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	<title>Arquivos Notícias Anahp - Anahp</title>
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	<title>Arquivos Notícias Anahp - Anahp</title>
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		<title>Anahp lança programa que abre indicadores assistenciais de 52 hospitais à sociedade</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/anahp-lanca-programa-que-abre-indicadores-assistenciais-de-52-hospitais-a-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:07:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Programa de Transparência reúne dados de instituições que somam cerca de 14 mil leitos e amplia o acesso da população a informações sobre qualidade e segurança assistencial A Associação Nacional [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Programa de Transparência reúne dados de instituições que somam cerca de 14 mil leitos e amplia o acesso da população a informações sobre qualidade e segurança assistencial</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Associação Nacional dos Hospitais Privados &#8211; Anahp &#8211; lançou nesta quarta-feira (19) o Programa de Transparência Anahp, que disponibiliza ao público indicadores assistenciais individualizados de 52 hospitais associados, responsáveis por cerca de 14 mil leitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa marca uma nova etapa de um trabalho desenvolvido há mais de 20 anos pela Associação com mensuração de resultados, benchmarking e melhoria contínua da qualidade hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abertura desses dados amplia o acesso da sociedade a informações que, até agora, circulavam principalmente nos ambientes de gestão e acompanhamento do setor. Pacientes, profissionais e demais públicos interessados passam a contar com mais elementos para compreender aspectos relacionados à qualidade e à segurança da assistência hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento foi feito em uma live conduzida pelo diretor-executivo da Anahp, Antônio Britto, com participação da diretora técnica da Associação, Evelyn Tiburzio, e da Gerente Executiva de Governança Clínica do Hcor, Priscila Rosseto. O encontro detalhou a construção do programa, os critérios adotados e os cuidados para a interpretação das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesta primeira etapa, são divulgados dez indicadores assistenciais:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Média de permanência &#8211; Geral (dias)</li>



<li>Taxa de mortalidade institucional (&gt;24h)</li>



<li>Densidade de incidência de infecção da corrente sanguínea, laboratorialmente confirmada, associada a cateter venoso central em UTI (adulto, pediátrica e neonatal)</li>



<li>Taxa de infecção em sítio cirúrgico pós cirurgia limpa</li>



<li>Densidade de incidência de queda resultando em lesão de pacientes adultos internados</li>



<li>Incidência de pacientes adultos com lesão por pressão (úlcera por pressão) adquirida no hospital</li>



<li>Mediana do tempo porta-balão (minutos) em IAM com supradesnivelamento do segmento ST</li>



<li>Taxa de letalidade de sepse comunitária de pacientes adultos</li>



<li>Taxa de reinternação hospitalar em até 30 dias</li>



<li>Taxa de parto cesárea</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Evelyn Tiburzio, os indicadores foram definidos por um comitê que reuniu profissionais envolvidos há anos com o Sistema de Indicadores Anahp e representantes de diferentes frentes assistenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Qualidade se demonstra e, no caso dos hospitais, se demonstra através de resultados</em>”, afirmou Britto. Ele lembrou que a Anahp reúne hoje mais de 200 indicadores utilizados para acompanhar diferentes dimensões da atividade hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A divulgação de parte dessas informações para a sociedade, segundo ele, já fazia parte das discussões da entidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Transparência não é ranking</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais cuidados destacados durante a apresentação foi evitar a comparação direta entre instituições com perfis diferentes. Especialidades atendidas, características dos pacientes e complexidade assistencial podem influenciar os resultados e precisam ser considerados na leitura dos indicadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Britto reforçou que o objetivo do programa não é produzir uma classificação dos melhores hospitais, mas usar os resultados como referência para aprendizado, revisão de processos e melhoria da própria performance.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Informação para o paciente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos desafios destacados durante a live é tornar os indicadores compreensíveis também para quem não trabalha na área da saúde. Por isso, a página do Programa de Transparência apresenta explicações sobre cada indicador, sua importância e os cuidados necessários para interpretá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Anahp também prepara uma campanha de letramento voltada à população, que será desenvolvida tanto nos canais institucionais da Associação quanto em canais de contato direto com o público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Priscila Rosseto, a iniciativa representa uma mudança na própria maneira de encarar a informação assistencial. “<em>Disponibilizar esses indicadores, além de uma mudança cultural, trata a informação assistencial como um valor público e um direito do paciente</em>”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, a transparência também pode estimular mudanças dentro das organizações, ao ampliar a atenção dedicada à governança clínica, à qualidade da coleta das informações e à utilização dos resultados nas decisões assistenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qualidade das informações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção do programa também incorporou um processo de avaliação externa dos dados, destinado a ampliar a consistência das informações e reduzir diferenças na aplicação dos critérios metodológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Britto explicou que, além das fichas técnicas detalhadas e das discussões realizadas entre os hospitais, foi incorporada uma auditoria externa ao processo. O cuidado é reduzir o risco de que instituições igualmente comprometidas cheguem a resultados calculados a partir de metodologias diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscila destacou que essa análise também leva os hospitais a revisitar a chamada “jornada do dado”, desde a capacidade de detectar determinados eventos até os processos de coleta, registro e geração da informação. Um resultado aparentemente muito positivo, observou, também pode exigir uma análise para verificar se todos os eventos estão sendo corretamente identificados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa começa sem ajuste de risco por DRG. Nesta primeira etapa, são consideradas algumas diferenças, como maternidades e faixas etárias, mas a complexidade assistencial ainda não está incorporada por meio dessa metodologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a live, os participantes apontaram o aprimoramento dos ajustes de risco como um dos caminhos para as próximas etapas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novos participantes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os 52 hospitais que participam inicialmente do programa concentram aproximadamente 14 mil dos 32 mil leitos representados pela Associação, mas a adesão permanece aberta para novas instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que o número de hospitais e o conjunto de informações disponibilizadas evoluam ao longo do tempo. Para Evelyn, o lançamento é resultado de um processo “longo” e “cuidadoso”, que envolveu pesquisa e discussões internas sobre a melhor forma de tornar os dados públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao encerrar a transmissão, Britto resumiu o lançamento como o início de uma responsabilidade permanente. “<em>Hoje é um dia de responsabilidade. A gente tem muita responsabilidade com o que está lançando e vai cuidar dessa plantinha aí, olhando para ela todos os dias</em>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção é ampliar gradualmente o número de hospitais e de indicadores, incorporar os aprendizados desta primeira etapa e estimular outras iniciativas de transparência no setor. “<em>Participem junto conosco desse esforço em favor de qualidade e de ética em saúde</em>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Programa de Transparência Anahp</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é?</strong><br>Uma iniciativa que torna públicos indicadores assistenciais de hospitais participantes, ampliando o acesso da sociedade a informações sobre qualidade e segurança do cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quantos hospitais participam?</strong><br>O programa foi lançado com 52 hospitais, que somam cerca de 14 mil leitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que dados são divulgados?</strong><br>Nesta primeira etapa, são dez indicadores assistenciais, relacionados a temas como permanência hospitalar, mortalidade, infecções, quedas, lesão por pressão, sepse, reinternação e parto cesárea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os dados formam um ranking?</strong><br>Não. A Anahp ressalta que os resultados devem ser interpretados considerando o perfil e a complexidade de cada hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para mais informações:</strong><br><a href="https://www.anahp.com.br/programa-de-transparencia/">https://www.anahp.com.br/programa-de-transparencia/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista na íntegra: </p>



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			</item>
		<item>
		<title>Hospitais associados à Anahp ampliam transparência e divulgam indicadores assistenciais de forma inédita</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/hospitais-associados-a-anahp-ampliam-transparencia-e-divulgam-indicadores-assistenciais-de-forma-inedita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:56:47 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27857</guid>

