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	<title>Arquivos mulher - Anahp</title>
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	<title>Arquivos mulher - Anahp</title>
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		<title>Dia Internacional da Mulher: 3 médicas que mudaram a história da medicina brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 13:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rita Lobato Lopes, Maria Odília Teixeira e Nise da Silveira: no Dia Internacional da Mulher, conheça as médicas brasileiras pioneiras no exercício da profissão O 8 de março, Dia Internacional [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><em>Rita Lobato Lopes, Maria Odília Teixeira e Nise da Silveira: no Dia Internacional da Mulher, conheça as médicas brasileiras pioneiras no exercício da profissão</em></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SDS-Social-Media-MAR25-Dia-da-Mulher-as-medicas-que-nos-inspiram_16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-24112" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SDS-Social-Media-MAR25-Dia-da-Mulher-as-medicas-que-nos-inspiram_16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SDS-Social-Media-MAR25-Dia-da-Mulher-as-medicas-que-nos-inspiram_16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SDS-Social-Media-MAR25-Dia-da-Mulher-as-medicas-que-nos-inspiram_16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SDS-Social-Media-MAR25-Dia-da-Mulher-as-medicas-que-nos-inspiram_16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SDS-Social-Media-MAR25-Dia-da-Mulher-as-medicas-que-nos-inspiram_16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é sempre um momento de reflexão. É hora de pensar naquelas que vieram antes e abriram portas para que, hoje, as mulheres do presente possam ocupar posições antes inimagináveis e demonstrar constantemente sua capacidade de entrega e transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda estamos longe do patamar ideal. Muito avanço já aconteceu, mas ainda há batalhas desafiadoras em torno de igualdade nos salários, responsabilidades e direitos. Contudo, se no presente existem inovações nos cuidados da saúde da mulher, muito se deve a médicas pioneiras do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste dia, vamos celebrar a memória e o legado dessas profissionais que se fizeram presentes e contribuíram para a transformação da nossa história. Conheça a seguir Rita Lobato Velho Lopes, Maria Odília Teixeira e Nise da Silveira, as pioneiras da medicina brasileira.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">De obstetra a vereadora: a trajetória de Rita Lobato Velho Lopes</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Filha de fazendeiros e estudante talentosa, Rita Lobato nasceu no Rio Grande do Sul e cursou Medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se formou em apenas 4 anos em um curso de 6 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda na faculdade, a médica já demonstrava seu interesse pela obstetrícia. Seu trabalho de conclusão de curso &#8220;Parallelo entre os méthodos preconizados na operação cesariana&#8221; foi publicado em 1887, quando ela tinha apenas 21 anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De volta ao Rio Grande do Sul, ela atuou como obstetra atendendo mulheres de todas as classes sociais até a sua aposentadoria. Rita oferecia consultas e fornecia remédios de graça, motivada pelo cuidado com suas pacientes acima de tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da atuação como médica, era militante de movimentos feministas e lutou pela defesa do voto feminino. Foi eleita vereadora no município de Rio Pardo (RS) em 1934, local onde viveu até o fim da sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rita foi uma figura inspiradora que ajudou a traçar um rumo para a próxima geração de aspirantes a médicas. Ela superou o preconceito e diversas barreiras que dificultavam a participação feminina na profissão, usando o espaço que ocupava para fomentar a saúde e inspirar gerações de médicas até os dias de hoje.