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	<title>Arquivos Semana de Compliance Anahp - Anahp</title>
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	<title>Arquivos Semana de Compliance Anahp - Anahp</title>
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		<title>Compliance em rede, governança de IA e confiança marcam primeiro dia da 5ª Semana de Compliance Anahp</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 16:36:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Integridade construída nas relações, gestão de riscos incorporada às decisões e governança para acompanhar o avanço da inteligência artificial. Esses foram alguns dos temas que marcaram o primeiro dia da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Integridade construída nas relações, gestão de riscos incorporada às decisões e governança para acompanhar o avanço da inteligência artificial. Esses foram alguns dos temas que marcaram o primeiro dia da 5ª Semana de Compliance Anahp, nesta quarta-feira (26).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido em formato online, o encontro reuniu dois painéis sobre <strong>desafios atuais do compliance na saúde, que vão da construção de referências comuns de integridade entre os diferentes atores do setor aos cuidados necessários para o uso responsável da inteligência artificial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na abertura, o <strong>diretor-executivo da Anahp, Antônio Britto</strong>, lembrou iniciativas desenvolvidas pela Associação nos últimos anos, como a <strong>criação do Conselho de Ética, do Código de Ética e do processo de reconhecimento das práticas de compliance dos hospitais associados</strong>. Para Britto, compliance é <strong>parte indissociável da atividade hospitalar e deve caminhar junto com qualidade e ética.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O compliance nas relações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro painel, “Compliance em rede: construindo a cultura de integridade na Saúde”, reuniu:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Vivian Sueiro</strong>, gerente de Compliance da Anahp;</li>



<li><strong>Felipe Chiattone Alves</strong>, diretor Jurídico, Compliance e Propriedade Intelectual da Interfarma;</li>



<li><strong>Lidiane Mazzoni</strong>, advogada e sócia da SPLaw Advogados (moderação).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitais, médicos, operadoras, indústria, fornecedores, pacientes, órgãos públicos e reguladores convivem em uma cadeia na qual decisões e riscos atravessam os limites de uma única organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É justamente nessas relações que surgem muitos dos desafios de integridade, o que exige referências comuns e responsabilidades que alcancem diferentes elos do setor.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Felipe Chiattone Alves apresentou a experiência da Interfarma, que reúne 41 empresas da indústria farmacêutica de inovação e mantém há quase 19 anos um Código de Conduta seguido por suas associadas. O documento estabelece padrões éticos para as relações entre diferentes atores e é atualizado periodicamente para acompanhar mudanças do setor e novos riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Autorregulação:</strong> permite reagir com mais rapidez a situações ainda não plenamente contempladas pela legislação, complementando as regras existentes e qualificando o diálogo regulatório.</li>



<li><strong>Princípios compartilhados:</strong> em um setor com interesses e responsabilidades diferentes, um alinhamento completo é pouco realista. O objetivo é estabelecer referências comuns para as relações.</li>



<li><strong>Governança e transparência:</strong> os riscos aparecem nas interações do dia a dia, por isso códigos e políticas precisam estar acompanhados de responsabilidades bem definidas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem todas as situações podem ser prevenidas. Por isso, são necessárias regras claras sobre como investigar problemas, corrigir processos e adotar as medidas cabíveis.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos também podem ser coletivos. Uma ocorrência envolvendo uma organização pode afetar a percepção sobre todo um segmento, o que amplia a importância de referências comuns de integridade.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>[DESTAQUE]</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Integridade em rede</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Nenhum elo consegue enfrentar sozinho os riscos de uma cadeia tão interdependente. Princípios comuns, transparência e responsabilidades compartilhadas ajudam a fortalecer todo o sistema.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Compliance na cultura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos sinais de amadurecimento é a discussão sobre compliance alcançar outras áreas. Quando profissionais de comunicação, comercial ou outras frentes passam a identificar conflitos de interesse, riscos ou cuidados necessários antes de uma decisão, a integridade começa a fazer parte da cultura institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o compliance ganha espaço como apoio às decisões. A gestão de riscos passa a considerar o contexto de cada situação e a contribuir para escolhas mais seguras, fortalecendo também a confiança na instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a integridade pode se tornar um diferencial para a organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A experiência da Anahp</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivian Sueiro apontou o <strong>hospital como centro de convergência do compliance na saúde</strong>, por reunir em seu dia a dia fontes pagadoras, indústria, laboratórios, prestadores de serviços, profissionais e órgãos reguladores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para apoiar os associados nesse ambiente, a Anahp mantém <strong>Conselho de Ética, Código de Ética, GT de Compliance, canal de denúncias, capacitações e o Selo de Excelência Anahp – Compliance.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>GT de Compliance</strong> funciona como <strong>espaço de troca entre os hospitais, permitindo compartilhar experiências, discutir riscos e aprofundar temas que surgem no dia a dia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Código de Ética reúne recomendações relacionadas à ética médica, à qualidade da assistência e às práticas de compliance e, desde 2024, sua adesão é requisito para associação e permanência dos hospitais na Anahp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o Selo utiliza uma auditoria independente para avaliar cinco dimensões:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>governança;</li>