					<description><![CDATA[<p>Programa reúne 52 instituições e reforça compromisso com qualidade, segurança do paciente e prestação de contas à sociedade Os hospitais associados à Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) passam a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Programa reúne 52 instituições e reforça compromisso com qualidade, segurança do paciente e prestação de contas à sociedade</em></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Os hospitais associados à Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) passam a divulgar publicamente indicadores assistenciais individuais, ampliando a transparência sobre a qualidade do cuidado prestado aos pacientes. A iniciativa, que reúne 52 instituições de diferentes regiões do país, representa um avanço na prestação de contas à sociedade e reforça uma cultura de monitoramento de resultados, melhoria contínua e gestão baseada em evidências.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Disponíveis no <a href="https://www.anahp.com.br/programa-de-transparencia/">Programa de Transparência Anahp</a>, os indicadores retratam diferentes dimensões da assistência hospitalar, como segurança do paciente, qualidade do cuidado, infecções relacionadas à assistência, eficiência assistencial, desempenho em doenças cardiovasculares, reinternação hospitalar e assistência obstétrica.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Mais do que disponibilizar informações ao público, a iniciativa busca estimular uma mudança cultural no setor de saúde, fortalecendo a transparência como instrumento de aprimoramento da assistência e de geração de valor para pacientes, profissionais de saúde e gestores.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">“Quando um hospital decide tornar públicos seus indicadores assistenciais, ele demonstra confiança na qualidade do trabalho realizado e assume um compromisso permanente com a melhoria contínua. Transparência não é apenas divulgar dados; é fortalecer uma cultura de responsabilidade, aprendizado e evolução constante da assistência prestada à população”, afirma Antonio Britto, diretor-executivo da Anahp.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Os indicadores são provenientes do Sistema de Indicadores Hospitalares Anahp, plataforma de benchmarking utilizada pelos hospitais associados para acompanhar desempenho assistencial e apoiar decisões estratégicas. Todos seguem metodologia padronizada desenvolvida pela Associação e são informados, validados e autorizados pelas próprias instituições participantes.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Cada hospital divulgará os indicadores compatíveis com seu perfil assistencial, escopo de atuação e maturidade na coleta e monitoramento dos dados. Por isso, o conjunto de indicadores poderá variar entre as instituições, respeitando as características de cada organização e garantindo análises tecnicamente adequadas.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Entre os indicadores disponibilizados estão média de permanência hospitalar, mortalidade institucional, infecção de corrente sanguínea associada ao uso de cateter venoso central em UTI, infecção em sítio cirúrgico, quedas com lesão, lesão por pressão adquirida durante a internação, tempo porta-balão e tempo porta-agulha no atendimento ao infarto agudo do miocárdio, letalidade por sepse comunitária, reinternação hospitalar em até 30 dias e taxa de parto cesáreo.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A divulgação dos resultados está alinhada às melhores práticas internacionais de transparência e aos princípios da saúde baseada em valor, que prioriza não apenas os procedimentos realizados, mas os resultados efetivamente alcançados para os pacientes. Além de ampliar o acesso da sociedade a informações qualificadas, a iniciativa favorece a comparação de desempenho entre instituições com características semelhantes, estimula o compartilhamento de boas práticas e fortalece a cultura de melhoria contínua. Para o paciente, a disponibilização desses dados amplia a possibilidade de conhecer e comparar informações de hospitais antes de uma eventual internação, sempre considerando as características e o perfil assistencial de cada instituição.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Para ampliar ainda mais a confiabilidade das informações, a Anahp iniciou, em 2025, um processo de auditoria independente dos dados registrados no Sistema de Indicadores Hospitalares. A iniciativa busca uniformizar conceitos e critérios metodológicos, fortalecer a consistência das informações e tornar os benchmarks ainda mais robustos. As instituições auditadas que atendem aos critérios estabelecidos podem receber o Selo Excelência Anahp – Qualidade, reconhecimento concedido aos hospitais que demonstram elevado compromisso com a qualidade, a confiabilidade e a transparência dos dados reportados.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">“A transparência é um caminho sem volta para os sistemas de saúde que buscam excelência. Compartilhar indicadores de forma responsável estimula o aperfeiçoamento dos processos assistenciais, fortalece a governança clínica e amplia a confiança da sociedade nas instituições de saúde. Mais do que comparar hospitais, essa iniciativa busca incentivar todos a evoluírem continuamente em benefício dos pacientes”, destaca Britto.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Os resultados devem ser interpretados considerando o perfil assistencial, a complexidade dos pacientes atendidos, o porte das instituições e os serviços oferecidos por cada hospital. Esses fatores influenciam diretamente o comportamento dos indicadores e são fundamentais para uma leitura técnica e contextualizada dos dados. Por isso, os dados devem ser utilizados como informação para apoiar escolhas e promover melhorias, e não como um ranking entre instituições.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Com o Programa de Transparência, a Anahp reafirma seu compromisso com o fortalecimento da qualidade assistencial, da segurança do paciente e da sustentabilidade do sistema de saúde, estimulando uma cultura em que medir, comparar e divulgar resultados faz parte do processo permanente de evolução da assistência hospitalar no Brasil.</p>
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		<item>
		<title>Crises climáticas entram no plano de segurança dos hospitais</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/crises-climaticas-entram-no-plano-de-seguranca-dos-hospitais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 19:27:47 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27735</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jornada Digital Anahp debate como hospitais podem antecipar riscos, fortalecer a resiliência e garantir a continuidade da assistência diante de crises cada vez mais complexas. Dando início à Jornada Digital [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Jornada Digital Anahp debate como hospitais podem antecipar riscos, fortalecer a resiliência e garantir a continuidade da assistência diante de crises cada vez mais complexas.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dando início à <strong>Jornada Digital Anahp de agosto</strong>, dedicada ao macrotema <strong>Qualidade e Segurança</strong>, a Anahp realizou, em parceria com a <strong>Wolters Kluwer</strong>, o encontro <strong>“Os hospitais estão preparados para as crises do futuro?”</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão abordou a <strong>evolução da resiliência organizacional na saúde</strong> e o preparo das instituições para crises cada vez mais complexas, <strong>com foco na continuidade e na segurança da assistência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Participaram:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Tiago Ramos</strong>, diretor médico executivo do Hospital Mãe de Deus</li>



<li><strong>Julianna Sandes</strong>, gerente de Qualidade, Segurança e Escritório de Valor do Hospital Santa Catarina</li>



<li><strong>Evandro Moraes</strong>, diretor-geral do Hospital São Lucas da PUCRS</li>



<li><strong>Ingrid Cicca</strong>, consultora em Sustentabilidade e ESG (moderação)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate tratou de <strong>crises que já afetam a operação hospitalar</strong>, como eventos climáticos extremos, falhas de infraestrutura, desabastecimento, dificuldade de deslocamento de profissionais, pressão sobre emergências e interrupções em serviços críticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gestão integrada de riscos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de riscos deixou de olhar apenas para eventos isolados. Um hospital pode estar preparado para falta de energia, desabastecimento, evacuação ou falhas de tecnologia. <strong>O problema começa quando todos esses riscos aparecem ao mesmo tempo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A gestão da crise precisa conectar infraestrutura, assistência, pessoas, fornecedores, tecnologia, poder público e rede hospitalar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pontos para o planejamento de contingência:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quanto tempo o hospital consegue funcionar em contingência?</li>



<li>Quais pacientes correm maior risco em caso de interrupção?</li>



<li>Quem decide cada etapa da crise?</li>



<li>Quais serviços precisam ser priorizados?</li>



<li>Quais fornecedores são essenciais para sustentar a operação?</li>



<li>Quais hospitais podem receber pacientes?</li>



<li>Como garantir a continuidade da assistência se sistemas, água, energia ou acesso falharem?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A experiência dos hospitais no Rio Grande do Sul</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a enchente de 2024 em Porto Alegre, o Hospital Mãe de Deus precisou evacuar toda a operação e ficou 60 dias inoperante. A crise atingiu áreas críticas de infraestrutura e exigiu a transferência de pacientes complexos, incluindo recém-nascidos, pacientes de CTI (Centro de Terapia Intensiva) e pessoas em ventilação mecânica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hospital Mãe de Deus | Evacuação durante a enchente:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Comitê de crise ativado antes da evacuação</li>



<li>Gatilhos definidos conforme o avanço da água</li>



<li>Priorização de pacientes críticos</li>



<li>Apoio de hospitais parceiros da região</li>



<li>Uso de veículos do Exército para transpor áreas alagadas</li>



<li>Criação de ponto avançado fora da área mais crítica</li>



<li>Transferência de mais de 270 pacientes em 36 horas</li>



<li>Continuidade do cuidado sem eventos adversos relatados durante o processo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O caso reforçou a importância de diretrizes claras, uma cadeia de decisão bem definida e articulação prévia com outras instituições.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Infraestrutura e continuidade da assistência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Energia, água, gases medicinais, conectividade, sistemas e acessos ao hospital são elementos essenciais para garantir a continuidade da assistência e a segurança do paciente em situações de crise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Hospital Santa Catarina, o mapeamento de riscos climáticos apontou energia, água e transporte de profissionais como pontos críticos. <strong>A instituição reforçou a redundância energética, a autonomia de combustível, o monitoramento de reservatórios, o backup para equipamentos essenciais e a disponibilidade de gases medicinais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Hospital Mãe de Deus, a experiência com a enchente levou à <strong>revisão de sistemas de drenagem, geradores, pontos de energia, farmácia, estoques, servidores e estruturas vulneráveis no subsolo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Infraestruturas e serviços críticos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade da assistência depende de uma rede de estruturas e serviços que precisam funcionar de forma integrada: energia, água, conectividade, telefonia, estoques, acesso das equipes, transferência de pacientes, servidores, documentação clínica e equipamentos de alta complexidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Quando a base da operação falha, a capacidade de prestar assistência também é comprometida.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impactos sobre os profissionais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais podem ficar ilhados, perder suas casas, ter familiares afetados ou não conseguir chegar ao trabalho. Em Porto Alegre, colaboradores chegaram a ser alojados nas próprias instituições durante a emergência, enquanto hospitais adotaram medidas de apoio material, financeiro, logístico e psicológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Medidas de apoio aos profissionais:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Transporte seguro</li>