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Maria Odília Teixeira: a primeira médica negra do Brasil</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ano era 1909 e o país ainda amargurava as consequências de uma abolição tardia da escravatura. Foi, também, o ano em que Maria Odília Teixeira, baiana de São Félix do Paraguaçu, contra todas as estatísticas, tornou-se a primeira mulher negra a se formar em medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela era filha do também médico José Teixeira que, apesar da profissão, tinha origem humilde. Além de médica, foi também a primeira professora negra da Faculdade de Medicina da Bahia. Maria Odília falava cinco línguas fluentemente, e foi pioneira na pesquisa da cirrose. Envolvida na política, foi uma voz importante na luta contra o totalitarismo e viu o seu esposo ser preso em 1964 pela Ditadura Militar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maria Odília morreu em 1970, aos 86 anos, e é um exemplo de representatividade até hoje em um país com apenas 3% de médicos pretos e 24% de pardos, segundo dados do<a href="https://www.fm.usp.br/fmusp/noticias/lancado-o-estudo-demografia-medica-no-brasil-2023"> levantamento Demografia Médica do Brasil</a>, realizado pela USP.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Nise da Silveira: a médica pioneira nos cuidados de saúde mental</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nise da Silveira se tornou conhecida a partir dos anos 1940, quando trabalhava no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Rio de Janeiro, onde dirigia o setor de terapia ocupacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde aquela época, sua bandeira era a humanização dos cuidados de saúde mental e combate às técnicas agressivas, como a lobotomia e o eletrochoque, comuns na época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No lugar de métodos invasivos e debilitantes, Nise trabalhava com arte, reinventando o próprio departamento e seus procedimentos, incluindo pintura e modelagem como terapias de recuperação dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos nomes mais importantes da psiquiatria brasileira e pioneira do que hoje conhecemos como luta antimanicomial, ela acreditava que os seus pacientes pudessem ressignificar a leitura de si e sua conexão com a realidade por meio de expressões criativas. Tudo isso em uma época dominada por homens e abordagens agressivas de tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O legado de Nise segue vivo e ainda se faz presente onde, hoje, existe psiquiatria humanizada baseada na arte, na criatividade e sem uso excessivo de medicamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostou de saber da história dessas médicas e quer saber mais sobre saúde, prevenção e bem-estar? Então acompanhe o blog Saúde da Saúde e fique por dentro.</p>
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		<title>Saúde da Mulher: prevenir o HPV é evitar o câncer de colo de útero</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-prevenir-o-hpv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 May 2023 19:28:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de colo do útero]]></category>
		<category><![CDATA[colo do útero]]></category>
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		<category><![CDATA[papilomavirus humano]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em algum momento da vida, a maioria das mulheres sexualmente ativas será infectada pelo HPV, podendo apresentar infecções recorrentes.  [...]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/thumb-blog-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-20842" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/thumb-blog-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/thumb-blog-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/thumb-blog-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/thumb-blog-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/thumb-blog.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher (28/5) é mais uma oportunidade de alerta para prevenção de uma doença que chega a alcançar de 25% a 50% da população feminina, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA): o <strong>HPV</strong>, sigla para Human Papillomavirus. Em português, o papilomavirus humano é um nome genérico de um grupo com mais de 100 tipos diferentes de vírus,  sendo 14 deles de alto risco (que podem provocar o câncer de útero).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algum momento de sua vida, a maioria das mulheres sexualmente ativas será infectada e algumas podem apresentar infecções recorrentes. “O HPV infecta pele e mucosas de localizações anatômicas, podendo acometer várias partes do corpo humano e causar diversos tipos de doenças benignas ou malignas. Esse vírus acomete, preferencialmente, o trato anogenital&#8221;, explica Roberta Pereira, ginecologista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transmissão do HPV acontece predominantemente por via sexual, mas também pode acontecer por meio da saliva, por perfuração ou corte com objetos contaminados pelo HPV e também da mãe infectada para o filho no momento do parto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda existe um tabu que relaciona o HPV à promiscuidade, e é importante acabar com essa ideia. Estima-se que o risco de uma pessoa ter contato com o HPV ao longo da vida chega a ser de 80%, ou seja, como é uma infecção muito frequente, basta ter uma vida sexual ativa para acabar sendo infectado. “Sabe-se que metade dos jovens até 25 anos apresentam algum tipo de HPV”, diz Elaine Wendland, médica epidemiologista do Hospital Moinhos de Vento, do Rio Grande do Sul.