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	<title>Arquivos Café da Manhã - Anahp</title>
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	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 14:37:19 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Café da Manhã - Anahp</title>
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	<item>
		<title>Acesso vascular: uma escolha que impacta toda a jornada oncológica</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/acesso-vascular-uma-escolha-que-impacta-toda-a-jornada-oncologica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 14:33:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A definição do acesso adequado pode impactar a segurança, os custos, a qualidade de vida e a continuidade do tratamento ao longo de toda a jornada do paciente. No dia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.anahp.com.br/noticias/acesso-vascular-uma-escolha-que-impacta-toda-a-jornada-oncologica/">Acesso vascular: uma escolha que impacta toda a jornada oncológica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.anahp.com.br">Anahp</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A definição do acesso adequado pode impactar a segurança, os custos, a qualidade de vida e a continuidade do tratamento ao longo de toda a jornada do paciente.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 21 de julho, a Anahp realizou mais uma edição do <strong>Café da Manhã</strong>, desta vez em <strong>parceria com a BD</strong>, empresa global de tecnologia médica, para discutir o <strong>acesso vascular de pacientes oncológicos, inclusive em procedimentos que exigem infusão de alto fluxo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro abordou as limitações do acesso venoso periférico, os <strong>critérios para a escolha entre diferentes cateteres e os impactos dessas decisões</strong> na segurança, nos custos e na qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O debate reuniu:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>José Luiz Gasparini Jr., </strong>enfermeiro com atuação em Ensino, Pesquisa e Assistência Oncológica no A.C.Camargo Cancer Center</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Helena Ciavatta, </strong>especialista de Marketing Clínico em Oncologia da BD Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Principais pontos:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acesso vascular faz parte do tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na oncologia, <strong>o acesso venoso acompanha o paciente desde o diagnóstico ao longo de todo o acompanhamento clínico.</strong> Por meio dele, podem ser administrados medicamentos e hemocomponentes, além de realizadas coletas de sangue e exames com contraste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do dispositivo deve considerar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tipo de medicamento e risco de extravasamento</li>



<li>Duração e frequência do tratamento</li>



<li>Condições da rede venosa</li>



<li>Necessidade de exames de imagem</li>



<li>Capacidade de cuidar do dispositivo</li>



<li>Rotina e preferências do paciente</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma decisão voltada apenas à primeira infusão pode criar dificuldades nas etapas seguintes do tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Limitações do acesso venoso periférico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso periférico tem baixo custo inicial e pode atender bem a tratamentos de curta duração. Em protocolos prolongados, porém, as punções sucessivas e a ação dos medicamentos podem comprometer progressivamente a rede vascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Principais complicações:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Flebite</li>



<li>Infiltração</li>



<li>Infecção</li>



<li>Extravasamento</li>



<li>Dificuldade crescente para localizar uma veia</li>



<li>Necessidade de múltiplas punções</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>59% precisam migrar para um acesso central</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados apresentados no encontro indicam que 59% dos pacientes que iniciam a terapia intravenosa por acesso periférico precisam posteriormente de um dispositivo central.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Complicações: 42,3% no acesso periférico versus 1,4% no port</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos estudos discutidos registrou complicações em 42,3% das utilizações do acesso periférico, ante 1,4% nos cateteres totalmente implantáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além das complicações, a discussão chamou atenção para custos que nem sempre aparecem na comparação inicial, como o tempo da equipe, a ocupação da sala, as novas tentativas de punção e o tratamento de eventuais eventos adversos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O risco do extravasamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O extravasamento ocorre quando a substância administrada escapa da veia para os tecidos ao redor. Na oncologia, o problema exige atenção porque alguns medicamentos são irritantes ou vesicantes e podem causar lesões graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos graves, a necessidade de interromper temporariamente a quimioterapia para tratar a lesão também pode interferir na evolução clínica. <strong>A prevenção começa com a avaliação do paciente e a escolha do acesso mais adequado ao protocolo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cateteres centrais e duração do tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados apontam menor ocorrência de complicações com o cateter totalmente implantável, conhecido como port, em comparação com outros dispositivos centrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ensaio CAVA, a taxa de complicações foi de 29% com o port e de 43% com o cateter Hickman. Na comparação com o PICC, os percentuais foram de 32% e 47%, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A duração do tratamento tem peso importante nessa escolha:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O PICC pode ser indicado em terapias mais curtas ou quando é necessário iniciar rapidamente o tratamento.</li>



