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	<title>Arquivos Prevenção - Anahp</title>
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	<title>Arquivos Prevenção - Anahp</title>
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		<title>Endometriose: o que é por que o diagnóstico ainda demora tanto</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/endometriose-o-que-e-por-que-o-diagnostico-ainda-demora-tanto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 20:12:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora afete 190 milhões de mulheres no mundo, a endometriose leva anos para ser diagnosticada. Normalização da dor é parte do problema As cólicas menstruais acompanham muitas mulheres desde a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Embora afete 190 milhões de mulheres no mundo, a endometriose leva anos para ser diagnosticada. Normalização da dor é parte do problema</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/o-que-e-por-que-o-diagnostico-ainda-demora-tanto-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26616" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/o-que-e-por-que-o-diagnostico-ainda-demora-tanto-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/o-que-e-por-que-o-diagnostico-ainda-demora-tanto-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/o-que-e-por-que-o-diagnostico-ainda-demora-tanto-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/o-que-e-por-que-o-diagnostico-ainda-demora-tanto-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/o-que-e-por-que-o-diagnostico-ainda-demora-tanto.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>cólicas menstruais</strong> acompanham muitas mulheres desde a primeira menstruação, e aprender a conviver com a dor, quase sempre, é tratado como parte do processo. Mas, quando essa dor é forte demais — um dos principais sinais da <strong>endometriose</strong> — ignorá-la provoca perda real de qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sintoma costuma ser recebido com desconfiança e impaciência. &#8220;Mas faltar no trabalho (ou em um outro compromisso) por cólica? Não é só tomar um remédio?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre. Em muitos casos, é preciso investigar. A endometriose afeta cerca de 190 milhões <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/endometriosis">de mulheres em idade reprodutiva</a> no mundo, o que representa 10% dessa população, segundo a Organização Mundial da Saúde. São números expressivos para uma doença cujo diagnóstico ainda demora, em média, <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/endometriose">sete anos</a>, de acordo com o Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A gente normaliza a dor&#8221;, resume Mayra Matias, a ginecologista especialista em endometriose do hospital Sepaco, em São Paulo. &#8220;A mulher é chamada de fresca, de mimizenta, por não estar conseguindo sair de casa para trabalhar durante o ciclo. Tem muito preconceito&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Março Amarelo</strong> é o mês de conscientização sobre a endometriose, e o objetivo é justamente ampliar o reconhecimento dessa doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que é a endometriose e quais são suas causas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O tecido que recobre a parte interna do útero é chamado de <strong>endométrio</strong>. Todo mês, se a mulher não engravidar, esse tecido se solta do órgão e sangra durante o ciclo menstrual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na endometriose, tecidos semelhantes ao endométrio (endometrial-like) crescem fora do útero e podem provocar reações inflamatórias crônicas, comumente acompanhadas de fortes dores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As causas da endometriose até hoje são indefinidas. A teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada — em que sangue com tecido endometrial passa pelas tubas uterinas para a cavidade pélvica e se instala fora do útero —, mas ela não responde a todos os casos. Fatores imunológicos, hormonais e genéticos também são estudados como <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10001466/">possíveis origens da doença</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:17px">Endometriose pode ter relação com resistência à insulina?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma <a href="https://link.springer.com/content/pdf/10.1186/s12905-024-03287-6.pdf">pesquisa publicada na BMC Women&#8217;s Health</a> aponta também para uma associação entre endometriose e resistência à insulina, já que mulheres com endometriose apresentam, com mais frequência, níveis elevados de insulina em jejum e alterações nos níveis de triglicerídeos e colesterol. O estudo sugere que essas taxas altas podem estimular o crescimento de tecidos semelhantes ao endométrio fora do útero e favorecer sua proliferação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não há consenso sobre o aumento do risco de diabetes tipo 2 pela endometriose, nem se tratar a resistência à insulina reduz a gravidade da doença. No entanto, monitorar glicemia, lipídios e peso é considerado clinicamente relevante para mulheres com o diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O mais frustrante no consultório é ter que dizer que eu não tenho como dar resposta para as causas da endometriose. A gente sabe que é uma doença inflamatória, mas ninguém ainda conseguiu explicar exatamente por que ela acontece&#8221;, expõe Matias.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são as consequências da endometriose?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A endometriose compromete diretamente a qualidade de vida de quem convive com ela. A dor pélvica crônica pode se intensificar durante o ciclo menstrual, durante as relações sexuais e até a evacuação. A persistência da doença pode afetar o sono, os relacionamentos e a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas esse impacto não fica restrito ao corpo. Há <a href="https://academic.oup.com/humrep/article-abstract/27/5/1292/700268?redirectedFrom=fulltext">pesquisas</a> indicando que o prejuízo da <strong>endometriose no mercado de trabalho</strong> é comparável ao de doenças como diabetes e artrite reumatoide, condições que raramente enfrentam o mesmo ceticismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Já ouvi de uma paciente que se esforçou muito, dedicou a vida à empresa em que trabalhava, ia até doente; mas, na hora da promoção, o cargo de chefia foi para um rapaz muito mais novo do que ela&#8221;, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A fertilidade é outra dimensão diretamente afetada. </strong>Entre <a href="https://www.massgeneral.org/obgyn/fertility/news/endometriosis-and-its-impact-on-fertility">30% e 50%</a> das pessoas com endometriose podem ter dificuldade para engravidar. Para que se tenha ideia, em mulheres sem a doença, as chances mensais de engravidar são de 10% a 20%. Já entre quem tem o diagnóstico confirmado, as chances caem para 1% a 10%, segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda o caminho inverso: a endometriose está <a href="https://www.frontiersin.org/journals/surgery/articles/10.3389/fsurg.2014.00024/full">presente em até 50%</a> dos casos de infertilidade investigados. &#8220;Tem mulheres que nem sabiam que tinham endometriose. Vão tentar engravidar, não conseguem, investigam e só então descobrem&#8221;, relata a ginecologista.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como saber se tenho endometriose?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas da endometriose variam de pessoa para pessoa. Ainda assim, alguns <a href="https://www.massgeneral.org/condition/endometriosis">sinais</a> merecem atenção:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cólicas e dor pélvica durante o período menstrual, que podem irradiar para a região lombar;</li>



<li>dor durante as relações sexuais;</li>



<li>sangramento intenso ou irregular</li>



<li>dor ao urinar ou evacuar durante o ciclo;</li>



<li>problemas digestivos, como diarreia, constipação ou náusea;</li>



<li>fadiga;</li>



<li>dificuldade para engravidar.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre a intensidade da dor reflete a gravidade da doença. Há quem conviva com focos extensos de endometriose sem sentir nada, e quem tenha focos pequenos com dor debilitante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tem paciente que chega morrendo de dor com uma perda de qualidade absurda, mas tem focos muito isolados. Você vê também pacientes que nem sabiam que tinham endometriose, mas têm a pelve extremamente comprometida&#8221;, exemplifica a especialista. &#8220;O limiar de dor é algo muito individual.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de um ou mais desses sintomas não confirma o diagnóstico, mas é razão suficiente para buscar uma avaliação médica.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como a endometriose é diagnosticada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por muito tempo, o método considerado definitivo para diagnosticar a endometriose era a videolaparoscopia, uma cirurgia em que uma câmera é inserida na pelve para visualizar os focos diretamente. Na prática, isso significava que mulheres precisavam passar por um procedimento cirúrgico para obter um diagnóstico, o que contribuía para a descoberta tardia da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10120420/">Diretrizes recentes</a> passaram a recomendar um <strong>diagnóstico clínico baseado em sintomas, exame físico e exames de imagem</strong>, sem necessidade de confirmação cirúrgica. Hoje, o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética são a primeira linha de investigação. A videolaparoscopia continua sendo o método mais preciso, especialmente para casos complexos, mas deixou de ser o único caminho.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como a endometriose é tratada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da endometriose depende da intensidade dos sintomas, do desejo de engravidar e da fase de vida de cada paciente. A lógica é sempre partir do menos invasivo para o mais invasivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos mais leves, o <strong>controle hormonal com anticoncepcionais</strong> é a primeira linha (pílula, DIU hormonal, injeções ou adesivos). O objetivo é reduzir as oscilações de hormônios que estimulam a proliferação do tecido fora do lugar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hábitos de vida também têm papel relevante: <strong>alimentação balanceada, atividade física regular e sono de qualidade</strong> ajudam a retardar a progressão da doença. &#8220;Essas coisas, que são os segredos para tudo na vida, também fazem muita diferença para a doença não evoluir&#8221;, diz Matias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os sintomas não melhoram com o tratamento clínico, a <strong>cirurgia </strong>é indicada. A videolaparoscopia permite retirar o tecido doente e restaurar a anatomia pélvica com precisão e menor tempo de recuperação, ampliando a janela de qualidade de vida e melhorando as condições para a concepção, para quem deseja engravidar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como não existe cura definitiva para a endometriose, o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais para garantir a qualidade de vida de quem sofre com a doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Leia mais sobre o assunto no blog Saúde da Saúde:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/cirurgia-de-endometriose-profunda-referencia-equipe-de-ginecologia-no-monte-sinai/">Cirurgia de Endometriose profunda referencia equipe de ginecologia no Monte Sinai</a></li>



<li><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/endometriose-tratamentos-modernos-envolvem-implantes-hormonais-e-cirurgia-robotica/">Endometriose: tratamentos modernos envolvem implantes hormonais e cirurgia robótica</a></li>



