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	<title>Arquivos suicídio - Anahp</title>
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	<title>Arquivos suicídio - Anahp</title>
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		<title>Setembro Amarelo: como pedir e oferecer ajuda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 19:10:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leia matéria completa sobre a iniciativa Setembro Amarelo e a importância de conversar e cuidar da saúde mental.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/SDS-_-Setembro-Amarelo-16x9-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-21377" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/SDS-_-Setembro-Amarelo-16x9-1-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/SDS-_-Setembro-Amarelo-16x9-1-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/SDS-_-Setembro-Amarelo-16x9-1-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/SDS-_-Setembro-Amarelo-16x9-1-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/SDS-_-Setembro-Amarelo-16x9-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, a campanha de prevenção ao suicídio Setembro Amarelo, que acontece desde 2013, tem como lema “Se precisar, peça ajuda!”. A ideia é trabalhar na prevenção desse problema que ainda é visto como tabu e que se tornou uma questão de saúde pública, necessitando de mobilização e engajamento da sociedade como um todo em uma abordagem sem preconceito nem estigmas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha chama à conscientização sobre a importância da vida e busca colocar luz sobre questões que se mostram fundamentais nessa luta: segundo as entidades que encabeçam o movimento &#8211; Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e Conselho Federal de Medicina (CFM), praticamente 100% dos casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, sobretudo não diagnosticadas ou tratadas incorretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso quer dizer que a maioria poderia ter sido evitada por meio do acesso a tratamento psiquiátrico e informações de qualidade, por exemplo, sobre como procurar ou oferecer ajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O psiquiatra José Marcelino da Silva Garcia, da Unidade de Saúde Mental do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC), explica que é fundamental que a pessoa que está sofrendo consiga identificar a necessidade de buscar auxílio o mais cedo possível, antes que a situação piore e que o quadro fique mais difícil de ser tratado. “Sempre que a pessoa apresentar uma ideação suicida, mesmo que ela não esteja planejando ativamente tirar a própria vida, ela deve procurar um profissional capacitado – psicólogo ou psiquiatra. Há sinais anteriores ao suicídio que demostraram um quadro de esgotamento ou um quadro de depressão, por exemplo.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mundo todo, mais de 700 mil casos de suicídio são registrados por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – mas estima-se que essa taxa possa chegar a 1 milhão, já que nem todos os episódios são notificados oficialmente. No Brasil, ocorrem cerca de 14 mil casos anuais (ou 38 por dia). E, nas Américas, ao contrário de outras regiões, os índices mostram que as taxas estão aumentando.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abaixo, veja respostas às seguintes perguntas sobre suicídio:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Como pedir ajuda?</strong></li>



<li><strong>Como oferecer ajuda ao paciente?</strong></li>



<li><strong>Existem fatores de risco?</strong></li>



<li><strong>Como prevenir?</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como a pessoa que está sofrendo pedir ajuda e evitar o suicídio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O psiquiatra José Marcelino da Silva Garcia descreve que pessoas com tristeza muito intensa, sensação de invalidez, dificuldade para executar atividades do dia a dia ou em isolamento social precisam procurar ajuda. É o caso de alguém que não consegue levantar da cama não por preguiça, mas por essa tristeza intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sempre que esses sintomas aparecem, quando os sentimentos estão tendo impacto negativo nas atividades diárias, nós nos preocupamos. Como quando a pessoa não consegue levantar para trabalhar ou quando a vontade de ficar sozinho é tão grande, que a pessoa não sai com os amigos”, afirma o psiquiatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como oferecer ajuda a quem corre risco de suicídio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer alguém que esteja precisando de ajuda não é uma tarefa muito fácil. Um dos caminhos é se atentar aos discursos e tentar perceber se há algo relacionado ao desinteresse pela vida. Se sim, é sinal de alerta vermelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Precisamos lembrar que a depressão e os transtornos de humor, de maneira geral, têm várias outras exacerbações de sentimentos, que não só a tristeza. Pode ser irritabilidade, ansiedade intensa…&#8221;, explica Garcia. &#8220;Tudo isso pode nos ajudar a perceber que a pessoa está passando por um sofrimento mental e precisa de ajuda o quanto antes. Precisamos ficar atentos a essas oscilações de humor, principalmente se forem muito intensas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é preciso, portanto, esperar que alguém peça ajuda, mas é possível, e recomendável, agir antes. “Se tenho um parente ou amigo e noto que ele não está bem, que tem muita coisa acontecendo e que as oscilações de humor são grandes, que ele está sempre muito triste, sempre abatido e não é mais quem costumava ser, preciso ativamente ir até ele. Preciso sentar, conversar e perguntar se precisa de ajuda&#8221;, diz o psiquiatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista dá algumas dicas, como evitar qualquer abordagem em público, próximo de outros amigos e conhecidos. E talvez seja até o caso de tomar à frente e procurar ajuda profissional para a pessoa. &#8220;Às vezes não sabemos bem o que fazer, mas se conseguirmos falar ‘marquei uma consulta para você’ isso já é muita coisa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Existem fatores de risco para o suicídio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cartilha “Suicídio – Informando para prevenir”, o CFM menciona dois fatores de risco principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tentativa prévia de suicídio;</li>