<li>O port costuma oferecer maior vantagem em tratamentos prolongados.</li>



<li>A condição clínica e a capacidade de manutenção devem ser avaliadas individualmente.</li>



<li>O paciente deve participar da decisão sempre que possível.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O PICC também pode funcionar como uma ponte quando a implantação do port depende de autorização, disponibilidade de sala ou agenda da equipe responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O custo aparece ao longo do tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O port exige um investimento inicial maior, mas pode permanecer implantado por períodos prolongados e demandar intervalos maiores entre as manutenções. A diferença de custo diminui à medida que o tratamento avança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A avaliação deve considerar implantação, insumos, frequência das manutenções, tratamento de complicações, tempo da equipe, ocupação das salas e deslocamentos do paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do PICC, por exemplo, a manutenção semanal pode elevar os custos diretos e indiretos quando o dispositivo permanece por muito tempo. Estudos apresentados no encontro também indicaram vantagem do port em qualidade de vida, observada já na avaliação de seis meses e ampliada após um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento e diagnóstico pelo mesmo acesso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O port convencional é adequado para a administração de medicamentos, mas não necessariamente suporta a pressão dos injetores utilizados em alguns exames contrastados. Nessas situações, pode ser necessário obter um novo acesso periférico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os cateteres totalmente implantáveis de alto fluxo permitem utilizar o mesmo acesso para a terapia e para exames de imagem, desde que os requisitos técnicos sejam seguidos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Possíveis benefícios:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução de punções periféricas</li>



<li>Menor risco de extravasamento do contraste</li>



<li>Manutenção da qualidade da imagem</li>



<li>Maior conforto para o paciente</li>



<li>Melhor aproveitamento dos recursos assistenciais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alto fluxo exige identificação e protocolo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe precisa confirmar o modelo do dispositivo, verificar o posicionamento e utilizar uma agulha específica antes da infusão em alta pressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuidados necessários:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Confirmar a compatibilidade com alto fluxo</li>



<li>Avaliar a permeabilidade e refluxo sanguíneo</li>



<li>Verificar o posicionamento do cateter</li>



<li>Usar a agulha indicada</li>



<li>Respeitar os limites de pressão e vazão</li>



<li>Realizar a salinização após o procedimento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcadores táteis e radiopacos ajudam a identificar o dispositivo. O cartão entregue ao paciente também reúne informações importantes para atendimentos realizados em outras instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A manutenção interfere na vida útil do cateter</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A efetividade do acesso central depende dos cuidados adotados em cada utilização.</strong> Falhas na lavagem podem favorecer obstruções e comprometer o dispositivo, especialmente após a administração de substâncias mais viscosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A equipe deve verificar o refluxo, empregar a agulha indicada e realizar o flush com solução salina e técnica adequada</strong>. Esses cuidados ajudam a preservar o cateter e evitam trocas precoces.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A decisão precisa começar na prescrição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma das principais barreiras identificadas foi a definição tardia do acesso vascular</strong>. Em muitos serviços, a escolha só é discutida quando o paciente chega à enfermagem para iniciar a infusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No A.C.Camargo Cancer Center, determinados protocolos quimioterápicos geram no sistema a indicação de avaliação para um cateter central. Assim, o acesso é discutido junto à prescrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A construção desse fluxo deve reunir oncologia, enfermagem e equipe implantadora, com a participação do diagnóstico por imagem quando o protocolo incluir o uso do acesso em exames contrastados</strong>. O protocolo pode começar pelos medicamentos vesicantes e irritantes, pelos pacientes com maior risco ou pelas terapias prolongadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A enfermagem ajuda a identificar o risco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A enfermagem acompanha as condições da rede venosa e pode perceber precocemente quando o acesso deixou de atender às necessidades do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um protocolo institucional dá respaldo para que o enfermeiro sinalize a indicação de outro dispositivo e acione o fluxo definido. Alertas no sistema também podem apoiar a decisão em tratamentos com maior risco de extravasamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perguntas para orientar o processo:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quais medicamentos exigem acesso central?</li>