<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/tres-passos-para-melhoria-do-diagnostico-e-tratamento-da-endometriose-pelo-sus/">Três passos para melhoria do diagnóstico e tratamento da endometriose pelo SUS</a></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Virose: entenda o que realmente significa e como se cuidar</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/virose-entenda-o-que-realmente-significa-e-como-se-cuidar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 18:20:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que o médico quer dizer quando fala que é virose? Quanto tempo dura? Antibiótico funciona? Entenda e tire suas dúvidas Você já foi ao médico com sintomas de gripe, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O que o médico quer dizer quando fala que é virose? Quanto tempo dura? Antibiótico funciona? Entenda e tire suas dúvidas</em></p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-Viroses-ARTE-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26488" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-Viroses-ARTE-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-Viroses-ARTE-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-Viroses-ARTE-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-Viroses-ARTE-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-Viroses-ARTE-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Você já foi ao médico com sintomas de gripe, dor de cabeça e no corpo e ouviu o diagnóstico de virose? Há quem fique frustrado com essa resposta, achando que o profissional está sendo vago ou não sabe exatamente o que está acontecendo. Mas a verdade é bem diferente: virose é um diagnóstico que carrega informações determinantes para guiar o tratamento adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se o médico falar que é virose, essa informação é muito importante para o paciente saber que vai melhorar, na grande maioria dos casos, e para não tomar antibióticos sem precisar, porque antibiótico não trata virose”, explica Rodrigo Farnetano, médico infectologista do Hospital Mater Dei, de Belo Horizonte.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>O que realmente significa &#8220;virose&#8221;?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Virose é um termo abrangente usado para descrever infecções causadas por vírus. Diferentemente de bactérias, fungos ou vermes, os vírus são microorganismos que costumam causar doenças autolimitadas, ou seja, que melhoram sozinhas com o tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3427559/#:~:text=As%20estimativas%20dos%20par%C3%A2metros%2C%20no,mudan%C3%A7as%20nos%20esfor%C3%A7os%20de%20descoberta.">mais de 200 vírus</a> que infectam seres humanos, e boa parte desses vírus não tem tratamento específico. “O próprio corpo evolui para uma cura espontânea, desenvolve uma resposta de defesa, combate aquele vírus em alguns dias e resolve o problema”, explica Farnetano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, quando o médico afirma &#8220;é uma virose&#8221;, ele está dizendo que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1) não é uma infecção bacteriana, que precisa do uso de antibióticos;<br>2) o corpo vai se curar naturalmente na maioria dos casos;<br>3) o foco do tratamento deve ser o alívio dos sintomas.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Principais vírus que causam viroses e seus sintomas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentes vírus têm preferência por diferentes partes do corpo, o que explica a variedade de sintomas. Existem vírus com predileção pelo fígado (Hepatite A, B, C) e o sistema nervoso central (meningites e encefalites). Mas as viroses mais rotineiras afetam, principalmente, as vias respiratórias e o trato intestinal.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Viroses respiratórias</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A pessoa infectada apresenta nariz escorrendo, tosse, dor de garganta, febre e dores no corpo. Entre os vírus que causam esses sintomas estão rinovírus (resfriado comum), influenza (gripe), vírus sincicial respiratório (VSR) e adenovírus.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Viroses gastrointestinais</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais sintomas são diarreia, enjoos e vômitos. São causados, por exemplo, pelo rotavírus (comum em crianças) e pelo norovírus (mais frequente em adultos).</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Demais viroses</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigo Farnetano destaca outros vírus conhecidos, como o Epstein-Barr, causador da mononucleose infecciosa; o Herpes Simples (tipos 1 e 2), responsável por lesões na pele e mucosas; e o vírus da catapora (varicela), que, em situações raras, pode evoluir para meningite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também se destacam viroses que possuem tratamento específico ou são transmitidas por vetores, como HIV, Covid-19, <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dengue-em-2026-cenario-atual-avancos-na-vacinacao-e-cuidados-que-seguem-no-radar/">Dengue</a>, Chikungunya e Zika.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, doenças como Ebola, varíola (já erradicada) e o vírus Nipah são exemplos de infecções virais com alta taxa de mortalidade, embora representem exceções dentro do amplo conjunto das viroses conhecidas.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Diferença entre virose, gripe e resfriado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre virose, gripe e resfriado está principalmente na abrangência do termo e na intensidade dos sintomas. <strong>Virose </strong>é o termo guarda-chuva usado para descrever qualquer infecção causada por vírus, incluindo as gripes e os resfriados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>resfriado</strong>, especificamente,<strong> </strong>é uma infecção viral leve das vias respiratórias, geralmente provocada por rinovírus, e costuma apresentar sintomas como nariz escorrendo, espirros e tosse leve, raramente causando febre alta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a <strong>gripe </strong>é uma doença causada pelo vírus influenza e se caracteriza por febre alta de início súbito, dores intensas no corpo, fadiga acentuada e maior prostração, podendo deixar a pessoa acamada por vários dias.&nbsp;</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Como tratar virose: tratamento caseiro e cuidados</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como as viroses não costumam ter tratamento específico, o foco está no alívio dos sintomas. Elas podem durar de três a sete dias, mas alguns casos podem se estender por até 10 dias. O tratamento para virose em casa deve priorizar:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hidratação: </strong>beba bastante água, chás e sucos naturais. Em casos de vômito ou diarreia, soluções de reidratação (misturas de água, sais e glicose essenciais) e soro caseiro (água, sal e açúcar) podem ser necessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Repouso: </strong>descanse para permitir que seu corpo direcione energia para combater o vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Medicamentos para sintomas: </strong>analgésicos e antitérmicos para febre e dores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alimentação leve: </strong>prefira alimentos de fácil digestão, também para permitir que o corpo se mantenha focado em combater o vírus.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Antibiótico funciona para virose?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não. </strong>&#8220;Antibiótico não trata virose. Antibiótico trata infecção com bactéria. No vírus, não tem que tomar antibiótico, ele não vai mudar em nada&#8221;, enfatiza o infectologista Rodrigo Farnetano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele explica que, se o paciente tomar antibiótico durante uma virose e a saúde se restabelecer, é porque essa melhora ia acontecer naturalmente. “Vai melhorar com, sem ou apesar do antibiótico. Diferenciar a virose de uma infecção por bactéria é muito importante para evitar o uso abusivo desses remédios, porque nós vivemos um problema de resistência das bactérias aos antibióticos e muito se dá pelo seu uso desnecessário”, completa.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Virose dá febre? Quando procurar um médico?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, muitas viroses causam febre como resposta natural do corpo. No entanto, alguns sinais de alerta exigem atenção médica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>febre persistente acima de 39°C;</li>



<li>dificuldade para respirar ou falta de ar;</li>



<li>sinais de desidratação;</li>



<li>vômitos ou diarreia intensos, que impedem a hidratação;</li>



<li>sintomas que pioram após 3-5 dias;</li>



<li>se o paciente for um bebê menor de 1 ano, com qualquer sintoma preocupante.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Viroses em crianças</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/viroses-do-verao-acendem-alerta-no-retorno-as-aulas-orientam-infectologistas-da-rede-ebserh">fase escolar é marcada por viroses frequentes</a> devido ao contato próximo entre crianças e ao compartilhamento de objetos. Mas pais e mães que sentem que seus filhos &#8220;vivem doentes&#8221; não precisam se alarmar: isso é completamente normal e contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para lidar melhor com esse processo, ensine a criança a lavar as mãos corretamente, mantenha a vacinação em dia, incentive alimentação saudável e sono adequado. Evite mandar a criança para a escola com sintomas ativos e jamais use remédios sem prescrição médica.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Como prevenir e evitar transmitir viroses</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das viroses é contagiosa, transmitida pelo ar (gotículas ao tossir ou espirrar), contato direto ou superfícies contaminadas. A boa notícia é que existem medidas eficazes tanto para se proteger quanto para proteger os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuide da saúde geral: </strong>alimentação saudável, sono adequado e atividade física fortalecem o sistema imunológico. &#8220;Manter sua saúde em dia está associado com melhor resposta do seu sistema de defesa&#8221;, explica o Dr. Rodrigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Higienize as mãos frequentemente: </strong>o infectologista explica que um dos principais veículos de transmissão de vírus são as mãos. Portanto, lave com água e sabão ou use álcool gel 70%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacine-se: </strong>mantenha a carteira de vacinação em dia (gripe, Covid-19, dengue, rotavírus em bebês). “Nós temos um programa de imunização público que é um dos melhores do mundo, um dos programas mais completos de vacinação”, ressalta o médico, reforçando a recomendação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Evite aglomerações: </strong>especialmente em ambientes fechados durante surtos. Grupos de risco devem ter cuidado extra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Use repelente: </strong>no caso de doenças virais causadas por mosquito, o uso de repelente contribui para evitar a picada transmissora do vírus. Também é necessário combater criadouros, como poças e recipientes com água parada.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Se você está doente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se você está doente, é importante saber que pode transmitir o vírus de 1 a 2 dias antes do início dos sintomas e entre 3 e 7 dias após o começo do quadro. Por isso, ao apresentar sintomas de virose, gripe ou resfriado, as recomendações são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ficar em casa enquanto estiver sintomático;</li>



<li>usar máscara, caso precise sair ou ter contato com outras pessoas;</li>



<li>cobrir a boca ao tossir ou espirrar com lenço descartável ou com a parte interna do braço;</li>



<li>evitar contato próximo com pessoas de grupos de risco;</li>



<li>não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, talheres e toalhas.&nbsp;</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção continua sendo a melhor estratégia para reduzir a transmissão de vírus respiratórios. Vale lembrar que ter viroses, ocasionalmente, é comum, especialmente em crianças. O mais importante é estar atento aos sinais de alerta e saber quando buscar orientação médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o assunto, visite outros conteúdos publicados pela Anahp:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/doencas-respiratorias-sinais-de-alerta-para-procurar-um-pronto-socorro/">Doenças respiratórias – sinais de alerta para procurar um pronto-socorro</a></li>



<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/doencas-respiratorias-tem-pico-de-marco-a-junho/">Doenças respiratórias tem pico de março a junho</a></li>