<li>Transtornos mentais, como depressão, transtorno bipolar, dependência de álcool ou outras drogas e transtornos de personalidade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O material cita ainda fatores adicionais, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aspectos psicológicos (como perdas recentes; baixa resiliência; personalidade impulsiva, agressiva ou de humor instável; histórico de abuso físico ou sexual na infância; sentimento de desesperança, desespero ou desamparo)</li>



<li>Aspectos sociais (como desemprego, isolamento social, populações vulneráveis)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“O suicídio, em si, é multicausal e depende, no mínimo, de fatores sociais, econômicos e orgânicos. Tem o adoecimento psiquiátrico, mas tem outras causas que influenciam para que isso ocorra”, afirma Garcia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diferentes populações, diferentes fatores podem influenciar, como a questão de renda, por exemplo. Por outro lado, ressalva o psiquiatra, há países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto que também têm taxas elevadas de suicídio. “Não existe exatamente uma regra”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como o suicídio pode ser prevenido em âmbito público?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS indica que o estigma social e a falta de sensibilização continuam a ser grandes barreiras para quem procura ajuda, e lista quatro medidas preventivas principais baseadas em evidências:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Restrição do acesso a meios para se cometer suicídio, como armas de fogo;</li>



<li>Investimento em políticas de saúde mental, com informações sobre tratamento, locais de apoio etc.;</li>



<li>Investimento em políticas públicas para redução do consumo de álcool ou outras drogas;</li>