<li>Em que momento deve ocorrer a avaliação?</li>



<li>Quem define e acompanha o dispositivo?</li>



<li>Como o paciente é encaminhado para implantação?</li>



<li>Há uma alternativa quando não existe sala disponível?</li>



<li>As equipes reconhecem os dispositivos de alto fluxo?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acesso seguro favorece a continuidade do cuidado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um acesso central bem indicado pode permitir que parte do tratamento seja realizada em casa, com apoio de home care ou de uma equipe capacitada</strong>. Isso favorece a desospitalização e oferece mais conforto ao paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha antecipada, apoiada por protocolo, reduz punções e complicações, melhora o uso dos recursos e oferece mais segurança para o tratamento, os exames e a continuidade do cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer saber mais? Assista na íntegra: </strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>O que avaliar antes de incorporar biomateriais na cirurgia mamária</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/o-que-avaliar-antes-de-incorporar-biomateriais-na-cirurgia-mamaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:46:49 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27587</guid>

					<description><![CDATA[<p>Café da Manhã Anahp discutiu segurança, durabilidade dos resultados, redução de reoperações e critérios de valor na adoção de novas tecnologias em cirurgia plástica mamária A Anahp realizou, no dia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Café da Manhã Anahp discutiu segurança, durabilidade dos resultados, redução de reoperações e critérios de valor na adoção de novas tecnologias em cirurgia plástica mamária</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Anahp realizou, no dia 14 de julho, mais uma edição do <strong>Café da Manhã, desta vez em parceria com a BD, uma das maiores empresas globais de tecnologia médica</strong>, com atuação em diferentes áreas do cuidado e presença há 70 anos no Brasil. O encontro discutiu inovação e sustentabilidade na cirurgia plástica mamária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação foi conduzida por <strong>Luis Perin, médico cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e abordou o uso de biomateriais na busca por melhores desfechos, com atenção à durabilidade dos resultados, à redução de retratamentos e ao impacto para pacientes, hospitais e operadoras.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No início da apresentação, Perin declarou vínculos profissionais relacionados à tecnologia discutida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A seguir, veja as principais questões discutidas durante o encontro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. O que muda quando o desfecho vai além do resultado estético?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia plástica mamária costuma ser avaliada pela aparência final e pela satisfação da paciente no pós-operatório. A discussão apresentada propõe incluir no desfecho a estabilidade do resultado, funcionalidade tecidual, recorrência da ptose, necessidade de revisão cirúrgica, risco de complicações e uso futuro de recursos do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pontos que entram na avaliação</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Durabilidade do resultado</li>



<li>Manutenção do suporte tecidual</li>



<li>Redução de recorrência da ptose</li>



<li>Prevenção de eventos evitáveis</li>



<li>Necessidade de reoperação</li>



<li>Satisfação da paciente</li>



<li>Uso de sala cirúrgica, insumos e leitos</li>



<li>Impacto econômico ao longo do tempo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa leitura <strong>aproxima a cirurgia mamária da discussão de valor em saúde</strong>, com atenção ao que se mantém depois do resultado inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Que problema clínico o biomaterial procura resolver?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação tratou dos biomateriais como apoio à sustentação dos tecidos em procedimentos mamários. No caso discutido, o foco esteve em uma malha bioabsorvível composta por P4HB, polímero derivado do butirato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o palestrante, o material é degradado pelo organismo ao longo do tempo e dá lugar a tecido neoformado, com fibras de colágeno organizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta é oferecer suporte adicional em casos nos quais pele e tecidos podem não sustentar o resultado pelo tempo esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Onde esse suporte pode ter impacto</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ptose mamária importante</li>



<li>Pacientes pós-bariátricas</li>



<li>Tecido de baixa qualidade</li>



<li>Grandes hipertrofias mamárias</li>



<li>Revisões cirúrgicas</li>



<li>Casos com maior risco de recorrência</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O biomaterial não substitui a técnica cirúrgica. Ele entra como recurso adicional quando a sustentação tecidual é um ponto crítico do desfecho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. O que os dados apresentados indicam sobre segurança?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança foi um dos eixos da apresentação. Foram discutidos estudos multicêntricos, estudos de coorte e meta-análises sobre o uso da malha em cirurgia mamária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados apontaram baixa taxa de complicações diretamente atribuídas ao dispositivo, ausência de toxicidade relatada até o momento e nenhum caso de reoperação para remoção da tela nos estudos citados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados destacados</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Baixa taxa de complicações associadas diretamente ao dispositivo</li>