<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/criancas-nao-devem-ir-a-hospital-ao-primeiro-sinal-de-febre/">Crianças não devem ir a hospital ao primeiro sinal de febre</a></li>
</ul>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ISTs ainda são uma realidade no Brasil? </title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/ists-ainda-sao-uma-realidade-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 19:21:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[clamídia]]></category>
		<category><![CDATA[Gonorreia]]></category>
		<category><![CDATA[HIV]]></category>
		<category><![CDATA[hpv]]></category>
		<category><![CDATA[infecções sexualmente transmissíveis]]></category>
		<category><![CDATA[ist]]></category>
		<category><![CDATA[sífilis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Queda no uso de preservativos entre jovens e aumento do HIV entre idosos reforçam a importância da prevenção e mostram que IST não é “coisa do passado” Dos jovens aos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Queda no uso de preservativos entre jovens e aumento do HIV entre idosos reforçam a importância da prevenção e mostram que IST não é “coisa do passado”</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-2-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26447" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-2-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-2-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-2-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-2-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-2-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Dos jovens aos idosos, as gerações&nbsp; encaram a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de <strong>infecções sexualmente transmissíveis</strong> (ISTs) de maneiras distintas. São diferenças culturais, como o tabu em torno da sexualidade na velhice; geracionais, associadas ao momento em que cada grupo iniciou a vida sexual; e de acesso à informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cenários podem ser diferentes, mas os resultados convergem nas <strong>lacunas da prevenção de ISTs</strong>: por um lado, houve queda no uso de preservativos entre os jovens — <a href="https://veja.abril.com.br/comportamento/vacilo-perigoso-por-que-os-jovens-de-hoje-usam-cada-vez-menos-camisinha/">dados do IBGE</a> de 2009 a 2019 revelam redução de 72,5% para 59% de pessoas que usam camisinha. Por outro, houve crescimento da infecção por HIV em pessoas mais velhas, com o aumento de 416% em casos na terceira idade de 2012 a 2022, segundo o <a href="https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/adultos-a-partir-de-50-anos-estao-se-infectando-com-hiv-mas-prevencao-se-concentra-em-jovens-alerta-novo-estudo.ghtml">Ministério da Saúde</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que muda na prevenção de ISTs em diferentes gerações?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre pessoas idosas, a principal barreira à prevenção é cultural, explica Millena Pinheiro, médica infectologista do Real Hospital Português, em Recife. Ela explica que muitos não tiveram a educação sexual estruturada nem a camisinha incorporada como prática de cuidado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para o idoso, aceitar o preservativo é mais complicado. Ele não cresceu com essa orientação, com essa rotina. E apesar da percepção social de que pessoas idosas não têm vida sexual ativa, a realidade é outra, e a prevenção das ISTs tende a ficar em segundo plano. ”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já nos grupos mais jovens, ela acredita que o cenário é diferente devido ao acesso ampliado à informação e às estratégias de prevenção combinadas. Além do preservativo, entram as vacinas — como as de HPV e hepatite B —, a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) oral ou injetável, a PEP Profilaxia Pós-Exposição e, mais recentemente, estratégias como a Doxy-PEP (profilaxia pós-exposição com doxiciclina), voltada à prevenção de sífilis e clamídia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para Millena, a questão é evitar que as informações sobre ISTs fiquem restritas a nichos. “Já não se fala tanto em campanhas para usar preservativos. Em algumas escolas existe educação sexual, mas é mais controle de natalidade. Ainda converso com pacientes meus que têm total desconhecimento sobre PrEP. É preciso mais engajamento”, analisa.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são as ISTs mais comuns e como identificá-las?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Somente em 2020, houve 374 milhões de novas infecções de pelo menos um dos quatro tipos mais comuns de ISTs curáveis no mundo: tricomoníase, clamídia, gonorreia e sífilis, <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxx332150djo">segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)</a>. Já em 2022, 1,3 milhão de pessoas adquiriram a infecção pelo HIV, ainda segundo a organização.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Sífilis</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Segue como desafio, especialmente porque o tratamento dos parceiros é essencial para interromper a cadeia de transmissão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma infecção com alta transmissibilidade, mas, muitas vezes, não conseguimos identificar ou tratar o parceiro do paciente”, alerta a médica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais sintomas da sífilis são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pequenas feridas nos órgãos sexuais; e </li>



<li>caroços nas virilhas. </li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Eles podem desaparecer após algum tempo, dando a ideia equivocada de melhora.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>HPV (papilomavírus humano)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Já esse vírus tem uma estratégia essencialmente vacinal e de barreira, como o uso da camisinha. “Não há estratégia química que previna”, continua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frequentemente não apresenta sintomas, mas os sinais incluem verrugas genitais.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Gonorreia e clamídia</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nestes casos, a preocupação é a resistência antimicrobiana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Antigamente, tratava-se apenas com base na queixa ou no sintoma, administrando antibióticos de forma indiscriminada. Essa resistência gonocócica é uma preocupação mundial, e não apenas no Brasil.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas de gonorreia e clamídia:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>corrimento;</li>



<li>ardência ao urinar;</li>



<li>dor no baixo ventre; e </li>



<li>sangramento vaginal fora do ciclo.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>HIV</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ainda ter grande impacto em saúde pública, o <strong>HIV </strong>é tratado como uma condição crônica controlável. O principal obstáculo segue sendo a adesão ao tratamento ao longo da vida, um cuidado contínuo, individual e coletivo. “É um comprometimento bem forte”, fala Pinheiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, o HIV é assintomático, mas os sinais costumam ser inespecíficos, semelhantes aos de uma gripe, e aparecem entre duas e quatro semanas após a infecção.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como funciona a prevenção combinada de ISTs?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A chamada <strong>prevenção combinada</strong> das infecções sexualmente transmissíveis reúne diferentes estratégias que podem ser usadas de forma complementar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>camisinhas masculina e feminina;</li>



<li><strong>PrEP</strong> (Profilaxia Pré-Exposição) e<strong> PEP</strong> (Profilaxia Pós-Exposição);</li>



<li><strong>Doxy-PEP</strong> (profilaxia pós-exposição com doxiciclina);</li>



<li>vacinação (HPV, hepatites);</li>



<li>testagem regular e aconselhamento.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>O que são a PrEP e a PEP na prevenção combinada de ISTs?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra profilaxia significa <strong>prevenção</strong>. Ambas são abordagens farmacológicas, ou seja, agem por meio de medicamentos. A <strong>PrEP </strong>é uma estratégia <strong>preventiva </strong>de uso <strong>contínuo</strong>, antes da exposição, enquanto a <strong>PEP é utilizada de forma emergencial</strong>, após a exposição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PrEP é indicada para pessoas em risco contínuo de exposição ao HIV, como aqueles com parceiros soropositivos. Normalmente são dois comprimidos (ou um comprimido combinado), tomados diariamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a PEP é voltada para pessoas que foram recentemente expostas ao vírus HIV (como em relações sexuais desprotegidas, contato com objetos cortantes ou com fluidos corporais potencialmente contaminados). O tratamento deve ser iniciado assim que possível, <strong>dentro de até 72 horas</strong> após a exposição, e consiste na administração dos mesmos medicamentos por 28 dias consecutivos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambas impedem que o HIV se replique no corpo humano; sem a replicação viral, o sistema imunológico é capaz de eliminar o vírus. No entanto, elas não substituem o uso de preservativos, que continuam sendo fundamentais na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para receber a profilaxia, a médica explica que basta solicitar ao sistema de saúde. “Antigamente, quando falávamos de PrEP, a gente analisava o grau de exposição: quantas relações no período? Teve contaminação prévia? Hoje, o próprio indivíduo enxerga seu risco e pode pedir”, detalha.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Com que frequência fazer testes de ISTs e quem deve fazer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A infectologista defende que não existe uma resposta única sobre a frequência ideal de testagem. Depende da vida sexual, do uso de métodos de prevenção e da percepção individual de risco. Ela recomenda:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pessoas em uso de PrEP: testagem a cada 3 meses;</li>



<li>pessoas com vida sexual ativa sem preservativo: entre 3 e 6 meses;</li>



<li>uso consistente de preservativo e baixo risco: pelo menos 1 vez ao ano.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A médica não recomenda intervalos maiores do que um ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas com relacionamentos estáveis devem fazer exames de ISTs? Sim: <strong>“A testagem de ISTs é importante para todas as pessoas com vida sexual ativa</strong>, inclusive em relacionamentos considerados estáveis”, pontua Pinheiro.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Onde fazer testes de ISTs?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os exames podem ser feitos em unidades básicas de saúde da rede pública, nos hospitais e clínicas particulares ou nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tirar dúvidas, se atualizar sobre estratégias de cuidado e encontrar serviços de testagem e acompanhamento de infecções sexualmente transmissíveis, vale buscar fontes confiáveis de informação contínua. Leia mais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/preservativo-e-testagem-como-se-cuidar-quando-o-assunto-e-ist/">Preservativo e testagem: como se cuidar quando o assunto é IST</a></li>



<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist">Ministério da Saúde: Saúde de A a Z — ISTs</a></li>



<li><a href="https://saude.es.gov.br/o-que-sao-ist">Ministério da Saúde: O que são ISTs</a></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Vai viajar? Veja como cuidar da saúde sem perder a diversão</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/vai-viajar-veja-como-cuidar-da-saude-sem-perder-a-diversao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 14:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?p=26273</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com escolhas seguras e alguns cuidados simples, dá para equilibrar diversão e bem-estar, sem transformar as férias em uma planilha de regras. Viajar é uma ótima forma de relaxar a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Com escolhas seguras e alguns cuidados simples, dá para equilibrar diversão e bem-estar, sem transformar as férias em uma planilha de regras.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26274" style="width:702px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Viajar é uma ótima forma de relaxar a mente, criar boas memórias e viver novas experiências. Mas também é quando comer fora de hora, beber menos água, exagerar no sol e dormir pouco se tornam rotina e podem virar problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a orientação de João Pedro Mendonça Bidart, médico-chefe da emergência do Hospital Moinhos de Vento, reunimos algumas dicas para você curtir a viagem com mais saúde, da praia ao avião, da diversão aos imprevistos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hidratação e boa alimentação devem ser parte do roteiro</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bidart, em destinos quentes, como as praias, a hidratação é prioridade absoluta. É fundamental ingerir bastante líquido — como água mineral, água de coco e sucos naturais — e ter cautela com bebidas preparadas com água ou gelo de procedência desconhecida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado com a alimentação merece atenção redobrada, uma vez que o calor facilita a proliferação de bactérias e aumenta o risco de intoxicação alimentar. Priorize alimentos frescos e de origem confiável e evite comidas mal armazenadas ou expostas ao sol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dessas orientações, a <strong>American Heart Association </strong>também aconselha:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>para os deslocamentos, leve frutas e lanches nutritivos de casa</strong> ou procure opções saudáveis em aeroportos e estradas;</li>