<li>Alojamento em situações extremas</li>



<li>Apoio aos diretamente afetados</li>



<li>Escalas mínimas para manter a operação</li>



<li>Realocação temporária em hospitais parceiros</li>



<li>Comunicação com quem estiver fora da instituição</li>



<li>Acompanhamento de saúde mental após a crise</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem pessoas em condições de trabalhar, a infraestrutura não sustenta a assistência</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Picos de demanda e mudanças na sazonalidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto discutido foi a pressão sobre prontos-socorros em períodos de aumento inesperado de demanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Hospital Santa Catarina relatou a <strong>experiência com a dengue em 2024, que levou à criação de uma área específica, ao reforço da telemedicina, à ampliação das equipes e à previsão orçamentária para contratações temporárias.</strong> No Rio Grande do Sul, a tradicional “operação inverno”, voltada a crises respiratórias, passou a conviver com uma “operação verão”, associada ao aumento da dengue.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estratégias para períodos de maior pressão assistencial:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Área de expansão no pronto-socorro</li>



<li>Gatilhos para reforço de equipe</li>



<li>Painéis de monitoramento do volume de atendimentos</li>



<li>Contratos flexíveis para contratação temporária</li>



<li>Integração com a CIH e monitoramento dos atendimentos</li>



<li>Uso de telemedicina para retorno e reavaliação</li>



<li>Fluxos específicos para hidratação, avaliação e reavaliação</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resíduos, emissões e sustentabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes discutiram resíduos infectantes, segregação incorreta, consumo de plástico, uso de óxido nitroso, emissões de gases de efeito estufa, compostagem e critérios ambientais para fornecedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A mudança depende de processos, treinamento e liderança</strong>. No Hospital Santa Catarina, por exemplo, projetos com as equipes levaram a <strong>ajustes simples, como mudanças no tamanho e na distribuição de lixeiras, além da criação de indicadores por setor e de treinamentos obrigatórios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Indicadores ambientais:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Volume de resíduos infectantes</li>



<li>Percentual de resíduos comuns, recicláveis e perigosos</li>



<li>Consumo de plásticos</li>



<li>Uso de gases com alto potencial de aquecimento global</li>



<li>Inventário de emissões</li>



<li>Plano de descarbonização</li>



<li>Critérios ambientais na cadeia de suprimentos</li>



<li>Custo do descarte inadequado</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A gestão de resíduos também é uma decisão econômica. Quando resíduos comuns são descartados como infectantes, o hospital aumenta os custos, reduz a reciclagem e pressiona a cadeia de coleta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fornecedores e cadeia de suprimentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade hospitalar depende de uma <strong>cadeia complexa de suprimentos</strong>. Durante uma calamidade, a falha pode estar no fornecedor, na rota, na planta produtora, no acesso ao hospital ou na disputa por insumos com outras instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate apontou caminhos como <strong>mapeamento de fornecedores próximos e alternativos, contratos de contingência, parcerias entre hospitais vizinhos e revisão do estoque de cobertura.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gestão de estoques em situações de crise</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estoque enxuto reduz o custo imobilizado, mas, em eventos prolongados, pode diminuir a margem de segurança. A <strong>decisão precisa considerar o risco assistencial, o tempo de reposição, a criticidade do insumo e a capacidade real de entrega durante uma crise regional.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mudanças após a enchente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da enchente, o Mãe de Deus revisou estruturas físicas e operacionais, incluindo sistemas elétricos em áreas mais altas, nova lógica de geradores, drenagem interna, bombas de recalque, servidores redundantes, contingência em nuvem, farmácia e estoques distribuídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência no Rio Grande do Sul também colocou em discussão soluções como <strong>tratamento interno de água em emergências e alternativas para a geração de gases medicinais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agenda para hospitais:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Revisar a localização de estruturas críticas</li>



<li>Testar a evacuação de pacientes complexos</li>



<li>Realizar simulados de catástrofe com o Corpo de Bombeiros</li>



<li>Mapear fornecedores e rotas alternativas</li>



<li>Definir hospitais parceiros para transferência</li>



<li>Garantir acesso mínimo ao prontuário em contingência</li>



<li>Prever registro físico temporário</li>



<li>Acompanhar a saúde mental das equipes</li>



<li>Medir emissões e resíduos</li>



<li>Revisar o plano após cada evento real</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Preparação para crises</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Jornada Digital mostrou que <strong>a gestão de crises passou a fazer parte da rotina da qualidade, da segurança do paciente e da gestão hospitalar.</strong> <strong>A pergunta para as instituições já não é apenas se existe um plano de contingência, mas se ele conecta infraestrutura, assistência, pessoas, dados, fornecedores e rede de apoio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Crises futuras exigirão hospitais capazes de antecipar riscos, responder de forma coordenada e transformar cada evento em aprendizado e melhoria concreta da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer saber mais? Assista na íntegra:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Jornada Digital | Os hospitais estão preparados para as crises do futuro?" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/k22gwX3sG3Q?start=96&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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		<item>
		<title>Publicação internacional reforça atuação da Anahp na agenda de desfechos em saúde</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/publicacao-internacional-reforca-atuacao-da-anahp-na-agenda-de-desfechos-em-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 13:25:48 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27707</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Anahp publicou, no ABC Heart Failure &#38; Cardiomyopathy, o artigo “Terapia médica direcionada por diretrizes, desfechos clínicos e qualidade de vida na insuficiência cardíaca”, desenvolvido a partir de dados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Anahp publicou, no <em>ABC Heart Failure &amp; Cardiomyopathy</em>, o artigo <strong>“Terapia médica direcionada por diretrizes, desfechos clínicos e qualidade de vida na insuficiência cardíaca”</strong>, desenvolvido a partir de dados do Programa de Desfechos da Associação. O estudo adota a metodologia do <em>International Consortium for Health Outcomes Measurement</em> (ICHOM) para a mensuração de desfechos em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação representa um marco importante para a Anahp e reforça sua atuação na agenda de desfechos em saúde e cuidado baseado em valor. O trabalho também evidencia o <strong>potencial da colaboração entre hospitais associados para transformar dados produzidos no Brasil em evidências capazes de aprimorar a assistência</strong>, contribuir para a <strong>evolução da prática clínica</strong> e ampliar a <strong>produção de conhecimento científico em escala global.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa integra um movimento que a Anahp pretende fortalecer, ampliando a produção científica em parceria com seus associados e consolidando sua atuação <strong>não apenas como entidade de representação dos hospitais privados de excelência, mas também como referência na geração e disseminação de evidências para o setor.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.abcheartfailure.org/pt-br/article/terapia-medica-direcionada-por-diretrizes-desfechos-clinicos-e-qualidade-de-vida-na-insuficiencia-cardiaca-insights-de-uma-coorte-brasileira-multicentrica-baseada-no-international-consortium-for-hea/" data-type="link" data-id="https://www.abcheartfailure.org/pt-br/article/terapia-medica-direcionada-por-diretrizes-desfechos-clinicos-e-qualidade-de-vida-na-insuficiencia-cardiaca-insights-de-uma-coorte-brasileira-multicentrica-baseada-no-international-consortium-for-hea/">Acesse o artigo aqui. </a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Anahp agradece aos hospitais e profissionais envolvidos na realização do estudo e na construção dessa conquista.<br></p>
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		<title>Treinamento e padronização são fundamentais para o uso seguro de novas tecnologias</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/treinamento-e-padronizacao-sao-fundamentais-para-o-uso-seguro-de-novas-tecnologias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 18:52:55 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27456</guid>

					<description><![CDATA[<p>A tecnologia pode ampliar as possibilidades de tratamento, mas seu impacto depende de como ela é incorporada à prática clínica. No dia 23 de junho, a Anahp realizou mais uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A tecnologia pode ampliar as possibilidades de tratamento, mas seu impacto depende de como ela é incorporada à prática clínica.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 23 de junho, a Anahp realizou mais uma <strong>edição do Café da Manhã, desta vez em parceria com a Boston Scientific</strong>, para discutir <strong>educação médica contínua, qualidade assistencial e segurança do paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação foi <strong>conduzida por Wanessa Awata</strong>, especialista clínica da Boston Scientific, e abordou como a atualização tecnológica exige treinamento estruturado, padronização de procedimentos e preparo das equipes para o uso seguro de novas tecnologias em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia pode ampliar as possibilidades de tratamento, mas seu impacto depende da forma como entra na prática clínica. No debate, a <strong>educação médica contínua apareceu como parte da qualidade assistencial</strong>, especialmente em <strong>áreas de alta complexidade, como cardiologia e eletrofisiologia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Tecnologia nova exige preparo da equipe</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação de uma nova tecnologia é uma etapa importante, mas não encerra o processo de incorporação. Para chegar ao paciente com segurança, a inovação precisa ser acompanhada por treinamento, protocolos, suporte técnico e atualização prática das equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ponto central:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A tecnologia precisa ser conhecida por quem indica</li>