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Sintomas e diagnósticos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O HPV pode ser silencioso e, na maioria dos casos, não apresentar sintomas. Mas alguns subtipos podem provocar lesões, como verrugas e condilomas visíveis a olho nu e outras detectáveis apenas por meio do exame colposcópio e citológico (Papanicolau). Por isso, os exames preventivos regulares são tão importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As verrugas, quando aparecem, manifestam-se dentro e fora dos genitais de homens e mulheres – na vulva, vagina, colo de útero, região perianal, ânus e região pubiana. Apesar de menos frequente, também podem aparecer na mucosa nasal, oral e laríngea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale dizer que o vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente pelo organismo, sem que a pessoa sequer saiba que tenha sido infectada. “Nenhuma terapia garante a erradicação do HPV, o que se sabe é que a imunidade é a responsável por erradicar a maioria dessas infecções ao longo do tempo&#8221;, explica Pereira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez diagnosticado o HPV, a ginecologista explica que os fatores que vão influenciar a escolha do tratamento a ser seguido são: local acometido, tipo, tamanho de lesão, tempo de aparecimento. E podem ser empregados métodos químicos, cirúrgicos, eletrocauterização, laser e crioterapia.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Câncer de colo de útero</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todo HPV evolui para um câncer, mas o câncer não existe sem uma infecção adquirida previamente. “O risco oncogênico viral é ditado pela associação entre o tipo de HPV e o tipo de lesão tecidual desencadeada por sua infecção. Alguns estão associados exclusivamente a lesões benignas, como as verrugas e as lesões de baixo grau, de improvável progressão para malignidade, sendo classificados como baixo risco&#8221;, explica Renata Pereira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tipos 6 e 11 são considerados não oncogênicos, associados a verrugas genitais de homens e mulheres. Já os tipos 16 e 18 são responsáveis por causar até 70% dos cânceres de colo de útero e lesões pré-cancerosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com dados da organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o câncer de colo de útero é a principal causa de morte entre mulheres na América Latina e no Caribe. Apesar de ser altamente evitável, a doença mata 35,7 mil mulheres a cada ano nas Américas &#8211; a maioria (80%) desses casos ocorre nessa região. As taxas de mortalidade que são três vezes mais altas na América Latina e no Caribe em relação à América do Norte destacam as desigualdades existentes em termos de renda, gênero e acesso aos serviços de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal característica do câncer causado pelo HPV é que ele demora muitos anos para se desenvolver. As primeiras manifestações surgem entre 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal de infecção que, na maioria dos casos, é assintomática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mais do que uma infecção sexualmente transmissível, é um vírus que causa câncer. Essa é a grande importância dessa doença, e daí a relevância da prevenção”, explica a infectologista Wendland. Considerando a ausência de sintomas em muitos casos, a investigação do especialista é orientada pela identificação precoce do câncer, pois ele pode ser tratado e curado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do câncer de colo de útero é feito pelo exame histopatológico. O tratamento vai depender do estágio da doença, e entre as opções estão cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Os cuidados paliativos, para os casos mais graves, também são um elemento essencial do tratamento para aliviar a dor e o sofrimento.