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	<title>Arquivos Bem-Estar - Anahp</title>
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	<title>Arquivos Bem-Estar - Anahp</title>
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		<title>Detox? Desinflamar o organismo? Conheça os principais  mitos de saúde que viralizam nas redes sociais </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 23:31:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que parece apenas uma dica pode reforçar práticas sem respaldo científico, estimular excessos e gerar riscos que vão da ansiedade a intervenções médicas desnecessárias “Este exame deveria ser obrigatório”, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/detox-desinflamar-o-organismo-conheca-os-principais-mitos-de-saude-que-viralizam-nas-redes-sociais/">Detox? Desinflamar o organismo? Conheça os principais  mitos de saúde que viralizam nas redes sociais </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O que parece apenas uma dica pode reforçar práticas sem respaldo científico, estimular excessos e gerar riscos que vão da ansiedade a intervenções médicas desnecessárias</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/SDS-Social-Media-MAR26-Desbancando-X-mitos-de-s-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26677" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/SDS-Social-Media-MAR26-Desbancando-X-mitos-de-s-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/SDS-Social-Media-MAR26-Desbancando-X-mitos-de-s-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/SDS-Social-Media-MAR26-Desbancando-X-mitos-de-s-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/SDS-Social-Media-MAR26-Desbancando-X-mitos-de-s-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/SDS-Social-Media-MAR26-Desbancando-X-mitos-de-s-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Este exame deveria ser obrigatório”, “detox diário melhora tudo”, “cansaço? pode ser inflamação”, “minha avó já fazia e a ciência confirmou.” Frases assim, diretas e convincentes, circulam diariamente nas redes sociais. Todas têm algo em comum: a promessa de respostas simples para problemas complexos. Em um ambiente onde informação e opinião se misturam, conteúdos simplificados alcançam principalmente quem busca orientação imediata, muitas vezes sem ferramentas para avaliar riscos ou contexto. Nesse cenário, algoritmos passaram a funcionar como vitrines de conselhos médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo conduzido pela Universidade de Sidney, na Austrália, e publicado na revista <em>JAMA Network Open </em>analisou cerca de mil publicações sobre saúde, direcionadas a um público de quase 200 milhões de seguidores. A maior parte dos conteúdos tinha caráter promocional, envolvia interesses financeiros e abordava tratamentos desnecessários, sem mencionar riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os temas mais recorrentes estavam exames divulgados como essenciais para qualquer pessoa saudável, avaliações hormonais tratadas como solução universal e testes genéticos apresentados como ferramentas capazes de prever o futuro da saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema, segundo Brooke Nickel, principal autora do estudo e pesquisadora da universidade, é que esse tipo de abordagem pode estimular o excesso de exames, gerar ansiedade, levar a diagnósticos desnecessários e resultar em tratamentos que não trazem benefício real — e podem até causar mal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ray Moynihan, coautor do estudo e professor da Universidade Bond, na Austrália, classificou o cenário como uma “crise de saúde pública”, afirmando que a desinformação contribui para o aumento do sobrediagnóstico — diagnóstico de uma condição médica que não causa sintomas ou problemas ao paciente, que leva a tratamentos desnecessários (o chamado sobretratamento) e estresse ao paciente — e pressiona os sistemas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lógica das redes favorece histórias pessoais e resultados rápidos. Já a medicina funciona de outra forma: exige tempo, evidência, análise clínica e individualização do cuidado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem tudo o que viraliza representa avanço e nem toda prevenção significa fazer mais exames. Análises do mesmo estudo também indicaram que postagens feitas por médicos ou por influenciadores sem interesses financeiros tendem a ser mais equilibradas e responsáveis, reforçando a necessidade de maior regulamentação desse tipo de conteúdo nas plataformas digitais.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Países avançam sobre um território ainda sem regras</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O assunto já ultrapassou o campo científico e chegou aos governos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na França, o Parlamento aprovou em 2023 uma legislação específica para influenciadores, proibindo a promoção de cirurgias estéticas e de produtos associados a dietas extremas. As penalidades previstas para quem infringir a nova lei são de até dois anos de prisão e multa de 300 mil euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na China, influenciadores estão proibidos de abordar temas de alto nível técnico sem qualificação comprovada. Áreas como medicina, direito e educação só podem ser tratadas por profissionais habilitados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a discussão avança com a Lei 15.325, conhecida como a lei da profissionalização da criação de conteúdo, que reconhece oficialmente a atividade como profissão e estabelece regras para a produção e a distribuição dessas publicações. A medida amplia a responsabilização jurídica dos criadores, exige transparência e impõe tributação. Tenta organizar um setor que cresceu sem regras, mas deixa uma lacuna: o texto não define parâmetros éticos nem diretrizes específicas, sobretudo em áreas sensíveis como orientações de saúde. Assim, permanece em aberto justamente onde os riscos ao público podem ser maiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando conselhos médicos circulam como tendências, opiniões pessoais podem ganhar o peso de orientação clínica. E é justamente nesse espaço que nascem muitos dos mitos de saúde mais compartilhados hoje. Veja alguns a seguir e o que a ciência realmente diz sobre eles.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>MITO 1: Quanto mais exames, melhor</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de que fazer muitos exames é sinônimo de cuidado ganhou força com a chamada <em>check-up culture</em> das redes sociais. Checklists prontos, baterias de testes e promessas de “prevenção completa” passaram a ser apresentados como rotina ideal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que a ciência mostra o contrário. Iniciativas como a Choosing Wisely Brasil alertam que exames só trazem benefício quando existe indicação clínica clara. Fora desse contexto, eles podem gerar efeitos indesejados: resultados falsamente alterados, ansiedade, investigações em cascata e até procedimentos invasivos desnecessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ignorar idade, histórico clínico e fatores individuais, o excesso de exames pode produzir mais preocupação do que proteção. Na medicina baseada em evidências, prevenir. significa investigar o que realmente faz sentido para cada pessoa, não investigar tudo de forma descriteriosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>MITO 2: O corpo precisa de detox</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia central deste mito é: o organismo estaria constantemente acumulando toxinas e precisaria de ajuda para se recuperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o corpo humano já possui sistemas naturais de desintoxicação altamente eficientes, conduzidos principalmente pelo fígado, rins, pulmões e intestino. Revisões científicas reunidas pela <em>British Dietetic Association</em> mostram que não há evidências consistentes de benefício em dietas detox comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao sugerir que o corpo está sempre “contaminado”, cria-se uma sensação de urgência que favorece a venda de produtos, suplementos e programas alimentares. Na prática, para a maioria das pessoas saudáveis, e o que sustenta o bom funcionamento do organismo não são protocolos restritivos, mas hábitos contínuos: alimentação equilibrada, sono adequado e acompanhamento médico quando necessário.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>MITO 3: Inflamação é a grande culpada</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">“Seu corpo está inflamado.” A frase virou uma das mais repetidas nas redes, associada a sintomas tão diferentes quanto cansaço, acne, ganho de peso, ansiedade ou queda de cabelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na medicina, porém, inflamação é um processo biológico específico. Pode ser aguda, parte da resposta do organismo a infecções ou lesões, ou crônica, quando persiste por longos períodos e se relaciona a determinadas condições metabólicas. Cada situação envolve mecanismos distintos e critérios clínicos de diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A simplificação também aparece na popularização das chamadas “dietas anti-inflamatórias”. Em reportagem da Agência Einstein, a endocrinologista Cláudia Schmidt, do Hospital Israelita Albert Einstein, afirma que não existe uma dieta capaz de “desinflamar” o organismo. Segundo a médica, a redução de processos inflamatórios está associada a hábitos como controle do peso, atividade física regular e alimentação equilibrada, e não a alimentos isolados considerados “inflamatórios” ou “milagrosos”.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>MITO 4: Hormônios como atalho para energia e juventude</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nas redes sociais, hormônios passaram a ser apresentados como solução rápida para fadiga, baixa libido, envelhecimento e até falta de disposição. Testosterona, progesterona e estradiol aparecem frequentemente associados à promessa de recuperar performance física, equilíbrio emocional ou vitalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A endocrinologia, porém, segue outro princípio: reposição hormonal existe para tratar deficiências comprovadas, não sintomas vagos. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM) alerta para o uso indiscriminado dessas substâncias, especialmente quando indicadas com objetivos estéticos, antienvelhecimento ou de aumento de desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados reunidos pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM), Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO) e Associação Médica Brasileira (AMB) mostram que a maior parte das pessoas que procuram hormônios manipulados são mulheres, com média de idade próxima aos 43 anos. Entre as motivações relatadas, 45,9% buscavam fins estéticos, 37% queriam combater o cansaço e cerca de 29,2% procuravam aliviar sintomas da menopausa, muitas vezes sem avaliação adequada ou indicação clínica precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco incutido nessas medidas é que a suplementação de hormônios não funciona como em suplementos comuns. Quando usados sem necessidade comprovada ou acompanhamento rigoroso, podem aumentar a probabilidade de eventos cardiovasculares, alterações metabólicas e outros efeitos adversos relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a lógica da performance começa a substituir a medicina baseada em necessidade clínica. Em vez de tratar doenças, cria-se a ideia de que qualquer desconforto cotidiano exige correção hormonal — transformando substâncias potentes em soluções simplificadas para problemas complexos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>MITO 5: Se funcionou para mim, funciona para você</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Relatos pessoais ganharam protagonismo nas redes sociais. Histórias de antes e depois, rotinas compartilhadas e testemunhos emocionais costumam soar mais convincentes do que gráficos, estudos ou recomendações médicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo publicado na JAMA Network Open, cerca de 34% das postagens analisadas se baseavam na experiência individual, mostrando como narrativas pessoais se tornaram uma das principais formas de comunicação em saúde online.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que experiência não equivale a evidência científica. Um resultado positivo isolado pode estar relacionado a múltiplos fatores — características individuais, evolução natural da condição, efeito placebo ou mudanças paralelas no estilo de vida. Ainda assim, o cérebro humano tende a valorizar histórias que confirmam aquilo em que já acredita, fenômeno conhecido como viés de confirmação. Soma-se a isso o chamado efeito testemunha: quanto mais identificável é a pessoa que relata a experiência, maior a sensação de confiança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As próprias plataformas ampliam esse cenário. Algoritmos privilegiam conteúdos simples, emocionais e assertivos — exatamente o oposto da prática médica, que trabalha com probabilidades, incertezas e decisões individualizadas. Em saúde, essa diferença cria um risco estrutural: a ciência fala em chances e o algoritmo prefere promessas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que a educação em saúde se torna essencial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que compreender como avaliar informações médicas é parte fundamental do cuidado. Perguntas simples ajudam:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Há fonte científica? </li>