<li>O procedimento precisa ser entendido por quem executa</li>



<li>A equipe precisa saber como agir durante a curva de aprendizado</li>



<li>O hospital precisa organizar estrutura, fluxo e processos</li>



<li>A decisão clínica precisa estar apoiada em evidências</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Falta de treinamento aumenta a variabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacitação insuficiente foi apresentada como um risco para a rotina hospitalar. Sem treinamento estruturado, a curva de aprendizado pode ser mais lenta e menos previsível, e isso aumenta a variação entre profissionais, procedimentos e equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impactos possíveis</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior tempo de procedimento</li>



<li>Maior consumo de recursos</li>



<li>Mais variabilidade técnica</li>



<li>Complicações evitáveis</li>



<li>Experiência inconsistente para o paciente</li>



<li>Menor previsibilidade para sala, leito e fluxo assistencial</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para hospitais, esse ponto afeta segurança, eficiência e gestão da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Educação contínua organiza a prática clínica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento deve ir além de uma apresentação sobre o produto ou a técnica. A <strong>educação estruturada combina diferentes formatos, de acordo com a complexidade do procedimento e o estágio de adoção da tecnologia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formatos citados</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Congressos</li>



<li>Proctorias</li>



<li>Discussão de casos</li>



<li>Simulações</li>



<li>Treinamentos hands-on</li>



<li>Capacitações pré-procedimento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados esperados</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uso correto da tecnologia</li>



<li>Padronização de processos</li>



<li>Indicação mais precisa</li>



<li>Decisões clínicas mais seguras</li>



<li>Menor variação entre equipes</li>



<li>Melhor acompanhamento dos resultados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, educação contínua funciona como <strong>mecanismo de redução de risco.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Eletrofisiologia mostra esse desafio na prática</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação usou a eletrofisiologia como exemplo de uma área em rápida evolução tecnológica. O caso discutido foi a ablação por campo elétrico pulsado para tratamento da fibrilação atrial. A tecnologia foi apresentada como parte de uma mudança importante no tratamento, com foco em segurança e eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O exemplo ilustra três pontos importantes:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Evidência</strong><br>Novas tecnologias precisam ser sustentadas por dados de segurança, eficácia e acompanhamento de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Treinamento</strong><br>Equipes precisam conhecer o fluxo do procedimento antes da adoção ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Padronização</strong><br>Protocolos bem definidos ajudam a reduzir variação técnica e acelerar a curva de aprendizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os benefícios associados ao treinamento, foram citados <strong>maior reprodutibilidade, mais previsibilidade, melhor fluxo de pacientes, menor tempo de sala e uso mais eficiente de recursos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Segurança do paciente depende de várias partes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação segura de novas tecnologias envolve diferentes responsabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Médicos:</strong><br>Avaliam a indicação, tomam decisões clínicas e aplicam a tecnologia no procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hospitais:</strong><br>Garantem estrutura, processos, equipe preparada e fluxo assistencial adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Indústria:</strong><br>Gera evidências, oferece treinamento, apoia a adoção e dá suporte técnico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Auditoria:</strong><br>Analisa o uso da tecnologia com base em evidências e critérios técnicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pacientes:</strong><br>Participam com adesão, comunicação e envolvimento no próprio cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança do paciente melhora quando essas responsabilidades estão alinhadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para a gestão hospitalar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão aponta uma agenda prática para as instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pontos para acompanhar</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Como novas tecnologias são incorporadas ao hospital</li>



<li>Quem recebe treinamento antes dos primeiros procedimentos</li>



<li>Como a curva de aprendizado é acompanhada</li>



<li>Quais protocolos orientam a equipe</li>



<li>Como a indicação clínica é avaliada</li>



<li>Quais evidências sustentam a adoção</li>



<li>Como os resultados são monitorados depois da implantação</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A educação médica contínua precisa entrar na rotina de qualidade, segurança e gestão assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ganho vem do uso correto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Novas tecnologias podem melhorar desfechos, reduzir tempo de procedimento, otimizar recursos e ampliar a previsibilidade da operação. Mas esse ganho depende da preparação das equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A inovação gera mais valor quando vem acompanhada de treinamento, indicação adequada, protocolos claros, suporte técnico e acompanhamento dos resultados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer mais detalhes? Assista na íntegra:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Café da Manhã com Boston Scientific | Educação médica contínua e qualidade assistencial" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/dE7AKPokma4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Cibersegurança entra na rotina dos hospitais</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/ciberseguranca-entra-na-rotina-dos-hospitais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 14:16:47 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27410</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jornada Digital Anahp discutiu proteção de dados, fornecedores, resposta a incidentes e medidas para reduzir riscos digitais em ambientes hospitalares A digitalização tornou os hospitais mais conectados e mais dependentes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Jornada Digital Anahp discutiu proteção de dados, fornecedores, resposta a incidentes e medidas para reduzir riscos digitais em ambientes hospitalares</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A digitalização tornou os hospitais mais conectados e mais dependentes de sistemas para manter a assistência funcionando. Prontuários, exames, prescrições, dispensação de medicamentos, fluxos administrativos, equipamentos médicos e canais de relacionamento dependem de ambientes digitais seguros e disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse foi o tema do segundo encontro da Jornada Digital Anahp de junho, mês dedicado a Tecnologia e Inovação Digital, realizado em parceria com a MV. No especial que marca os 25 anos da Anahp, a conversa tratou de cibersegurança e proteção de dados em ambientes hospitalares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Participaram:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Flávia Brito, CEO da Bidhealth</li>



<li>Shenandoan Daur, CIO do Real Hospital Português</li>



<li>Thiago Cachello, gerente de Tecnologia da Informação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz</li>



<li>Leandro Ribeiro, gerente executivo de Defesa Cibernética do Hospital Sírio-Libanês, na moderação</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. O risco para exames, prontuários e cirurgias</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ataque digital pode atrasar exames, bloquear prontuários, comprometer prescrições, afetar a dispensação de medicamentos e pressionar filas de atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando sistemas críticos ficam indisponíveis, a instituição precisa acionar planos de contingência. Sem preparo, a operação fica mais lenta, com mais retrabalho e maior risco de falhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes de uma indisponibilidade, o hospital precisa saber:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quais sistemas sustentam a assistência direta ao paciente</li>



<li>Quais serviços são mais sensíveis à interrupção</li>



<li>Como exames, prescrições e prontuários funcionam em contingência</li>



<li>Quem define prioridades durante uma crise</li>



<li>Como documentar decisões e ações durante o incidente</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. O papel da liderança na gestão do risco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A área de tecnologia identifica ameaças, implanta controles e conduz a resposta técnica. A decisão sobre o risco aceito pertence à liderança, pois envolve investimento, prioridade, continuidade assistencial, impacto financeiro, exposição jurídica e reputação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Decisões que precisam sair da área técnica</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quanto risco o hospital aceita</li>



<li>Quais investimentos entram primeiro</li>



<li>Quais sistemas são críticos</li>



<li>Qual impacto assistencial é tolerável</li>



<li>Como o tema entra na matriz de riscos</li>



<li>Como o plano de continuidade incorpora incidentes digitais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Termos técnicos ganham força quando chegam à gestão conectados a efeitos concretos, como cirurgias canceladas, serviços paralisados, dados expostos, fluxos financeiros afetados e risco jurídico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Inventário, acessos e rede na base da prevenção</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de soluções sofisticadas, parte do setor ainda precisa consolidar uma base essencial. Isso inclui inventário de ativos, identificação dos sistemas críticos, segmentação de redes, autenticação multifator, revisão de perfis de acesso, controle de terceiros e processos de contingência documentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais de preparo</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O hospital sabe quais ativos não podem parar</li>



<li>As redes corporativas, assistenciais e de equipamentos estão segmentadas</li>



<li>Os acessos refletem a função real de cada profissional</li>



<li>Fornecedores críticos são avaliados periodicamente</li>



<li>Existem registros de quem acessa dados sensíveis</li>



<li>Os planos de resposta já foram testados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Frameworks como NIST e ISO ajudam a organizar esse percurso. A diferença aparece na execução contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Segurança sem atrapalhar o atendimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando médicos, enfermeiros ou técnicos encontram barreiras excessivas durante o atendimento, cresce o risco de senhas compartilhadas, anotações improvisadas, uso de canais paralelos e descumprimento das políticas internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Caminhos discutidos</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Autenticação multifator com melhor desenho de uso</li>



<li>Passwordless</li>



<li>Windows Hello</li>



<li>ZTNA</li>



<li>Segmentação de redes</li>



<li>Automação de transferências de chamadas</li>



<li>Comunicação simples sobre novas regras</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança funciona melhor quando reduz risco e preserva a fluidez da assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Fornecedores também fazem parte do mapa de risco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitais operam em rede. Um fornecedor vulnerável pode abrir caminho para vazamento de dados, interrupção de serviços ou comprometimento da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar nos fornecedores:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quem acessa dados sensíveis</li>