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Prevenção</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A via sexual não é a única forma de contaminação, mas é a principal. Portanto, o uso de preservativo é uma medida indispensável de saúde e higiene para evitar a disseminação não só do HPV, mas de outras infecções sexualmente transmissíveis. Lembrando que a doença é transmitida também por via oral, não apenas com a penetração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra medida preventiva é a vacinação antes do início da vida sexual. Os imunizantes protegem contra os tipos 16 e 18 do HPV, sendo recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e aprovadas para uso em muitos países. “As mulheres vacinadas apresentam menos risco, mas não estão isentas do risco de câncer cervical. Importante deixar evidente que as mulheres vacinadas devem continuar com o acompanhamento ginecológico e com a coleta de citologia cervical de rotina”, afirma Pereira.</p>



<h5 class="wp-block-heading">A vacina contra o HPV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A ginecologista da Rede São Camilo explica que atualmente existem três vacinas disponíveis: a quadrivalente contra HPV (6,11,16 e 18), a cervarix (HPV 16 e 18) e a HPV 9 (nonavalente HPV 52, 45, 33, 31, 18, 16 e 58, 11 e 6) &#8211; essa última é indicada para homens e mulheres entre 9 e 45 anos, com três doses a partir dos 15 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o Programa Nacional de Imunização (PNI) contempla atualmente meninas e meninos de 9 a 14 anos com a vacina quadrivalente (4V), que é oferecida via SUS com esquema de duas doses. Estão inclusos nos grupos prioritários pacientes oncológicos e pessoas com HIV, que estejam na faixa dos 9 a 45 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2015, foi licenciada e recomendada nos Estados Unidos, pela ACIP (Advisory Committee on Immunization Practices), uma nova formulação da vacina que, além dos quatro tipos de HPV incluídos na 4V, contempla cinco outros tipos oncogênicos de HPV (31, 33, 45, 52 e 58). Chamada Gardasilâ 9V, sua comercialização foi liberada em março deste ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em clínicas privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na rede básica gratuita de saúde, a vacina disponível permanece sendo a quadrivalente, ou Gardasil 4V.</p>
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		<title>Prevenção, diagnóstico e saúde mental: a importância da conscientização no Outubro Rosa</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/prevencao-diagnostico-e-saude-mental-a-importancia-da-conscientizacao-no-outubro-rosa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 18:48:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Outubro Rosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico precoce do câncer de mama pode aumentar as chances de cura da doença para até 95%. No entanto, a doença também ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as brasileiras. Por isso, o acompanhamento médico e a rotina de exames são tão importantes.  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Criada na década de 1990, a campanha do Outubro Rosa pontua a importância da conscientização sobre o câncer de mama. Afinal, com o <a href="https://saudedasaude.anahp.com.br/outubro-rosa-incidencia-de-cancer-de-mama-seguira-alta-e-diagnostico-precoce-e-o-caminho-para-salvar-vidas/">diagnóstico precoce</a>, há 95% de chance de cura da doença, como aponta um estudo divulgado recentemente pela Faculdade de Medicina da USP. No entanto, a <a href="https://saudedasaude.anahp.com.br/5-informacoes-essenciais-para-a-prevencao-do-cancer-de-mama/">prevenção</a> ainda deixa a desejar: 54% das mulheres no Brasil desconhecem a importância da mamografia, segundo uma pesquisa realizada pelo Ipec. Então, vamos conversar sobre o assunto?</p>
<p>A doença surge quando células começam a se multiplicar de forma anormal na mama, crescem e formam um nódulo, ou seja, um tumor maligno com potencial para se disseminar no organismo. A mamografia (um tipo de raio-x que emite baixa dose de radiação) é o método indicado – e mais eficaz – para o diagnóstico.</p>
<p>O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos realizem a mamografia anualmente. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda que o exame seja feito a partir dos 40 anos. “O que indicamos é que a mulher busque um médico especialista e discuta com ele qual melhor idade para realizar a mamografia. Cada mulher é única, algumas têm histórico familiar e existem fatores que aumentam o risco”, comenta o oncologista da Fundação São Francisco Xavier, Luciano Viana.</p>