<li>Existe indicação universal ou depende do perfil do paciente? </li>



<li>Há menção a riscos e limitações?</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A relação médico-paciente continua sendo o espaço onde essas nuances podem ser avaliadas com segurança. Na medicina, um tratamento eficaz não é aquele que funcionou para alguém, mas aquele que faz sentido para cada indivíduo, dentro do seu próprio contexto.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é saudável (e o que não é) ao emagrecer?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-que-e-saudavel-e-o-que-nao-e-ao-emagrecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 19:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecer]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quais são os sinais de alerta? É normal perder cabelo? Confira esse  checklist de saúde para quem está no processo de perda de peso O uso indiscriminado de canetas emagrecedoras [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Quais são os sinais de alerta? É normal perder cabelo? Confira esse  checklist de saúde para quem está no processo de perda de peso</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-O-que-e-saudavel-ao-emagrecer-ARTE-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26449" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-O-que-e-saudavel-ao-emagrecer-ARTE-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-O-que-e-saudavel-ao-emagrecer-ARTE-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-O-que-e-saudavel-ao-emagrecer-ARTE-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-O-que-e-saudavel-ao-emagrecer-ARTE-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/SDS-FEV26-O-que-e-saudavel-ao-emagrecer-ARTE-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">O uso indiscriminado de <strong>canetas emagrecedoras </strong>se soma ao debate antigo sobre a <a href="https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/retorno-a-estetica-dos-anos-2000-supervaloriza-a-magreza/">valorização da magreza</a> extrema, mas agora com novas camadas de preocupação. Elas reforçam uma lógica antiga: a da rápida perda de peso, que ao longo do tempo já se manifestou em dietas perigosas estampadas nas capas de revistas e no uso de outros medicamentos para emagrecer, sem critérios de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que as canetas emagrecedoras sejam, por si só, um problema. Para pessoas com indicação clínica, especialmente em casos de obesidade ou doenças associadas, elas podem ser o que faltava para alcançar um objetivo de saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, o <strong>emagrecimento saudável </strong>não se constrói sozinho, nem tem atalhos. Então, como saber se você está no caminho certo? Quais são os sinais de um processo realmente saudável? A resposta, segundo especialistas, não está no número que aparece na balança: é preciso entender o que o corpo está perdendo e o que está sendo preservado.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Qual é o papel da massa muscular no emagrecimento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Avaliar o emagrecimento apenas pelo peso é insuficiente. A balança não diferencia a perda de gordura da perda de <strong>massa muscular</strong>, dois processos com impactos muito diferentes para a saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo obrigatório é preservar o máximo possível de massa magra, perdendo apenas gordura”, explica o médico cirurgião Bruno Mota, especialista em emagrecimento da Santa Casa de Misericórdia de Maceió (AL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, o tecido muscular consome energia mesmo em repouso, enquanto no tecido gorduroso predomina a função de armazenamento. Dietas muito restritivas ou métodos rápidos, feitos sem acompanhamento profissional, tendem a gerar perda de ambos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí vem a importância de exercícios de resistência, que ajudam a criar massa muscular, como a <strong>musculação</strong>. “Quando você pede para um paciente fazer musculação, a balança vai mostrar uma perda de peso mais lenta, porque ele está preservando o músculo. Aquele músculo é seu amigo, você tem que produzir uma ‘<strong>usina</strong>’ de consumir quilocalorias”, recomenda.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A balança é um bom parâmetro para a perda de peso?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O exame mais indicado para acompanhar o emagrecimento é a bioimpedância, que permite analisar a composição corporal e entender quanto do peso perdido corresponde a gordura e quanto corresponde a massa muscular.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são os sinais de alerta de que um emagrecimento não está saudável?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Perdas rápidas de peso podem até parecer eficazes no curto prazo, mas estão associadas a consequências importantes, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>sarcopenia (perda de massa muscular);</li>



<li>perda de colágeno, com flacidez acentuada;</li>



<li>queda de cabelo;</li>



<li>cansaço excessivo;</li>



<li>sonolência;</li>



<li>dificuldade de concentração.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“Em qualquer emagrecimento muito rápido, o organismo não entende o que está acontecendo. Geralmente, ele desvia o fluxo da energia para os órgãos vitais. Então, há uma tendência de ter cansaço excessivo, queda de cabelo, de a pele aparenta mais envelhecida. Na minha visão, esses efeitos colaterais são bons indicativos de que a perda de peso não está sendo saudável”, analisa.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Efeito sanfona: o que é e por que acontece</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de alerta são as oscilações frequentes de peso. Mota explica que o emagrecimento desordenado pode afetar o hipotálamo, região do cérebro responsável pelo controle do peso corporal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o cérebro interpreta o ato de emagrecer como uma ameaça, ele reage aumentando o apetite e reduzindo a taxa metabólica basal — um mecanismo que dificulta a manutenção do peso e favorece o “<strong>efeito sanfona</strong>”.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Checklist da realidade: meu emagrecimento está saudável?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentação equilibrada e prática regular de atividade físicos (incluindo treinos de resistência, como a musculação) continuam sendo, segundo o médico, as principais recomendações para quem está em processo de emagrecimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um emagrecimento bem conduzido costuma ter algumas características em comum:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><img decoding="async" width="15.999999999999998px" height="15.999999999999998px" src="blob:https://www.anahp.com.br/e7bc99bc-3798-4947-a127-61b363e2a5ab" alt="não selecionada">perda de peso gradual e sustentável;</li>



<li><img decoding="async" width="15.999999999999998px" height="15.999999999999998px" src="blob:https://www.anahp.com.br/55d60d3a-e5a2-4be5-8fdf-3f84b36d5790" alt="não selecionada">manutenção ou ganho de massa muscular;</li>



<li><img decoding="async" width="15.999999999999998px" height="15.999999999999998px" src="blob:https://www.anahp.com.br/8610be2c-fcf9-4e55-a418-f7e652594162" alt="não selecionada">acompanhamento com médico, nutricionista e educador físico;</li>



<li><img decoding="async" width="15.999999999999998px" height="15.999999999999998px" src="blob:https://www.anahp.com.br/c438e8fa-6bbf-446f-9878-b407669185c4" alt="não selecionada">prática de treino de resistência (como musculação);</li>



<li><img decoding="async" width="15.999999999999998px" height="15.999999999999998px" src="blob:https://www.anahp.com.br/48333567-89b0-4d83-b654-0ddfe9075082" alt="não selecionada">níveis adequados de energia no dia a dia;</li>



<li><img decoding="async" width="15.999999999999998px" height="15.999999999999998px" src="blob:https://www.anahp.com.br/d402b4e4-0678-49f0-9edc-38b892771a23" alt="não selecionada">foco em mudança de hábitos, não só no resultado da balança.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Leia mais sobre o assunto no <strong>blog Saúde da Saúde</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-perder-o-excesso-de-peso-acumulado-na-pandemia/">Como perder o excesso de peso acumulado na pandemia</a></li>



<li><a href="https://www.anahp.com.br/noticias/novo-remedio-de-diabete-e-usado-para-emagrecer-medicos-apontam-riscos/">Novo remédio de diabete é usado para emagrecer; médicos apontam riscos</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/o-que-e-saudavel-e-o-que-nao-e-ao-emagrecer/">O que é saudável (e o que não é) ao emagrecer?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vai viajar? Veja como cuidar da saúde sem perder a diversão</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/vai-viajar-veja-como-cuidar-da-saude-sem-perder-a-diversao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 14:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?p=26273</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com escolhas seguras e alguns cuidados simples, dá para equilibrar diversão e bem-estar, sem transformar as férias em uma planilha de regras. Viajar é uma ótima forma de relaxar a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Com escolhas seguras e alguns cuidados simples, dá para equilibrar diversão e bem-estar, sem transformar as férias em uma planilha de regras.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26274" style="width:702px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Cuidados-para-viajar-com-saude-16x9-002.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Viajar é uma ótima forma de relaxar a mente, criar boas memórias e viver novas experiências. Mas também é quando comer fora de hora, beber menos água, exagerar no sol e dormir pouco se tornam rotina e podem virar problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a orientação de João Pedro Mendonça Bidart, médico-chefe da emergência do Hospital Moinhos de Vento, reunimos algumas dicas para você curtir a viagem com mais saúde, da praia ao avião, da diversão aos imprevistos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hidratação e boa alimentação devem ser parte do roteiro</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bidart, em destinos quentes, como as praias, a hidratação é prioridade absoluta. É fundamental ingerir bastante líquido — como água mineral, água de coco e sucos naturais — e ter cautela com bebidas preparadas com água ou gelo de procedência desconhecida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado com a alimentação merece atenção redobrada, uma vez que o calor facilita a proliferação de bactérias e aumenta o risco de intoxicação alimentar. Priorize alimentos frescos e de origem confiável e evite comidas mal armazenadas ou expostas ao sol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dessas orientações, a <strong>American Heart Association </strong>também aconselha:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>para os deslocamentos, leve frutas e lanches nutritivos de casa</strong> ou procure opções saudáveis em aeroportos e estradas;</li>



<li><strong>carregue sempre uma garrafa</strong> — e a abasteça com água de procedência conhecida ao longo do dia — para manter a hidratação;</li>



<li><strong>explore mercados locais</strong> e faça da alimentação uma parte da experiência da viagem; se o frigobar como aliado, abastecendo-o com alimentos frescos;</li>



<li><strong>nos restaurantes,</strong> cuidado com os excessos. Para evitá-los, considere dividir pratos com outras pessoas ou optar por saladas e entradas;</li>



<li><strong>equilibre</strong> o consumo de álcool com água e descanso;</li>



<li><strong>busque moderação, não perfeição. </strong>Aproveite a viagem com atenção aos sinais do corpo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atividade física: o corpo não precisa entrar em férias</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é necessário manter a rotina intensa da academia durante as férias. Ainda assim, deixar o corpo sem atividade não é o ideal. A recomendação médica é simples: “Manter exercícios leves, por cerca de 30 minutos, de três a cinco vezes por semana, já é suficiente”, indica Bidart.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alongamentos pela manhã e passeios ao ar livre, com deslocamentos a pé ou de bicicleta, ajudam a manter o corpo ativo, sem exageros. Dê preferência para a primeira hora da manhã, quando o calor é menos intenso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>encare o movimento como parte da experiência</strong>, não como obrigação. Caminhar, explorar o destino e se movimentar já contam como atividade física</li>



