Presidente do Cremesp critica planos de saúde

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp-SP), João Ladislau Rosa, contesta os benefícios da verticalização revelados pelas operadoras. “Só quem ganha com isso é o plano de saúde. A partir do momento em que a livre escolha acaba, não há vantagens para o usuário. Ainda que iniciem o tratamento necessário no local de sua preferência, os pacientes podem ser transferidos a qualquer momento para a rede própria do plano, o que gera insatifação e insegurança”, alega.
A entidade também aponta prejuízos para os médicos. “Quem é contratado para atender em um hospital de operadora tem suas decisões limitadas. Perde autonomia até para solicitar exames”.
Para Rosa, aumentar a fiscalização sobre a rede própria dos convênios é parte das medidas necessárias para proteger os direitos dos usuários. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no entanto, afirma que as normas existentes já servem para fiscalizar a verticalização do sistema.
“O redirecionamento (para a rede própria das operadoras) é uma preocupação. Essa prática, quando exacerbada, pode trazer prejuízos. Mas o simples falto de ela existir não significa limite ou restrição a acesso. O que deve ser verificado é se a operadora oferece acessos aos serviços e se cumpre os prazos, dentro ou fora de sua rede própria”, diz o gerente-geral de Estrutura e Operação de produtos da ANS, Rafael Vinhas.
Com base em um convênio com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a agência diz ainda acompanhar movimentos de mercado que possam gerar monopólio.

Fonte: DCI – 04.02.2014

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