<p>Com atuação na Rede D’Or São Luiz, o oncologista José Bines observa que ainda está presente na cabeça de muitas pessoas a ideia de que “quem procura, acha”. “Também vemos casos de mulheres que evitam o exame devido à dor que ele provoca ou ao medo da exposição à radiação, apesar do procedimento ser comprovadamente seguro e indicado pelos melhores especialistas como a principal forma de prevenção”, relata. O resultado é que há casos em que mulheres acabam recorrendo ao exame somente quando percebem algum sintoma, o que normalmente indica que a doença está em um estado avançado, com sérios riscos à saúde.</p>
<p><strong>Diminuição na faixa de idade</strong></p>
<p>Embora raro, há casos pessoas diagnosticadas com a doença bem mais cedo do que o normal. “Infelizmente o câncer de mama pode acometer mulheres em idades muito precoces, com menos de 35 anos. Percebemos hoje um aumento no número de casos mais jovens, muitas vezes relacionados a hábitos de vida: alimentação rica em gorduras, pouca atividade física, uma vida muito estressante. Isso tudo acaba trazendo não só riscos cardiovasculares, mas também propensão à formação de câncer”, diz Viana.</p>
<p>De fato, a incidência de câncer antes dos 50 anos tem crescido a cada geração. É o que indica uma pesquisa publicada na revista especializada Nature Reviews Clinical Oncology, feita por pesquisadores da Universidade de Harvard, que destaca o aumento da ocorrência da doença entre adultos jovens nas próximas décadas. De acordo com a publicação, esse aumento já vinha sendo detectado antes da pandemia de Covid-19, quando um levantamento da American Cancer Society, de 2019, relatou que uma em cada oito mulheres que viverem até os 75 anos terão diagnóstico de câncer de mama.</p>
<p>Bines explica que o histórico familiar é importante, pois entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama ocorrem devido a uma predisposição herdada. “Quando há casos na família, é preciso ter ainda mais atenção com a prevenção”, alerta. Nesses casos, pode ser importante uma avaliação por um oncogeneticista, que vai investigar se há mutações herdadas que facilitariam o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.”</p>
<p>Além disso, segundo o especialista, a radioterapia no tórax aumenta o risco de desenvolver um câncer de mama. Por isso, se a mulher tiver feito qualquer tratamento que incluiu esse procedimento, deve manter um rigoroso acompanhamento médico.</p>
<p><strong>Saúde mental</strong></p>
<p>Para Flávia Andrade, psicóloga do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o mais importante é entender as emoções vividas pela paciente. “O diagnóstico oncológico é sempre impactante. E pode trazer tristeza e choro, que são normais em uma situação como essa, e fazem parte do processo. Mas, caso a paciente não consiga se reorganizar para enfrentar o tratamento, pode ser necessário um suporte profissional”, esclarece a psicóloga.</p>
<p>O amparo de amigos e familiares é imprescindível. “É importante contar com uma rede de apoio que se coloque à disposição, tentando entender a necessidade da pessoa. Respeitar o tempo e o espaço da pessoa é fundamental”, alerta.</p>
<p>Outro aspecto importante é manter um diálogo aberto com o médico. “A paciente deve sempre tirar as suas dúvidas e lembrar que o médico é sua referência de informações, ou seja, evitar buscar opiniões em outros locais. Além disso, ela precisa tentar vivenciar uma etapa de cada vez, porque no tratamento oncológico o cronograma pode mudar, de acordo com a resposta de cada uma. Assim, a esperança e a confiança são fundamentais para enfrentar o processo”, aconselha.</p>
<p>Com relação à autoestima, especialmente a perda dos cabelos e sobrancelhas, a psicóloga orienta: “Cada uma deve buscar aquilo que a fizer sentir mais confortável, seja com a cabeça raspada, com um lenço ou com uma prótese (peruca), maquiada ou sem maquiagem. O mais importante é lembrar que, apesar do cabelo ter muito a ver com auto imagem, essa transformação é temporária. Toda mulher muda a cor do cabelo, ou o corte e continua sendo ela mesma”, diz.</p>
<p><em><strong>Fonte: Hospital Oswaldo Cruz, Rede D’Or São Luiz e Fundação São Francisco Xavier</strong></em></p>