<li><strong>leve itens simples de treino</strong>, como faixas elásticas ou corda, que cabem na mala e permitem exercícios rápidos;</li>



<li><strong>aposte em exercícios com o peso do corpo</strong>, que não exigem academia nem equipamentos;</li>



<li><strong>defina um horário possível</strong>, mesmo que curto;</li>



<li><strong>evite treinos muito intensos</strong>, especialmente com cansaço e jet lag;</li>



<li><strong>procure ambientes seguros para se exercitar.</strong> Na dúvida, prefira a academia ou o quarto do hotel, ou peça indicações de parques;</li>



<li><strong>não siga a rotina de casa</strong> — em viagem, adaptação é parte do cuidado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vai viajar de avião? Alguns cuidados fazem a diferença lá em cima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Voos longos exigem cuidados extras, especialmente com a circulação sanguínea e a ingestão de líquidos. Segundo o médico, o ideal é beber cerca de 150 ml de água por hora de voo, dando preferência a água mineral ou suco de frutas. Bebidas alcoólicas e refrigerantes devem ser evitados em excesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de meias de compressão é recomendado em voos acima de seis horas, principalmente para gestantes, idosos e pessoas com histórico de trombose. Já quem tem feridas nas pernas, inchaço ou perda de sensibilidade deve evitar o uso desse item e conversar com um médico antes de viajar.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como agir em caso de emergências?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com planejamento, imprevistos acontecem. Saber o que fazer pode evitar complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Queimaduras solares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Saia imediatamente do sol, lave a região com água fria e use compressas frias. Não aplique gelo diretamente nem estoure bolhas. Procure atendimento médico se a queimadura for extensa ou se houver sinais de desidratação, como confusão mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contato com água-viva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se possível, lave a área com vinagre. Na falta, utilize a própria água do mar — nunca água doce. Remova os tentáculos com cuidado, usando luvas, uma pinça ou algum objeto rígido disponível. Procure atendimento médico se a dor for intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Intoxicação alimentar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Caprichar na hidratação é fundamental, com água de procedência conhecida, soro caseiro, água de coco e afins. Prefira alimentos leves, como arroz, frango, sopas e canjas. Se houver vômitos persistentes, episódios de diarreia ou dificuldade para se hidratar, é importante buscar atendimento médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pequenos traumas, como quedas com pancadas leves</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Repouso, aplicação de gelo no local e analgésicos costumam aliviar os sintomas. Dor intensa ou dificuldade para movimentar a região são sinais de alerta e exigem avaliação médica. Dependendo do tipo de trauma, pode ser necessário realizar exames de imagem para descartar fraturas ou luxações. Em casos de trauma na cabeça, a avaliação é fundamental para afastar complicações.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais itens levar na farmacinha de viagem?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Montar uma farmacinha básica evita dores de cabeça longe de casa. O ideal é incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>analgésicos e anti-inflamatórios;</li>



<li>medicamentos para enjoo;</li>



<li>protetor solar e repelente;</li>



<li>kit de primeiros socorros (luvas, antisséptico, esparadrapo);</li>



<li>medicamentos de uso contínuo, com receita.</li>
</ul>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando procurar ajuda médica durante a viagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Buscar assistência cedo pode evitar complicações. Bidart traz alguns sinais de alerta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dor no peito; </li>



<li>falta de ar;</li>



<li>febre alta e persistente; </li>



<li>vômitos e diarreias persistentes;</li>



<li>perda de força em um dos lados do corpo;</li>



<li>dificuldade para falar ou enxergar.</li>
</ul>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A melhor companheira de viagem é a sua saúde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Viajar não é sinônimo de descuido. Com atenção aos sinais do corpo, escolhas certas e um pouco de planejamento, dá para aproveitar cada momento com mais tranquilidade e bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque férias boas são aquelas que rendem histórias — não problemas de saúde.</p>
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		<title>Como tirar suas metas de saúde do papel</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/como-tirar-suas-metas-de-saude-do-papel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 15:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre promessas de ano novo e a realidade, entender como transformar boas intenções em hábitos possíveis faz toda a diferença nos cuidados com a saúde ao longo do ano. Janeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entre promessas de ano novo e a realidade, entender como transformar boas intenções em hábitos possíveis faz toda a diferença nos cuidados com a saúde ao longo do ano.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="http://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26267" style="width:702px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/SDS-Post-JAN26-Metas-de-saude-16x9-1-002.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Janeiro chega cheio de planos e expectativas. A agenda em branco parece convidar para uma versão mais saudável da vida: comer melhor, ir para a academia, cuidar da mente, fazer check-ups. O problema é que, algumas semanas depois, muita gente já se sente frustrada. Não por falta de vontade, mas por metas grandes ou rígidas demais, desconectadas da vida real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Thiago Fogliati Piccirillo, clínico geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o início do ano é, sim, um ótimo momento para repensar hábitos – desde que as mudanças sejam realistas e sustentáveis. “Pequenas atitudes fazem muita diferença quando são mantidas ao longo do tempo”, explica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Menos promessas, mais possibilidades</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais motivos para abandonar metas é apostar tudo em mudanças radicais. Dietas restritivas, rotinas intensas de exercícios ou agendas cheias de compromissos médicos costumam durar pouco. Em vez disso, vale pensar em mini mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comer melhor, por exemplo, significa dar mais espaço aos alimentos naturais e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sal. Isso ajuda a prevenir doenças como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, além de melhorar a disposição no dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à atividade física, não é obrigatório começar o ano seguindo treinos exaustivos. O ponto essencial é buscar mais movimento. Caminhadas, alongamentos, subir escadas ou qualquer atividade leve feita com regularidade já trazem benefícios importantes para o coração, para o controle do peso e até para a saúde mental. O mais importante é criar hábitos, reforça Dr. Thiago.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Não existe saúde completa sem saúde mental</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se tem um ponto que costuma ficar para trás nas metas de ano novo, é a saúde mental. E isso cobra um preço. Quem está emocionalmente sobrecarregado tende a dormir mal, comer de forma inadequada, ser mais sedentário e abandonar os cuidados médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, quando a mente está mais equilibrada, o sono melhora, o sistema imunológico responde com mais eficiência e fica mais fácil manter hábitos saudáveis. Hoje, a medicina é clara nesse ponto: não existe saúde física plena sem cuidado com a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reservar momentos de descanso, lazer, convívio social e, quando necessário, buscar ajuda profissional ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, fatores que impactam diretamente o corpo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que priorizar, afinal?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O médico destaca três pilares fundamentais:</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Alimentação saudável</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Dar ao corpo que ele precisa reduz o risco de diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade, além de influenciar o humor e o funcionamento do cérebro.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Movimento físico regular</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Exercícios ajudam no bom funcionamento do coração, dos pulmões, favorecem a imunidade e o metabolismo e diminuem naturalmente a ansiedade e os sintomas depressivos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Saúde mental e emocional </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Sem equilíbrio emocional, fica mais difícil manter os outros pilares. Uma boa saúde mental melhora a adesão a hábitos saudáveis e reduz episódios de estresse e ansiedade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Metas precisam de prazo — e de gentileza</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Metas de saúde funcionam melhor quando têm prazos possíveis, acompanhamentos simples e espaço para ajustes. Avaliar o progresso, celebrar pequenas conquistas e entender que recaídas fazem parte do processo é essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomeçar não é falhar. É continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, tirar as metas de saúde do papel não tem a ver com força de vontade infinita, e sim com estratégia, constância e autocuidado. Menos cobrança, mais consciência. Não é tudo ou nada: é um passo de cada vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque saúde não se constrói em janeiro — ela se constrói todos os dias.</p>
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		<title>Qual é o melhor protetor solar? Saiba como escolher, como usar, FPS e mais</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/qual-e-o-melhor-protetor-solar-saiba-como-escolher-como-usar-fps-e-mais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 14:49:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pele]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há quem adore o sol na pele e quem prefira a sombra segura; os dois grupos precisam saber qual é o protetor solar adequado para se proteger em todas as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Há quem adore o sol na pele e quem prefira a sombra segura; os dois grupos precisam saber qual é o protetor solar adequado para se proteger em todas as circunstâncias</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26183" style="width:702px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-JAN25-Protetor-Solar-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Num dia típico de verão, é quase automático pensar em formas de se proteger do sol: chapéu, guarda-sol, óculos escuros. Mas, entre todas as maneiras de fotoproteção, nenhuma levanta tantas dúvidas quanto o protetor solar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, ele parece só mais um item da lista de cuidados pessoais, como escolher o xampu de sempre — até chegar ao supermercado e encarar a prateleira cheia de opções. A variedade de termos, como “não comedogênico”, “FPS”, “UVA e UVB”&nbsp; “oil-free”, torna a decisão mais complexa, e as texturas variadas podem confundir até os mais decididos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é que, muitas vezes, o protetor solar escolhido não funciona tão bem no dia a dia e acaba esquecido no armário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta dificuldade pode se tornar um problema em um país que enfrenta altos índices de doenças de pele relacionadas à <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dezembro-laranja-exposicao-ao-sol-tem-beneficios-mas-e-preciso-atencao-para-prevenir-o-cancer-de-pele/">exposição solar</a> — o câncer de pele, por exemplo, representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil , segundo o <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-pele#:~:text=Embora%20o%20c%C3%A2ncer%20de%20pele,do%20c%C3%A2ncer%20para%20outros%20%C3%B3rg%C3%A3os%29.">Ministério da Saúde</a>. Além disso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que <a href="https://www.sbd.org.br/pesquisa-da-sbd-aponta-que-mais-de-60-dos-brasileiros-pega-sol-sem-nenhuma-protecao/">60%</a> dos brasileiros se expõem ao sol sem nenhuma proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, preparamos um guia para te ajudar a entender qual é o protetor solar adequado às suas necessidades, respondendo às principais dúvidas sobre o assunto com a ajuda das especialistas Patrícia Guimarães, dermatologista do Real Hospital Português, no Recife, e Cinthia Bognar, oncologista do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">FPS 30, 50, 70: qual escolher e o que significa?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">FPS significa “fator de proteção solar” e se refere ao nível de proteção contra os raios UVB (Ultravioleta B), que atingem a camada superficial da pele (a epiderme) e são responsáveis pelas queimaduras solares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o número que indica por quanto tempo a pele fica protegida antes de começar a queimar. O FPS 30, por exemplo, indica que a epiderme levará <a href="https://www.sbcd.org.br/sou-paciente/para-a-sua-pele/protecao-solar/">30 vezes mais tempo</a> para ficar vermelha do que se não tivesse aplicado o produto. “Mas isso não é um número absoluto, pois existem vários fatores como cor da pele, quantidade, suor, banhos”, explica Guimarães.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quanto maior o FPS, melhor?&nbsp;</h3>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a American Academy of Dermatology, <a href="https://www.aad.org/public/everyday-care/sun-protection/shade-clothing-sunscreen/understand-sunscreen-labels">o FPS 15 filtra cerca de 93% dos raios UVB; o FPS 30 chega a aproximadamente 97</a>%; o <a href="https://www.mdanderson.org/cancerwise/should-you-use-very-high-spf-sunscreen.h00-159460845.html">FPS 50, a 98%; e o FPS 100, a 99%</a>. A diferença pode até parecer insignificante, mas na prática, é bem relevante.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Qual é o FPS recomendado para cada situação?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Bognar recomenda:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Para uso diário urbano, recomenda-se FPS 30 ou mais, desde que inclua proteção UVA; para exposição intensa, como praia, piscina ou prática de esportes, é mais adequado utilizar um protetor com fator 50 ou maior.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">“O FPS mais alto oferece uma maior margem de segurança, já que as pessoas costumam não aplicar a quantidade ideal ou reaplicar frequentemente”, explica a oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ela salienta que, mesmo com FPS alto, a proteção ainda varia conforme o uso. “A eficácia real do protetor solar depende da quantidade e da forma de aplicação corretas, não apenas do número FPS”.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quanto protetor solar aplicar e quando reaplicar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O produto&nbsp;deve ser utilizado em quantidade generosa, formando uma camada uniforme, pelo menos 15 minutos antes da exposição solar. “A dose adequada é de 2 mg por cm², o que equivale a um copo de café pequeno (30 ml) no corpo todo”, exemplifica&nbsp; a oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo que também ajuda a entender quantidades é a famosa regra da colher de chá:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>1 colher de chá para rosto e pescoço;</li>