<li>Ausência de toxicidade descrita até o momento</li>



<li>Baixos índices de infecção, seroma, contratura capsular e palpabilidade</li>



<li>Satisfação elevada das pacientes em avaliações após o procedimento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte dos eventos adversos observados nos primeiros estudos foi relacionada à curva de aprendizado, especialmente ao ponto de fixação e à tensão aplicada à malha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Quais pacientes podem se beneficiar mais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão não tratou o biomaterial como recurso para uso indiscriminado. A indicação ganha mais relevância quando há maior risco de perda do resultado, fragilidade tecidual, recorrência de ptose ou necessidade de maior suporte no médio e longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perfis que exigem avaliação específica</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pacientes pós-bariátricas ou com grande perda de peso</li>



<li>Ptose mamária importante</li>



<li>Grandes hipertrofias</li>



<li>Tecido com baixa capacidade de sustentação</li>



<li>Revisões após queda ou recorrência</li>



<li>Casos em que a reoperação teria alto impacto clínico e econômico</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão precisa considerar o perfil do paciente, a técnica cirúrgica, a expectativa de durabilidade, riscos envolvidos e alternativas disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Por que a técnica pesa tanto no resultado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação de um <strong>novo biomaterial exige domínio técnico</strong>. Na apresentação, a curva de aprendizado foi relacionada principalmente à fixação da malha e ao grau de tensão aplicado ao tecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fixação inadequada, excesso de tensão ou frouxidão podem interferir no resultado e explicar parte dos eventos observados no início da experiência com a técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pontos técnicos citados</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Local de fixação da malha</li>



<li>Tensão adequada sobre o tecido</li>



<li>Distribuição do suporte mamário</li>



<li>Seleção correta da paciente</li>



<li>Treinamento médico</li>



<li>Avaliação do resultado ao longo do tempo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para hospitais e operadoras, esse ponto é relevante porque a <strong>efetividade de uma tecnologia depende também da indicação correta e da execução adequada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Como a reoperação entra na conta?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo do biomaterial é apenas uma parte da análise. Uma reoperação mobiliza novamente a sala cirúrgica, a anestesia, a equipe, a internação, os insumos, as órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs), recuperação da paciente e afastamento das atividades. Também renova riscos cirúrgicos e pode afetar indicadores assistenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Custos associados à reoperação</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Novo tempo de centro cirúrgico</li>



<li>Nova anestesia</li>



<li>Nova internação</li>



<li>Uso adicional de materiais</li>



<li>Honorários e equipe assistencial</li>



<li>Risco cirúrgico renovado</li>



<li>Recuperação prolongada</li>



<li>Afastamento do trabalho</li>



<li>Insatisfação da paciente</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão de valor precisa comparar o custo inicial do insumo com os custos evitáveis ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. Que evidências ainda faltam para a incorporação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação reconheceu que ainda faltam dados robustos para comprovar toda a relação de custo-efetividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos estudos já apresentados sobre segurança, complicações, satisfação e manutenção do resultado, a avaliação econômica exige acompanhamento mais longo, comparação entre grupos, dados de mundo real e análise em diferentes perfis de pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pontos que precisam avançar</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estudos clínicos randomizados</li>



<li>Dados de mundo real</li>



<li>Acompanhamento de longo prazo</li>



<li>Avaliação de qualidade de vida</li>



<li>Medição de reoperações evitadas</li>



<li>Comparação de custos ao longo do tempo</li>



<li>Critérios de indicação por perfil de paciente</li>



<li>Registro institucional de resultados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ponto é decisivo para áreas de auditoria, regulação e autorização. A incorporação responsável depende de evidência clínica, análise econômica e transparência na geração dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação também observou que, nos Estados Unidos, o uso do produto para sustentação do tecido mamário ainda ocorre fora da indicação aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o palestrante, estão em andamento estudos clínicos, análises de mundo real e ações de vigilância pós-comercialização para ampliar a base de evidências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perguntas para orientar a decisão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de ampliar o uso de biomateriais em cirurgia mamária, hospitais e operadoras precisam responder:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Qual desfecho será considerado relevante?</li>