<li>Quem acessa sistemas internos</li>



<li>Quais parceiros sustentam processos críticos</li>



<li>Como acessos são concedidos e revogados</li>



<li>Quais exigências de segurança entram em contrato</li>



<li>Como incidentes em fornecedores são comunicados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção da instituição depende também da maturidade da rede que participa da sua operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Senhas, ligações e informações sensíveis</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Credenciais compartilhadas, dados sensíveis passados por telefone, documentos impressos com informações de pacientes, acessos amplos demais a prontuários e golpes baseados em engenharia social seguem como pontos críticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como reduzir brechas na rotina</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Definir quem acessa, quem compartilha e em quais condições</li>



<li>Restringir acessos conforme a função do profissional</li>



<li>Registrar atividades em sistemas sensíveis</li>



<li>Automatizar pontos vulneráveis do atendimento</li>



<li>Treinar equipes com orientações simples e frequentes</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. Plano de crise antes do incidente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante um incidente, além da resposta técnica, o hospital precisa coordenar assistência, operação, comunicação, jurídico, liderança executiva, pacientes, fornecedores e órgãos reguladores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Respostas que precisam estar prontas</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quem integra o comitê de crise</li>



<li>Quem toma decisões operacionais</li>



<li>Quem se comunica com equipes e pacientes</li>



<li>Quem aciona fornecedores</li>



<li>Quem avalia impacto jurídico e regulatório</li>



<li>Como a assistência será mantida</li>



<li>Como a operação será retomada com segurança</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciativas nacionais voltadas à cibersegurança, como o SeneCyber, e comunidades técnicas do setor também entram nessa agenda de preparação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança digital na rotina do hospital</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A cibersegurança hospitalar avança como parte da gestão institucional.</strong> Ela envolve sistemas, dados, infraestrutura, assistência, fornecedores, equipamentos conectados, comunicação e resposta a incidentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço depende de controles básicos bem implementados, liderança envolvida, matriz de riscos atualizada, processos claros, equipes treinadas, fornecedores avaliados e planos de continuidade testados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em um setor cada vez mais digital, proteger sistemas significa preservar a capacidade do hospital de atender, tomar decisões, se comunicar e responder com segurança em situações críticas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer mais detalhes? Assista na íntegra:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Jornada Digital | Cibersegurança e proteção de dados em ambientes hospitalares" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/qis1-2z5gTQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/noticias/ciberseguranca-entra-na-rotina-dos-hospitais/">Cibersegurança entra na rotina dos hospitais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>8 números para entender o 1º trimestre da saúde suplementar</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/8-numeros-para-entender-o-1o-trimestre-da-saude-suplementar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 21:01:13 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27409</guid>

					<description><![CDATA[<p>Balanço Anahp mostra recuperação das operadoras, avanço operacional dos hospitais e pontos de atenção para a sustentabilidade da cadeia Os resultados do primeiro trimestre de 2026 indicam continuidade da recuperação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/noticias/8-numeros-para-entender-o-1o-trimestre-da-saude-suplementar/">8 números para entender o 1º trimestre da saúde suplementar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Balanço Anahp mostra recuperação das operadoras, avanço operacional dos hospitais e pontos de atenção para a sustentabilidade da cadeia</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do <strong>primeiro trimestre de 2026</strong> indicam continuidade da recuperação econômico-financeira das operadoras de planos de saúde. A leitura foi apresentada no Anahp Ao Vivo “Os números contam toda a história?”, que analisou dados divulgados pela ANS e indicadores dos hospitais associados à Anahp.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O debate contou com Luiz Feitoza e Adriano Londres, da Arquitetos da Saúde, e mediação de Evelyn Tiburzio, diretora técnica da Anahp.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Operadoras seguem em recuperação</strong><br>Resultado ajustado, sinistralidade menor e VCMH em desaceleração indicam melhora financeira.</li>



<li><strong>Hospitais operam melhor</strong><br>Ocupação maior e menor permanência média apontam ganho de eficiência assistencial.</li>



<li><strong>Prestadores ainda sentem pressão financeira</strong><br>EBITDA, prazo médio de recebimento e glosas mantêm impacto sobre caixa, previsibilidade e capacidade de investimento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira os principais números:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>R$ 7,59 bilhões<br>Resultado ajustado das operadoras</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem o efeito não recorrente de uma provisão extraordinária, o resultado líquido das operadoras chegaria a cerca de R$ 7,59 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>A recuperação das operadoras parece mais forte do que o número consolidado sugere.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>Operadoras financeiramente saudáveis contribuem para a estabilidade da cadeia. O ponto de atenção é saber em que ritmo essa recomposição será percebida pelos prestadores.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>80,8%<br>Sinistralidade menor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A sinistralidade caiu para 80,8% no primeiro trimestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>A relação entre receitas e despesas assistenciais está menos pressionada para as operadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>A melhora ajuda a explicar os resultados positivos do setor, mas precisa ser lida junto com os indicadores dos hospitais, que ainda mostram pressão sobre margem e caixa.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>5%<br>Custos em desaceleração</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A variação dos custos médico-hospitalares desacelerou para 5,02%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>Os custos assistenciais seguem em alta, mas em ritmo menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>A desaceleração ajuda a explicar a queda da sinistralidade. Ainda assim, reajustes, contratos e impacto para contratantes seguem como pontos sensíveis.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>76,8%<br>Ocupação hospitalar maior</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de ocupação dos hospitais associados subiu para 76,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>O número indica melhor uso da capacidade instalada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>Ocupação maior pode ajudar a diluir custos fixos, mas ainda não tem sido suficiente para recompor os indicadores financeiros dos hospitais.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>3,72 dias<br>Menor permanência da série</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A permanência média caiu para 3,72 dias, o menor nível da série histórica acompanhada pela Anahp.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>O indicador aponta ganho de eficiência na gestão de leitos, no fluxo de internação e na organização das altas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>A redução da permanência média precisa caminhar junto com segurança, qualidade assistencial e bons desfechos para os pacientes.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>9,4%<br>Eficiência ainda sem alívio financeiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O EBITDA apurado preliminarmente, com base nos hospitais que já haviam informado os dados no sistema, ficou em 9,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>Hospitais operam melhor, mas ainda não conseguem transformar essa eficiência em alívio financeiro proporcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>A pressão sobre o EBITDA afeta investimento, atualização tecnológica, expansão de serviços e preparação para novas demandas assistenciais.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>74 dias<br>Recebimento ainda longo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O prazo médio de recebimento permaneceu próximo de 74 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>Os hospitais continuam financiando parte relevante da operação antes de receber pelos serviços já prestados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>Prazos elevados pressionam capital de giro, fornecedores, planejamento financeiro e previsibilidade da operação.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>1,5% a 1,6%<br>Glosa final estável</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A glosa final permanece entre 1,5% e 1,6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática</strong><br>O percentual final é baixo, mas a glosa inicial ainda alcança patamares elevados e parte desses valores é revertida apenas ao longo das negociações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que observar</strong><br>Mesmo quando a glosa é revertida, há impacto sobre caixa, previsibilidade e relação contratual entre operadoras e prestadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dois dados para completar a leitura do trimestre</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>17% de Peona nas cinco maiores operadoras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Peona (Provisão Para Eventos Ocorridos e Não Avisados) chegou a cerca de 17% do custo assistencial per capita entre as cinco maiores operadoras. O indicador merece atenção porque se relaciona a eventos ocorridos e ainda não avisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua evolução deve ser acompanhada junto com crescimento de beneficiários, fluxo de caixa, sinistralidade e resultado das operadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>59% em fee-for-service</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O fee-for-service permanece como principal formato de pagamento das contas médicas, próximo de 59%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre modelos de remuneração segue aberta. O ponto central é avaliar se a forma de pagamento melhora o cuidado, reduz atritos, aumenta previsibilidade e gera resultados concretos para pacientes, operadoras e prestadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para ficar no radar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crescimento de beneficiários</strong><br>Pode influenciar receita, sinistralidade, reservas e resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prazo de recebimento e glosas</strong><br>Continuam afetando caixa e previsibilidade dos hospitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EBITDA hospitalar</strong><br>Será um indicador importante para medir se a eficiência operacional começa a chegar à margem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Modelos de remuneração</strong><br>Precisam ser avaliados pelo impacto real sobre cuidado, previsibilidade e sustentabilidade da cadeia.</p>
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		<title>Ventilação mecânica guiada por dados: perguntas para entender o que muda na UTI</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/ventilacao-mecanica-guiada-por-dados-perguntas-para-entender-o-que-muda-na-uti/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:57:31 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27399</guid>