<li>1 colher de chá para cada braço;</li>



<li>2 colheres de chá para cada perna;</li>



<li>2 colheres de chá para peito e abdômen;</li>



<li>2 colheres de chá para costas e lombar.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar que o efeito do protetor solar diminua ao longo do dia, a dica é reaplicar a cada duas horas e sempre após entrar na água, suar intensamente ou usar a toalha. Além disso, ao se enxugar, evite “esfregar” o tecido na pele — apenas encoste-o delicadamente no corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações de praia ou piscina, vale escolher fórmulas resistentes à água. Mas mesmo essas versões precisam ser reaplicadas para manter a proteção.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">UVA, UVB, PPD, amplo espectro: como decifrar o rótulo do protetor solar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se os rótulos parecem um idioma próprio, vale focar no que realmente importa, começando pela explicação principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radiação ultravioleta (UV) é aquela emitida pelo sol e se divide em três tipos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>UVC</strong>, que é filtrada pela camada de ozônio;</li>



<li><strong>UVB</strong>, parcialmente filtrada, responsável pelas queimaduras solares;</li>



<li><strong>UVA</strong>, que não é filtrada, penetra profundamente na pele, acelera o fotoenvelhecimento e também contribui para desenvolver câncer de pele.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as embalagens falam em <strong>amplo espectro</strong>, ou <em>broad spectrum</em>, significa que o produto protege contra os dois tipos de radiação que mais afetam a pele, o UVA e o UVB. O FPS indica apenas a proteção contra UVB, enquanto o nível de proteção contra UVA é representado pelas siglas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>PPD:</strong> <em>Persistent Pigment Darkening </em>(Escurecimento Persistente da Pigmentação, em português), que mede quanto o protetor solar age contra o escurecimento da pele causado pelos raios UVA;</li>



<li><strong>UVA-PF</strong>: UVA Protection Factor, ou fator de proteção UVA;</li>



<li><strong>PA+++</strong>: classificação que indica proteção alta contra raios UVA. Quanto mais sinais de “+”, maior o nível de proteção.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Protetor solar em creme, em gel ou sérum?&nbsp;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A textura do protetor solar faz toda a diferença. Não porque uma seja melhor do que a outra, mas porque ela é determinante na adesão ao uso diário. Portanto, é uma escolha pessoal e não há certo ou errado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, já existem protetores em <strong>creme</strong>, em <strong>gel</strong>, em <strong>óleo</strong>, em <strong>loção, em spray,</strong> em <strong>sérum e em pó </strong>— além do <strong>bastão</strong>, que ficou mais popular nos últimos anos. “Peles oleosas costumam preferir protetores solares para o rosto em gel-creme ou bastão. No corpo, espalham melhor os produtos em creme ou loção”, sugere Patrícia Guimarães.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros termos ajudam a escolher a textura ideal para o dia a dia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>protetor solar com toque seco</strong> ou <strong>matte</strong> sinalizam um acabamento menos oleoso, que costuma agradar&nbsp; peles mistas e oleosas;</li>



<li><strong>protetor solar não-comedogênico</strong> indica menor risco de acne, pois é formulado para não obstruir os poros;</li>



<li><strong>protetor solar resistente à água</strong> quer dizer que o FPS se mantém por <a href="https://www.aad.org/public/everyday-care/sun-protection/shade-clothing-sunscreen/understand-sunscreen-labels">40 a 80 minutos</a> na água, exigindo reaplicação após esse tempo.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Protetor solar em spray é tão eficaz quanto o em creme?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de práticos, eles podem entregar menos produto do que o necessário, o que pode comprometer a proteção — seja porque <a href="https://www.arpansa.gov.au/news/aerosol-sunscreens-inadequate-uv-coverage">parte do produto se dispersa no ar</a>, como destaca um estudo da Agência Australiana de Proteção contra Radiação e Segurança Nuclear (Arpansa), ou porque recomenda-se que ele seja <a href="https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/does-spray-on-sunscreen-work-as-well-as-lotion">espalhado, não apenas borrifado</a>, e nem todo mundo cumpre as duas etapas.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Protetor solar com cor e outros produtos com FPS protegem?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O protetor com cor funciona perfeitamente sozinho, desde que se aplique a quantidade correta, e é benéfico especialmente para pessoas com melasma. “A pigmentação cria uma barreira extra contra a luz visível que causa manchas na pele”, diz a dermatologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Produtos como base, BB cream ou corretivo com FPS também protegem, mas têm o mesmo desafio. “Se houver dúvidas quanto à quantidade aplicada ser inferior à recomendada, uma opção é usar um protetor solar sem cor antes da aplicação da maquiagem com FPS”, afirma Cinthia Bognar.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Em resumo, como saber se o protetor solar é bom?&nbsp;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre o produto mais caro é o melhor. O que deve receber atenção, de fato, são os fatores de proteção UVA e UVB, a textura compatível com o uso diário e a resistência à água, quando necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplificando, são três simples princípios:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>FPS a partir de 30, sempre com proteção UVA alta;</li>