<li>Atuação adequada da imprensa ao noticiar casos de suicídio &#8211; cobertura responsável, sem sensacionalismo ou descrições detalhadas do método utilizado para que não sirva de “gatilho” ou “incentivo”.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as políticas de saúde mental, o médico José Marcelino da Silva Garcia identifica a importância de se fornecer informação de qualidade para incentivar a busca por um profissional habilitado. “Isso reduz as taxas de suicídio de forma considerável e a pessoa tem que ter portas abertas para chegar a um local adequado e ser atendida prontamente.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O psiquiatra menciona ainda a importância de o poder público tomar ações práticas, como a instalação de guarda-corpos ou telas de proteção em pontes ou prédios, por exemplo. “Mudanças estruturais simples, como essas, são muito necessárias, por que talvez faça com que a pessoa repense a atitude.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao consumo de álcool e drogas, Garcia explica que esses hábitos podem representar um tipo de escape para algumas pessoas que estão em sofrimento mental, o que pode acabar gerando outro malefício ou tentativa de autoextermínio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Setembro Amarelo: especialistas falam sobre a importância da prevenção ao suicídio</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/setembro-amarelo-especialistas-falam-sobre-a-importancia-da-prevencao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 13:12:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[bipolaridade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio organizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), chama a atenção para a importância da prevenção. Se informar para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave. Leia a matéria completa.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Considerado uma questão de saúde pública, o suicídio acende um alerta em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, apenas no primeiro ano da pandemia, 53 milhões de pessoas desenvolveram depressão e 76 milhões tiveram ansiedade. No total, os 129 milhões de novos casos representaram uma alta de 28% e 26% de incidência desses transtornos.</p>
<p>O Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio organizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), é mais uma oportunidade de chamar a atenção para essas questões, e destacar a importância de se falar sobre saúde mental.</p>
<p>Psiquiatra integrante do corpo clínico do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo (RS), Juliano Nogara acredita que pensar sobre os transtornos mentais é prevenir o suicídio. “O grande objetivo do Setembro Amarelo é lembrar que devemos cuidar da saúde mental e avaliar se está tudo bem consigo. A melhor forma de fazer isso é procurar um profissional de saúde mental, um médico psiquiatra e um psicólogo”, diz.</p>
<p>Para Gabriela Pinheiro Reis, psicóloga da Fundação São Francisco Xavier, a campanha é fundamental para a conscientização e a promoção da informação correta. “E, principalmente, incentivar pessoas que estejam passando por momentos difíceis a buscarem ajuda”, comenta.</p>
<p><strong>Fatores de risco</strong></p>
<p>As principais doenças mentais associadas ao suicídio são a depressão, a bipolaridade e a esquizofrenia. A depressão existe em vários níveis, desde a mais leve à mais grave. Entre os principais sintomas estão: tristeza profunda, desânimo (dificuldade em realizar tarefas cotidianas, como levantar da cama, tomar banho, trabalhar) desesperança e baixa autoestima.</p>
<p>O transtorno da bipolaridade é caracterizado pela alternância de dois estados emocionais opostos, caracterizado por períodos de extrema tristeza ou intensa euforia, essa última também conhecida como mania. “Acredita-se que, se não fosse a fase depressiva da bipolaridade, uma pessoa não teria tendência suicida. Mas é ao contrário. Na fase depressiva ela não tem forças para isso. Já na mania, ela adquire essa força vital”, explica Gabriela Pinheiro.</p>
<p>A esquizofrenia é um distúrbio da mente dividida e é marcada por surtos em que o mundo real acaba substituído por delírios e alucinações. “Ela é considerada um fator de risco para o autoextermínio por causa das alucinações e delírios, quando o indivíduo ouve vozes ou vê coisas que podem levá-lo a cometer um ato fatal”.</p>
<p>Alguns sinais de alerta devem ser monitorados e observados com atenção. Um dos principais é quem já passou por uma tentativa de suicídio, pois, quem já tentou uma vez, pode fazê-lo novamente.</p>
<p>Outro sinal importante são discursos que remetem a um vazio existencial, ou seja, indivíduos que vivem dizendo frases como “a vida não tem graça”, “não vejo sentido na minha existência”, “eu sou um peso para vocês”. “Esse tipo de discurso não deve ser ignorado por amigos e familiares”, alerta a psicóloga.</p>
<p><strong>Como ajudar</strong></p>
<p>As doenças mentais precisam ser encaradas sem preconceito. “Não é frescura. Depressão, bipolaridade e ansiedade são doenças que devem ser diagnosticadas e tratadas o quanto antes”, enfatiza Pinheiro.</p>
<p>É importante sempre manter uma rede de apoio, formada por amigos e familiares, como porta de entrada para outras medidas que devem ser tomadas. O próximo passo é procurar a ajuda de um especialista, o qual terá as ferramentas necessárias para ajudar as pessoas com transtornos mentais.</p>
<p>Nogara faz a mesma recomendação. Segundo o especialista, há alguns mecanismos que podem funcionar como forma de prevenção, como a importância de se manter uma rede de apoio. “É importante acolher a pessoa que está sofrendo. Na maioria das vezes, a ideação suicida está relacionada a duas situações: um pedido de socorro e/ou um grito de dor”, afirma.</p>