					<description><![CDATA[<p>Confira as principais perguntas respondidas por Eder Pacheco durante o Café da Manhã da Anahp, realizado em parceria com a White Martins, sobre o futuro da ventilação mecânica nas UTIs. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Confira as principais perguntas respondidas por Eder Pacheco durante o Café da Manhã da Anahp, realizado em parceria com a White Martins, sobre o futuro da ventilação mecânica nas UTIs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fisioterapeuta do Departamento de Pacientes Graves do Einstein Hospital Israelita e pesquisador colaborador LIM-09 na Faculdade de Medicina da USP, Eder explicou como dados, curvas e monitorização pulmonar podem apoiar decisões mais precisas em pacientes críticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que discutir ventilação mecânica agora?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque os ventiladores mecânicos oferecem cada vez mais informações para as equipes. Curvas, gráficos, alarmes, índices e dados de mecânica respiratória fazem parte da rotina da UTI. O ponto crítico está em interpretar essas informações e transformá-las em conduta clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Os ventiladores mecânicos vêm acrescentando cada vez mais informações à rotina assistencial, mas muitos profissionais ainda não estão suficientemente treinados para interpretá-las”.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os hospitais, esse ponto envolve treinamento, protocolos, educação permanente e integração entre tecnologia e prática assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que mudou na ventilação mecânica nas últimas décadas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ventilação mecânica moderna foi construída a partir de décadas de pesquisa sobre fisiologia pulmonar e segurança do paciente. Um dos marcos foi o avanço da ventilação protetora, que mostrou a importância de reduzir danos associados ao próprio uso do ventilador. Mas a adoção de novas evidências pela prática clínica costuma ser lenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Em média, no mundo, leva 15 anos para as pessoas começarem a praticar o que mostrou agora a redução de mortalidade”.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse intervalo ajuda a explicar por que conceitos hoje considerados fundamentais demoraram a chegar de forma ampla às UTIs.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ventilação protetora é só usar 6 ml/kg?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. O volume corrente de 6 ml/kg teve papel importante na consolidação da ventilação protetora. Sua aplicação, porém, precisa considerar as características de cada paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eder chamou atenção para uma contradição comum na prática clínica: embora a individualização seja um discurso frequente na medicina, muitos pacientes ainda recebem ajustes padronizados, como o uso de 6 ml/kg a partir do peso ideal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto não é descartar esse parâmetro, mas reconhecer que pacientes com características pulmonares diferentes podem responder de maneiras distintas aos mesmos ajustes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática, a individualização exige observar:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• condição clínica do paciente;<br>• mecânica respiratória;<br>• complacência;<br>• resposta aos ajustes ventilatórios;<br>• risco de colapso ou hiperinsuflação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o pulmão não pode ser tratado como uma estrutura homogênea?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque o pulmão não se comporta da mesma forma em todas as regiões. A gravidade, a posição do paciente e a própria doença pulmonar fazem com que diferentes áreas tenham respostas diferentes à ventilação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em pacientes graves, o pulmão pode reunir ao mesmo tempo:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• regiões normalmente ventiladas;<br>• áreas parcialmente recrutadas;<br>• alvéolos colapsados;<br>• áreas sob risco de hiperinsuflação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que o ventilador trabalha com medidas globais. Pressão, volume e complacência mostram o comportamento médio do sistema respiratório, mas não revelam tudo o que acontece em cada região do pulmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença entre a leitura global do ventilador e o comportamento regional do pulmão é uma das razões para o avanço de métodos de monitorização mais detalhados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual é o papel da PEEP?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEEP, ou pressão positiva expiratória final, ajuda a manter os alvéolos abertos ao final da expiração. Ela reduz o fechamento repetitivo de unidades alveolares e contribui para estabilizar o pulmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção pulmonar depende tanto de limitar a pressão de distensão quanto da prevenção de ciclos repetidos de abertura e fechamento alveolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão atual está em identificar o nível mais adequado de PEEP para cada paciente. Uma pressão baixa pode favorecer colapso. Uma pressão alta pode provocar hiperinsuflação em áreas já abertas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a escolha da PEEP precisa considerar fisiologia, resposta individual e informações obtidas à beira do leito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que a curva pressão-volume ajuda a mostrar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A curva pressão-volume permite observar a relação entre a pressão aplicada e o volume mobilizado pelo sistema respiratório. Ela ajuda a avaliar o comportamento mecânico do pulmão e pode apoiar decisões sobre recrutamento, colapso e complacência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ferramenta fez parte da história da ventilação protetora e voltou ao debate com a possibilidade de integração a tecnologias mais recentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na prática, a curva pode ajudar a responder perguntas como:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• o pulmão está recrutando com determinado ajuste?<br>• há sinais de colapso?<br>• existe risco de hiperinsuflação?<br>• a PEEP escolhida faz sentido para aquele paciente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A curva, isoladamente, não define a conduta. Ela precisa ser interpretada junto com o quadro clínico e outros dados disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como a impedância elétrica entra nessa discussão?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomografia por impedância elétrica permite acompanhar a distribuição regional da ventilação à beira do leito. Com ela, a equipe consegue observar como diferentes regiões do pulmão respondem aos ajustes ventilatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse recurso ajuda a enxergar aspectos que os parâmetros globais do ventilador não mostram com a mesma precisão, como:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• distribuição regional da ventilação;<br>• recrutamento alveolar;<br>• colapso;<br>• hiperinsuflação;<br>• resposta a diferentes níveis de PEEP.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração entre ventiladores mecânicos e tecnologias de monitorização avançada amplia a capacidade de avaliar o comportamento pulmonar à beira do leito. Para os hospitais, o ganho está em apoiar decisões mais individualizadas, especialmente em pacientes graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Todo paciente precisa de titulação individualizada da PEEP?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não necessariamente. A titulação individualizada deve ser indicada com critério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto central é identificar quais pacientes podem se beneficiar mais de uma avaliação detalhada. Em geral, esse debate ganha força em casos mais graves, com maior instabilidade pulmonar ou resposta menos previsível aos parâmetros tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses cenários, a monitorização avançada pode ajudar a escolher ajustes mais seguros e coerentes com o comportamento real do pulmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que muda para as equipes da UTI?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muda a exigência de interpretação. A equipe precisa saber operar o ventilador, mas também compreender o que os dados significam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem situações em que o ventilador alarma, a equipe desconecta o paciente, usa a bolsa-válvula-máscara e interpreta a melhora imediata como solução. O problema é que, nesses casos, o equipamento pode estar alertando para uma condição inadequada de ventilação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse exemplo mostra que tecnologia sem leitura clínica pode gerar ruído. O dado precisa ser entendido dentro do contexto do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que os hospitais precisam observar a partir desse debate?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista institucional, o debate aponta para uma agenda prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alguns pontos merecem atenção:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• capacitação das equipes para leitura de curvas, alarmes e dados do ventilador;<br>• protocolos que indiquem quando reavaliar PEEP e outros parâmetros;<br>• integração entre médicos, fisioterapeutas, enfermagem e equipes de qualidade;<br>• critérios claros para uso de monitorização avançada em pacientes graves;<br>• avaliação crítica de novas tecnologias antes da incorporação à rotina.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema também reforça a importância da educação continuada. <strong>Quanto mais informação o ventilador oferece, maior precisa ser a capacidade da equipe de interpretar esses dados com segurança.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer mais detalhes? Assista à íntegra do Café da Manhã da Anahp: </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Café da Manhã com White Martins | O futuro da ventilação mecânica já começou!" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/Yx8sIUQT76M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Saúde 2050: 10 tendências que ajudam a entender o futuro da assistência</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/saude-2050-10-tendencias-que-ajudam-a-entender-o-futuro-da-assistencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 19:01:06 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27357</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pensar a saúde em 2050 exige olhar para além das tecnologias que costumam ocupar o centro das previsões. Inteligência artificial, sensores, robôs, plataformas digitais e novos tratamentos farão parte do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Pensar a saúde em 2050 exige olhar para além das tecnologias que costumam ocupar o centro das previsões. Inteligência artificial, sensores, robôs, plataformas digitais e novos tratamentos farão parte do setor. Mas o ponto decisivo será como hospitais, operadoras, profissionais, empresas e governos vão reorganizar o cuidado diante de uma população mais longeva, custos crescentes e novas expectativas dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse foi o fio condutor do evento <strong>Saúde 2050 – Tecnologia, comportamento e sistemas</strong>, promovido pela Anahp em parceria com o Futuro da Saúde. A programação reuniu lideranças e especialistas para discutir como a saúde poderá ser vivida, acessada, financiada e estruturada nos próximos 25 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, reunimos 10 tendências que apareceram no debate e ajudam a organizar a conversa sobre o futuro da saúde. Veja a lista dos participantes no final do texto.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>1. A tecnologia só terá impacto se vier acompanhada de mudança no cuidado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de inteligência artificial, robôs, sensores, <em>wearables</em> e plataformas digitais vai crescer na saúde. Ainda assim, a tecnologia não resolve, sozinha, problemas antigos de acesso, custo, fragmentação e desperdício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de novas ferramentas precisa vir acompanhada de revisão de processos, integração de dados, treinamento das equipes e clareza sobre o problema que se pretende resolver. Sem isso, a inovação pode apenas acrescentar mais uma camada de complexidade a modelos que já dão sinais de esgotamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da saúde dependerá da capacidade de usar as novas ferramentas para melhorar decisões clínicas, reduzir atrasos, apoiar a prevenção e tornar o cuidado mais coordenado.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>2. O setor terá de olhar mais para o sistema</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitais, operadoras, laboratórios, clínicas, indústria e empresas de tecnologia avançaram em suas próprias agendas. Cada elo mede seus resultados, controla seus custos e busca sua eficiência. O paciente, porém, circula entre todos eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das questões centrais deste cenário é a falta de indicadores comuns para avaliar a saúde como sistema. Ainda se mede muito a performance de cada organização e pouco aquilo que atravessa a experiência do paciente, como desfechos, diagnóstico precoce, internações evitáveis, continuidade do cuidado, acesso oportuno e capacidade de prevenção.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>3. A prevenção terá de ocupar o centro da organização assistencial</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante anos, prevenção foi tratada como tema desejável, mas muitas vezes lateral. Essa posição deve mudar. Com envelhecimento populacional, aumento das doenças crônicas e pressão sobre os custos, o sistema terá de atuar antes do agravamento das condições de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa acompanhar riscos com mais regularidade, fortalecer a atenção primária, antecipar diagnósticos, monitorar pacientes fora do hospital e criar incentivos para manter as pessoas saudáveis por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança exige dados, coordenação, modelos de remuneração mais bem desenhados e capacidade de acompanhar o paciente ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>4. O domicílio deve ganhar espaço como ambiente de cuidado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Parte relevante do cuidado deve acontecer fora das estruturas tradicionais. Monitoramento remoto, exames mais simples, dispositivos conectados, teleatendimento, assistência domiciliar, farmácias digitais e entrega de medicamentos apontam para um modelo em que a casa tem papel mais ativo na saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento pode reduzir deslocamentos desnecessários, melhorar o acompanhamento de condições crônicas e reservar o hospital para situações que realmente exigem estrutura intensiva, equipes especializadas e tecnologia de alta complexidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>5. O paciente será mais ativo na própria saúde</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O paciente de 2050 deve ter mais informação, mais dados e mais canais de contato com serviços de saúde. Aplicativos, sensores, assistentes digitais e plataformas de atendimento já estão mudando a forma como as pessoas acompanham sinais do corpo, buscam orientação e tomam decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse movimento amplia o autocuidado, mas também cria um desafio. Informação disponível não significa, necessariamente, informação bem interpretada. Por isso, o papel das instituições de saúde também será cada vez mais ajudar o paciente a navegar o sistema, interpretar sinais, reconhecer riscos e acessar o cuidado adequado no momento certo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>6. Dados contínuos mudarão a forma de acompanhar pessoas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço dos dispositivos conectados e das plataformas digitais aponta para um acompanhamento mais contínuo, com dados sobre sono, atividade física, frequência cardíaca, comportamento, adesão a tratamentos e mudanças de padrão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas informações podem ajudar a identificar riscos antes que eles se agravem. Também podem apoiar o cuidado de pacientes crônicos, orientar intervenções mais precisas e reduzir lacunas entre uma consulta e outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio será separar dado útil de ruído. Para que esse movimento avance, será preciso garantir qualidade da informação, privacidade, validação clínica e integração com prontuários e fluxos assistenciais.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>7. A confiança será uma disputa cada vez mais relevante</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que novos canais entram na saúde, cresce a disputa por quem será o primeiro ponto de contato do paciente. Essa relação pode começar em uma operadora, em um hospital, em um aplicativo, em uma farmácia digital, em um buscador, em um <em>wearable</em> ou em um assistente de inteligência artificial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, confiança passa a ser um ativo decisivo. A tendência é o paciente valorizar quem oferece orientação clara, acesso simples, resposta rápida e continuidade. Será preciso ser reconhecido como fonte segura em momentos de dúvida, desconforto ou decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para instituições de saúde, isso reforça a importância de reduzir atritos, qualificar a comunicação e construir relações mais consistentes com pacientes, familiares e profissionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>8. Novos entrantes vão disputar a porta de entrada da saúde</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde já não começa apenas no consultório, no hospital ou na central de atendimento da operadora. Ela pode começar em uma busca no celular, em uma compra de medicamento, em uma conversa com um assistente digital, em um alerta de relógio ou em uma plataforma de serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que não nasceram na saúde tradicional têm escala, dados, relacionamento frequente com consumidores e capacidade de criar experiências simples. Isso pode mudar a forma como as pessoas acessam orientação, medicamentos, exames, consultas e acompanhamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para hospitais, operadoras e prestadores, o risco não está apenas na chegada de novos concorrentes. Está também na perda da relação cotidiana com o paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>9. O Brasil precisará construir um futuro compatível com a sua realidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, as mudanças terão de conviver com desigualdades regionais, diferenças de acesso, limitações de infraestrutura e a convivência entre saúde pública e suplementar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um modelo que funciona em grandes centros pode não servir para áreas rurais, periferias urbanas ou regiões com baixa oferta de profissionais. Da mesma forma, tecnologias avançadas terão pouco efeito se não forem acompanhadas de dados integrados, regulação adequada, financiamento viável e formação das equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde de 2050, no Brasil, dependerá da capacidade de combinar ambição tecnológica com soluções aplicáveis aos muitos contextos do país.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>10. O financiamento terá de acompanhar a mudança do cuidado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde de 2050 também será definida pelo que poderá ser financiado de forma sustentável. Se o cuidado deve ser mais preventivo, remoto, contínuo e orientado por dados, o financiamento também terá de mudar. Modelos baseados apenas em volume de procedimentos ou em respostas tardias ao adoecimento terão dificuldade para sustentar a saúde das próximas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão passa por remuneração, incorporação tecnológica, compartilhamento de riscos, uso de evidências, integração entre público e privado e maior clareza sobre quais resultados o sistema quer financiar.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Um futuro que começa nas decisões de agora</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os dez movimentos apontam que a saúde dos próximos 25 anos será moldada por escolhas feitas no presente. Tecnologia, dados e novos modelos de atendimento terão papel importante, mas a mudança dependerá da forma como o setor organiza o cuidado, mede resultados, financia a prevenção e constrói relações de confiança com os pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para lideranças da saúde, o debate deixa uma provocação prática. Pensar 2050 não significa prever cada detalhe do futuro. Significa identificar quais decisões já não podem ser adiadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Veja nossa galeria de fotos e saiba quem participou do encontro e contribui com ideias e visões para o futuro do setor:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eduardo Amaro</strong>, presidente do Conselho de Administração da Anahp<br><strong>Natalia Cuminale</strong>, fundadora do Futuro da Saúde<br><strong>Paulo Chapchap</strong>, diretor médico do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS)<br><strong>Fabrício Campolina</strong>, consultor e especialista em tecnologia<br><strong>Guilherme Azevedo</strong>, cofundador da Alice<br><strong>Martha Oliveira</strong>, CEO do Laços Saúde e ex-diretora-presidente da ANS<br><strong>Otávio Penatti</strong>, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no Centro de P&amp;D da Samsung no Brasil<br><strong>Vitor Hugo Blumenthal</strong>, iFood Farmácia<br><strong>Daniel Greca</strong>, diretor de saúde populacional e inovação do Sírio-Libanês<br><strong>Henrique Neves</strong>, diretor-geral do Einstein<br><strong>Massanori Shibata Jr.</strong>, CEO do dr.consulta<br><strong>Maurício Ceschin</strong>, ex-diretor-presidente da ANS e autor do livro <em>A Saúde dos Planos de Saúde</em> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>