<li>escolher uma textura que você consiga usar (e reaplicar) todos os dias;</li>



<li>aplicar a quantidade correta e reaplicar a cada 2 horas.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Com essas três regras, qualquer protetor bem usado passa a trabalhar a seu favor.</p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/qual-e-o-melhor-protetor-solar-saiba-como-escolher-como-usar-fps-e-mais/">Qual é o melhor protetor solar? Saiba como escolher, como usar, FPS e mais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
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		<title>Longevidade: o que a ciência já sabe sobre envelhecer?</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/longevidade-o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-envelhecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 15:04:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viver mais e melhor é um sonho antigo da humanidade, e a ciência está começando a desvendar os caminhos. Embora ainda não exista uma fórmula mágica para o envelhecimento saudável, [&#8230;]</p>
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<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Viver mais e melhor é um sonho antigo da humanidade, e a ciência está começando a desvendar os caminhos. Embora ainda não exista uma fórmula mágica para o envelhecimento saudável, já sabemos que hábitos, genética e ambiente se combinam de formas complexas para determinar como envelhecemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As descobertas recentes redefiniram o envelhecimento saudável como um processo dinâmico e modificável, contradizendo a suposição de que é um processo fixo e inevitável”, afirma Alexander Daudt, oncologista do Ambulatório de Medicina de Estilo de Vida e Longevidade Saudável do Hospital Moinhos de Vento (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto na década de 1940 a expectativa de vida do brasileiro mal passava de 45 anos, hoje chegamos a 76,4 — um ganho de mais de 30 anos, <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41984-em-2023-expectativa-de-vida-chega-aos-76-4-anos-e-supera-patamar-pre-pandemia">segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>. Paralelamente, aumentaram também as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, que agora <a href="https://www.paho.org/pt/noticias/9-12-2020-oms-revela-principais-causas-morte-e-incapacidade-em-todo-mundo-entre-2000-e">respondem pela maioria da morbidade e mortalidade global</a>, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa epidemia está intimamente ligada a fatores do estilo de vida moderno, incluindo inatividade física, dietas pouco saudáveis, uso de tabaco, consumo excessivo de álcool, estresse crônico e sono ruim, que se tornaram mais prevalentes devido à urbanização, industrialização e mudanças nos ambientes sociais e econômicos”, continua Daudt.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É para cuidar disso que a Medicina do Estilo de Vida e Longevidade Saudável entra em cena. Na prática clínica, essa área&nbsp; atua sobre os fatores que contribuem para doenças crônicas e declínio funcional, mirando as causas e não apenas os sintomas. “Ela difere das abordagens médicas tradicionais por priorizar a mudança terapêutica do estilo de vida como terapia de primeira linha, em vez de depender principalmente de intervenções farmacológicas ou processuais”, explica o oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse ponto, sete descobertas científicas recentes mostram por que envelhecer com saúde é mais possível do que nunca. Eis o que a ciência já descobriu:</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">1. O envelhecimento pode ser parcialmente revertido</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é só prevenir doenças: <a href="https://elifesciences.org/articles/71624">estudos recentes</a> indicam que mudanças no estilo de vida podem desacelerar e até reverter sinais de envelhecimento biológico. Pesquisas com reprogramação epigenética parcial — que restauram células a um estado mais jovem sem transformá-las em células-tronco — e terapias que eliminam células senescentes (senolíticos) sugerem a possibilidade do corpo recuperar funcionalidades perdidas, adicionando anos de vida saudável. Caso as pesquisas avancem, teremos uma grande mudança na ideia de que envelhecer é um declínio inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas linhas de pesquisa, ao integrar genética, epigenética, metabolômica e farmacologia, estão redefinindo o entendimento e as possibilidades de intervenção no envelhecimento humano, com potencial para transformar a prática clínica e a saúde populacional”, detalha o médico.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">2. Hábitos saudáveis podem estender a vida em até 10 anos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com todas as tecnologias de ponta, dieta rica em vegetais, atividade física regular, sono restaurador e conexões sociais de qualidade continuam sendo os pilares mais fortes da longevidade. Estudos conduzidos com grandes populações e publicados em jornais de renome, como The Lancet e Nature, confirmam que combiná-los pode estender a vida saudável em até dez anos. Ou seja, o que culturas antigas já diziam há séculos tem respaldo científico sólido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O efeito sinérgico da combinação de dieta saudável, atividade física e bem-estar psicossocial pode estender a expectativa de vida livre de doenças, apoiando a antiga noção de que as práticas holísticas de estilo de vida são fundamentais para o envelhecimento saudável. Essas descobertas confirmam que as escolhas de estilo de vida enraizadas na sabedoria tradicional são determinantes poderosos da saúde e da longevidade”, prossegue.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">3. Genética não é destino</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não estamos fadados a repetir os quadros de saúde de nossos ascendentes por questões genéticas. O envelhecimento é profundamente influenciado pelo ambiente, pelos hábitos diários e até pelo microbioma intestinal, que é o conjunto de microrganismos do bem que vivem no trato gastrointestinal. O expossoma — tudo a que somos expostos ao longo da vida — afeta inflamação, metabolismo e saúde celular.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: <a href="https://www.nature.com/articles/s41591-024-03483-9">mexer no estilo de vida e no ambiente</a> pode <em>realmente</em> mudar a forma como envelhecemos.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">4. Solidão aumenta o risco de adoecer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde mental não é apenas estar bem. Emoções positivas, propósito de vida e conexões sociais fortes reduzem inflamação, pressão alta e envelhecimento celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria OMS emitiu um relatório afirmando que <a href="https://news.un.org/pt/story/2025/07/1850156">“solidão e isolamento estão associados a cerca de 100 mortes por hora”</a>. Já estudos publicados por instituições de renome, como a American College of Cardiology, mostram que <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacadv.2024.100890">isolamento</a> e relações de baixa qualidade aceleram o envelhecimento, aumentam o risco de <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jchf.2022.11.028">doenças</a> e morte precoce — enquanto apoio social e experiências positivas funcionam quase como uma intervenção médica preventiva.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">5. A sexualidade importa em qualquer idade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falando em relacionamentos, evidências recentes confirmam que uma <a href="https://ggaging.com/details/248/pt-BR/correlates-between-physical-fitness-and-sexual-activity-in-elderly">vida sexual ativa está associada a melhor saúde</a> física, mental e emocional. Embora a sexualidade na velhice tenha sido subestimada no passado, já se sabe que relações íntimas satisfatórias e intimidade emocional funcionam como preditores de vitalidade, autoestima e longevidade. Mudanças fisiológicas com a idade não impedem a construção e manutenção de relações significativas; cuidar da vida sexual é parte do envelhecimento saudável.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">6. Menos é mais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos aspectos da vida, moderação faz milagres. Reduzir calorias sem desnutrir, dormir adequadamente, limitar exposição a estresse crônico e poluentes, e até evitar excessos de medicamentos podem desacelerar o envelhecimento e reduzir doenças crônicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pesquisas <a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-47097516">em Okinawa</a>, no Japão, e ensaios clínicos como <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31303390/">CALERIE</a> mostram que <a href="https://www.science.org/content/article/restricting-calories-may-extend-life-can-molecule-do-it-without-hunger-pangs">comer um pouco menos, sem passar fome, aumenta anos de vida saudável</a>”, pontua Daudt. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O CALERIE (Comprehensive Assessment of Long-term Effects of Reducing Intake of Energy) foi um ensaio randomizado controlado para avaliar os efeitos da restrição calórica na saúde de adultos jovens e de meia-idade. Após 2 anos, a restrição calórica levou à perda de peso, redução de gordura corporal e melhora persistente de fatores de risco cardiometabólicos.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">7. Bom condicionamento cardiorrespiratório é um superpoder</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que se mexer, o condicionamento do coração e dos pulmões (aptidão cardiorrespiratória, ou ACR) é um dos melhores preditores de longevidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da idade ou do histórico esportivo, melhorar a ACR reduz riscos de doenças e mortalidade. Isso mostra que nunca é tarde para começar: cada treino bem feito pode literalmente prolongar anos de vida com saúde.</p>
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		<title>Mente flexível: como manter-se aberto ao novo protege a saúde mental e o cérebro ao longo da vida</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/mente-flexivel-como-manter-se-aberto-ao-novo-protege-a-saude-mental-e-o-cerebro-ao-longo-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 20:08:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprendizagem contínua e atividades estimulantes ajudam a prevenir o declínio cognitivo e fortalecem a saúde mental em todas as fases da vida Manter a mente aberta ao novo deixou de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Aprendizagem contínua e atividades estimulantes ajudam a prevenir o declínio cognitivo e fortalecem a saúde mental em todas as fases da vida</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-26161" style="width:775px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-1024x576.jpg 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-300x169.jpg 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-768x432.jpg 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb-1536x864.jpg 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sds_dado_thumb.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Manter a mente aberta ao novo deixou de ser apenas uma forma de ver a vida para ser uma prática concreta de saúde mental. A capacidade de aprender, adaptar-se e aceitar mudanças ativa a neuroplasticidade, processo pelo qual o cérebro reorganiza suas conexões, contribuindo para maior equilíbrio emocional, autonomia e proteção contra o declínio cognitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sua participação na última edição do <strong>Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp)</strong>, o consultor e palestrante Dado Schneider, especialista em mudanças de gerações e comportamento digital, trouxe reflexões que dialogam com esse conceito. Para ele, a vida está cada vez mais acelerada e, diante desse ritmo intenso, a idade cronológica deixou de ser o maior diferencial. &#8220;A gente não se diferencia mais por idade; a gente se diferencia por mentalidade&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa visão encontra respaldo na ciência: manter-se intelectualmente ativo, curioso e adaptável é um dos pilares do envelhecimento saudável para qualquer pessoa interessada em preservar a qualidade de vida ao longo do tempo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que é ter a mente flexível e por que isso é tão importante?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Flexibilidade mental é a capacidade de rever crenças, ajustar comportamentos e incorporar novos aprendizados diante de mudanças. Ela está diretamente ligada à resiliência psicológica, que é a habilidade de enfrentar desafios sem perder o equilíbrio emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a perspectiva neurológica, essa flexibilidade está conectada à neuroplasticidade, que permite ao cérebro criar novas conexões ao longo da vida. Isso significa que não existe idade limite para aprender, já que a neuroplasticidade mantém o cérebro capaz de se modificar, reorganizar circuitos neuronais e se adaptar a novas experiências em qualquer fase da vida. Pelo contrário: quanto mais o cérebro é desafiado de forma saudável, maior sua capacidade de se manter funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dado Schneider sintetiza essa ideia de forma contundente: &#8220;O problema não é a idade. O problema é quando a cabeça para no tempo.&#8221; A rigidez mental, segundo ele, é um dos maiores obstáculos para quem deseja envelhecer com vitalidade.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Aprender na vida adulta realmente previne o declínio cognitivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, e as evidências são robustas. O <strong>ACTIVE Trial (Advanced Cognitive Training for Independent and Vital Elderly)</strong>, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), acompanhou idosos submetidos a treinamentos cognitivos em memória, raciocínio e velocidade de processamento. Os resultados mostraram melhora significativa nessas áreas e manutenção dos ganhos por até 10 anos. Os participantes também apresentaram melhor desempenho em atividades da vida diária, reforçando o impacto funcional desses estímulos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo relevante, publicado em 2025 na revista <em>Innovation in Aging</em>, analisou adultos envolvidos em programas educacionais na maturidade. Os pesquisadores observaram que esses indivíduos apresentaram trajetórias cognitivas superiores ao longo do tempo, mesmo deixando de fora variáveis como escolaridade e saúde física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados sustentam a ideia de que aprender continuamente não é apenas enriquecedor, é uma estratégia preventiva real. Como diz Schneider: &#8220;Quem não aprende, desaprende a viver.&#8221;</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais atividades fortalecem a mente e reduzem o risco de demência?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das revisões sistemáticas mais citadas sobre o tema foi publicada na revista <em>International Psychogeriatrics</em>. Revisão sistemática, no caso, é um tipo de estudo que reúne e analisa diversos trabalhos científicos já existentes sobre um mesmo assunto, permitindo uma visão mais ampla e confiável das evidências disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores analisaram 19 estudos que acompanharam pessoas mais velhas ao longo do tempo e observaram que aquelas que se envolviam regularmente em atividades mentalmente estimulantes apresentavam menor risco de desenvolver demência e outros tipos de problemas cognitivos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as atividades analisadas estavam leitura, jogos intelectuais, aprendizado de novas habilidades, participação em cursos e envolvimento cultural. Segundo os autores, essas práticas ajudam o cérebro a se manter ativo e saudável, fortalecendo funções como memória, atenção e raciocínio, além de contribuírem para a chamada reserva cognitiva, uma espécie de “proteção extra” que ajuda o cérebro a lidar melhor com os efeitos do envelhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as atividades mais citadas na revisão estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>leitura frequente;</li>



