Novo programa oferece jornada personalizada de exames e consultas, com foco em praticidade,
cuidado integral e detecção precoce de doenças
Entre as metas mais importantes para o início do ano, incluir o check-up geral anual é uma decisão estratégica para quem deseja cuidar da saúde de forma preventiva. Mais do que uma simples bateria de exames, esse acompanhamento periódico permite uma avaliação global do estado físico e mental, ajudando a identificar fatores de risco, hábitos prejudiciais e alterações silenciosas que, se não forem tratadas a tempo, podem evoluir para doenças mais graves.
“O check-up é uma oportunidade de avaliar hábitos de vida, resultados de exames laboratoriais e condições de risco para o desenvolvimento de algumas doenças. É o que chamamos de prevenção primária”, explica Átila Vendite, especialista em medicina preventiva e social e gerente médico do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP).
Para facilitar e personalizar o cuidado com seus pacientes, a unidade criou o Check-up Vera Cruz, um novo serviço voltado a quem deseja realizar uma avaliação completa da saúde em um único dia. O programa é oferecido em dois formatos: masculino e feminino, com uma jornada organizada que reúne exames e consultas com diferentes especialistas.
Parte dos exames é realizada previamente em casa e, no dia do check-up, o paciente passa pelos procedimentos no hospital, com laudos liberados na hora, seguidos de atendimentos médicos e multiprofissionais. “A proposta é unir praticidade, cuidado integral e prevenção em uma experiência exclusiva e personalizada”, detalha Vendite.
Acompanhamento
Além da prevenção, o acompanhamento anual também é fundamental para quem já convive com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, sobrepeso, obesidade e alterações do colesterol ou dos triglicérides. Nesses casos, os exames permitem monitorar a evolução do quadro e ajustar o tratamento sempre que necessário. “Esse acompanhamento contínuo evita que essas condições evoluam com complicações. É o que chamamos de prevenção secundária”, explica o médico.
Outro ponto importante é a atualização do calendário vacinal, que deve ser feita de acordo com a faixa etária, as condições clínicas e o estilo de vida do paciente. “Essa atualização precisa ser personalizada, considerando as necessidades específicas de cada pessoa”, reforça Vendite.
De acordo com o especialista, não existe um modelo único de check-up e a escolha dos exames deve levar em conta fatores como gênero, idade, histórico familiar e hábitos de vida. “Um homem acima de 40 anos, obeso, hipertenso e diabético, por exemplo, precisa de um perfil de avaliação diferente do de uma mulher jovem e saudável”, explica. A medicina moderna tem caminhado cada vez mais para a personalização desse cuidado. “As evidências científicas mostram que os exames de rastreamento devem ser adequados às condições clínicas e aos fatores de risco individuais e familiares. Isso permite que alguns exames sejam solicitados com frequência diferente ou até antecipados em determinados casos”.
Entre os exames laboratoriais básicos estão aqueles que ajudam a identificar doenças altamente prevalentes e muitas vezes silenciosas, como diabetes, anemia e colesterol elevado. “Eles são fundamentais porque detectam alterações comuns na população e que, nas fases iniciais, podem não apresentar sintomas”, destaca.
A frequência também varia de acordo com cada paciente. Vendite alerta que não há base científica para a repetição automática anual de todos os testes. “Protocolos rígidos geram custos desnecessários para o paciente e para o sistema de saúde. A indicação deve ser individualizada, considerando riscos e histórico”, pontua.
De olho no coração…
A avaliação cardiovascular é outro pilar do check-up. Doenças como infarto e AVC estão entre as principais causas de morte e, muitas vezes, chegam silenciosamente. Sedentarismo, estresse, alimentação inadequada e obesidade contribuem. “Essas doenças se instalam a partir de alterações metabólicas persistentes, como pressão alta, aumento da glicemia e do colesterol. Quando os sintomas aparecem, o quadro pode já estar avançado”, alerta Vendite.
Por isso, exames como eletrocardiograma, aferição da pressão arterial, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter e MAPA podem fazer parte do acompanhamento, conforme o perfil de risco de cada paciente. Em situações específicas, até a angiotomografia de coronárias pode ser indicada.
…E em todo o resto…
O check-up também deve incluir a avaliação da saúde mental. Hoje, existem questionários e escores capazes de rastrear sintomas de ansiedade e depressão ainda nas fases iniciais, que ajudam a identificar a necessidade de acompanhamento especializado, seja com psicólogo ou psiquiatra.
Outro ponto fundamental são os exames para infecções que podem evoluir de forma silenciosa, como HIV, hepatites e sífilis. “Essas sorologias permitem o diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento, reduzindo o risco de complicações”, afirma.
O rastreamento de câncer também integra o cuidado preventivo. Mamografia, colonoscopia, PCR para HPV e tomografia de tórax de baixa dosagem, em casos específicos, são alguns dos exames que podem ser indicados, sempre considerando idade, histórico pessoal e familiar.
Embora muitos exames sejam comuns a homens e mulheres, existem diferenças importantes. “Mulheres precisam ser rastreadas para câncer de mama e de colo do útero. Já os homens devem realizar exames para rastreamento do câncer de próstata. Após a menopausa, algumas mulheres também podem precisar de densitometria óssea para avaliar o risco de osteoporose”, detalha Vendite.
Para quem nunca fez um check-up, o primeiro passo é agendar uma consulta com um médico generalista. “Clínico geral, médico de família ou cardiologista são os profissionais mais indicados para essa avaliação global”, orienta.
Adiar o acompanhamento anual significa perder uma oportunidade valiosa de cuidar da própria saúde. “Mais do que diagnosticar doenças, o check-up é um momento de autocuidado. A saúde é o que nos permite ser ativos, funcionais e aproveitar a vida. As escolhas que fazemos hoje têm impacto direto na qualidade de vida que teremos no futuro”, conclui Vendite.
Fonte: Vera Cruz Hospital