Frio aumenta a ocorrência de doenças respiratórias

A temporada de frio e seca na capital do país é um “convite” para as doenças respiratórias. Elas se caracterizam por processos inflamatórios ou obstrutivos das vias aéreas superiores e apresentam sintomas como obstrução nasal, roncos, coriza, espirros, prurido (“coceira”) nasal e ocular, dor na face, alteração de olfato e tosse.

“As rinites e rinossinusites são as doenças mais comuns, podendo ser de causa alérgica, infecciosas (virais, bacterianas ou fúngicas), medicamentosas, hormonal ou de períodos específicos da vida como a rinite do lactente e a do idoso”, explica a médica Larissa Vilela, otorrinolaringologista do Hospital Anchieta. De acordo com ela, essa época do ano potencializa a irritação das vias respiratórias e a transmissão de doenças infecciosas virais.

Para a prevenção, a dica é manter o ambiente livre de agentes alérgenos como ácaros, presentes, principalmente, na poeira doméstica, fungos e pêlos de animais, e de irritantes respiratórios como fumaça de cigarro e poluição. “A base do tratamento das doenças nasais consiste na lavagem do local com soluções salinas associadas ao uso de antialérgicos, corticosteroides e descongestionantes orais ou tópicos, a depender dos sintomas do pacientes”, esclarece a otorrino.

Além disso, ela indica a ingestão de 3-4 litros de água por dia, lavar as narinas com soluções fisiológicas e evitar exposições ao ar condicionado. As crianças e idosos merecem atenção especial por serem populações mais vulneráveis às doenças, especialmente as respiratórias. Os cuidados pessoais e com o ambiente devem ser redobrados nesses pacientes.

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