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	<title>Arquivos autoimunidade - Anahp</title>
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	<title>Arquivos autoimunidade - Anahp</title>
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		<title>Doenças autoimunes: o que você precisa saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 15:35:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[artrite reumatóide]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças autoimunes atingem até 8% da população mundial. Especialista explica a condição, doenças mais comuns, sintomas e tratamentos [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nosso sistema imunológico produz anticorpos contra células estranhas para nos proteger de doenças e infecções. Porém, por motivos variados e nem sempre esclarecidos, ele pode se confundir e atacar nossas células saudáveis também, provocando o que chamamos de doenças autoimunes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gravidade de uma doença autoimune depende dos órgãos afetados. Por exemplo, a tireoidite de Hashimoto é uma doença praticamente restrita à glândula tireoide, que é um órgão importante, mas não é vital. Os pacientes conseguem levar uma vida normal apenas tomando um comprimido por dia de hormônio tireoidiano, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras, porém, são mais graves, como as que atingem órgãos ou o sistema nervoso central, coração, pulmões ou vasos sanguíneos. O lúpus eritematoso sistêmico, por exemplo, é uma doença autoimune que afeta todo o corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É importante comentar que o modo como as doenças se apresentam clinicamente varia bastante. Essa característica requer uma abordagem individual e multidisciplinar”, pontua o reumatologista Ubirajara Pirillo Canabarro, do Núcleo de Doenças Autoimunes do Hospital Mãe de Deus.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que pode causar doenças autoimunes?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não se sabe exatamente o que faz nosso sistema imunológico falhar. No entanto, algumas pessoas são mais propensas a apresentar doença autoimune do que outras. Aqui estão alguns fatores que podem contribuir para aumentar o risco:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gênero: </strong>pessoas designadas como mulheres ao nascer, entre 15 e 44 anos, têm maior probabilidade de desenvolver uma doença autoimune do que as pessoas designadas como homens ao nascer, de acordo com <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24793874/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a> publicado no Frontiers Neuroendocrinology, em 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Histórico familiar:</strong> você pode ter maior probabilidade de desenvolver doenças autoimunes devido a genes herdados, embora fatores ambientais também possam contribuir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fatores ambientais: </strong>a exposição à luz solar, mercúrio, produtos químicos como solventes ou usados na agricultura, fumaça de cigarro ou certas infecções bacterianas e virais, incluindo Covid-19, podem aumentar o risco de doença autoimune.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Etnia:</strong> algumas doenças autoimunes são mais comuns em pessoas de determinados grupos. Por exemplo, os brancos da Europa e dos Estados Unidos podem ter maior probabilidade de desenvolver doenças musculares autoimunes, enquanto o lúpus tende a ocorrer mais em pessoas afro-americanas, hispânicas ou latinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alimentação:</strong> a dieta e nutrientes que consumimos podem afetar o risco e a gravidade da doença.<br>Outras condições de saúde, incluindo obesidade e ainda outras doenças autoimunes, podem tornar uma pessoa mais propensa a desenvolver uma doença autoimune.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Os sintomas comuns de uma doença autoimune</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentes doenças autoimunes podem ter sintomas iniciais semelhantes, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fadiga</li>