<li><strong>carregue sempre uma garrafa</strong> — e a abasteça com água de procedência conhecida ao longo do dia — para manter a hidratação;</li>



<li><strong>explore mercados locais</strong> e faça da alimentação uma parte da experiência da viagem; se o frigobar como aliado, abastecendo-o com alimentos frescos;</li>



<li><strong>nos restaurantes,</strong> cuidado com os excessos. Para evitá-los, considere dividir pratos com outras pessoas ou optar por saladas e entradas;</li>



<li><strong>equilibre</strong> o consumo de álcool com água e descanso;</li>



<li><strong>busque moderação, não perfeição. </strong>Aproveite a viagem com atenção aos sinais do corpo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atividade física: o corpo não precisa entrar em férias</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é necessário manter a rotina intensa da academia durante as férias. Ainda assim, deixar o corpo sem atividade não é o ideal. A recomendação médica é simples: “Manter exercícios leves, por cerca de 30 minutos, de três a cinco vezes por semana, já é suficiente”, indica Bidart.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alongamentos pela manhã e passeios ao ar livre, com deslocamentos a pé ou de bicicleta, ajudam a manter o corpo ativo, sem exageros. Dê preferência para a primeira hora da manhã, quando o calor é menos intenso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>encare o movimento como parte da experiência</strong>, não como obrigação. Caminhar, explorar o destino e se movimentar já contam como atividade física</li>



<li><strong>leve itens simples de treino</strong>, como faixas elásticas ou corda, que cabem na mala e permitem exercícios rápidos;</li>



<li><strong>aposte em exercícios com o peso do corpo</strong>, que não exigem academia nem equipamentos;</li>



<li><strong>defina um horário possível</strong>, mesmo que curto;</li>



<li><strong>evite treinos muito intensos</strong>, especialmente com cansaço e jet lag;</li>



<li><strong>procure ambientes seguros para se exercitar.</strong> Na dúvida, prefira a academia ou o quarto do hotel, ou peça indicações de parques;</li>



<li><strong>não siga a rotina de casa</strong> — em viagem, adaptação é parte do cuidado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vai viajar de avião? Alguns cuidados fazem a diferença lá em cima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Voos longos exigem cuidados extras, especialmente com a circulação sanguínea e a ingestão de líquidos. Segundo o médico, o ideal é beber cerca de 150 ml de água por hora de voo, dando preferência a água mineral ou suco de frutas. Bebidas alcoólicas e refrigerantes devem ser evitados em excesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de meias de compressão é recomendado em voos acima de seis horas, principalmente para gestantes, idosos e pessoas com histórico de trombose. Já quem tem feridas nas pernas, inchaço ou perda de sensibilidade deve evitar o uso desse item e conversar com um médico antes de viajar.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como agir em caso de emergências?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com planejamento, imprevistos acontecem. Saber o que fazer pode evitar complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Queimaduras solares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Saia imediatamente do sol, lave a região com água fria e use compressas frias. Não aplique gelo diretamente nem estoure bolhas. Procure atendimento médico se a queimadura for extensa ou se houver sinais de desidratação, como confusão mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contato com água-viva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se possível, lave a área com vinagre. Na falta, utilize a própria água do mar — nunca água doce. Remova os tentáculos com cuidado, usando luvas, uma pinça ou algum objeto rígido disponível. Procure atendimento médico se a dor for intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Intoxicação alimentar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Caprichar na hidratação é fundamental, com água de procedência conhecida, soro caseiro, água de coco e afins. Prefira alimentos leves, como arroz, frango, sopas e canjas. Se houver vômitos persistentes, episódios de diarreia ou dificuldade para se hidratar, é importante buscar atendimento médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pequenos traumas, como quedas com pancadas leves</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Repouso, aplicação de gelo no local e analgésicos costumam aliviar os sintomas. Dor intensa ou dificuldade para movimentar a região são sinais de alerta e exigem avaliação médica. Dependendo do tipo de trauma, pode ser necessário realizar exames de imagem para descartar fraturas ou luxações. Em casos de trauma na cabeça, a avaliação é fundamental para afastar complicações.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais itens levar na farmacinha de viagem?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Montar uma farmacinha básica evita dores de cabeça longe de casa. O ideal é incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>analgésicos e anti-inflamatórios;</li>



<li>medicamentos para enjoo;</li>



<li>protetor solar e repelente;</li>



<li>kit de primeiros socorros (luvas, antisséptico, esparadrapo);</li>



<li>medicamentos de uso contínuo, com receita.</li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando procurar ajuda médica durante a viagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Buscar assistência cedo pode evitar complicações. Bidart traz alguns sinais de alerta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dor no peito; </li>



<li>falta de ar;</li>



<li>febre alta e persistente; </li>



<li>vômitos e diarreias persistentes;</li>



<li>perda de força em um dos lados do corpo;</li>



<li>dificuldade para falar ou enxergar.</li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A melhor companheira de viagem é a sua saúde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Viajar não é sinônimo de descuido. Com atenção aos sinais do corpo, escolhas certas e um pouco de planejamento, dá para aproveitar cada momento com mais tranquilidade e bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque férias boas são aquelas que rendem histórias — não problemas de saúde.</p>
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		<title>Como tirar suas metas de saúde do papel</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-tirar-suas-metas-de-saude-do-papel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 15:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre promessas de ano novo e a realidade, entender como transformar boas intenções em hábitos possíveis faz toda a diferença nos cuidados com a saúde ao longo do ano. Janeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entre promessas de ano novo e a realidade, entender como transformar boas intenções em hábitos possíveis faz toda a diferença nos cuidados com a saúde ao longo do ano.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26267" style="width:702px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Janeiro chega cheio de planos e expectativas. A agenda em branco parece convidar para uma versão mais saudável da vida: comer melhor, ir para a academia, cuidar da mente, fazer check-ups. O problema é que, algumas semanas depois, muita gente já se sente frustrada. Não por falta de vontade, mas por metas grandes ou rígidas demais, desconectadas da vida real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Thiago Fogliati Piccirillo, clínico geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o início do ano é, sim, um ótimo momento para repensar hábitos – desde que as mudanças sejam realistas e sustentáveis. “Pequenas atitudes fazem muita diferença quando são mantidas ao longo do tempo”, explica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Menos promessas, mais possibilidades</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais motivos para abandonar metas é apostar tudo em mudanças radicais. Dietas restritivas, rotinas intensas de exercícios ou agendas cheias de compromissos médicos costumam durar pouco. Em vez disso, vale pensar em mini mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comer melhor, por exemplo, significa dar mais espaço aos alimentos naturais e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sal. Isso ajuda a prevenir doenças como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, além de melhorar a disposição no dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à atividade física, não é obrigatório começar o ano seguindo treinos exaustivos. O ponto essencial é buscar mais movimento. Caminhadas, alongamentos, subir escadas ou qualquer atividade leve feita com regularidade já trazem benefícios importantes para o coração, para o controle do peso e até para a saúde mental. O mais importante é criar hábitos, reforça Dr. Thiago.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Não existe saúde completa sem saúde mental</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se tem um ponto que costuma ficar para trás nas metas de ano novo, é a saúde mental. E isso cobra um preço. Quem está emocionalmente sobrecarregado tende a dormir mal, comer de forma inadequada, ser mais sedentário e abandonar os cuidados médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, quando a mente está mais equilibrada, o sono melhora, o sistema imunológico responde com mais eficiência e fica mais fácil manter hábitos saudáveis. Hoje, a medicina é clara nesse ponto: não existe saúde física plena sem cuidado com a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reservar momentos de descanso, lazer, convívio social e, quando necessário, buscar ajuda profissional ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, fatores que impactam diretamente o corpo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que priorizar, afinal?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O médico destaca três pilares fundamentais:</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Alimentação saudável</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Dar ao corpo que ele precisa reduz o risco de diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade, além de influenciar o humor e o funcionamento do cérebro.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Movimento físico regular</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Exercícios ajudam no bom funcionamento do coração, dos pulmões, favorecem a imunidade e o metabolismo e diminuem naturalmente a ansiedade e os sintomas depressivos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Saúde mental e emocional </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Sem equilíbrio emocional, fica mais difícil manter os outros pilares. Uma boa saúde mental melhora a adesão a hábitos saudáveis e reduz episódios de estresse e ansiedade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Metas precisam de prazo — e de gentileza</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Metas de saúde funcionam melhor quando têm prazos possíveis, acompanhamentos simples e espaço para ajustes. Avaliar o progresso, celebrar pequenas conquistas e entender que recaídas fazem parte do processo é essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomeçar não é falhar. É continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, tirar as metas de saúde do papel não tem a ver com força de vontade infinita, e sim com estratégia, constância e autocuidado. Menos cobrança, mais consciência. Não é tudo ou nada: é um passo de cada vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque saúde não se constrói em janeiro — ela se constrói todos os dias.</p>
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		<title>Qual é o melhor protetor solar? Saiba como escolher, como usar, FPS e mais</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/qual-e-o-melhor-protetor-solar-saiba-como-escolher-como-usar-fps-e-mais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 14:49:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há quem adore o sol na pele e quem prefira a sombra segura; os dois grupos precisam saber qual é o protetor solar adequado para se proteger em todas as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Há quem adore o sol na pele e quem prefira a sombra segura; os dois grupos precisam saber qual é o protetor solar adequado para se proteger em todas as circunstâncias</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26183" style="width:702px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Num dia típico de verão, é quase automático pensar em formas de se proteger do sol: chapéu, guarda-sol, óculos escuros. Mas, entre todas as maneiras de fotoproteção, nenhuma levanta tantas dúvidas quanto o protetor solar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, ele parece só mais um item da lista de cuidados pessoais, como escolher o xampu de sempre — até chegar ao supermercado e encarar a prateleira cheia de opções. A variedade de termos, como “não comedogênico”, “FPS”, “UVA e UVB”&nbsp; “oil-free”, torna a decisão mais complexa, e as texturas variadas podem confundir até os mais decididos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é que, muitas vezes, o protetor solar escolhido não funciona tão bem no dia a dia e acaba esquecido no armário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta dificuldade pode se tornar um problema em um país que enfrenta altos índices de doenças de pele relacionadas à <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dezembro-laranja-exposicao-ao-sol-tem-beneficios-mas-e-preciso-atencao-para-prevenir-o-cancer-de-pele/">exposição solar</a> — o câncer de pele, por exemplo, representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil , segundo o <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-pele#:~:text=Embora%20o%20c%C3%A2ncer%20de%20pele,do%20c%C3%A2ncer%20para%20outros%20%C3%B3rg%C3%A3os%29.">Ministério da Saúde</a>. Além disso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que <a href="https://www.sbd.org.br/pesquisa-da-sbd-aponta-que-mais-de-60-dos-brasileiros-pega-sol-sem-nenhuma-protecao/">60%</a> dos brasileiros se expõem ao sol sem nenhuma proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, preparamos um guia para te ajudar a entender qual é o protetor solar adequado às suas necessidades, respondendo às principais dúvidas sobre o assunto com a ajuda das especialistas Patrícia Guimarães, dermatologista do Real Hospital Português, no Recife, e Cinthia Bognar, oncologista do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">FPS 30, 50, 70: qual escolher e o que significa?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">FPS significa “fator de proteção solar” e se refere ao nível de proteção contra os raios UVB (Ultravioleta B), que atingem a camada superficial da pele (a epiderme) e são responsáveis pelas queimaduras solares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o número que indica por quanto tempo a pele fica protegida antes de começar a queimar. O FPS 30, por exemplo, indica que a epiderme levará <a href="https://www.sbcd.org.br/sou-paciente/para-a-sua-pele/protecao-solar/">30 vezes mais tempo</a> para ficar vermelha do que se não tivesse aplicado o produto. “Mas isso não é um número absoluto, pois existem vários fatores como cor da pele, quantidade, suor, banhos”, explica Guimarães.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quanto maior o FPS, melhor?&nbsp;</h3>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a American Academy of Dermatology, <a href="https://www.aad.org/public/everyday-care/sun-protection/shade-clothing-sunscreen/understand-sunscreen-labels">o FPS 15 filtra cerca de 93% dos raios UVB; o FPS 30 chega a aproximadamente 97</a>%; o <a href="https://www.mdanderson.org/cancerwise/should-you-use-very-high-spf-sunscreen.h00-159460845.html">FPS 50, a 98%; e o FPS 100, a 99%</a>. A diferença pode até parecer insignificante, mas na prática, é bem relevante.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Qual é o FPS recomendado para cada situação?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Bognar recomenda:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Para uso diário urbano, recomenda-se FPS 30 ou mais, desde que inclua proteção UVA; para exposição intensa, como praia, piscina ou prática de esportes, é mais adequado utilizar um protetor com fator 50 ou maior.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">“O FPS mais alto oferece uma maior margem de segurança, já que as pessoas costumam não aplicar a quantidade ideal ou reaplicar frequentemente”, explica a oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ela salienta que, mesmo com FPS alto, a proteção ainda varia conforme o uso. “A eficácia real do protetor solar depende da quantidade e da forma de aplicação corretas, não apenas do número FPS”.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quanto protetor solar aplicar e quando reaplicar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O produto&nbsp;deve ser utilizado em quantidade generosa, formando uma camada uniforme, pelo menos 15 minutos antes da exposição solar. “A dose adequada é de 2 mg por cm², o que equivale a um copo de café pequeno (30 ml) no corpo todo”, exemplifica&nbsp; a oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo que também ajuda a entender quantidades é a famosa regra da colher de chá:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>1 colher de chá para rosto e pescoço;</li>



