Café da Manhã: Gestão da mudança é ponto chave para implantação de sistemas

11 de maio, 2022

De acordo com os especialistas, alta performance depende principalmente das pessoas e a TI deve ter clareza de propósitos para gerar engajamento

Na última terça-feira (10), aconteceu mais um Café da Manhã da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) em formato híbrido, com palestrantes e público no auditório da associação e transmissão ao vivo pela internet para centenas de participantes. O evento foi realizado em parceria com a Folks Saúde Digital e trouxe o tema “Alta performance na implantação de sistemas”.

>> Assista abaixo o vídeo do evento na íntegra

Carol Cavalcanti, gerente de operações da Folks, foi a mediadora e logo de início identificou que os processos, sobretudo a gestão da mudança, são um desafio maior do que as tecnologias atualmente. “Não tem alta performance sem as pessoas”, definiu. Jamila Freitas Taveira, diretora de Projetos de TI & Expansão da Rede D’or, concordou com a necessidade de engajar, mas pontou que para quem passa o dia (e a noite) auscultando corações, tecnologia muitas vezes é um inconveniente. “Ainda temos que ensinar a usar o mouse”, contou.

Para Alex Julian, CTO do Kora Saúde, a implementação de softwares deve ser um projeto corporativo e multidisciplinar, e não exclusivo da TI. “Tem que envolver as pessoas antes e fazer a gestão da mudança”, recomendou. Porém, continuou, “mudar não é apenas treinar”, como ficou convencionado. “Profissionais da assistência são ocupados demais para participar de treinamentos”, resumiu. Sua estratégia é identificar “agentes da mudança” dentro das equipes, ou seja, pessoas naturalmente mais engajadas com a transformação digital para serem multiplicadoras da cultura entre os colegas.

Taveira, da Rede D’or, afirmou que já tem uma equipe de 30 enfermeiros com esse perfil trabalhando ao seu lado nos projetos. E Marcelo Maylinch, diretor de TI da Dasa, lembrou que hoje existem quatro gerações trabalhando juntas, com familiaridades distintas com a tecnologia, o que torna o processo ainda mais complexo. “Sem ajuda das pessoas com a combinação certa de skills fica impossível ‘vender’ o projeto”.

Todos concordaram que, independentemente dos meios, a mensagem tem que ser clara para convencer. “É preciso não deixar dúvidas sobre a importância, com a alta direção mostrando os propósitos de todo o esforço”, afirmou Taveira. Para Maylinch, a transformação digital está diretamente relacionada com “a sustentabilidade da saúde no Brasil e a capacidade de oferecer mais acesso à assistência de qualidade para a população”. E isso tem que ficar explícito para motivar o público interno.

Consolidação
À frente da TI de um grupo que cresce rapidamente por meio aquisições, Taveira chamou a atenção para a consolidação do mercado e o desafio de acomodar diversos sistemas e linguagens. “Por isso, contou, nem falamos mais em padronização na Rede D’or, e sim em uniformizar e integrar a cadeia”. Julian, do Kora, concordou que “não vai ter padrão nunca, mas é preciso pensar em um caminho único”. Maylinch, da Dasa, lembrou que essa integração ainda tem que superar “desafios de digitalização na cadeia inteira”.

Apesar dos diversos obstáculos, os especialistas insistiram que é preciso fazer e fazer rápido. “Temos que identificar parceiros para ajudar a acelerar os processos, porque dentro das grandes organizações somos muito lentos para mudar”, colocou Julian.

Maylinch admitiu que os profissionais de tecnologia adoram “construir os próprios monstrinhos”, mas que “antes de desenvolver algo, é melhor avaliar se não tem algo pronto no mercado” para ser mais ágil. E Cavalcanti, da Folks, resumiu que não é hora de ficar perdendo tempo para “inventar a roda”.

Erros
Provocados pela plateia presente, os convidados indicaram o que consideram os principais erros no processo de implantação de sistemas. Com abordagens semelhantes, destacaram o perigo de achar que sabem tudo, de partir do princípio que sempre vão entregar o que foi solicitado e de, principalmente, não envolver a área de infraestrutura desde o início. “Depois de tudo pronto não tem servidor para rodar”.

Maylinch também sugeriu períodos de testes em ambientes menores para depois escalar com mais segurança. Taveira recomendou sempre “ouvir as pessoas, compreender as consequências da implantação na sua rotina”. E Julian lembrou que a TI tem que “ser parceira do negócio” e estar sempre focada no objetivo de “tornar as jornadas mais fluídas e multiplicar o acesso dos pacientes aos nossos serviços”.

 

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