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	<title>Arquivos Semana de Compliance - Anahp</title>
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	<title>Arquivos Semana de Compliance - Anahp</title>
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		<title>Integridade, segurança assistencial e acreditação marcam segundo dia da 5ª Semana de Compliance Anahp</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2026 23:43:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Da seleção e do acompanhamento dos profissionais que participam do cuidado à conexão entre compliance, acreditação e qualidade hospitalar. O segundo dia da 5ª Semana de Compliance Anahp, realizado nesta [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/noticias/integridade-seguranca-assistencial-e-acreditacao-marcam-segundo-dia-da-5a-semana-de-compliance-anahp/">Integridade, segurança assistencial e acreditação marcam segundo dia da 5ª Semana de Compliance Anahp</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Da seleção e do acompanhamento dos profissionais que participam do cuidado à conexão entre compliance, acreditação e qualidade hospitalar. O <strong>segundo dia da 5ª Semana de Compliance Anahp</strong>, realizado nesta quinta-feira (27), <strong>aproximou a agenda de integridade da prática assistencial e da governança dos hospitais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na abertura, a gerente de Compliance da Anahp, Vivian Sueiro, destacou a <strong>integração entre as práticas de compliance, os princípios éticos e bioéticos e a própria assistência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Adriano Londres, membro do Conselho de Ética da Associação, também ressaltou a evolução dessa agenda ao longo dos últimos anos, com iniciativas como o Código de Ética, o Selo de Excelência Anahp – Compliance e, mais recentemente, o Programa de Transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Londres, esse processo deve ser entendido como uma <strong>construção contínua, na qual a Anahp atua como indutora de boas práticas, com uma abordagem voltada ao aprendizado e ao aprimoramento</strong>. Ele também homenageou José Henrique Germann, que integrou o Conselho de Ética da Associação, lembrando sua defesa da ética como prática cotidiana e seu legado para a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Integridade desde a entrada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro painel, “Integridade desde a origem: por que o cadastro profissional robusto é essencial para prevenir riscos e fortalecer a governança corporativa e clínica?”, reuniu:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Andreia Fernandez</strong>, executiva de Gestão de Riscos, Controles Internos, Compliance e Privacidade de Dados do A.C.Camargo Cancer Center;</li>



<li><strong>Felipe Kietzmann</strong>, diretor de Políticas Globais de Compliance na Gilead Sciences, membro do Conselho da Medfy e fellow do CBEXS.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto central da discussão foi que o <strong>risco clínico não começa necessariamente no centro cirúrgico, na UTI ou durante um procedimento. Ele pode surgir antes, na definição de quem entra na instituição, presta serviços em seu nome e participa do cuidado ao paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um ambiente que reúne profissionais contratados, autônomos, pessoas jurídicas, terceiros, empresas médicas e outros prestadores, avaliar apenas a competência técnica não é suficiente. O processo também precisa considerar integridade, requisitos regulatórios, comportamento ético e outros riscos relacionados à atuação profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por isso, o credenciamento foi apresentado como parte da estratégia de proteção do paciente e da própria instituição.</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>[DESTAQUE]</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>A segurança assistencial começa antes do atendimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Selecionar, qualificar e acompanhar os profissionais que participam do cuidado faz parte da gestão de riscos e da governança clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Credenciar e acompanhar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Existe uma diferença importante entre permitir a entrada de um profissional e fazer a gestão de sua permanência na instituição</strong>. Informações avaliadas no credenciamento podem mudar ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acompanhamento pode considerar, por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manutenção das qualificações e dos requisitos profissionais;</li>



<li>processos éticos ou outras ocorrências surgidas após o ingresso;</li>



<li>conflitos de interesse;</li>



<li>mudanças em empresas prestadoras;</li>



<li>aderência aos padrões e protocolos da instituição.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eventos adversos, fraudes e outros problemas também raramente têm uma única origem</strong>. Em muitos casos, resultam de uma <strong>combinação de fragilidades</strong>, o que reforça a importância de acompanhar aspectos assistenciais, regulatórios, éticos e de integridade ao longo da permanência do profissional na instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Credenciamento e monitoramento, portanto, fazem parte de um mesmo processo. Essa visão também aproxima temas muitas vezes tratados separadamente, como risco clínico, fraude, qualidade assistencial e compliance.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O credenciamento além da burocracia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O credenciamento produz efeitos em diferentes dimensões da organização. Além dos aspectos legais e regulatórios, estão envolvidos governança clínica, gestão de riscos, qualidade e segurança assistencial e a própria relação do hospital com seu corpo clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A análise começa pelas qualificações e pela regularidade do profissional, mas pode avançar para a definição dos privilégios clínicos — quais atividades e procedimentos ele está autorizado a realizar de acordo com sua especialidade, experiência e qualificações.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa visão mais ampla, a gestão do corpo clínico também pode envolver <strong>comunicação, educação continuada, acompanhamento de indicadores e critérios diferentes conforme o vínculo</strong>, o perfil e a área de atuação do profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Monitoramento contínuo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte dessas verificações precisa continuar depois do credenciamento e a tecnologia pode ajudar a organizar informações, automatizar consultas e permitir que diferentes áreas acompanhem alterações relevantes ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para organizações que ainda estão estruturando esse processo, alguns primeiros passos apontados foram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>qualificar adequadamente o profissional;</li>