<li>1 colher de chá para cada braço;</li>



<li>2 colheres de chá para cada perna;</li>



<li>2 colheres de chá para peito e abdômen;</li>



<li>2 colheres de chá para costas e lombar.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar que o efeito do protetor solar diminua ao longo do dia, a dica é reaplicar a cada duas horas e sempre após entrar na água, suar intensamente ou usar a toalha. Além disso, ao se enxugar, evite “esfregar” o tecido na pele — apenas encoste-o delicadamente no corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações de praia ou piscina, vale escolher fórmulas resistentes à água. Mas mesmo essas versões precisam ser reaplicadas para manter a proteção.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">UVA, UVB, PPD, amplo espectro: como decifrar o rótulo do protetor solar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se os rótulos parecem um idioma próprio, vale focar no que realmente importa, começando pela explicação principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radiação ultravioleta (UV) é aquela emitida pelo sol e se divide em três tipos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>UVC</strong>, que é filtrada pela camada de ozônio;</li>



<li><strong>UVB</strong>, parcialmente filtrada, responsável pelas queimaduras solares;</li>



<li><strong>UVA</strong>, que não é filtrada, penetra profundamente na pele, acelera o fotoenvelhecimento e também contribui para desenvolver câncer de pele.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as embalagens falam em <strong>amplo espectro</strong>, ou <em>broad spectrum</em>, significa que o produto protege contra os dois tipos de radiação que mais afetam a pele, o UVA e o UVB. O FPS indica apenas a proteção contra UVB, enquanto o nível de proteção contra UVA é representado pelas siglas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>PPD:</strong> <em>Persistent Pigment Darkening </em>(Escurecimento Persistente da Pigmentação, em português), que mede quanto o protetor solar age contra o escurecimento da pele causado pelos raios UVA;</li>



<li><strong>UVA-PF</strong>: UVA Protection Factor, ou fator de proteção UVA;</li>



<li><strong>PA+++</strong>: classificação que indica proteção alta contra raios UVA. Quanto mais sinais de “+”, maior o nível de proteção.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Protetor solar em creme, em gel ou sérum?&nbsp;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A textura do protetor solar faz toda a diferença. Não porque uma seja melhor do que a outra, mas porque ela é determinante na adesão ao uso diário. Portanto, é uma escolha pessoal e não há certo ou errado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, já existem protetores em <strong>creme</strong>, em <strong>gel</strong>, em <strong>óleo</strong>, em <strong>loção, em spray,</strong> em <strong>sérum e em pó </strong>— além do <strong>bastão</strong>, que ficou mais popular nos últimos anos. “Peles oleosas costumam preferir protetores solares para o rosto em gel-creme ou bastão. No corpo, espalham melhor os produtos em creme ou loção”, sugere Patrícia Guimarães.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros termos ajudam a escolher a textura ideal para o dia a dia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>protetor solar com toque seco</strong> ou <strong>matte</strong> sinalizam um acabamento menos oleoso, que costuma agradar&nbsp; peles mistas e oleosas;</li>



<li><strong>protetor solar não-comedogênico</strong> indica menor risco de acne, pois é formulado para não obstruir os poros;</li>



<li><strong>protetor solar resistente à água</strong> quer dizer que o FPS se mantém por <a href="https://www.aad.org/public/everyday-care/sun-protection/shade-clothing-sunscreen/understand-sunscreen-labels">40 a 80 minutos</a> na água, exigindo reaplicação após esse tempo.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Protetor solar em spray é tão eficaz quanto o em creme?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de práticos, eles podem entregar menos produto do que o necessário, o que pode comprometer a proteção — seja porque <a href="https://www.arpansa.gov.au/news/aerosol-sunscreens-inadequate-uv-coverage">parte do produto se dispersa no ar</a>, como destaca um estudo da Agência Australiana de Proteção contra Radiação e Segurança Nuclear (Arpansa), ou porque recomenda-se que ele seja <a href="https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/does-spray-on-sunscreen-work-as-well-as-lotion">espalhado, não apenas borrifado</a>, e nem todo mundo cumpre as duas etapas.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Protetor solar com cor e outros produtos com FPS protegem?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O protetor com cor funciona perfeitamente sozinho, desde que se aplique a quantidade correta, e é benéfico especialmente para pessoas com melasma. “A pigmentação cria uma barreira extra contra a luz visível que causa manchas na pele”, diz a dermatologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Produtos como base, BB cream ou corretivo com FPS também protegem, mas têm o mesmo desafio. “Se houver dúvidas quanto à quantidade aplicada ser inferior à recomendada, uma opção é usar um protetor solar sem cor antes da aplicação da maquiagem com FPS”, afirma Cinthia Bognar.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Em resumo, como saber se o protetor solar é bom?&nbsp;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre o produto mais caro é o melhor. O que deve receber atenção, de fato, são os fatores de proteção UVA e UVB, a textura compatível com o uso diário e a resistência à água, quando necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplificando, são três simples princípios:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>FPS a partir de 30, sempre com proteção UVA alta;</li>



<li>escolher uma textura que você consiga usar (e reaplicar) todos os dias;</li>



<li>aplicar a quantidade correta e reaplicar a cada 2 horas.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Com essas três regras, qualquer protetor bem usado passa a trabalhar a seu favor.</p>
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		<item>
		<title>Longevidade: o que a ciência já sabe sobre envelhecer?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/longevidade-o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-envelhecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 15:04:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?p=26163</guid>

