FITTER – As Novas Diretrizes Internacionais para a Aplicação de Insulina

14 de julho, 2016

foto1 7e912O Café da Manhã Anahp desta quinta-feira (14) trouxe informações do FITTER – Forum for Injection Techniques & Therapy Expert Recommendations. O evento, realizado em 2015, em Roma, reuniu 150 líderes de opinião de todo o mundo com o objetivo de criar um conjunto de recomendações sobre técnicas seguras de injeção e infusão de insulina.

Todas as recomendações apresentadas hoje, na sede da Anahp, foram pautadas em evidências clínicas e dados da pesquisa ITQ – Injection Technique Questionnaire, a maior já realizada sobre técnica de injeção, com 13 mil pacientes de diferentes países, e que foi exibida durante o FITTER.

Organizado pela Anahp e BD – empresa global de tecnologia médica que produz e comercializa suprimentos médicos, anticorpos, reagentes, equipamentos e dispositivos para laboratórios e hospitais -, o encontro contou com a participação do Dr. Augusto Pimazoni Netto, membro do grupo de desenvolvimento das recomendações do Projeto FITTER e Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes Hospital do Rim – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

Dr. Augusto afirmou que a insulina deve ser aplicada em tecido adiposo subcutâneo saudável, evitando os espaços intradérmicos e intramusculares, bem como as cicatrizes e áreas de lipohipertrofia. Segundo ele, efetuar rodízio da região de aplicação é fundamental para evitar a formação de lipohipertrofia, um acúmulo anormal de gordura sob a superfície da pele (caroços no subcutâneo que apresentam volume e tamanho variados), algo observado em pessoas que recebem múltiplas injeções diárias de insulina.

foto2 f153d“O aspecto mais importante dessa alteração é que ela pode interferir na eficácia da terapia insulínica, uma vez que quando a insulina é aplicada nessa massa de tecido gorduroso, pode apresentar um retardo significativo na absorção de insulina, levando o paciente a picos de hiperglicemia”, explicou. 

As recomendações são: não exceder quatro semanas de utilização da mesma região; manter distância média de dois dedos entre os pontos de aplicação; dar um intervalo de 14 dias para repetir o mesmo ponto de aplicação, fornecendo tempo para a cicatrização do local.

“Aproximadamente 2/3 dos pacientes possuem lipohipertrofia. A principal causa é que 98% desses pacientes não fazem o rodízio ou o realizam incorretamente. Outro ponto é a reutilização de agulhas: para esses pacientes 70% possuem lipohipertrofia”, afirmou Dr. Augusto.

Carolina Herrera, Brazil Business Director Diabetes Care, conta que antigamente existia uma recomendação para que pacientes com excesso de peso usassem agulhas mais longas que pacientes magros, mas que pesquisas desenvolvidas pela empresa demonstraram que o IMC – Índice de Massa Corporal, em geral, não altera o tipo de agulha que deve ser usada pelo paciente.

“Recomenda-se o uso de agulhas para caneta de 4 mm inseridas a 90 graus para todos os perfis, independentemente da idade, sexo ou IMC. Raramente a espessura da pele ultrapassa 3 mm”, explicou.

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