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class="fg-thumb"><span class="fg-image-wrap"><img decoding="async" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/cache/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0052Evento-scaled/2538001751.jpg" width="200" height="200" class="skip-lazy fg-image" loading="eager"></span><span class="fg-image-overlay"></span></a></figure><div class="fg-loader"></div></div><div class="fg-item fg-type-image fg-loading"><figure class="fg-item-inner"><a href="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0072Evento-scaled.jpg" data-attachment-id="27366" data-e-disable-page-transition="true" data-caption-title="CB_260615Futuro da Saúde0072Evento" data-type="image" class="fg-thumb"><span class="fg-image-wrap"><img decoding="async" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/cache/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0072Evento-scaled/479853930.jpg" width="200" height="200" class="skip-lazy fg-image" loading="eager"></span><span class="fg-image-overlay"></span></a></figure><div 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Saúde0145Evento" data-type="image" class="fg-thumb"><span class="fg-image-wrap"><img decoding="async" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/cache/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0145Evento-scaled/3344774528.jpg" width="200" height="200" class="skip-lazy fg-image" loading="eager"></span><span class="fg-image-overlay"></span></a></figure><div class="fg-loader"></div></div><div class="fg-item fg-type-image fg-loading"><figure class="fg-item-inner"><a href="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0163Evento-scaled.jpg" data-attachment-id="27377" data-e-disable-page-transition="true" data-caption-title="CB_260615Futuro da Saúde0163Evento" data-type="image" class="fg-thumb"><span class="fg-image-wrap"><img decoding="async" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/cache/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0163Evento-scaled/2006852323.jpg" width="200" height="200" class="skip-lazy fg-image" loading="eager"></span><span 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data-caption-title="CB_260615Futuro da Saúde0089Evento" data-type="image" class="fg-thumb"><span class="fg-image-wrap"><img decoding="async" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/cache/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0089Evento-scaled/4033607520.jpg" width="200" height="200" class="skip-lazy fg-image" loading="eager"></span><span class="fg-image-overlay"></span></a></figure><div class="fg-loader"></div></div><div class="fg-item fg-type-image fg-loading"><figure class="fg-item-inner"><a href="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0282Evento-scaled.jpg" data-attachment-id="27370" data-e-disable-page-transition="true" data-caption-title="CB_260615Futuro da Saúde0282Evento" data-type="image" class="fg-thumb"><span class="fg-image-wrap"><img decoding="async" src="https://www.anahp.com.br/wp-content/uploads/cache/2026/06/CB_260615Futuro-da-Saude0282Evento-scaled/2281516956.jpg" width="200" height="200" class="skip-lazy fg-image" 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</div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assista ao debate completo no Youtube:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Saúde 2050: como será a saúde em 25 anos?" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/jm6yn1c5kgs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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			</item>
		<item>
		<title>Saúde conectada exige consenso para transformar interoperabilidade em realidade</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/saude-conectada-exige-consenso-para-transformar-interoperabilidade-em-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nara Bueno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:47:24 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27331</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ao longo de seus 25 anos, a Anahp acompanhou transformações profundas na gestão hospitalar, na incorporação de tecnologias e na organização do sistema de saúde brasileiro. A interoperabilidade reúne muitos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/noticias/saude-conectada-exige-consenso-para-transformar-interoperabilidade-em-realidade/">Saúde conectada exige consenso para transformar interoperabilidade em realidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de seus 25 anos, a Anahp acompanhou transformações profundas na gestão hospitalar, na incorporação de tecnologias e na organização do sistema de saúde brasileiro. A interoperabilidade reúne muitos desses desafios em uma agenda única que busca integrar informações, ampliar a coordenação do cuidado e criar as bases para uma saúde cada vez mais conectada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tema abriu a Jornada Digital Anahp de junho, que aborda Tecnologia e Inovação Digital. O encontro reuniu representantes do Ministério da Saúde, da iniciativa privada e entidades do setor para discutir os avanços conquistados nos últimos anos e os próximos passos necessários para que a interoperabilidade ganhe escala no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Participaram do debate:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Carlos Pedrotti</strong>, presidente da Saúde Digital Brasil (SDB)</li>



