Futuro do holter passa por smarphones e wearables

Monitor portátil que registra a atividade elétrica do coração durante períodos prolongados de tempo, o Holter evoluiu muito desde que foi inventado em 1949 por Norman J. Holter. O primeiro aparelho, pesado a ponto de ter que ser transportado em uma mochila, hoje tem o tamanho de um cartão de crédito, mas deve evoluir ainda mais nos próximos anos com a emersão das chamadas tecnologias vestíveis e as redes de dados móveis.

Esse foi um dos tópicos discutidos durante o Café da Manhã Anahp, realizado pela Associação em parceria com a Hill-Rom Brasil na última terça-feira (06/03). Segundo Cesar José Gruppi, cardiologista chefe do Setor de Monitorização Ambulatorial do Serviço de Eletrocardiograma do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP), o holter é a ferramenta não invasiva que mais fornece informações sobre o risco de arritmias futuras ao detectar a presença de isquemia, disparadores e fator modulador.

No futuro, garante, as tecnologias digitais permitirão a captação de dados cardíacos à distância com muita qualidade, com dados transmitidos pela internet e monitorados por smartphones ou tablets. Roupas e dispositivos vestíveis (os chamados wearables) permitirão essa evolução sem grandes ônus para o paciente.

A grande variedade de dados coletados, no entanto, exigirá do médico conhecimento e o uso de softwares capazes de analisar as informações e correlacionar com patologias clínicas, encontrando possíveis diagnósticos. “A tecnologia evoluiu tanto que somos capazes de identificar anormalidades, mas não sabemos que fazer com elas”, diz o médico.

Faça abaixo o download da apresentação utilizada durante o Café da Manhã.

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