<li>definir os privilégios clínicos;</li>



<li>formalizar a adesão ao Código de Conduta e aos protocolos aplicáveis;</li>



<li>registrar potenciais conflitos de interesse.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O trabalho também depende da integração entre áreas e do apoio da liderança.</strong> Compliance, diretoria clínica, qualidade, gestão de riscos e outras estruturas do hospital podem reunir informações diferentes sobre os mesmos profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Construir aliados, compartilhar informações com transparência e deixar claro o propósito dessas verificações ajuda a transformar o compliance em uma agenda de prevenção que alcança diferentes áreas, níveis e relações da organização.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qualidade e integridade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo painel, “Excelência e Integridade: como os processos de compliance se conectam com a acreditação hospitalar e elevam os padrões de qualidade”, reuniu:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Camilla Covello</strong>, membro do Conselho da ISQua e cofundadora da QGA;</li>



<li><strong>José Henrique Salvador</strong>, CEO da Rede Mater Dei de Saúde.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A conversa partiu da aproximação entre duas agendas que durante muito tempo foram tratadas separadamente. Qualidade hospitalar costumava estar mais associada a protocolos, indicadores, segurança do paciente e acreditação. Hoje, as avaliações também avançam sobre governança, gestão de riscos, transparência, ética, cultura organizacional e proteção de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mudança acompanha uma compreensão mais sistêmica das falhas, em que um problema nem sempre decorre apenas da ausência ou do descumprimento de um protocolo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comunicação, responsabilização, conflitos de interesse e a forma como a organização toma decisões também interferem nos resultados. Por isso, a integridade passou a fazer parte da discussão sobre excelência hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da conformidade à prática</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O atendimento aos requisitos continua necessário, mas a acreditação vem ampliando o olhar sobre a efetividade dos processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pergunta deixa de ser apenas se determinada política ou estrutura existe e passa a incluir se ela funciona na prática.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, documentos demonstram intenção. A prática consistente é que mostra se os padrões foram efetivamente incorporados à organização. Essa integração também precisa aparecer para quem está na ponta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O paciente não vivencia separadamente qualidade, compliance, governança ou acreditação: ele percebe o resultado desse conjunto na segurança, na qualidade e na experiência do cuidado.</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>[DESTAQUE]</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>O padrão precisa funcionar todos os dias</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qualidade e integridade se consolidam quando deixam de depender do momento da avaliação e passam a fazer parte da cultura e das decisões da instituição.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">José Henrique apresentou a experiência da Rede Mater Dei, onde qualidade, padronização e compliance participam conjuntamente das discussões estratégicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, a acreditação não deve levar o hospital a produzir processos apenas para atender à avaliação externa. Os padrões precisam ser incorporados à rotina e fazer sentido para quem os executa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Governança e cultura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração entre qualidade e compliance também depende da posição que essas agendas ocupam dentro da governança. José Henrique destacou a <strong>importância de manter compliance e auditoria próximos dos espaços de decisão e conectados aos objetivos de longo prazo da organização.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Camilla acrescentou que <strong>maturidade institucional não significa ausência de problemas</strong>. Ela aparece na capacidade de identificar, comunicar, discutir e tratar falhas e riscos, aprendendo com eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, é importante criar um ambiente em que as <strong>pessoas possam relatar problemas sem medo e no qual a resposta tenha também um caráter educativo, em vez de ser guiada apenas pela punição.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa lógica também alcança profissionais e <strong>serviços terceirizados</strong>. Independentemente do vínculo, <strong>quem atua dentro da instituição precisa estar inserido nos padrões de qualidade e integridade definidos pelo hospital</strong>, com critérios de seleção, orientação, treinamento e acompanhamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que muda na acreditação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os próximos ciclos, Camilla apontou uma tendência de menor dependência de evidências apenas formais e maior atenção à capacidade das instituições de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>aprender com os processos e problemas;</li>



<li>antecipar riscos;</li>



<li>demonstrar resultados;</li>



<li>sustentar as melhorias ao longo do tempo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também devem ganhar espaço temas como cultura de segurança, governança, dados, inteligência artificial e participação do paciente. <strong>A questão central deixa de ser apenas se determinado processo existe e passa a incluir se ele funciona, gera resultado e consegue se manter.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate também mostrou que diferentes <strong>metodologias de acreditação podem oferecer referências complementares.</strong> Na experiência apresentada pela Rede Mater Dei, aprendizados de diferentes modelos são incorporados ao padrão institucional e compartilhados entre as unidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para José Henrique, <strong>compliance e integridade formam a base sobre a qual também se sustentam qualidade, segurança e perenidade</strong>. Uma estrutura íntegra contribui para preservar os resultados operacionais, financeiros e assistenciais no longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Integração e confiança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao encerrar a 5ª Semana de Compliance, Vivian Sueiro destacou integração e confiança como ideias que atravessaram os dois dias de debates.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os temas discutidos devem alimentar novas conversas no GT de Compliance e apoiar hospitais e profissionais na aproximação entre integridade, governança e as diferentes áreas da organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista na íntegra: </strong></p>



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