					<description><![CDATA[<p>Viver mais e melhor é um sonho antigo da humanidade, e a ciência está começando a desvendar os caminhos. Embora ainda não exista uma fórmula mágica para o envelhecimento saudável, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26164" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Post-JAN25-Longevidade-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Viver mais e melhor é um sonho antigo da humanidade, e a ciência está começando a desvendar os caminhos. Embora ainda não exista uma fórmula mágica para o envelhecimento saudável, já sabemos que hábitos, genética e ambiente se combinam de formas complexas para determinar como envelhecemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As descobertas recentes redefiniram o envelhecimento saudável como um processo dinâmico e modificável, contradizendo a suposição de que é um processo fixo e inevitável”, afirma Alexander Daudt, oncologista do Ambulatório de Medicina de Estilo de Vida e Longevidade Saudável do Hospital Moinhos de Vento (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto na década de 1940 a expectativa de vida do brasileiro mal passava de 45 anos, hoje chegamos a 76,4 — um ganho de mais de 30 anos, <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41984-em-2023-expectativa-de-vida-chega-aos-76-4-anos-e-supera-patamar-pre-pandemia">segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>. Paralelamente, aumentaram também as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, que agora <a href="https://www.paho.org/pt/noticias/9-12-2020-oms-revela-principais-causas-morte-e-incapacidade-em-todo-mundo-entre-2000-e">respondem pela maioria da morbidade e mortalidade global</a>, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa epidemia está intimamente ligada a fatores do estilo de vida moderno, incluindo inatividade física, dietas pouco saudáveis, uso de tabaco, consumo excessivo de álcool, estresse crônico e sono ruim, que se tornaram mais prevalentes devido à urbanização, industrialização e mudanças nos ambientes sociais e econômicos”, continua Daudt.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É para cuidar disso que a Medicina do Estilo de Vida e Longevidade Saudável entra em cena. Na prática clínica, essa área&nbsp; atua sobre os fatores que contribuem para doenças crônicas e declínio funcional, mirando as causas e não apenas os sintomas. “Ela difere das abordagens médicas tradicionais por priorizar a mudança terapêutica do estilo de vida como terapia de primeira linha, em vez de depender principalmente de intervenções farmacológicas ou processuais”, explica o oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse ponto, sete descobertas científicas recentes mostram por que envelhecer com saúde é mais possível do que nunca. Eis o que a ciência já descobriu:</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">1. O envelhecimento pode ser parcialmente revertido</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é só prevenir doenças: <a href="https://elifesciences.org/articles/71624">estudos recentes</a> indicam que mudanças no estilo de vida podem desacelerar e até reverter sinais de envelhecimento biológico. Pesquisas com reprogramação epigenética parcial — que restauram células a um estado mais jovem sem transformá-las em células-tronco — e terapias que eliminam células senescentes (senolíticos) sugerem a possibilidade do corpo recuperar funcionalidades perdidas, adicionando anos de vida saudável. Caso as pesquisas avancem, teremos uma grande mudança na ideia de que envelhecer é um declínio inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas linhas de pesquisa, ao integrar genética, epigenética, metabolômica e farmacologia, estão redefinindo o entendimento e as possibilidades de intervenção no envelhecimento humano, com potencial para transformar a prática clínica e a saúde populacional”, detalha o médico.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">2. Hábitos saudáveis podem estender a vida em até 10 anos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com todas as tecnologias de ponta, dieta rica em vegetais, atividade física regular, sono restaurador e conexões sociais de qualidade continuam sendo os pilares mais fortes da longevidade. Estudos conduzidos com grandes populações e publicados em jornais de renome, como The Lancet e Nature, confirmam que combiná-los pode estender a vida saudável em até dez anos. Ou seja, o que culturas antigas já diziam há séculos tem respaldo científico sólido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O efeito sinérgico da combinação de dieta saudável, atividade física e bem-estar psicossocial pode estender a expectativa de vida livre de doenças, apoiando a antiga noção de que as práticas holísticas de estilo de vida são fundamentais para o envelhecimento saudável. Essas descobertas confirmam que as escolhas de estilo de vida enraizadas na sabedoria tradicional são determinantes poderosos da saúde e da longevidade”, prossegue.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">3. Genética não é destino</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não estamos fadados a repetir os quadros de saúde de nossos ascendentes por questões genéticas. O envelhecimento é profundamente influenciado pelo ambiente, pelos hábitos diários e até pelo microbioma intestinal, que é o conjunto de microrganismos do bem que vivem no trato gastrointestinal. O expossoma — tudo a que somos expostos ao longo da vida — afeta inflamação, metabolismo e saúde celular.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: <a href="https://www.nature.com/articles/s41591-024-03483-9">mexer no estilo de vida e no ambiente</a> pode <em>realmente</em> mudar a forma como envelhecemos.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">4. Solidão aumenta o risco de adoecer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde mental não é apenas estar bem. Emoções positivas, propósito de vida e conexões sociais fortes reduzem inflamação, pressão alta e envelhecimento celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria OMS emitiu um relatório afirmando que <a href="https://news.un.org/pt/story/2025/07/1850156">“solidão e isolamento estão associados a cerca de 100 mortes por hora”</a>. Já estudos publicados por instituições de renome, como a American College of Cardiology, mostram que <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacadv.2024.100890">isolamento</a> e relações de baixa qualidade aceleram o envelhecimento, aumentam o risco de <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jchf.2022.11.028">doenças</a> e morte precoce — enquanto apoio social e experiências positivas funcionam quase como uma intervenção médica preventiva.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">5. A sexualidade importa em qualquer idade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falando em relacionamentos, evidências recentes confirmam que uma <a href="https://ggaging.com/details/248/pt-BR/correlates-between-physical-fitness-and-sexual-activity-in-elderly">vida sexual ativa está associada a melhor saúde</a> física, mental e emocional. Embora a sexualidade na velhice tenha sido subestimada no passado, já se sabe que relações íntimas satisfatórias e intimidade emocional funcionam como preditores de vitalidade, autoestima e longevidade. Mudanças fisiológicas com a idade não impedem a construção e manutenção de relações significativas; cuidar da vida sexual é parte do envelhecimento saudável.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">6. Menos é mais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos aspectos da vida, moderação faz milagres. Reduzir calorias sem desnutrir, dormir adequadamente, limitar exposição a estresse crônico e poluentes, e até evitar excessos de medicamentos podem desacelerar o envelhecimento e reduzir doenças crônicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pesquisas <a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-47097516">em Okinawa</a>, no Japão, e ensaios clínicos como <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31303390/">CALERIE</a> mostram que <a href="https://www.science.org/content/article/restricting-calories-may-extend-life-can-molecule-do-it-without-hunger-pangs">comer um pouco menos, sem passar fome, aumenta anos de vida saudável</a>”, pontua Daudt. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O CALERIE (Comprehensive Assessment of Long-term Effects of Reducing Intake of Energy) foi um ensaio randomizado controlado para avaliar os efeitos da restrição calórica na saúde de adultos jovens e de meia-idade. Após 2 anos, a restrição calórica levou à perda de peso, redução de gordura corporal e melhora persistente de fatores de risco cardiometabólicos.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">7. Bom condicionamento cardiorrespiratório é um superpoder</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que se mexer, o condicionamento do coração e dos pulmões (aptidão cardiorrespiratória, ou ACR) é um dos melhores preditores de longevidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da idade ou do histórico esportivo, melhorar a ACR reduz riscos de doenças e mortalidade. Isso mostra que nunca é tarde para começar: cada treino bem feito pode literalmente prolongar anos de vida com saúde.</p>
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		<title>Mente flexível: como manter-se aberto ao novo protege a saúde mental e o cérebro ao longo da vida</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/mente-flexivel-como-manter-se-aberto-ao-novo-protege-a-saude-mental-e-o-cerebro-ao-longo-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 20:08:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprendizagem contínua e atividades estimulantes ajudam a prevenir o declínio cognitivo e fortalecem a saúde mental em todas as fases da vida Manter a mente aberta ao novo deixou de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Aprendizagem contínua e atividades estimulantes ajudam a prevenir o declínio cognitivo e fortalecem a saúde mental em todas as fases da vida</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-26161" style="width:775px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Manter a mente aberta ao novo deixou de ser apenas uma forma de ver a vida para ser uma prática concreta de saúde mental. A capacidade de aprender, adaptar-se e aceitar mudanças ativa a neuroplasticidade, processo pelo qual o cérebro reorganiza suas conexões, contribuindo para maior equilíbrio emocional, autonomia e proteção contra o declínio cognitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sua participação na última edição do <strong>Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp)</strong>, o consultor e palestrante Dado Schneider, especialista em mudanças de gerações e comportamento digital, trouxe reflexões que dialogam com esse conceito. Para ele, a vida está cada vez mais acelerada e, diante desse ritmo intenso, a idade cronológica deixou de ser o maior diferencial. &#8220;A gente não se diferencia mais por idade; a gente se diferencia por mentalidade&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa visão encontra respaldo na ciência: manter-se intelectualmente ativo, curioso e adaptável é um dos pilares do envelhecimento saudável para qualquer pessoa interessada em preservar a qualidade de vida ao longo do tempo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que é ter a mente flexível e por que isso é tão importante?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Flexibilidade mental é a capacidade de rever crenças, ajustar comportamentos e incorporar novos aprendizados diante de mudanças. Ela está diretamente ligada à resiliência psicológica, que é a habilidade de enfrentar desafios sem perder o equilíbrio emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a perspectiva neurológica, essa flexibilidade está conectada à neuroplasticidade, que permite ao cérebro criar novas conexões ao longo da vida. Isso significa que não existe idade limite para aprender, já que a neuroplasticidade mantém o cérebro capaz de se modificar, reorganizar circuitos neuronais e se adaptar a novas experiências em qualquer fase da vida. Pelo contrário: quanto mais o cérebro é desafiado de forma saudável, maior sua capacidade de se manter funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dado Schneider sintetiza essa ideia de forma contundente: &#8220;O problema não é a idade. O problema é quando a cabeça para no tempo.&#8221; A rigidez mental, segundo ele, é um dos maiores obstáculos para quem deseja envelhecer com vitalidade.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Aprender na vida adulta realmente previne o declínio cognitivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, e as evidências são robustas. O <strong>ACTIVE Trial (Advanced Cognitive Training for Independent and Vital Elderly)</strong>, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), acompanhou idosos submetidos a treinamentos cognitivos em memória, raciocínio e velocidade de processamento. Os resultados mostraram melhora significativa nessas áreas e manutenção dos ganhos por até 10 anos. Os participantes também apresentaram melhor desempenho em atividades da vida diária, reforçando o impacto funcional desses estímulos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo relevante, publicado em 2025 na revista <em>Innovation in Aging</em>, analisou adultos envolvidos em programas educacionais na maturidade. Os pesquisadores observaram que esses indivíduos apresentaram trajetórias cognitivas superiores ao longo do tempo, mesmo deixando de fora variáveis como escolaridade e saúde física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados sustentam a ideia de que aprender continuamente não é apenas enriquecedor, é uma estratégia preventiva real. Como diz Schneider: &#8220;Quem não aprende, desaprende a viver.&#8221;</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais atividades fortalecem a mente e reduzem o risco de demência?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das revisões sistemáticas mais citadas sobre o tema foi publicada na revista <em>International Psychogeriatrics</em>. Revisão sistemática, no caso, é um tipo de estudo que reúne e analisa diversos trabalhos científicos já existentes sobre um mesmo assunto, permitindo uma visão mais ampla e confiável das evidências disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores analisaram 19 estudos que acompanharam pessoas mais velhas ao longo do tempo e observaram que aquelas que se envolviam regularmente em atividades mentalmente estimulantes apresentavam menor risco de desenvolver demência e outros tipos de problemas cognitivos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as atividades analisadas estavam leitura, jogos intelectuais, aprendizado de novas habilidades, participação em cursos e envolvimento cultural. Segundo os autores, essas práticas ajudam o cérebro a se manter ativo e saudável, fortalecendo funções como memória, atenção e raciocínio, além de contribuírem para a chamada reserva cognitiva, uma espécie de “proteção extra” que ajuda o cérebro a lidar melhor com os efeitos do envelhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as atividades mais citadas na revisão estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>leitura frequente;</li>