<li>A indicação está bem definida?</li>



<li>O perfil da paciente justifica suporte adicional?</li>



<li>A equipe domina a técnica?</li>



<li>Há evidência suficiente para o uso pretendido?</li>



<li>Como complicações serão monitoradas?</li>



<li>Como a satisfação da paciente será avaliada?</li>



<li>Como a recorrência da ptose será medida?</li>



<li>O custo da reoperação foi considerado?</li>



<li>Há dados institucionais para acompanhar o resultado?</li>



<li>A decisão será revista com base em evidências de mundo real?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão mostrou que a <strong>inovação em cirurgia mamária precisa ser analisada pela capacidade de melhorar desfechos, reduzir retratamentos e gerar valor para pacientes e o sistema.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação ganha força quando combina critério clínico, evidência, transparência e acompanhamento contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer mais detalhes? Assista na íntegra:</strong></p>



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<iframe title="Café da Manhã Anahp com BD | Redefinindo desfechos na cirurgia plástica mamária moderna" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/3fJ0cgbWLYw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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			</item>
		<item>
		<title>Protocolos e tempo de resposta são decisivos no atendimento ao AVC</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/protocolos-e-tempo-de-resposta-sao-decisivos-no-atendimento-ao-avc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:52:26 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://www.anahp.com.br/?post_type=noticia&#038;p=27559</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialistas discutiram estratégias para fortalecer os protocolos assistenciais, reduzir o tempo até o tratamento e melhorar os desfechos dos pacientes com AVC. No dia 7 de julho, a Anahp realizou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Especialistas discutiram estratégias para fortalecer os protocolos assistenciais, reduzir o tempo até o tratamento e melhorar os desfechos dos pacientes com AVC.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 7 de julho, a Anahp realizou mais uma edição do <strong>Café da Manhã, desta vez em parceria com a Boehringer Ingelheim</strong>, para discutir o <strong>atendimento ao acidente vascular cerebral no Brasil.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro abordou <strong>protocolos assistenciais, avanços terapêuticos, linhas de cuidado, indicadores de qualidade e a atuação da Iniciativa Angels</strong> na organização de hospitais e redes preparadas para o AVC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Participaram:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Gisele Sampaio Silva</strong>, professora livre-docente de Neurologia Clínica da Unifesp e Head Clinical Trialist em Neurologia no Einstein/Unifesp</li>



<li><strong>Vivian Finotti</strong>, consultora científica da Boehringer Ingelheim</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Principais pontos:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O fluxo começa antes da tomografia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O atendimento ao AVC depende da capacidade do hospital de reconhecer rapidamente o caso, acionar o protocolo, realizar a imagem, definir a conduta e iniciar o tratamento com baixa variação entre turnos, equipes e portas de entrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dimensões do atendimento:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tempo: </strong>Reconhecimento rápido, imagem em tempo adequado e início da terapia dentro da janela indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Precisão: </strong>Avaliação clínica, interpretação da imagem, definição de elegibilidade e escolha da estratégia terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coordenação: </strong>Equipe acionada, responsabilidades claras, fluxo conhecido e indicadores acompanhados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma dessas dimensões falha, o paciente pode perder chance terapêutica mesmo dentro de uma instituição com recursos disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Porta-agulha como indicador</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tempo <strong>porta-agulha foi tratado como um dos marcadores mais sensíveis da fase hiperaguda do atendimento</strong>. Ele ajuda a mostrar como o hospital reconhece o AVC, prioriza a entrada, aciona a equipe, realiza imagem, decide a conduta e prepara o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Indicadores acompanhados:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Agilidade da triagem</li>



<li>Eficiência no acionamento do protocolo</li>



<li>Integração entre emergência, imagem e neurologia</li>



<li>Clareza na tomada de decisão</li>



<li>Disponibilidade da equipe</li>



<li>Organização da fase hiperaguda</li>



<li>Atrasos evitáveis</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Outros dados que completam a leitura:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tempo porta-tomografia</li>