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		<title>Pesquisa aponta que mulheres deixaram de lado consulta de rotina no ginecologista em 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 13:06:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[AC Camargo Cancer Center]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[colo do utero]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de entender o nível de conhecimento das mulheres sobre o câncer de colo do útero e contribuir para diminuir a desinformação sobre a doença no Brasil, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o objetivo de entender o nível de conhecimento das mulheres sobre o câncer de colo do útero e contribuir para diminuir a desinformação sobre a doença no Brasil, o Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) aplicou o questionário online “O que as mulheres sabem sobre câncer de colo do útero e HPV?”. A pesquisa contou com a adesão de 548 mulheres a partir de 18 anos. Em meio ao impacto da pandemia de covid-19, apenas pouco mais da metade (55,7%) das entrevistadas passaram por ao menos uma consulta de rotina no ginecologista em 2020.</p>
<p>Dentre as que marcaram consulta, 58,4% foram pela saúde suplementar e 41,1% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em relação ao nível de instrução apresentado na amostra, 41,6% têm ensino superior completo (graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado). A principal ocupação foi profissional liberal (19,6%), porém 28,6% das participantes estão desempregadas. Majoritariamente, as mulheres entrevistadas são casadas (55,7%) e tem filhos (74,6%).</p>
<p>Na amostra, 12% responderam ter recebido o diagnóstico de um tipo de câncer, sendo os mais comuns o de mama e o de colo do útero. “A pesquisa fornece dados que suscitam temas para reflexão. Mesmo entre as mulheres, que são mais zelosas com a saúde, foi baixa a procura por consulta de rotina. A pandemia continua e é fundamental fortalecer o alerta sobre a importância de prevenir o câncer de colo do útero, uma doença que, com o exame de Papanicolau e a vacina contra HPV, é evitável”, destaca Andréa Gadêlha Guimarães, oncologista clínica do IUCR)e do A.C.Camargo Cancer Center.</p>
<p><strong>Exame de Papanicolau<br />
</strong>Entre as entrevistadas, 85,2% reconhecem o Papanicolau como sendo o principal exame para diagnóstico de câncer de colo do útero e 82% realizam o exame de rotina, com intervalo entre um e três anos. Entre os 18% que não realizam o exame rotineiramente ou nunca o fizeram, as principais causas apontadas foram ser um exame desconfortável e medo de sentir dor.</p>
<p>Ao serem questionadas sobre sinais e sintomas, 88% responderam corretamente que, no estágio inicial, o câncer de colo do útero não apresenta sintomas e que com o avanço da doença podem ocorrer: corrimento vaginal de cor escura; sangramento vaginal após a relação sexual; dor durante o sexo; sangramento vaginal anormal (após a menopausa ou entre períodos menstruais) etc. Além disso, 96% mostraram conhecimento ao afirmar que o câncer de colo do útero é uma doença que pode acometer mulheres de todas as idades e mais de 90% apontaram que o especialista mais indicado para tratar a doença é o oncologista ou ginecologista.</p>
<p>Entre os pontos de atenção, alerta Andréa Gadêlha, está o fato de uma entre quatro mulheres desconhecerem a infecção pelo HPV como principal causa de câncer de colo do útero. Na amostra, 23,4% apontaram outras causas (tabagismo, ter mais de 40 anos, obesidade, início precoce da vida sexual e prática sexual com muitos parceiros e sem camisinha). “Outra questão para a qual devemos estar atentos é que metade (50,1%) respondeu &#8216;falso&#8217; ou &#8216;não sei&#8217; para a afirmação que o câncer de colo do útero é um dos tipos mais fáceis de serem evitados”, observa a especialista.</p>
<p><strong>Vacina sem gênero<br />
</strong>A vacina contra o vírus HPV é indicada para meninos e meninas como estratégia para evitar o câncer de colo do útero, como também para prevenir câncer de pênis, ânus e orofaringe. No entanto, a maioria das entrevistadas (53,8%) responderam “falso” ou “não sei” para a afirmação de que o HPV está relacionado com câncer de pênis, ânus e orofaringe nos homens.</p>
<p>“É uma evidência do quão importante é falarmos com a população, cada vez mais, sobre a importância de se imunizar também os meninos”, ressalta Andréa Gadêlha. Entre os mitos, um que se destaca é o fato da maioria (57,7%) acreditar que o uso de preservativo durante a relação sexual protege totalmente contra o HPV quando, na verdade, embora a camisinha seja uma aliada importante para prevenir esta e outras infecções sexualmente transmissíveis, o vírus pode estar em áreas que camisinha não protege, como vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal. Por isso, é fundamental, para evitar o HPV, associar o uso de preservativo com a imunização pela vacina.</p>
<p><em>Fonte: edição do texto original do IUCR.</em></p>
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