<p><em>Fonte: edição dos textos originados pelo Hospital São Vicente de Paulo (RS) e pela Fundação São Francisco Xavier (Hospital Márcio Cunha)</em></p>
<p><strong>Leia mais</strong><br />
&#8211; <a href="https://saudedasaude.anahp.com.br/conheca-a-plataforma-digital-abertamente-para-falar-sobre-saude-mental/">Conheça a plataforma digital “Abertamente” para falar sobre Saúde Mental</a><br />
&#8211; <a href="https://saudedasaude.anahp.com.br/vamos-falar-sobre-saude-mental/">Vamos falar sobre saúde mental?</a><br />
&#8211; <a href="https://saudedasaude.anahp.com.br/saude-4-0-tecnologia-e-humanizacao-juntas-no-cuidado-com-o-paciente/">Saúde 4.0: tecnologia e humanização juntas no cuidado com o paciente</a></p>
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		<title>Conversar pode evitar suicídios: saiba como ajudar</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/conversar-pode-evitar-suicidios-saiba-como-ajudar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[anamachado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Sep 2021 21:36:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabia que conversar pode prevenir suicídios? No #SetembroAmarelo, reforçamos a importância do cuidado com a #saudemental. Confira dicas de uma especialista para ajudar a evitar mais casos.  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Mais de 13 mil suicídios são registrados todos os anos no Brasil – e mais de 1 milhão, no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Para prevenir e reduzir estes números, existe a campanha Setembro Amarelo, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina.</p>
<p>“Entender o suicídio é uma questão complexa, já que ele envolve fatores de ordem genética, psicológica, sociológica e biológica, seja por momentos de crise, brigas em relacionamentos, impulso, falta de oportunidades ou desilusão pela vida”, explica Mônia Bresolin, psiquiatra e psicogeriatra que integra o corpo clínico do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC).</p>
<p>Embora não haja causas únicas que expliquem o suicídio, é válido mencionar as mais recorrentes:</p></div>
<div>&#8211; estresse social</div>
<div>&#8211; perda de emprego</div>
<div>&#8211; dificuldades financeiras (não à toa, 75% dos países que registram suicídios são emergentes ou subdesenvolvidos)</div>
<div>&#8211; problemas de relacionamento</div>
<div>&#8211; traumas, como abusos sexuais</div>
<div>&#8211; depressão</div>
<div>&#8211; esquizofrenia</div>
<div>&#8211; abuso de álcool</div>
<div>&#8211; baixa autoestima</div>
<div>&#8211; sofrimento em relação à orientação sexual</div>
<div>&#8211; dificuldade de enfrentar problemas</div>
<div>&#8211; doenças e dores crônicas</div>
<div>&#8211; acontecimentos destrutivos, como grandes conflitos</div>
<div></div>
<div>&#8220;Esses fatores podem aparecer isoladamente e, em alguns casos, ainda, combinados&#8221;, frisa a profissional.<br />
<strong><del><br />
</del></strong><strong>Todos podem ajudar a prevenir<br />
</strong><br />
Para mudar essa situação, uma alternativa apontada pela especialista é conversar abertamente sobre o tema. “Para ajudar uma pessoa a evitar o suicídio, é preciso perguntar sobre o assunto. A ideia que se tem é que, ao falar sobre suicídio, o risco de alguém realmente tirar a própria vida aumenta, mas isso não é verdade. Também é possível incentivar a pessoa a procurar ajuda, de preferência em um pronto atendimento médico”, reforça a psiquiatra.</div>
<div></div>
<div>“Não minimize qualquer conversa ou comportamento auto prejudicial e não subestime comportamentos por atenção. Pensamentos e ideações suicidas são uma emergência médica”, aponta.</p>
<p>Mônia também frisa a importância de uma cultura de escuta e empatia no ambiente familiar: &#8220;Quando se tem a abertura para o diálogo, sem críticas ou preconceitos, tem-se a oportunidade de identificar alguma alteração de comportamento da pessoa que convive no mesmo ambiente e, dessa forma, poder ajudá-la, incentivando que procure avaliação com médico psiquiatra para saber se está tudo bem”.</p></div>
<div>
<strong>De olho na saúde mental</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div>A atenção à saúde mental também é fundamental para diminuir o número de suicídios. &#8220;É comum que os casos estejam relacionados a transtornos mentais, como depressão e ansiedade&#8221;, explica Mônia.<strong><br />
</strong><br />
Estudos mostraram um panorama geral dos transtornos mentais na população adulta, com índices que variaram entre 20% e 56%, acometendo principalmente mulheres e trabalhadores.</p>
<p>Confira alguns sinais de alerta, apontados pela psiquiatra, para doenças da saúde mental:</p></div>
<div>&#8211; Insônia</div>
<div>&#8211; Desânimo ou falta de prazer ao fazer suas atividades</div>
<div>&#8211; Alteração de humor</div>
<div>&#8211; Irritabilidade</div>
<div>&#8211; Falta de concentração</div>
<div>&#8211; Perda de memória</div>
<div>&#8211; Taquicardia (batimento cardíaco acelerado)</div>
<div>&#8211; Respiração ofegante ou entrecortada (sensação de falta de ar)</div>
<div>&#8211; Formigamento</div>
<div>&#8211; Choro constante e estresse excessivo</div>
<div>&#8211; Tremores</div>
<div>&#8211; Tensão</div>
<div>&#8211; Perda ou ganho de peso</div>
<div>&#8211; Dores de cabeça</div>
<div>&#8211; Dores musculares</div>
<div>&#8211; Problemas gástricos e digestivos</div>
<div></div>
<div>“Para diagnosticar uma doença mental, é preciso realizar uma entrevista [consulta] com psiquiatra. Após avaliação de todos os dados do paciente, o médico terá condições de fazer o diagnóstico. Algumas vezes são necessários alguns exames complementares. Cada diagnóstico tem seu tratamento específico. Geralmente se faz com medicações e psicoterapia”, explica a profissional.</div>
<div>
Fonte: edição do texto original do Hospital Dona Helena</div>
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