<li>Percentual de pacientes trombolizados</li>



<li>Transformação hemorrágica e outras complicações</li>



<li>Mortalidade ajustada ao perfil do serviço</li>



<li>Desfecho funcional</li>



<li>Tempo até transferência, quando aplicável</li>



<li>Revisão dos casos fora da meta</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Trombólise, trombectomia e seleção de pacientes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os avanços terapêuticos ampliaram as possibilidades no cuidado ao AVC isquêmico.</strong> Trombólise, trombectomia, uso de imagem avançada, seleção de pacientes em diferentes janelas e atualização de diretrizes trouxeram novas alternativas para a prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação dessas estratégias depende da organização do serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios e condutas:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Critérios de inclusão e exclusão</li>



<li>Definição da janela terapêutica</li>



<li>Acesso rápido à imagem</li>



<li>Discussão entre neurologia, emergência e imagem/neuroimagem</li>



<li>Conduta para pacientes em uso de anticoagulantes</li>



<li>Fluxo para trombectomia ou transferência</li>



<li>Monitoramento de transformação hemorrágica</li>



<li>Conduta diante de complicações</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A terapia avançada perde impacto quando o caminho até ela é lento, fragmentado ou dependente de decisões improvisadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fluxos internos e unidade de AVC</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A unidade de AVC é uma estrutura importante para avaliação neurológica, monitoramento e prevenção de complicações. <strong>Nem todos os hospitais têm o mesmo desenho assistencial.</strong> O ponto decisivo é garantir que o paciente siga um percurso seguro dentro da instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fluxos que precisam estar definidos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Local de atendimento do paciente com AVC</li>



<li>Responsável pelo acionamento do protocolo</li>



<li>Fluxo para imagem</li>



<li>Critérios para trombólise</li>



<li>Critérios para trombectomia ou transferência</li>



<li>Conduta diante de transformação hemorrágica</li>



<li>Acompanhamento após a fase aguda</li>



<li>Registro dos tempos e desfechos</li>



<li>Rotina de revisão dos casos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura física ajuda, mas é o protocolo conhecido pela equipe que sustenta a consistência do cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O papel da rede pré-hospitalar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte do desempenho hospitalar começa fora do hospital. O paciente pode chegar tarde por dificuldade de reconhecer sintomas, escolha inadequada do serviço, barreiras logísticas e dificuldades de encaminhamento entre serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa etapa interfere diretamente na elegibilidade para tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pontos críticos da rede:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reconhecimento tardio dos sintomas</li>



<li>Encaminhamento para serviço sem preparo</li>



<li>Transporte entre unidades</li>



<li>Falta de alinhamento regional</li>



<li>Heterogeneidade entre hospitais</li>



<li>Comunicação informal entre equipes</li>



<li>Ausência de referência clara para AVC</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A linha de cuidado precisa considerar a chegada do paciente ao sistema, antes mesmo da porta hospitalar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Protocolos Angels e qualificação dos serviços</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Iniciativa Angels foi apresentada como apoio à qualificação do atendimento ao AVC em hospitais e redes. O trabalho envolve capacitação de equipes, revisão de fluxos, apoio a protocolos, acompanhamento de indicadores e reconhecimento de instituições que alcançam metas de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Frentes de atuação:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Capacitação multiprofissional</li>



<li>Organização de protocolos</li>



<li>Revisão de fluxos internos</li>



<li>Acompanhamento de indicadores</li>



<li>Reconhecimento de hospitais e equipes</li>



<li>Apoio ao atendimento pré-hospitalar</li>



<li>Formação de regiões preparadas</li>



<li>Educação sobre sinais e sintomas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência mostra que o atendimento ao AVC melhora quando hospital, pré-hospitalar e rede regional trabalham com o mesmo objetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Indicadores, revisão de casos e melhoria contínua</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitais que atendem AVC conhecem a importância do tempo. O desafio é transformar essa consciência em gestão diária do processo. A análise precisa sair da média geral e observar onde cada caso desvia do fluxo esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perguntas para revisar o processo:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em quais horários o protocolo atrasa mais?</li>



