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	<title>Arquivos endometriose - Anahp</title>
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	<title>Arquivos endometriose - Anahp</title>
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		<title>O que é endometriose?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2022 11:27:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[endometriose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada dez pessoas sofre com endometriose no Brasil. A doença é difícil de ser diagnosticada, principalmente pelos sintomas serem confundidos como algo comum da menstruação. No entanto, os médicos alertam que viver com dor não é algo para normalizar.  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente, a cantora Anitta jogou luz sobre um assunto muito importante para a saúde da mulher. Ela foi diagnosticada com endometriose, e teve que passar por um procedimento cirúrgico por conta das fortes dores que sentia.</p>
<p>O que chamou a atenção, no entanto, foi: como uma pessoa pode demorar anos para identificar um possível quadro de endometriose? Regina Amarante, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo, explica que o diagnóstico nem sempre é fácil. “Alguns casos, quando menos sintomáticos, podem até passar despercebidos. E os sintomas nem sempre são específicos, portanto, podem ser confundidos com os de outras doenças ou considerados comuns”, explica. “Mas isso tem mudado aos poucos, conforme há mais informações sobre a doença e sobre o fato de que as mulheres não devem sentir dores incapacitantes e achar que isso é normal”. Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada dez pessoas sofre com endometriose no Brasil.</p>
<p>Ela alerta que é importante entender que nenhuma das teorias elaboradas para o que causa a endometriose é universalmente aceita para todos os casos. “É provável que cada uma delas explique a ocorrência da endometriose em uma determinada situação, ou que exista mais de uma causa relacionada com o surgimento da doença”.</p>
<p>Veja, abaixo, os esclarecimentos da especialista – e, na dúvida, o ideal é sempre procurar um médico.</p>
<p><strong>1. O que é a endometriose?</strong></p>
<p>A camada mais interna do útero é chamada de endométrio. Ele varia de acordo com o ciclo menstrual: o tecido cresce para receber o óvulo fecundado e evoluir para a gravidez; ou, caso isso não ocorra, descama e temos a menstruação. O que acontece é que esse tecido pode se implantar em outros lugares, e a esse processo damos o nome de endometriose. Essa anomalia pode ocorrer nos ovários, bexiga, intestino e até mesmo na musculatura do útero, o que é chamado de adenomiose.</p>
<p><strong>2. O que pode causar a endometriose?</strong></p>
<p>A causa exata da endometriose não é conhecida, mas as comumente associadas são:<br />
&#8211; Menstruação retrógrada, quando o sangue menstrual faz o caminho inverso, e flui de volta através das tubas uterinas para a cavidade pélvica;<br />
&#8211; Desequilíbrio hormonal;<br />
&#8211; Cicatrizes cirúrgicas, como de uma cesariana ou histerectomia;<br />
&#8211; Problemas do sistema imunológico;<br />
&#8211; Genética.</p>
<p>Para os especialistas em ginecologia, uma das teorias mais aceitas é a da menstruação retrógrada.</p>
<p><strong>3. Quais são os sintomas?</strong></p>
<p>Além das cólicas muito fortes (que chegam a impedir que a mulher realize suas atividades cotidianas) e das fortes dores abdominais, outros sintomas de endometriose incluem:<br />
&#8211; Sangramentos intestinais e urinários durante a menstruação;<br />
&#8211; Sangramento menstrual intenso e irregular;<br />
&#8211; Dor intensa em relações sexuais;<br />
&#8211; Dor pré-menstrual (de uma ou duas semanas antes), acometendo o abdômen;<br />
&#8211; Fadiga e cansaço;<br />
&#8211; Infertilidade ou dificuldade maior para engravidar;<br />
&#8211; Diarreia.</p>
<p><strong>4. Como no caso da cantora Anitta, é possível que eu tenha endometriose sem saber? Por quê?</strong></p>
<p>&#8211; Alguns casos, quando menos sintomáticos, podem até passar despercebidos. E existem alguns entraves em relação ao diagnóstico:<br />
os sintomas nem sempre são específicos e podem ser confundidos com os de outras doenças, ou considerados comuns;<br />
&#8211; Exames mais específicos, como o ultrassom ginecológico com doppler e preparo intestinal, são caros e precisam ser realizados por especialistas que nem sempre estão disponíveis;<br />
&#8211; Os exames de rotina não detectam a endometriose &#8211; o ultrassom com preparo intestinal e a ressonância pélvica são os melhores exames para comprovar a doença.</p>
