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Hospital Alemão Oswaldo Cruz realiza ablação cardíaca com tecnologia de alta complexidade

Procedimento utilizou sistema de mapeamento tridimensional de última geração para tratar arritmia atrial complexa

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz realizou, um procedimento de ablação cardíaca por radiofrequência (RF) para o tratamento de arritmia atrial complexa. A intervenção foi conduzida pela Dra. Carina Hardy, cardiologista intervencionista, com apoio do avançado sistema de mapeamento tridimensional CARTO V8, uma das tecnologias mais modernas disponíveis na eletrofisiologia cardíaca.

O caso envolvia uma arritmia complexa causada por extrassístoles atriais, condição em que o batimento cardíaco ocorre de forma precoce na parte superior do coração (átrios). Normalmente, esta arritmia é tratada com sucesso pela parte interna do coração (via endocárdica convencional), mas neste caso não pôde ser tratada mesmo após o mapeamento inicial detalhado dos átrios direito e esquerdo, a origem da arritmia não estava acessível por essa via.

Diante desse cenário desafiador, a equipe optou, ainda durante o mesmo procedimento, por uma estratégia diferente: a punção epicárdica, técnica que permite acessar a superfície externa do coração.

O mapeamento da camada mais externa do órgão, o epicárdio, identificou que o foco da arritmia estava localizado no feixe de Bachmann, estrutura responsável pela condução elétrica entre os átrios, situada na porção externa do coração.

Com a identificação precisa da origem do distúrbio elétrico, foi possível realizar a ablação direcionada, procedimento minimamente invasivo utilizado para destruir tecidos anormais, como focos de arritmias, combinando aplicações de radiofrequência pelas vias endocárdica e epicárdica, o que resultou no sucesso do tratamento.

“A impossibilidade de tratar a arritmia pela via tradicional nos levou a adotar uma abordagem mais avançada. A punção epicárdica não é uma técnica rotineira, mas, com o suporte tecnológico adequado e a expertise da equipe de profissionais da hemodinâmica, foi possível conduzir o procedimento com segurança e alcançar o resultado esperado. São poucos os relatos semelhantes na literatura internacional”, comenta a cardiologista.

Apesar de se tratar de um procedimento raro e não convencional, a paciente, de 60 anos, recebeu alta no dia seguinte à intervenção, que foi realizada de forma ambulatorial e sem registro de arritmias. O desfecho evidencia a capacidade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz de conduzir casos de alta complexidade, aliando tecnologia avançada, precisão diagnóstica e atuação multidisciplinar.

O resultado amplia as possibilidades de tratamentos para pacientes com arritmias desafiadoras e reforça o compromisso da instituição com a incorporação de soluções inovadoras na cardiologia intervencionista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

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