<li>Qual etapa concentra maior perda de tempo?</li>



<li>Quais casos ficam fora da meta?</li>



<li>O atraso começa na triagem, na imagem ou na decisão?</li>



<li>A equipe sabe quando acionar neurologia, imagem/neuroimagem e, quando aplicável, neurointervenção?</li>



<li>O fluxo muda na troca de plantão?</li>



<li>A transferência para trombectomia está pactuada?</li>



<li>As complicações têm conduta padronizada?</li>



<li>Os dados do protocolo retornam para a equipe?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada desvio mostra onde o protocolo aindadepende de pessoas específicas, acordos informais ou disponibilidade pontual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Equipe multiprofissional e linha de cuidado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O atendimento ao AVC reúne emergência, neurologia, enfermagem, imagem/neuroimagem, laboratório, UTI, unidade de AVC, transporte, regulação, qualidade, gestão de indicadores e liderança assistencial. A coordenação entre essas áreas faz parte do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Condições para incorporar avanços terapêuticos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Protocolo conhecido por todos os turnos</li>



<li>Acionamento rápido e padronizado</li>



<li>Imagem integrada à decisão clínica</li>



<li>Fluxo de trombólise e trombectomia definido</li>



<li>Equipe treinada para complicações</li>



<li>Indicadores acompanhados em tempo próximo do real</li>



<li>Revisão periódica dos casos</li>



<li>Comunicação com a rede de referência</li>



<li>Educação permanente das equipes</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado também depende da precisão clínica, da coordenação entre equipes e da capacidade do hospital de transformar protocolo em rotina assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avanços terapêuticos e rotina hospitalar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>avanços no tratamento do AVC</strong> modificaram a prática clínica e <strong>ampliaram oportunidades para pacientes</strong> que antes teriam menos alternativas terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O desafio para os hospitais está em incorporar essa evolução com menor variabilidade do cuidado.</strong> <strong>Isso exige protocolos atualizados, leitura crítica de indicadores, alinhamento multiprofissional, pactuação com a rede e revisão contínua da jornada do paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação do atendimento ao AVC no Brasil passa por essa integração entre ciência disponível, terapia adequada e hospital preparado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer mais detalhes? Assista na íntegra:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Café da Manhã Anahp com Boehringer | Atendimento do AVC: protocolos Angels e Avanços Terapêuticos" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/Oh-oGeaXXPc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Treinamento e padronização são fundamentais para o uso seguro de novas tecnologias</title>
		<link>https://www.anahp.com.br/noticias/treinamento-e-padronizacao-sao-fundamentais-para-o-uso-seguro-de-novas-tecnologias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Lira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 18:52:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A tecnologia pode ampliar as possibilidades de tratamento, mas seu impacto depende de como ela é incorporada à prática clínica. No dia 23 de junho, a Anahp realizou mais uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A tecnologia pode ampliar as possibilidades de tratamento, mas seu impacto depende de como ela é incorporada à prática clínica.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 23 de junho, a Anahp realizou mais uma <strong>edição do Café da Manhã, desta vez em parceria com a Boston Scientific</strong>, para discutir <strong>educação médica contínua, qualidade assistencial e segurança do paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação foi <strong>conduzida por Wanessa Awata</strong>, especialista clínica da Boston Scientific, e abordou como a atualização tecnológica exige treinamento estruturado, padronização de procedimentos e preparo das equipes para o uso seguro de novas tecnologias em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia pode ampliar as possibilidades de tratamento, mas seu impacto depende da forma como entra na prática clínica. No debate, a <strong>educação médica contínua apareceu como parte da qualidade assistencial</strong>, especialmente em <strong>áreas de alta complexidade, como cardiologia e eletrofisiologia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Tecnologia nova exige preparo da equipe</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação de uma nova tecnologia é uma etapa importante, mas não encerra o processo de incorporação. Para chegar ao paciente com segurança, a inovação precisa ser acompanhada por treinamento, protocolos, suporte técnico e atualização prática das equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ponto central:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A tecnologia precisa ser conhecida por quem indica</li>