<p>Mas isso tem mudado aos poucos, à medida que disseminamos mais informações sobre a doença e esclarecemos que as mulheres não devem sentir dores incapacitantes e achar normal.</p>
<p><strong>5. Em que situações deve ser feita a intervenção cirúrgica?</strong></p>
<p>A cirurgia visa a remoção dos tecidos endometriais e adesões que possam já existir. É indicada nos casos de dor severa, grande sangramento, infertilidade ou ausência de resposta ao tratamento clínico. Atualmente, a mais usada é a laparoscopia, uma técnica cirúrgica menos invasiva usada para visualizar, diagnosticar e remover o tecido endometrial &#8211; o cirurgião pode remover ou cauterizar as lesões. Para as pacientes que querem engravidar, mas não conseguem, o tratamento cirúrgico é a melhor opção. Em casos muitos graves, com múltiplos implantes de endometriose e ausência de resposta a outras formas de tratamento, pode ser necessária a remoção de todo útero e/ou ovários.</p>
<p><strong>6. O que pode acontecer caso eu não trate de uma endometriose?</strong></p>
<p>Se não for tratada, após um período prolongado, as complicações podem incluir:<br />
&#8211; Infertilidade;<br />
&#8211; Dor pélvica de longa duração, interferindo no dia a dia;<br />
&#8211; Grandes cistos na pelve que podem romper;<br />
&#8211; Em casos raros, o tecido da endometriose pode bloquear os intestinos ou o trato urinário.</p>
<p><strong>7. Mito ou verdade: a pessoa que tem endometriose não pode engravidar?</strong></p>
<p>Na verdade, algumas mulheres com endometriose podem ter dificuldade para engravidar. E isso ocorre principalmente com dois fatores: a obstrução das trompas pelos focos de endometriose; o processo inflamatório crônico e alterações imunológicas promovidas pela endometriose, dificultando a implantação do bebê.</p>
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		<title>Endometriose: tratamentos modernos envolvem implantes hormonais e cirurgia robótica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anamachado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 16:55:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[endometriose]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas da endometriose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este é o mês da campanha #MarçoAmarelo, que promove a conscientização sobre a endometriose, doença tratável relacionada à infertilidade e à dor pélvica na mulher.  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 50% das mulheres que não podem ter filhos têm problemas relacionados à endometriose. Quando se fala em dor pélvica crônica, o índice salta para 90%. &#8220;Trata-se de uma doença relacionada à descamação do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero), que se espalha para outros locais do corpo da mulher, como trompas, ovários, útero e reto, podendo atingir também o diafragma e os pulmões&#8221;, explica o ginecologista Charles Jean Berger, do Hospital Santa Isabel, de Blumenau (SC), uma referência em cirurgia robótica para endometriose.</p>
<p>De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a doença atinge cerca de 10% da população feminina brasileira. Mulheres jovens, entre 25 e 35 anos de idade, são as mais afetadas. O ginecologista explica que, quanto mais a mulher menstrua, mais suscetível se torna ao problema, já que a doença é causada pelo refluxo do tecido endometrial na menstruação. Mulheres com filhos, que passam fases da vida grávidas e, portanto, sem menstruar, tendem a ficar mais protegidas.</p>
<p>O diagnóstico se dá a partir do quadro clínico – infertilidade e dor (pélvica, ao urinar ou durante o ato sexual) – e por meio de exames de imagem, como ressonância magnética da pelve e ultrassonografia com preparo intestinal. O tratamento pode envolver implantes e medicação – oral ou injetável –, mas a indicação cirúrgica é bastante frequente.</p>
<p>&#8220;Hoje, o que há de mais moderno no tratamento da endometriose são os progestágenos, medicação hormonal que pode ser administrada por meio de implantáveis subcutâneos ou via por via oral&#8221;, explica Charles. &#8220;Outra abordagem bastante moderna é a cirurgia robótica minimamente invasiva&#8221;, acrescenta.</p>
<p>A cirurgia de endometriose é tradicionalmente realizada por meio de videolaparoscopia. O emprego de uma plataforma robótica comandada pelo cirurgião torna a cirurgia mais precisa, tendo como vantagem mais rapidez e menos dor durante a recuperação, além de menores riscos de complicações.</p>
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