<li>aprender um novo idioma;</li>



<li>tocar instrumentos musicais;</li>



<li>jogos de estratégia;</li>



<li>participação em cursos;</li>



<li>envolvimento em grupos sociais e culturais.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Essas práticas estimulam áreas do cérebro ligadas à memória, atenção e funções executivas, além de promoverem engajamento social, outro fator protetor comprovado.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como a rigidez mental impacta a saúde emocional?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A dificuldade em lidar com mudanças pode gerar sofrimento emocional. Pessoas com maior rigidez cognitiva costumam apresentar mais estresse, ansiedade e sensação de perda de controle. Essa relação é respaldada por evidência científica sólida. Um estudo clássico de Hayes et al. (2006), publicado na revista <em>Behaviour Research and Therapy</em>, demonstrou que a chamada inflexibilidade psicológica está associada a maior ocorrência de ansiedade, depressão e pior regulação emocional, destacando que a capacidade de adaptação cognitiva é um fator central para a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse padrão também pode ser observado em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH, condições nas quais a rigidez de pensamento e a dificuldade de adaptação a mudanças são mais frequentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dado Schneider reforça esse ponto ao afirmar: &#8220;A maior competência do século XXI é a capacidade de mudar.&#8221; Em um mundo em rápida transformação, insistir em modelos antigos pode gerar frustração, sentimento de inadequação e isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mente flexível, por outro lado, favorece a adaptação, o aprendizado e o desenvolvimento de novos sentidos para a vida em fases de transição.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Qual é a relação entre mente flexível e saúde mental?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ser mentalmente flexível impacta diretamente o bem-estar emocional. Essa postura está associada a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>redução de sintomas de ansiedade e depressão;</li>



<li>maior autoestima;</li>



<li>sensação de propósito renovado;</li>



<li>capacidade de lidar melhor com mudanças da menopausa e aposentadoria.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem tem mais de 50 anos, aprender algo novo pode significar resgatar autoestima, autonomia e identidade. &#8220;O mundo mudou, mas a gente pode mudar também. Essa é a grande liberdade”, resume o especialista.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O papel da curiosidade no envelhecimento saudável</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A curiosidade é uma aliada poderosa da longevidade cognitiva. Estudos em neurociência demonstram que estados de curiosidade ativam o sistema dopaminérgico, especialmente áreas ligadas ao circuito de recompensa, favorecendo a aprendizagem e a consolidação da memória.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na revista <em>Neuron</em> mostrou que pessoas em estado de alta curiosidade — ou seja, quando percebem que falta uma informação e sentem vontade de descobri-la — apresentam maior ativação no hipocampo, região do cérebro fundamental para a memória e o aprendizado. Esse processo ocorre porque a curiosidade estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor ligado à motivação e ao prazer, o que melhora a atenção e facilita a fixação das informações na memória. Como resultado, indivíduos curiosos tendem a aprender melhor e reter o conteúdo por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter o interesse por novas experiências, ideias e conhecimentos ajuda a preservar a vitalidade emocional e cognitiva, além de ampliar horizontes e redes sociais, favorecendo o engajamento mental contínuo e a construção de reserva cognitiva ao longo da vida.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como estimular a mente flexível no dia a dia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas práticas simples e eficazes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>experimentar atividades novas regularmente;</li>



<li>fazer cursos e oficinas;</li>



<li>ler sobre temas diferentes;</li>



<li>estimular o pensamento crítico;</li>



<li>questionar rotinas automáticas;</li>



<li>praticar hobbies criativos.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Schneider, &#8220;a gente foi treinado para ter certeza. Agora precisamos ser treinados para lidar com a dúvida.&#8221; Essa abertura para o desconhecido é um dos caminhos para a saúde mental.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">É possível desenvolver essa habilidade em qualquer idade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. A neuroplasticidade existe ao longo de toda a vida. Embora o ritmo de aprendizado possa variar, o impacto positivo da estimulação cognitiva permanece. Evidências científicas mostram que o cérebro adulto continua capaz de se reorganizar estrutural e funcionalmente em resposta a novos estímulos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo clássico publicado na revista <em>Nature</em> demonstrou que adultos que aprenderam a fazer malabarismo apresentaram aumento de massa cinzenta em áreas relacionadas ao processamento visual e coordenação motora, comprovando que o cérebro continua plástico mesmo após a juventude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca é tarde para começar. Pequenos passos, como iniciar um novo curso ou hobby, já produzem efeitos positivos no bem-estar mental e emocional, além de contribuírem para a manutenção da saúde cognitiva ao longo do tempo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Mente flexível como ferramenta de reinvenção após os 50</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada vez mais pessoas iniciam novos projetos, retomam carreiras, empreendem ou descobrem talentos na maturidade. A mente flexível permite romper com a ideia de que &#8220;já passou o tempo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaca Schneider: &#8220;O futuro não é mais previsão. O futuro virou uma obrigação diária.&#8221; Adaptar-se passa a ser uma escolha consciente de cuidado consigo mesmo.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Mente flexível: saúde em longo prazo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cultivar uma mente flexível é investir em autonomia, vitalidade e qualidade de vida. A ciência mostra que aprender continuamente, manter-se intelectualmente ativo e buscar novas experiências protege o cérebro e fortalece a saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não é o mais forte que sobrevive, é o mais adaptável”, reforça Schneider.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem deseja envelhecer com lucidez, protagonismo e bem-estar, a flexibilidade mental é um dos pilares mais valiosos da saúde integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter-se aberta ao novo é, acima de tudo, um ato de cuidado profundo com a própria mente e com a própria história. &#8220;O futuro não é mais previsão. O futuro virou uma obrigação diária”, conclui.</p>
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		<title>Síndrome de fim de ano: o que é, por que acontece e como se proteger</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/sindrome-de-fim-de-ano-o-que-e-por-que-acontece-e-como-se-proteger/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 13:39:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sobrecarga emocional de dezembro é real. Saiba reconhecer os sinais e aprenda formas eficazes de cuidar da mente nesse período O mês de dezembro costuma ser sinônimo de festas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A sobrecarga emocional de dezembro é real. Saiba reconhecer os sinais e aprenda formas eficazes de cuidar da mente nesse período</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-DEZ25-Sindrome-do-Final-de-Ano-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26083" style="width:722px;height:auto" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-DEZ25-Sindrome-do-Final-de-Ano-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-DEZ25-Sindrome-do-Final-de-Ano-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-DEZ25-Sindrome-do-Final-de-Ano-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-DEZ25-Sindrome-do-Final-de-Ano-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/SDS-Posts-DEZ25-Sindrome-do-Final-de-Ano-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">O mês de dezembro costuma ser sinônimo de festas, expectativas e encerramento de ciclos. Mas para muitas pessoas, essa época também marca um aumento do estresse, da ansiedade e do esgotamento emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psiquiatra Gabriela Ladeira, diretora da unidade Vila Verde do grupo ViV Saúde Mental e Emocional, explica que a chamada síndrome de fim de ano, também conhecida como “dezembrite”, não é um diagnóstico médico, mas um conjunto real de sintomas emocionais que se intensifica no fechamento do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não é uma síndrome clínica reconhecida, mas um termo popular para descrever o aumento do estresse, da ansiedade e da exaustão emocional que muitas pessoas sentem nesse período. Trata-se de uma combinação de fatores emocionais, sociais e até fisiológicos, como o acúmulo de tarefas, a pressão por resultados, o excesso de compromissos e a sobrecarga mental típica das festas e encerramentos de ciclo”, afirma Ladeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a psiquiatra, muitos pacientes relatam que o fim do ano funciona como um marco de revisão, disparando autocobrança e comparação, fatores que podem desencadear quadros de ansiedade ou depressão.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O que caracteriza a “dezembrite”?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação de fatores emocionais, sociais e práticos faz de dezembro um terreno fértil para sobrecarga. Entre os elementos que contribuem para esse processo estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>excesso de compromissos sociais;</li>



<li>cobranças familiares e profissionais;</li>



<li>sensação de “ter que fechar o ano com chave de ouro”;</li>



<li>comparação com outras pessoas;</li>



<li>lembranças de pessoas que já se foram, revivendo o luto;</li>



<li>peso emocional de celebrações, que nem sempre são felizes para todos.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para as mulheres, que muitas vezes conciliam o trabalho, o cuidado com a família e a responsabilidade de organizar estes eventos e reuniões familiares, o impacto pode ser ainda maior.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Quais são os sinais de alerta mais comuns nessa época?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Ladeira, os sintomas da “dezembrite” podem se confundir com cansaço comum, mas há diferenças importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os sinais que merecem atenção estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>irritabilidade;</li>



<li>alterações de sono e apetite;</li>



<li>dificuldade de concentração;</li>



<li>sensação constante de cansaço;</li>



<li>perda de interesse por atividades habituais;</li>



<li>desânimo e choro fácil;</li>



<li>sensação de incapacidade de dar conta das demandas.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">“A diferença entre o cansaço e o esgotamento emocional está na intensidade e na persistência dos sintomas. Quando o mal-estar interfere na rotina, nas relações pessoais ou no desempenho profissional, é importante buscar ajuda psicológica ou psiquiátrica”, explica a médica.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Dezembrite ou transtorno afetivo sazonal? Entenda a diferença</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos sintomas da dezembrite podem se confundir com outro diagnóstico e este, sim, reconhecido pela psiquiatria: o transtorno afetivo sazonal (TAS). Trata-se de um tipo de depressão que aparece em determinadas épocas do ano, especialmente em países com invernos rigorosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“De fato, o transtorno afetivo sazonal (TAS) é mais comum em regiões com invernos longos e pouca luminosidade, pois está relacionado a alterações nos níveis de serotonina [neurotransmissor ligado ao humor, bem-estar e regulação do apetite] e de melatonina [hormônio responsável pelo ciclo sono–vigília e pela sinalização de que é hora de descansar]”, explica a psiquiatra. A redução da luz solar altera o ritmo biológico e pode desencadear sintomas depressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, no entanto, o cenário é outro. “Em países tropicais, o que observamos é uma variação emocional associada menos ao clima e mais aos fatores sociais e culturais”, afirma. “O fim do ano é marcado por cobranças pessoais, balanços, festas e expectativas. Esses elementos podem gerar sintomas parecidos com os do TAS, como fadiga, apatia, irritabilidade e tristeza, mas por motivos distintos. Ou seja, a ‘dezembrite’ tem origem mais emocional do que biológica.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais diferenças ficam claras:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>TAS: é biológico e atrelado  à menor  incidência de luz solar da região.</li>