<li>aprender um novo idioma;</li>



<li>tocar instrumentos musicais;</li>



<li>jogos de estratégia;</li>



<li>participação em cursos;</li>



<li>envolvimento em grupos sociais e culturais.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Essas práticas estimulam áreas do cérebro ligadas à memória, atenção e funções executivas, além de promoverem engajamento social, outro fator protetor comprovado.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como a rigidez mental impacta a saúde emocional?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A dificuldade em lidar com mudanças pode gerar sofrimento emocional. Pessoas com maior rigidez cognitiva costumam apresentar mais estresse, ansiedade e sensação de perda de controle. Essa relação é respaldada por evidência científica sólida. Um estudo clássico de Hayes et al. (2006), publicado na revista <em>Behaviour Research and Therapy</em>, demonstrou que a chamada inflexibilidade psicológica está associada a maior ocorrência de ansiedade, depressão e pior regulação emocional, destacando que a capacidade de adaptação cognitiva é um fator central para a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse padrão também pode ser observado em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH, condições nas quais a rigidez de pensamento e a dificuldade de adaptação a mudanças são mais frequentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dado Schneider reforça esse ponto ao afirmar: &#8220;A maior competência do século XXI é a capacidade de mudar.&#8221; Em um mundo em rápida transformação, insistir em modelos antigos pode gerar frustração, sentimento de inadequação e isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mente flexível, por outro lado, favorece a adaptação, o aprendizado e o desenvolvimento de novos sentidos para a vida em fases de transição.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Qual é a relação entre mente flexível e saúde mental?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ser mentalmente flexível impacta diretamente o bem-estar emocional. Essa postura está associada a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>redução de sintomas de ansiedade e depressão;</li>



<li>maior autoestima;</li>



<li>sensação de propósito renovado;</li>



<li>capacidade de lidar melhor com mudanças da menopausa e aposentadoria.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem tem mais de 50 anos, aprender algo novo pode significar resgatar autoestima, autonomia e identidade. &#8220;O mundo mudou, mas a gente pode mudar também. Essa é a grande liberdade”, resume o especialista.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O papel da curiosidade no envelhecimento saudável</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A curiosidade é uma aliada poderosa da longevidade cognitiva. Estudos em neurociência demonstram que estados de curiosidade ativam o sistema dopaminérgico, especialmente áreas ligadas ao circuito de recompensa, favorecendo a aprendizagem e a consolidação da memória.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na revista <em>Neuron</em> mostrou que pessoas em estado de alta curiosidade — ou seja, quando percebem que falta uma informação e sentem vontade de descobri-la — apresentam maior ativação no hipocampo, região do cérebro fundamental para a memória e o aprendizado. Esse processo ocorre porque a curiosidade estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor ligado à motivação e ao prazer, o que melhora a atenção e facilita a fixação das informações na memória. Como resultado, indivíduos curiosos tendem a aprender melhor e reter o conteúdo por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter o interesse por novas experiências, ideias e conhecimentos ajuda a preservar a vitalidade emocional e cognitiva, além de ampliar horizontes e redes sociais, favorecendo o engajamento mental contínuo e a construção de reserva cognitiva ao longo da vida.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como estimular a mente flexível no dia a dia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas práticas simples e eficazes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>experimentar atividades novas regularmente;</li>



<li>fazer cursos e oficinas;</li>



<li>ler sobre temas diferentes;</li>



<li>estimular o pensamento crítico;</li>



<li>questionar rotinas automáticas;</li>



<li>praticar hobbies criativos.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Schneider, &#8220;a gente foi treinado para ter certeza. Agora precisamos ser treinados para lidar com a dúvida.&#8221; Essa abertura para o desconhecido é um dos caminhos para a saúde mental.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">É possível desenvolver essa habilidade em qualquer idade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. A neuroplasticidade existe ao longo de toda a vida. Embora o ritmo de aprendizado possa variar, o impacto positivo da estimulação cognitiva permanece. Evidências científicas mostram que o cérebro adulto continua capaz de se reorganizar estrutural e funcionalmente em resposta a novos estímulos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo clássico publicado na revista <em>Nature</em> demonstrou que adultos que aprenderam a fazer malabarismo apresentaram aumento de massa cinzenta em áreas relacionadas ao processamento visual e coordenação motora, comprovando que o cérebro continua plástico mesmo após a juventude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca é tarde para começar. Pequenos passos, como iniciar um novo curso ou hobby, já produzem efeitos positivos no bem-estar mental e emocional, além de contribuírem para a manutenção da saúde cognitiva ao longo do tempo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Mente flexível como ferramenta de reinvenção após os 50</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada vez mais pessoas iniciam novos projetos, retomam carreiras, empreendem ou descobrem talentos na maturidade. A mente flexível permite romper com a ideia de que &#8220;já passou o tempo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaca Schneider: &#8220;O futuro não é mais previsão. O futuro virou uma obrigação diária.&#8221; Adaptar-se passa a ser uma escolha consciente de cuidado consigo mesmo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Mente flexível: saúde em longo prazo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cultivar uma mente flexível é investir em autonomia, vitalidade e qualidade de vida. A ciência mostra que aprender continuamente, manter-se intelectualmente ativo e buscar novas experiências protege o cérebro e fortalece a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não é o mais forte que sobrevive, é o mais adaptável”, reforça Schneider.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem deseja envelhecer com lucidez, protagonismo e bem-estar, a flexibilidade mental é um dos pilares mais valiosos da saúde integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter-se aberta ao novo é, acima de tudo, um ato de cuidado profundo com a própria mente e com a própria história. &#8220;O futuro não é mais previsão. O futuro virou uma obrigação diária”, conclui.</p>
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		<title>Dr. ChatGPT: quais são os riscos de se consultar com uma IA?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dr-chatgpt-quais-sao-os-riscos-de-se-consultar-com-uma-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 19:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[chatGPT]]></category>
		<category><![CDATA[consulta médica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o assunto é saúde, quase metade da população já pediu conselhos para uma IA, que pode ajudar a decifrar a linguagem médica para engajar pacientes. Mas até que ponto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Quando o assunto é saúde, quase metade da população já pediu conselhos para uma IA, que pode ajudar a decifrar a linguagem médica para engajar pacientes. Mas até que ponto é seguro?</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_chatgpt_thumb-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-26140" style="width:668px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_chatgpt_thumb-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_chatgpt_thumb-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_chatgpt_thumb-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_chatgpt_thumb-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_chatgpt_thumb.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<p class="wp-block-paragraph">Revisor de texto, assistente pessoal, psicólogo, confidente e até “médico de plantão” — basta ver a quantidade de gente tentando fazer <strong>consultas com o ChatGPT</strong>. Para muitos, as inteligências artificiais generativas já ocupam todos esses papéis: disponíveis 24 horas por dia, sempre prontas para ouvir queixas e oferecer respostas para qualquer tipo de problema. O que deveria ser apenas um recurso de apoio, porém, rapidamente passou a atuar como protagonista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quase <strong>metade da população</strong> (49%), <strong>pedir conselhos para as IAs</strong> já faz parte da realidade, segundo pesquisa liderada pela <a href="https://www.talkdigital.co/assets/pesquisas/IA-na-Vida-Real-TALK-Report-25.pdf">Talk Digital</a>. Outros 58% afirmam usá-las para resolver questões pessoais e emocionais, como fariam com um amigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento digital da geração Z adicionou mais um elemento a essa conta: as <strong>buscas no TikTok</strong>. Um levantamento global da <a href="https://www.adobe.com/express/learn/blog/using-tiktok-as-a-search-engine">Adobe</a>, divulgado em 2024, mostrou que 64% dos nascidos entre 1995 e 2010 recorrem à plataforma quando querem encontrar informações online. E, claro, o velho “Dr. Google” continua firme. Um estudo da <a href="https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/article/view/10711">Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz</a>) revelou que <strong>85,6% dos pacientes relataram buscar informações de saúde online</strong>, às vezes antes mesmo de procurar um profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto o uso do Google e das redes sociais quanto da IA generativa tornam evidente a ânsia dos usuários por respostas rápidas. O problema é que essa busca por uma suposta praticidade esbarra em limites claros, escancarados com o uso dos chatbots. Nem toda dúvida médica cabe em uma conversa com uma IA ou nos mecanismos de busca, então até onde podemos confiar nessas ferramentas quando o assunto é saúde?</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Quando usar IA na saúde pode ser arriscado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para o médico sanitarista e pediatra Daniel Becker, que palestrou no Congresso Nacional de Hospitais Privados &#8211; Conahp 2025, a linha entre “informação útil” e “informação perigosa” fica mais tênue do que nunca, em grande parte por causa do ambiente caótico das redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As plataformas manipulam a atenção das pessoas com algoritmos que exploram prazer e indignação”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso em mente, dá para entender por que as IAs generativas ganharam tanto espaço na busca por informações de saúde online. Elas florescem em um ambiente digital que já <strong>privilegia respostas rápidas e informações resumidas</strong>, exatamente o tipo de consumo ao qual muitos usuários estão habituados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, por serem ferramentas muito acessíveis, disponíveis o tempo todo e capazes de formular respostas bem estruturadas, os chatbots acabam chamando a atenção de quem está buscando orientação rápida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o <strong>risco de consultar uma IA</strong> generativa, como ChatGPT e Gemini, para questões de saúde se dá também pelo fato de ela não entender contextos clínicos, <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11624039">gerando respostas imprecisas</a>. Sem a supervisão de um profissional, a IA tende a simplificar problemas complexos e oferecer orientações potencialmente perigosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A grande característica da informação de saúde online é que ela vem descontextualizada. A gente tem que contextualizar a informação e a desinformação ao caso do paciente”, explica o médico. “Cabe a nós, médicos, sermos curadores não só de doenças, mas também de informação.&#8221;</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Quando a IA na saúde realmente ajuda?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao passo que é importante reconhecer os riscos, é impossível ignorar o <strong>impacto positivo que as tecnologias de IA podem trazer para a saúde</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11624039">Um estudo de 2024</a> mostra que chatbots podem <strong>facilitar a compreensão do paciente</strong> ao simplificar a linguagem médica para pessoas de diferentes idades e níveis de escolaridade. Outro <a href="https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/68693/1/Consultas%20M%C3%A9dicas%20na%20Era%20Digital%20A%20Perspectiva%20dos%20M%C3%A9dicos%20sobre%20Pacientes%20que%20Buscam%20Informa%C3%A7%C3%B5es%20Online%20em%20Campo%20Grande%20-%20MS.pdf">estudo, brasileiro</a>, apontou que buscar informações de saúde online pode <strong>melhorar a adesão ao tratamento</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://www.philips.com/c-dam/assets/corporate/global/future-health-index/report-pages/experience-transformation/2025/br/philips-future-health-index-2025-report-building-trust-in-healthcare-ai-br.pdf">Future Health Index 2025</a>, publicado pela Philips, indica ainda outro aspecto da IA para além das ferramentas como o Chat GPT. Grande parte dos profissionais (88%) acredita que a tecnologia pode <strong>ampliar a capacidade de atendimento</strong>, enquanto 81% veem potencial para reduzir os tempos de espera. Para 65%, as IAs podem liberar tempo para que os profissionais de saúde <strong>aumentem a interação presencial</strong>, fortalecendo o vínculo com os pacientes.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Como usar IA na saúde com segurança</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação é usar a inteligência artificial com parcimônia, e sempre como complemento, nunca como substituto de orientação qualificada. Na prática, isso significa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>priorizar <strong>fontes confiáveis</strong>;</li>



