiar. Para quem já tem diagnóstico, privação de sono, estresse físico ou emocional, interrupção das medicações, consumo excessivo de álcool, febre, infecções e, em situações específicas, estímulos luminosos podem desencadear novos episódios.
Cuidado estruturado
O Programa de Epilepsia foi desenvolvido para integrar todas as etapas do atendimento, desde o pronto-socorro até o acompanhamento ambulatorial, passando pela internação, investigação diagnóstica e encaminhamento para terapias avançadas quando necessário.
A linha de cuidado envolve neurologistas, enfermagem, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, terapia ocupacional e outros especialistas, conforme a necessidade clínica de cada paciente.
“O tratamento da epilepsia vai muito além do controle de uma crise. É preciso acompanhar a evolução do paciente, avaliar a resposta às medicações, identificar dificuldades no dia a dia e reconhecer aqueles que podem se beneficiar de tratamentos mais avançados. Uma linha de cuidado estruturada permite acompanhamento próximo, decisões mais ágeis e um tratamento verdadeiramente personalizado”, explica o neurologista.
O programa atende pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de epilepsia, incluindo pessoas que tiveram a primeira crise, pacientes com crises de difícil controle, casos de atendimentos recorrentes no pronto-socorro e aqueles que necessitam de investigação complementar ou ajustes terapêuticos.
Entre os recursos diagnósticos disponíveis estão eletroencefalograma (EEG), ressonância magnética, tomografia computadorizada e avaliações clínicas especializadas. Em casos selecionados, os pacientes podem ser encaminhados para terapias avançadas, como cirurgia para epilepsia ou outras modalidades de neuromodulação.
Como reconhecer uma crise e agir corretamente
As crises epilépticas podem provocar perda súbita de consciência, rigidez corporal seguida de movimentos repetitivos dos braços e pernas, salivação intensa, mordedura da língua, perda do controle urinário, confusão após o episódio e períodos breves de ausência.
Durante uma crise, a orientação é manter a calma, afastar objetos que possam causar ferimentos, proteger a cabeça da pessoa com algo macio, afrouxar roupas apertadas e lateralizar a cabeça para ajudar a prevenir broncoaspiração. Após o término dos movimentos, deve-se colocá-la de lado para facilitar a respiração. “Também é importante saber o que não fazer: não segurar os braços ou as pernas, não tentar impedir os movimentos, não colocar objetos ou os dedos na boca e não oferecer água, alimentos ou medicamentos durante a crise”, alerta William.
O atendimento de emergência deve ser acionado quando a crise dura mais de cinco minutos, ocorre uma nova crise antes da recuperação da primeira, a pessoa não retoma a consciência, trata-se da primeira crise da vida, há dificuldade para respirar, ferimentos importantes ou situações especiais, como gestação ou doenças associadas.
Com acompanhamento especializado, a maioria das pessoas com epilepsia pode estudar, trabalhar, praticar atividades cotidianas e manter boa qualidade de vida. O tratamento pode incluir medicamentos antiepilépticos, cirurgia em casos selecionados, dispositivos de neuromodulação e outras estratégias terapêuticas, conforme a avaliação clínica. “O principal objetivo do Programa de Epilepsia é garantir acesso a um cuidado completo, baseado em evidências científicas e com acompanhamento contínuo. Na maior parte dos casos, a epilepsia pode ser controlada, permitindo reduzir as crises, prevenir complicações e oferecer mais autonomia, segurança e qualidade de vida aos pacientes e seus familiares”, conclui William.
Serviço
Consulta com Neurologista:
Vera Cruz Centro Clínico – Unidade Nova Campinas
Endereço: Av. Dr. Jesuíno Marcondes Machado, 394 – Nova Campinas, Campinas/SP
Horário de atendimento com hora marcada:
Segunda a sexta: 7h às 19h
Sábado: 7h às 13h
Telefone e WhatsApp para agendamento: (19) 3751-3770
Sobre o Vera Cruz Hospital
Há 82 anos, o Vera Cruz Hospital é reconhecido pela qualidade de seus serviços, capacidade tecnológica, equipe de médicos renomados e por oferecer um atendimento humano que valoriza a vida em primeiro lugar. A unidade dispõe de 170 leitos distribuídos em diferentes unidades de internação, em acomodação individual (apartamento) ou coletiva (dois leitos), UTIs e maternidade, e ainda conta com setores de Quimioterapia, Hemodinâmica, Radiologia (incluindo tomografia, ressonância magnética, densitometria óssea, ultrassonografia e raio x), e laboratório com o selo de qualidade Fleury Medicina e Saúde. Em outubro de 2017, a Hospital Care tornou-se parceira do Vera Cruz. Em quase oito anos, a aliança registra importantes avanços na prestação de serviços gerados por investimentos em inovação e tecnologia, tendo, inclusive, ultrapassado a marca de 2,5 mil cirurgias robóticas, grande diferencial na região e no interior do Brasil. Em médio prazo, o grupo prevê expansão no atendimento com a criação de dois novos prédios erguidos na frente e ao lado do hospital principal, totalizando 17 mil m² de áreas construídas a mais. Há 35 anos, o Vera Cruz criou e mantém a Fundação Roberto Rocha Brito, referência em treinamentos e cursos de saúde na Região Metropolitana de Campinas, tanto para profissionais do setor quanto para leigos, e é uma unidade credenciada da American Heart Association. Em abril de 2021, o Hospital conquistou o Selo de Excelência em Boas Práticas de Segurança para o enfrentamento da Covid-19 pelo Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (IBES) e, em dezembro, foi reacreditado em nível máximo de Excelência em atendimento geral pela Organização Nacional de Acreditação.