<li>treinamentos;</li>



<li>gestão de riscos;</li>



<li>tratamento de denúncias;</li>



<li>investigação e medidas disciplinares.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira edição, a média de atendimento aos requisitos foi de 69%. Em 2026, o resultado médio chegou, até o momento, a 75%. Entre os hospitais que participaram pelo segundo ano consecutivo, a média alcançou 86%, e todos apresentaram evolução em relação à avaliação anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os resultados também mostram como a avaliação pode contribuir para o aprendizado e a melhoria das práticas</strong>. O tratamento de denúncias aparece como a dimensão mais desenvolvida entre as instituições avaliadas, seguido por treinamentos e governança. <strong>As principais oportunidades estão em investigação, medidas disciplinares e em gestão de riscos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os hospitais recebem um relatório que pode ser transformado em <strong>plano de ação</strong>. As informações também ajudam a identificar <strong>temas para novas capacitações e discussões dentro da Associação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IA, dados e confiança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo painel, “IA, Dados e Confiança: os novos desafios do compliance na governança de dados e de IA”, reuniu:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Rogéria Leoni</strong>, diretora executiva do Einstein Hospital Israelita;</li>



<li><strong>Guilherme Seigo Matsumoto</strong>, coordenador de Privacidade e Governança de IA da Gol Linhas Aéreas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial já participa de decisões clínicas, operacionais, financeiras, jurídicas e estratégicas e a <strong>discussão sobre compliance vai além da proteção dos dados e do cumprimento da legislação</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também envolve uso legítimo das informações, identificação de riscos e vieses, supervisão humana e definição clara de responsabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que dados passam a alimentar sistemas de IA e apoiar decisões, sua confiabilidade, transparência e uso responsável também se tornam parte central dessa governança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Guilherme, privacidade, governança de dados e IA precisam deixar de ser tratadas apenas como obrigações regulatórias e entrar nas decisões da organização. Ele destacou três pontos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Tecnologia:</strong> ferramentas capazes de acompanhar dados, sistemas e aplicações em grande escala;</li>



<li><strong>Conhecimento aplicado ao negócio:</strong> traduzir regras e requisitos para a realidade dos processos e das decisões;</li>



<li><strong>Alinhamento estratégico:</strong> garantir que liderança e áreas de negócio reconheçam governança e privacidade como parte da estratégia e da gestão de riscos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a tecnologia evolui rapidamente, essa estrutura também precisa acompanhar as mudanças, com revisão de processos, regras e conhecimentos à medida que surgem novas aplicações e novos riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pessoas tomam as decisões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais riscos discutidos foi a <strong>terceirização de decisões sensíveis para sistemas de inteligência artificial ou a aceitação de suas respostas sem análise crítica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo quando existe revisão humana, a forma convincente como uma resposta é apresentada pode influenciar o julgamento do profissional. <strong>Por isso, supervisão humana não significa apenas manter uma pessoa no processo, mas garantir que ela tenha condições de avaliar criticamente o resultado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na saúde, isso reforça a necessidade de treinamento, regras de uso e clareza sobre quais informações podem ser inseridas nas ferramentas e até onde seus resultados podem apoiar uma decisão.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>[DESTAQUE]</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>A IA apoia decisões, mas a responsabilidade continua humana.</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Cabe às organizações definir os limites de uso das ferramentas e as situações em que a avaliação humana é indispensável.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Governança com papéis bem definidos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A área que cria ou implementa uma solução de IA não deve ser a única responsável por avaliar seus riscos e aprovar seu uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A governança precisa reunir diferentes competências para analisar a necessidade da tecnologia, o tratamento dos dados, os requisitos regulatórios e a segurança da infraestrutura. Na experiência apresentada por Guilherme, esse trabalho <strong>envolve áreas como privacidade, compliance, cibersegurança, segurança da informação e arquitetura e infraestrutura.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A governança também precisa alcançar o uso cotidiano da tecnologia, com orientações e treinamentos que deixem claro o que pode ou não ser compartilhado com ferramentas de IA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cuidado alcança ainda os fornecedores. Quando um terceiro utiliza inteligência artificial para tratar dados ou informações da organização, é necessário avaliar os riscos da solução e sua maturidade em governança de IA.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confiança se constrói também na resposta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com controles e processos estruturados, incidentes podem acontecer. A confiança depende, então, da preparação para identificá-los, da capacidade de resposta e da transparência com as pessoas afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate reforçou que a governança de dados e de IA, assim como o compliance, precisa participar das decisões da organização, ajudando a definir responsabilidades, limites de uso e critérios para que a inovação avance com segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista na íntegra: </strong></p>



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