<li>Dezembrite: é emocional e atrelada ao contexto do fim do ano.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Embora possam gerar sinais semelhantes, não são a mesma coisa.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O balanço do ano pode realmente piorar a saúde mental?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, e muito. Essa época costuma funcionar como um marco simbólico de encerramento e recomeço e disparar comparações internas e externas. “O fim do ano leva as pessoas a revisitar frustrações, perdas e metas não atingidas, o que pode gerar sensação de fracasso ou desânimo. Ao mesmo tempo, há uma forte pressão social para estar bem, celebrar e conviver, o que aumenta o contraste para quem está sobrecarregado ou emocionalmente fragilizado”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pressões familiares e financeiras típicas de dezembro aumentam a carga emocional, especialmente para mulheres que exercem o papel de cuidadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica orienta os pacientes a evitarem balanços e metas arrojadas demais, preferindo objetivos menores e contínuos.&nbsp; “Por exemplo, em vez de decidir que quer perder 10 quilos em 2026, tente se comprometer a perder 1 quilo por mês. Metas menores dão mais realismo, reduzem a frustração e permitem monitorar o progresso continuamente e ajustar o plano ao longo do caminho.”</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como estabelecer limites e lidar com a ansiedade das festas de fim de ano?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Gabriela Ladeira reforça que pequenas ações podem fazer grande diferença:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>reconhecer limites</strong>: “não é obrigatório participar de todas as celebrações ou agradar a todos”, lembra;</li>



<li><strong>respeitar o próprio ritmo</strong>: descansar, manter alimentação equilibrada e buscar boas noites de sono;</li>



<li><strong>evitar excesso de álcool</strong>: a substância pode intensificar sintomas depressivos e ansiosos;</li>



<li><strong>dividir metas ao longo do ano</strong>: evite prazos curtos ou impositivos demais;</li>



<li><strong>buscar apoio:</strong> vínculos significativos, grupos, atividades voluntárias ou práticas espirituais são fontes importantes de suporte.<br></li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">“Sentir-se cansado ou introspectivo no fim do ano é normal; o problema é quando essas emoções se tornam sofrimento persistente”, destaca.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Como familiares e amigos podem ajudar a lidar com a dezembrite sem invadir?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O apoio social é fundamental, especialmente para quem demonstra tristeza, irritabilidade ou isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O primeiro passo é escutar sem julgar.” A psiquiatra recomenda evitar frases que invalidam o sofrimento, como “isso passa” ou “pense positivo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apoiar significa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>perguntar como a pessoa está;</li>



<li>oferecer companhia leve;</li>



<li>enviar uma mensagem ou fazer uma visita breve;</li>



<li>respeitar o espaço sem deixar de demonstrar preocupação.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">“Se houver sinais de agravamento, como isolamento extremo, perda de apetite ou falas desesperançosas, é essencial incentivar ajuda profissional”, alerta.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">É possível evitar a sobrecarga de dezembro ao longo do ano?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com certeza, e esse talvez seja o ponto mais importante. “O cuidado com a saúde mental deve ser contínuo, não apenas reativo”, orienta a médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as práticas recomendadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>rotina equilibrada de trabalho, descanso e lazer;</li>



