Maioria dos homens com alto risco não toma PrEP para prevenir HIV

30 de julho, 2019

Levantamento do CDC dos Estados Unidos revelou que apenas um em cada três homens norte-americanos dentro desse grupo usa o medicamento

Apenas um em cada três homens com alto risco de infecção por HIV toma medicamento para prevenir a transmissão do vírus, de acordo com um levantamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), do governo dos Estados Unidos.

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é um tratamento preventivo com medicamentos antirretrovirais utlizado antes da exposição ao vírus para evitar a infecção pelo HIV. Em muitos países, faz parte da estratégia para conter a epidemia da doença. No Brasil, esse tratamento é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Foram analisados 7.873 homens negativos para o HIV entre 2014 e 2017 em 20 cidades norte-americanas com alto risco de contrair a doença, entre eles, aqueles que tiveram parceiro com HIV positivo ou pelo menos dois parceiros sexuais masculinos em um ano sem uso de preservativo.

O estudo constatou que o uso da PrEP aumentou de forma acentuada nesse período, de 6% para 35%, mas variou de acordo com a raça. Cerca de 42% dos homens brancos de alto risco tomam o medicamento, 30% dos homens hispânicos e 26% dos homens negros.

No Brasil, cerca de 38% dos cadastros para receber a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) ocorreram entre janeiro e maio deste ano, segundo o Ministério da Saúde. Desde que o tratamento foi disponibilizado pelo SUS, em janeiro do ano passado, 11.034 pessoas se cadastraram para usar a PrEP. Desse total, 4.152 se inscreveram nesse período.

A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir e entricitabina) que bloqueiam alguns caminhos que o HIV usa para infectar o organismo. É administrada por meio de um comprimido por dia.

Esse tratamento preventivo é oferecido gratuitamente aos grupos considerados mais vulneráveis à infecção pelo HIV que são homossexuais e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, trabalhadoras do sexo e casais sorodiferentes, de acordo com o Ministério da Saúde.

De 2007 até junho de 2018, foram notificados mais de 247 mil casos de HIV no Brasil. Nesse período, 68,6% dos casos ocorreram em homens e 31,4% em mulheres. A faixa etária mais afetada é entre 20 e 34 anos (52,6%).

Fonte: Portal R7
Data: 30/07/2019

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