<li>O procedimento precisa ser entendido por quem executa</li>



<li>A equipe precisa saber como agir durante a curva de aprendizado</li>



<li>O hospital precisa organizar estrutura, fluxo e processos</li>



<li>A decisão clínica precisa estar apoiada em evidências</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Falta de treinamento aumenta a variabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacitação insuficiente foi apresentada como um risco para a rotina hospitalar. Sem treinamento estruturado, a curva de aprendizado pode ser mais lenta e menos previsível, e isso aumenta a variação entre profissionais, procedimentos e equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impactos possíveis</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior tempo de procedimento</li>



<li>Maior consumo de recursos</li>



<li>Mais variabilidade técnica</li>



<li>Complicações evitáveis</li>



<li>Experiência inconsistente para o paciente</li>



<li>Menor previsibilidade para sala, leito e fluxo assistencial</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para hospitais, esse ponto afeta segurança, eficiência e gestão da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Educação contínua organiza a prática clínica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento deve ir além de uma apresentação sobre o produto ou a técnica. A <strong>educação estruturada combina diferentes formatos, de acordo com a complexidade do procedimento e o estágio de adoção da tecnologia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Formatos citados</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Congressos</li>



<li>Proctorias</li>



<li>Discussão de casos</li>



<li>Simulações</li>



<li>Treinamentos hands-on</li>



<li>Capacitações pré-procedimento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados esperados</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uso correto da tecnologia</li>



<li>Padronização de processos</li>



<li>Indicação mais precisa</li>



<li>Decisões clínicas mais seguras</li>



<li>Menor variação entre equipes</li>



<li>Melhor acompanhamento dos resultados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, educação contínua funciona como <strong>mecanismo de redução de risco.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Eletrofisiologia mostra esse desafio na prática</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação usou a eletrofisiologia como exemplo de uma área em rápida evolução tecnológica. O caso discutido foi a ablação por campo elétrico pulsado para tratamento da fibrilação atrial. A tecnologia foi apresentada como parte de uma mudança importante no tratamento, com foco em segurança e eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O exemplo ilustra três pontos importantes:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Evidência</strong><br>Novas tecnologias precisam ser sustentadas por dados de segurança, eficácia e acompanhamento de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Treinamento</strong><br>Equipes precisam conhecer o fluxo do procedimento antes da adoção ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Padronização</strong><br>Protocolos bem definidos ajudam a reduzir variação técnica e acelerar a curva de aprendizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os benefícios associados ao treinamento, foram citados <strong>maior reprodutibilidade, mais previsibilidade, melhor fluxo de pacientes, menor tempo de sala e uso mais eficiente de recursos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Segurança do paciente depende de várias partes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação segura de novas tecnologias envolve diferentes responsabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Médicos:</strong><br>Avaliam a indicação, tomam decisões clínicas e aplicam a tecnologia no procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hospitais:</strong><br>Garantem estrutura, processos, equipe preparada e fluxo assistencial adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Indústria:</strong><br>Gera evidências, oferece treinamento, apoia a adoção e dá suporte técnico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Auditoria:</strong><br>Analisa o uso da tecnologia com base em evidências e critérios técnicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pacientes:</strong><br>Participam com adesão, comunicação e envolvimento no próprio cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança do paciente melhora quando essas responsabilidades estão alinhadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para a gestão hospitalar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão aponta uma agenda prática para as instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pontos para acompanhar</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Como novas tecnologias são incorporadas ao hospital</li>



<li>Quem recebe treinamento antes dos primeiros procedimentos</li>



<li>Como a curva de aprendizado é acompanhada</li>



<li>Quais protocolos orientam a equipe</li>



<li>Como a indicação clínica é avaliada</li>



<li>Quais evidências sustentam a adoção</li>



<li>Como os resultados são monitorados depois da implantação</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A educação médica contínua precisa entrar na rotina de qualidade, segurança e gestão assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ganho vem do uso correto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Novas tecnologias podem melhorar desfechos, reduzir tempo de procedimento, otimizar recursos e ampliar a previsibilidade da operação. Mas esse ganho depende da preparação das equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A inovação gera mais valor quando vem acompanhada de treinamento, indicação adequada, protocolos claros, suporte técnico e acompanhamento dos resultados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer mais detalhes? Assista na íntegra:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Café da Manhã com Boston Scientific | Educação médica contínua e qualidade assistencial" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/dE7AKPokma4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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