<li>seguir <strong>comunicadores científicos</strong>;</li>



<li><strong>buscar profissionais</strong> de saúde para interpretar informações.<br></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, é usar IA apenas para entender melhor, não para diagnosticar ou tratar. Como destaca Becker, esse equilíbrio é essencial. “A IA pode ter potencial, mas não se ela for substituir a presença, a interação, a criação e o raciocínio humano. É não terceirizar a nossa humanidade para o mundo digital”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você quiser entender ainda mais como a IA já está transformando o cuidado em saúde, vale explorar outros conteúdos do blog Saúde da Saúde. Saiba <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/a-inteligencia-artificial-ja-esta-sendo-usada-na-saude-descubra-como-isso-te-beneficia/">como a inteligência artificial já está sendo usada na saúde</a>, descubra de que forma ela pode <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/inteligencia-artificial-pode-melhorar-sua-relacao-com-os-medicos-entenda/">melhorar a sua relação com os médicos</a>, e veja também <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/inteligencia-artificial-monitoramento-de-pacientes-aumenta-agilidade-e-eficacia-de-tratamentos-na-internacao-e-pronto-atendimento/">como a IA traz mais agilidade, eficácia nos tratamentos e suporte às decisões clínicas</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dr-chatgpt-quais-sao-os-riscos-de-se-consultar-com-uma-ia/">Dr. ChatGPT: quais são os riscos de se consultar com uma IA?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
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		<title>O que é atenção primária e por que ela faz parte do futuro da saúde</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-que-e-atencao-primaria-e-por-que-ela-faz-parte-do-futuro-da-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 17:04:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine o cenário: um homem idoso chega ao hospital com pneumonia. A equipe médica dá o diagnóstico e, durante a investigação, percebe alterações na pressão arterial do paciente. O profissional [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/sds_drauzio_thumb__00002-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-26015" style="width:661px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/sds_drauzio_thumb__00002-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/sds_drauzio_thumb__00002-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/sds_drauzio_thumb__00002-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/sds_drauzio_thumb__00002-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/sds_drauzio_thumb__00002.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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<p class="wp-block-paragraph">Imagine o cenário: um homem idoso chega ao hospital com pneumonia. A equipe médica dá o diagnóstico e, durante a investigação, percebe alterações na pressão arterial do paciente. O profissional de saúde, então, prescreve medicações para controlar esses sintomas e pede para o paciente voltar em três meses. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso parece resolvido. Mas ele nunca mais volta. Talvez tenha perdido o contato do médico, talvez nem lembre o nome dele, talvez não sinta desconforto e ache que não precisa agendar o retorno. O cuidado, então, se interrompe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O trabalho não pode terminar aí”, defendeu o médico, cientista e oncologista Drauzio Varella, em sua palestra no Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp), em outubro. “O hospital tem que ser uma comunidade. Hoje, é possível estabelecer uma rede de controle em que esse contato persista. Você não pode funcionar só como um pronto-socorro que resolveu aquele problema”, afirmou.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Atenção primária</strong><strong>: o pilar que transforma o cuidado em continuidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse exemplo ilustra um dos principais desafios da atenção primária à saúde no Brasil e, de forma crescente, da saúde suplementar. O País envelheceu e, com isso, doenças crônicas como hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca e tantas outras têm se tornado a maior parte da demanda. Essas são condições que exigem acompanhamento contínuo, proximidade e integração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que entra a atenção primária: transformar o cuidado episódico em relações duradouras, capazes de prevenir complicações, reduzir internações e promover qualidade de vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação de Drauzio Varella, a lógica de esperar as pessoas adoecerem para agir já não se sustenta. É um modelo que consome recursos, sobrecarrega hospitais e não resolve o problema central: a falta de acompanhamento contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse sistema não tem chance nenhuma de dar certo, porque não vai haver dinheiro suficiente. A atuação do hospital não pode se limitar ao pronto-socorro e não pode se limitar à internação. Do que nós precisamos? Atenção primária. Isso é fundamental”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse primeiro nível de atenção abrange promoção de saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção do bem-estar. Quando a atenção primária não funciona, o resultado é conhecido: superlotação hospitalar e aumento dos custos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.conass.org.br/atencao-primaria-e-capaz-de-resolver-85-das-demandas-de-saude/">Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 85% dos problemas de saúde poderiam ser resolvidos sem a necessidade de pronto-socorro.</a> “E essa cultura que criamos nos prontos-socorros funciona especialmente onde falha a atenção à saúde”, completou o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SUS já demonstrou o potencial dessa abordagem. A Estratégia de Saúde da Família alcança cerca de dois terços dos lares brasileiros, com equipes multiprofissionais e 240 mil agentes comunitários que conhecem a realidade local. Essa experiência mostra que proximidade, vínculo e prevenção são mais eficientes do que intervenções isoladas.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Educação também é </strong><strong>atenção primária</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falar em atenção primária também é falar em educação. Não apenas a educação formal dos profissionais de saúde, mas a construção de uma cultura de autocuidado que começa no cotidiano das pessoas. “Não dá para passar o dia inteiro sentado, comendo tudo o que te oferecem”, provocou o médico, ao discutir o impacto dos hábitos modernos sobre as doenças crônicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dimensão educativa da atenção primária é o que sustenta mudanças duradouras. Embora parte da população ainda enfrente barreiras de acesso à alimentação saudável, outra grande parte nunca teve tantas opções à disposição, como frutas, verduras e alimentos frescos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, uma pessoa de classe média no Brasil tem uma dieta muito melhor do ponto de vista nutricional do que os nobres da Idade Média. E, mesmo assim, estamos indo para o caminho dos ultraprocessados”, refletiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação, defende o médico, é um dos pilares da atenção primária à saúde, capaz de transformar comportamentos e reduzir o surgimento de doenças crônicas. O exemplo do tabagismo mostra isso: sem grandes campanhas governamentais, mas com políticas consistentes, o País reduziu drasticamente o consumo de cigarros. “Comportamentos dão trabalho, não são mudados de um dia para o outro, mas mudam. Com a educação, a gente consegue mudar”, reforça.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Então, qual é o meu papel nisso tudo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado a organização dos serviços e a educação popular são determinantes, há também um papel ativo das pessoas em trazer a atenção primária para sua realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo é escolher um serviço ou profissional de referência, seja uma Unidade Básica de Saúde (UBS, o antigo “postinho”) ou seu médico de escolha, via plano de saúde ou particular. O ideal é manter uma relação contínua, mesmo na ausência de sintomas, e comprometer-se (consigo mesmo e com o profissional) a fazer check-ups periódicos. Esse vínculo favorece a continuidade do cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E fora do consultório, todo mundo pode se ajudar: praticar atividades físicas, optar por alimentos naturais e variados, não fumar, maneirar no consumo de álcool e dormir bem. Se houver qualquer problema em seguir essas recomendações, o profissional de saúde também pode ajudar.</p>
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