<li><strong>Leandro Manassi Panitz</strong>, coordenador-geral de Gestão da Informação Estratégica do Ministério da Saúde</li>



<li><strong>Marco Bego</strong>, diretor-executivo do InovaHC &amp; InRad</li>



<li><strong>Paulo Eduardo Sellera</strong>, diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS)</li>



<li><strong>Marco Aurélio Ferreira</strong>, diretor de Relações Governamentais da Anahp (moderação)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira os principais pontos:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O desafio agora é construir consenso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A interoperabilidade deixou de ser uma discussão sobre capacidade tecnológica. Os sistemas evoluíram, padrões foram consolidados e a infraestrutura começou a ganhar escala. O desafio agora está na coordenação entre os diferentes atores do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes destacaram o que precisa avançar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Governança para o compartilhamento de informações</li>



<li>Definição de responsabilidades sobre os dados</li>



<li>Segurança jurídica para os envolvidos</li>



<li>Participação dos diferentes segmentos do setor</li>



<li>Padronização nacional de processos e informações</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Não é só um problema tecnológico. É um problema de alinhamento de processo de trabalho no território nacional”</em></strong> &#8211; <em>Paulo Eduardo Sellera</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A interoperabilidade começa a ganhar escala</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os representantes do Ministério da Saúde apresentaram avanços que mostram a evolução da estratégia nacional de saúde digital. A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) vem ampliando sua capacidade de integração e consolidando uma infraestrutura capaz de conectar informações produzidas em diferentes pontos da rede assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Números apresentados durante o encontro:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>4,7 bilhões de registros armazenados na RNDS</li>



<li>Crescimento superior a 500% desde 2022</li>



<li>Mais de 3.500 municípios enviando dados de regulação assistencial</li>



<li>Todos os estados integrados à rede</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Não estamos falando apenas de conectar sistemas. Estamos falando de conectar a jornada do paciente no território”</em></strong> &#8211; <em>Paulo Eduardo Sellera</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A informação precisa acompanhar o paciente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos temas mais recorrentes do debate foi a mudança na forma de enxergar os dados em saúde. Durante muitos anos, os esforços de integração estiveram concentrados em faturamento, regulação e processos administrativos. A interoperabilidade amplia esse horizonte ao incorporar informações clínicas que apoiam a continuidade do cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa evolução abre espaço para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Melhor coordenação assistencial</li>



<li>Menos retrabalho</li>



<li>Redução de exames e procedimentos duplicados</li>



<li>Mais segurança para profissionais e pacientes</li>



<li>Decisões clínicas mais qualificadas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“A informação é do paciente. Ele precisa dessa informação para transitar pelo sistema de saúde como um todo”</em></strong> &#8211; <em>Leandro Manassi Panitz</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes reforçaram que o valor da interoperabilidade está diretamente ligado à capacidade de fazer a informação circular onde ela é necessária.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“O cuidado deixa de ser exclusivamente reativo e viabiliza a possibilidade de um acompanhamento mais longitudinal, proativo e preventivo”</em></strong>&#8211; <em>Carlos Pedrotti</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados de qualidade geram valor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que sistemas passam a compartilhar registros clínicos, cresce a necessidade de garantir consistência, padronização e confiabilidade das informações. Dados incompletos ou inconsistentes comprometem análises, dificultam a continuidade do cuidado e reduzem o valor gerado pelo compartilhamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Um dado compartilhado sem critérios adequados de qualidade pode virar ruído para o sistema”</em></strong> &#8211; <em>Carlos Pedrotti</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, ganham relevância temas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Qualificação dos registros clínicos</li>



<li>Padronização de terminologias</li>



<li>Identificação correta dos pacientes</li>



<li>Consistência das bases de dados</li>



<li>Evolução da interoperabilidade semântica</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre interoperabilidade semântica apareceu como uma das agendas mais importantes para os próximos anos, especialmente diante do avanço de ferramentas analíticas e inteligência artificial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A convergência entre os setores abre uma nova etapa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tramitação do projeto de lei sobre interoperabilidade em saúde ocupou parte importante da discussão. Embora o tema esteja em debate há mais de uma década, os participantes destacaram uma aproximação crescente entre governo, prestadores de serviços, operadoras, entidades representativas e empresas de tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Hoje estamos mais próximos de um consenso do que já estivemos no passado”</em></strong>&#8211; <em>Marco Bego</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação dos debatedores, essa convergência será fundamental para acelerar a implementação da interoperabilidade e ampliar seus benefícios para todo o sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que precisa avançar nos próximos cinco anos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao discutir os próximos passos dessa transformação, os debatedores destacaram a necessidade de avançar em temas que ainda exigem alinhamento entre os diferentes segmentos do setor, especialmente na definição de padrões, terminologias e modelos capazes de garantir maior consistência na troca e no uso das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“A gente vai precisar consensuar coisas que ainda estão em aberto.” &#8211; </em></strong><em>Leandro Manassi Panitz</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os temas destacados estiveram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Consolidação do sumário do paciente</li>



<li>Implementação do sumário de alta hospitalar</li>



<li>Harmonização de terminologias e vocabulários clínicos</li>



<li>Definição de regras mínimas para ampliar o compartilhamento de informações</li>



<li>Consolidação de padrões e terminologias nacionais</li>



<li>Ampliação da adoção de padrões internacionais</li>



<li>Aprovação do marco legal da interoperabilidade</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">As prioridades refletem a evolução da agenda. O foco agora está em acelerar a implementação da interoperabilidade e ampliar sua capacidade de gerar valor para pacientes, profissionais e organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma agenda que já começou</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A interoperabilidade já faz parte da transformação digital em curso no sistema de saúde brasileiro. A expansão da RNDS, o avanço das estratégias de saúde digital, o amadurecimento das discussões regulatórias e a aproximação entre os diferentes segmentos do setor mostram que a agenda está em movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios permanecem relevantes, mas o debate mostrou que a interoperabilidade entrou em uma nova fase. A combinação entre infraestrutura, padrões nacionais, amadurecimento regulatório e maior aproximação entre os diferentes atores do setor cria um ambiente mais favorável para ampliar a integração dos dados e fortalecer a jornada do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer mais detalhes? Assista na íntegra:</p>



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