<li>atividade física regular;</li>



<li>manutenção de vínculos afetivos;</li>



<li>revisão de metas em ciclos menores;</li>



<li>prática de autocompaixão;</li>



<li>acompanhamento psicológico para fortalecer a resiliência emocional.</li>
</ul>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">“Trabalhar com metas menores e revisões frequentes traz sensação de controle e reduz a frustração. Isso torna o fim do ano mais leve”, arremata a psiquiatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A “dezembrite” não é um diagnóstico, mas seus efeitos são muito reais. O fim de ano desperta memórias, balanços e expectativas que podem pesar na saúde mental. A mensagem central de Gabriela Ladeira é clara: é possível se proteger do desgaste emocional de dezembro com limites, realismo, autocuidado e apoio.</p>
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		<title>6 hábitos que prejudicam o sono e o que fazer para dormir melhor</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/6-habitos-que-prejudicam-o-sono-e-o-que-fazer-para-dormir-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 15:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ah, a hora de dormir! O momento de apagar as luzes, recostar-se no travesseiro aconchegante, encontrar uma posição confortável, cair no sono e acordar revigorado! Certo? Para a maioria dos [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/SDS-Social-Media-Anatomia-do-Sono-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25815" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/SDS-Social-Media-Anatomia-do-Sono-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/SDS-Social-Media-Anatomia-do-Sono-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/SDS-Social-Media-Anatomia-do-Sono-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/SDS-Social-Media-Anatomia-do-Sono-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/SDS-Social-Media-Anatomia-do-Sono-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Ah, a hora de dormir! O momento de apagar as luzes, recostar-se no travesseiro aconchegante, encontrar uma posição confortável, cair no sono e acordar revigorado! Certo? Para a maioria dos brasileiros, não.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/marco/voce-ja-teve-insonia-saiba-que-72-dos-brasileiros-sofrem-com-alteracoes-no-sono">estudo da Fundação Oswaldo Cruz</a> revelou que 72% da população sofre com distúrbios do sono, como apneia obstrutiva, insônia crônica e síndrome das pernas inquietas. Ou seja, para muita gente, o ato de dormir é mais complexo do que “deitar e apagar&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No geral, as pessoas vão empurrando o sono para a última coisa do dia, quando estão exaustas”, afirma Thaís Bittencourt de Oliveira Pires, médica clínica, pneumologista e especialista em Medicina do Sono do Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para dormir melhor, o ideal é ter uma rotina e colocá-la como prioridade. Fazer a higiene do sono, evitar os estímulos de duas a três horas antes de dormir, reduzir a luminosidade. Os hábitos são fundamentais”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dormir faz parte da manutenção da saúde do corpo e da mente. A seguir, listamos algumas das principais razões pelas quais você pode estar tendo uma noite prejudicada.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>O que o sono (ou a falta dele) faz com você</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dormir-bem-voce-sabe-o-papel-do-sono-na-nossa-saude/">Do ponto de vista fisiológico</a>, o sono é um processo natural de repouso físico e mental, mas isso não significa que estamos “desligados”. Na verdade, o cérebro está em constante atividade enquanto estamos dormindo. Há produção de hormônios, consolidação de memórias, eliminação de toxinas, produção e liberação de citocinas (proteínas relacionadas à nossa resposta imune).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma boa noite de sono pode reduzir riscos de <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32315298/">obesidade</a> e <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36974682/">hipertensão</a>, além de proteger contra o declínio cognitivo relacionado às <a href="https://www.neurology.org/doi/10.1212/WNL.0000000000213403">demências</a>. O sono reparador também <a href="https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/depression-and-sleep-understanding-the-connection?utm_source=chatgpt.com">tem sido associado</a> à diminuição das taxas de depressão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/dormir-bem-voce-sabe-o-papel-do-sono-na-nossa-saude/">Em média</a>, adultos ficam bem após dormir de 7h a 9h por dia; recém-nascidos precisam de mais tempo; em média, 17h. Idosos têm o período de sono encurtado. Adultos que dormem menos de 6h por dia ou mais de 10h podem ter prejuízos no metabolismo, no sistema cardiovascular, no desempenho cognitivo e risco aumentado de demências.&nbsp;</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>Luz artificial à noite</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o dia, a luz solar mantém o corpo desperto e ativo, e até mesmo lâmpadas mais fortes ajudam a aumentar o estado de alerta. Quando anoitece e a luz natural diminui, o organismo passa a produzir melatonina, hormônio que regula o sono.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a exposição à luz à noite — especialmente a azul, de celulares, computadores e TVs — atrapalha esse processo, reduz a produção de melatonina e dificulta o adormecer.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Curiosidade: </strong>Para cada hora adicional de uso de dispositivos eletrônicos na cama, o risco de insônia aumenta em 59%, de acordo com um <a href="https://www.frontiersin.org/journals/psychiatry/articles/10.3389/fpsyt.2025.1548273/full">estudo publicado</a> no periódico Frontiers in Psychiatry. A prática também reduz o tempo total de sono em 24 minutos.</td></tr></tbody></table></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>Exercício físico intenso muito tarde</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Praticar atividade física regularmente melhora o sono a longo prazo, mas treinos intensos à noite elevam a temperatura corporal e estimulam a liberação de adrenalina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apesar de ser excelente no geral, se for feito à noite, o exercício pode ser considerado um estímulo cerebral, prejudicar a qualidade do sono e retardar seu início”, afirma a especialista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação é terminar os exercícios, no mínimo, três horas antes de dormir.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>Cafeína escondida</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é só o café: chás (como o preto e o verde), refrigerantes de cola, energéticos e até chocolate carregam cafeína. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a substância pode permanecer ativa no organismo por até seis horas, o consumo no fim da tarde já é suficiente para prejudicar o descanso.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>Comida </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MdeE4Q4YXuI&amp;t=196s" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&#8220;pesada&#8221;</strong> no jantar</a></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falando em chocolate, refeições com alto teor de gordura, muito condimentadas ou em grande volume tornam a digestão lenta e podem causar desconforto e refluxo noturno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dica, então, é fazer uma refeição leve antes de dormir, com alimentos de fácil digestão, como frutas, iogurte natural, torradas integrais ou uma vitamina leve. Também entram na lista alimentos ricos em triptofano, como banana, leite e aveia — eles favorecem a produção de serotonina, que é convertida em melatonina e ajuda no sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evite frituras, molhos pesados e carnes gordurosas nesse horário. Além disso, procure jantar pelo menos duas a três horas antes de se deitar, para que o corpo tenha tempo suficiente para processá-la.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>Álcool como “ajuda” para relaxar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora cause sonolência, o álcool compromete as fases mais profundas do sono. O resultado é um descanso fragmentado: você pode até dormir rápido, mas acorda sem se sentir realmente restaurado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em artigo na plataforma científica The Conversation,, pesquisadores ressaltaram&nbsp; que beber antes de dormir pode <a href="https://theconversation.com/alcohol-may-help-you-fall-asleep-faster-but-it-leads-to-a-worse-nights-rest-overall-heres-why-246841">reduzir o tempo de sono REM</a>, conhecido como &#8220;sono dos sonhos&#8221; e considerado importante para a memória e regulação de emoções.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Curiosidade: </strong>Segundo Thaís Bittencourt, durante o sono profundo, o cérebro ativa o sistema glinfático, responsável por uma “faxina” que remove substâncias tóxicas; entre elas, a beta-amiloide, associada ao Alzheimer. Resumindo: dormir bem é cuidar da saúde do cérebro.</td></tr></tbody></table></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>Temperatura do quarto</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo naturalmente reduz sua temperatura interna ao se preparar para dormir. Se o quarto estiver muito quente, esse processo é dificultado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A faixa considerada ideal pelos especialistas é entre 18 °C e 22 °C. “A temperatura amena é mais interessante para dormir, deixa a gente mais relaxada e favorece muito a chegada do sono. É bom tanto para o cérebro quanto para o corpo”, explica a pneumologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem tem ar-condicionado, o ideal é mantê-lo nessa faixa. Quem não tem pode apostar em estratégias simples: manter o ambiente ventilado, usar ventilador com o fluxo de ar indireto, optar por roupas de cama leves e tecidos respiráveis.</p>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>E o cochilo, faz mal?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, cochilos curtos, de 10 a 30 minutos, podem melhorar o humor, a memória e a disposição sem prejudicar o sono noturno. “Há quem se sinta muito revigorado após o cochilo. Não é todo mundo que tem essa necessidade, mas os estudos já evidenciam um benefício deles para a saúde como um todo”, detalha Bittencourt.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Curiosidade: </strong>Uma pesquisa <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8507757/">da agência espacial estadunidense, a NASA,</a> mostrou que pilotos que cochilaram por 26 minutos durante o dia tiveram 34% mais desempenho e 54% mais atenção. Os cochilos à tarde melhoraram o desempenho cognitivo (com efeitos mais pronunciados quando feitos mais cedo) e o desempenho se manteve elevado por até 120 minutos após o cochilo.</td></tr></tbody></table></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:20px"><strong>Quando procurar ajuda profissional para dormir?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O bom sono não depende apenas da quantidade de horas, mas da qualidade do descanso. “Um dos sinais claros de que a pessoa não está descansando é quando ela acorda mais fadigada, com a sensação de que o sono não foi reparador, mesmo tendo dormido por tempo suficiente”, elabora a médica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenos ajustes de rotina fazem toda a diferença: trocar o celular por um livro antes de dormir, optar por refeições leves à noite, buscar a luz natural ao acordar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ajustes simples na rotina ajudem muito, nem sempre eles são suficientes. Bittencourt aponta que distúrbios do sono podem ter causas variadas e, dependendo da queixa, diferentes especialistas podem atuar: psiquiatras, neurologistas, otorrinolaringologistas ou pneumologistas, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada caso requer uma avaliação individualizada. Por isso, se os problemas com o sono persistirem, o ideal é procurar um médico com experiência na área, capaz de indicar o diagnóstico correto e o melhor tratamento.</p>
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		<title>Saúde mental da população LGBTQIAPN+ importa — e muito!</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/saude-da-saude/saude-mental-da-populacao-lgbtqiapn-importa-e-muito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 21:53:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIAPN+]]></category>
		<category><![CDATA[orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Mês do Orgulho, refletimos sobre a saúde mental da população LGBTQIAPN+, incluindo os seus desafios e a construção de redes de cuidado e acolhimento Junho é o Mês do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>No Mês do Orgulho, refletimos sobre a saúde mental da população LGBTQIAPN+, incluindo os seus desafios e a construção de redes de cuidado e acolhimento</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/SDS-Social-Media-Post-1805-Dia-Nacional-da-Luta-Antimanicomial-SDS-Social-Media-Saude-mental-da-populacao-LGBTQIAPN-Mes-do-Orgulho-16x9-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25001" srcset="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/SDS-Social-Media-Post-1805-Dia-Nacional-da-Luta-Antimanicomial-SDS-Social-Media-Saude-mental-da-populacao-LGBTQIAPN-Mes-do-Orgulho-16x9-1-1024x576.png 1024w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/SDS-Social-Media-Post-1805-Dia-Nacional-da-Luta-Antimanicomial-SDS-Social-Media-Saude-mental-da-populacao-LGBTQIAPN-Mes-do-Orgulho-16x9-1-300x169.png 300w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/SDS-Social-Media-Post-1805-Dia-Nacional-da-Luta-Antimanicomial-SDS-Social-Media-Saude-mental-da-populacao-LGBTQIAPN-Mes-do-Orgulho-16x9-1-768x432.png 768w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/SDS-Social-Media-Post-1805-Dia-Nacional-da-Luta-Antimanicomial-SDS-Social-Media-Saude-mental-da-populacao-LGBTQIAPN-Mes-do-Orgulho-16x9-1-1536x864.png 1536w, https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/SDS-Social-Media-Post-1805-Dia-Nacional-da-Luta-Antimanicomial-SDS-Social-Media-Saude-mental-da-populacao-LGBTQIAPN-Mes-do-Orgulho-16x9-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Junho é o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, uma data que carrega um significado que vai além das cores vibrantes e das celebrações nas ruas. Afinal, as&nbsp; celebrações são apenas uma das facetas: ainda há muito o que refletir sobre visibilidade, resistência e, sobretudo, direitos. Incluindo o mais básico de todos: o direito de existir com saúde e dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse grupo ainda enfrenta as maiores taxas de transtornos mentais, abuso de substâncias e suicídio, segundo informações do <a href="https://brazil.unfpa.org/pt-br/publications/populacao-lgbtqia-diversidade-direitos-e-acesso-servicos-de-saude-no-brasil">NHS e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), </a>agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por que isso acontece? E, principalmente, como podemos, enquanto sociedade e enquanto indivíduos, colaborar para mudar esse cenário?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Orgulho também é saúde mental</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O sofrimento mental que atinge pessoas LGBTQIAPN+ não surge da identidade em si, mas do preconceito, da exclusão e da violência, muitas vezes vivenciados desde a infância.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o psiquiatra João Pedro Wanderley, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o impacto da rejeição, do não reconhecimento e da invisibilidade pode ser devastador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando não se é visto, escutado ou aceito como se é, o impacto psíquico pode ser profundo. O cuidado em saúde mental, nesse contexto, é mais do que clínico: é afetivo, social e ético”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) mostra que as dificuldades de acesso a serviços de saúde, além da violência física, simbólica e institucional, são fatores diretamente ligados ao adoecimento mental desse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, segundo o <a href="https://www.nhs.uk/mental-health/advice-for-life-situations-and-events/mental-health-support-if-you-are-gay-lesbian-bisexual-lgbtq/">&nbsp;NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido)</a>, o isolamento, o medo de rejeição e as experiências de discriminação são gatilhos importantes para quadros de ansiedade, depressão e ideação suicida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A saúde avança, mas ainda há desafios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado temos conquistas expressivas — como a <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/novembro/brasil-registra-queda-de-obitos-por-aids-mas-doenca-ainda-mata-mais-pessoas-negras-do-que-brancas">redução de 25,5% no coeficiente de mortalidade por HIV/Aids no Brasil entre 2012 e 2022, segundo o&nbsp; Ministério da Saúde </a>—, por outro, os desafios relacionados à saúde mental permanecem relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A origem desse sofrimento? O não reconhecimento, explica Wanderley. “O sujeito precisa ser reconhecido em sua singularidade para poder se sustentar psiquicamente. Quando isso não acontece, o sofrimento se cristaliza, muitas vezes em forma de depressão, ansiedade, uso de substâncias ou ideação suicida”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">“O uso de drogas é sintoma de algo maior, não o problema em si”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dados indicam que pessoas LGBTQIAPN+ apresentam taxas significativamente mais altas de uso e abuso de substâncias em comparação com a população heterossexual e cisgênera (pessoa cuja identidade de gênero corresponde ao sexo biológico atribuído no nascimento). <a href="https://www.addictiongroup.org/addiction/lgbtq/">Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que entre 20% e 30% da população LGBTQIAPN+ </a>abuse de substâncias, em contraste com cerca de 9% da população geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas disparidades são frequentemente atribuídas ao estresse de minoria, que inclui experiências de estigma, discriminação e rejeição social. Tais fatores podem levar indivíduos da comunidade a utilizar substâncias como mecanismo de enfrentamento para lidar com a exclusão, a violência e a invisibilidade social .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma questão de predisposição, o psiquiatra reforça que se trata, muitas vezes, de uma tentativa de aliviar dores emocionais profundas. “A substância entra como forma de aliviar a rejeição, a solidão, a exclusão. Às vezes, ela aparece em espaços onde essas pessoas se sentem, ainda que parcialmente, pertencentes. O uso é sintoma de algo maior, não o problema em si”, reitera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o cuidado precisa ir além da abordagem tradicional de dependência química. “É preciso escutar o sujeito, sua história, seus afetos e seu sofrimento, muito além da droga em si. Por isso, é essencial buscar apoio profissional especializado, que possa olhar para o contexto com escuta e acolhimento, sem reduzir o sujeito à substância”, complementa o psiquiatra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Caminhos possíveis para cuidar da saúde mental da população LGBTQIAPN+</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado em saúde mental para essas pessoas precisa ser, acima de tudo, acolhedor e livre de julgamentos. Isso significa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Buscar profissionais capacitados e sensíveis às questões de gênero e sexualidade;</li>



<li>Criar e fortalecer redes de apoio, sejam de familiares, de amigos ou de comunidades;</li>



<li>Estar em espaços onde seja possível existir com autenticidade, sem medo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“A clínica, por si só, não dá conta de todo o sofrimento. Mas ela pode ser um espaço potente de reparação e resgate do desejo. E, quando isso se faz em diálogo com o social e o coletivo, o cuidado se torna muito mais efetivo”, completa Wanderley.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o papel de quem quer ser aliado na luta?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ser aliado não é só não reproduzir preconceitos. É ser ativamente contra eles. Isso significa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Escutar mais e falar menos;</li>



<li>Estudar, buscar informação, buscar compreender vivências que não são suas;</li>



<li>Usar espaços de privilégio para abrir portas, combater preconceitos e defender direitos;</li>



<li>Construir ambientes (familiares, escolares, profissionais etc.) seguros, afetivos e inclusivos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando o ambiente é seguro, afetuoso e inclusivo, o sofrimento diminui. O orgulho é um ato político, mas também profundamente afetivo. É o direito de existir com dignidade”, complementa o médico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">No Mês do Orgulho, e em todos os outros, saúde mental importa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre saúde mental da população LGBTQIAPN+ não é só um tema para o Mês do Orgulho. É uma pauta permanente, urgente e coletiva. Porque ninguém deveria adoecer por simplesmente ser quem é.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste mês e nos demais, devemos refletir se os espaços de cuidado e atenção à saúde estão preparados para lidar com as complexidades dessa população e com as consequências devastadoras que o preconceito pode causar na vida dessas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, que possamos construir, todos os dias, espaços onde o orgulho, o cuidado e o amor sejam possibilidades reais e não apenas a pauta das discussões no mês de junho.</p>
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