<li>tontura ou atordoamento</li>



<li>febre baixa</li>



<li>dores musculares</li>



<li>inchaço</li>



<li>problemas de concentração</li>



<li>dormência e formigamento nas mãos e pés</li>



<li>perda de cabelo</li>



<li>erupção cutânea</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, como na psoríase ou na artrite reumatóide (AR), os sintomas podem ir e vir. Um período de sintomas é chamado de surto e, quando eles desaparecem, chamamos de remissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doenças autoimunes também podem ter sintomas próprios, dependendo dos sistemas afetados. Por exemplo, com no diabetes tipo 1: sede extrema ou perda de peso é algo comum. Já a doença inflamatória intestinal (DII) pode causar inchaço abdominal e diarreia.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Diagnóstico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda hoje desafiador, o diagnóstico precoce é fundamental para a preservação da saúde dos pacientes. “As terapias medicamentosas ou não medicamentosas, corretamente indicadas dentro do tratamento, são as melhores ferramentas para o controle da doença e a preservação da saúde”, explica o reumatologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pacientes com uma doença autoimune têm uma maior probabilidade de desenvolver outras patologias desse tipo e, frequentemente, elas acometem diversos órgãos e tecidos. Portanto, a complexidade das doenças e as tecnologias envolvidas no diagnóstico e no tratamento tornam o manejo dos pacientes um processo crônico e multidisciplinar”, diz Canabarro.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">As doenças autoimunes mais comuns</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores identificaram mais de 100 doenças autoimunes. Aqui listamos as mais comuns:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diabetes tipo 1</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo cálculos da Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes atinge mais de 250 milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas apenas uma pequena parte desse total – algo entre 5 e 10% – sofre do tipo 1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os anticorpos do doente não reconhecem o pâncreas como parte do corpo. Seu sistema imunológico, então, ataca o órgão a ponto de ele perder sua função principal, que é produzir insulina. Esse hormônio ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue, transformando carboidratos e açúcares em energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alto nível de açúcar no sangue devido ao diabetes tipo 1 pode danificar os vasos sanguíneos e os órgãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Artrite reumatoide</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na artrite reumatoide, o sistema imunológico ataca as articulações. Essa inflamação também é provocada por alterações no sistema de defesa do organismo, causando sintomas como inchaço, dor e rigidez nas áreas afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença afeta duas vezes mais as mulheres do que os homens entre 50 e 70 anos, mas pode se manifestar em ambos os sexos e em qualquer idade. Com o passar do tempo, a inflamação causada pela artrite reumatoide pode levar à erosão do osso e deformidade da articulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda não se conheçam os recursos para a cura definitiva, é possível obter a remissão dos sintomas, preservar a capacidade funcional e evitar a progressão das deformidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Psoríase/artrite psoriática</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A psoríase é uma doença crônica da pele, não contagiosa, caracterizada pela presença de manchas róseas ou avermelhadas, recobertas por escamas esbranquiçadas. Sua causa é ainda desconhecida e, embora exista uma predisposição familiar, não é necessariamente transmitida aos descendentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na psoríase, as células da pele se acumulam e formam escamas e manchas secas que causam coceira. Os gatilhos que desencadeiam a doença incluem infecções, estresse e frio. É importante ressaltar: a doença não é contagiosa e o contato com pacientes não precisa ser evitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em até 30% das pessoas, uma inflamação similar pode acontecer nas articulações, levando à artrite psoriásica, outra tipo de manifestação da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos de psoríase leve, pode haver apenas um desconforto por causa dos sintomas, mas nos casos mais graves, pode ser dolorosa e provocar alterações que impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esclerose múltipla</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na origem da doença está uma reação autoimune: produção de anticorpos que atacam as chamadas bainhas de mielina, o revestimento protetor que envolve as células nervosas e são responsáveis por levar os impulsos nervosos de um neurônio para outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este dano pode levar a dormência, fraqueza, problemas de equilíbrio, problemas para andar e tremores involuntários. A esclerose múltipla costuma aparecer entre os 20 e os 40 anos de idade. Com a evolução da doença, o sistema nervoso central vai acumulando “cicatrizes”, que acabam afetando a audição, a visão, a memória e coordenação motora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que histórico na família eleva em 10 vezes o risco de desenvolver a patologia. Isso sugere que o mal, pelo menos em parte, pode ter uma explicação genética. Cerca de 70% das vítimas são mulheres, mas os cientistas não compreendem o fato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lúpus</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O lúpus eritematoso sistêmico, como é chamado pelos cientistas, tem potencial para afetar qualquer parte do corpo. É por isso que os médicos acabam confundindo seus sintomas com os de outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma enfermidade inflamatória: o sistema imunológico do paciente produz anticorpos que atacam as células e tecidos de seus próprios órgãos, provocando a inflamação. Em situações mais graves e raras (menos de 1% dos casos), o mal pode levar a alucinações e comportamentos psicóticos. A evolução da doença é imprevisível, com períodos de sofrimento e melhoria que se alternam constantemente. E não há cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lúpus é cercado de mistério. Sabe-se, por exemplo, que 90% das vítimas são mulheres, e que 80% delas desenvolvem a doença na fase mais produtiva da vida, entre os 15 e os 45 anos. Por quê? A ciência ainda não encontrou a resposta. Acredita-se que a doença tenha um componente genético em sua origem, já que é comum o registro de múltiplos casos dentro de uma mesma família.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O incentivo aos estudos científicos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ubirajara Canabarro explica também que, nos últimos anos, experimentamos um grande avanço no entendimento de como as doenças autoimunes se desenvolvem e os mecanismos envolvidos na sua perpetuação. “Paralelamente, as ferramentas terapêuticas tornaram-se mais efetivas e toleráveis. Esses fatos colaboraram para a elaboração de diagnósticos mais precoces e de tratamentos mais eficientes”, diz.</p>
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